Moradores constroem casinha para cães abandonados em Guaçuí (ES)

Cachorros em situação de rua de Guaçuí (ES) ganharam um presente para combater o frio: uma casinha feita por moradores da cidade. Comovidos com a situação dos cães, José Roberto Pereira e Joseph Costa se uniram para ajudá-los. Os amigos construíram uma casinha de metal para abrigar os animais, que também recebem água e alimento com a ajuda de outros voluntários.

Foto: Reprodução/TV Gazeta

A ideia foi de José Roberto e surgiu após o morador observar os cachorros vivendo na rua. “Passando aqui num belo dia, nesse tempo frio, vendo esses cães em situação de rua deitados nesse gramado aqui, pensei no que eu poderia estar fazendo para ajudar eles. Aí tive a iniciativa de fazer um abrigo para eles e conversei com um amigo meu para ele ajudar”, explicou ao G1.

Para construir a casinha, a dupla usou pedaços de telhas de metal, isopor e peças de ferro recicladas. Pedaços de pano e cobertores foram colocados dentro do abrigo para aquecer os animais. Parte do material veio de doação e o restante foi comprado pelos voluntários. A execução do projeto foi feita por Joseph.

“Usamos restos de telhas, todo o material de ferro foi galvanizado para aguentar o tempo, nos preocupamos com o forro de isopor por causa da temperatura, se ela ficasse no sol. Ela foi feita toda em aço também na preocupação do vandalismo e madeira também não aguenta no tempo. A preocupação foi dar um conforto melhor e também a durabilidade do material”, contou.

A atitude de Joseph e José Roberto foi vista com bons olhos pela comunidade. Uma das pessoas que elogiou o projeto foi a estudante Luiza Magno, que também costuma ajudar os cães que vivem na rua.

“Espero que as pessoas espalhem essa ideia para outros bairros. Meu pai também contribui, dá ração, dá carinho e as pessoas vendo isso podem um incentivar o outro. Espero que isso se espalhe não só na cidade, mas também por toda região”, incentivou.

O abrigo feito para os animais também foi aprovado pela estudante Mirela, de 10 anos. “Achei a casa maneira. Os cães podem dormir confortáveis, não ficam mais na rua e podem dormir ali”, disse.

Para garantir a manutenção da casinha e os cuidados aos cães, José Roberto e Joseph pedem a ajuda da sociedade. Interessados em colaborar com doações devem entrar em contato pelo telefone: (27) 99921-6090.


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Moradores denunciam envenenamento de 10 animais em Linhares (ES)

Moradores do bairro Santa Cruz, em Linhares (ES), denunciam o envenenamento de pelo menos 10 animais encontrados mortos nas últimas semanas. Ao menos sete cachorros e três gatos teriam sido vítimas.

Um dos animais mortos foi a rottweiler Shakira, tutelada pelo comerciante Amilton Silva. “Minha esposa foi a primeira pessoa que encontrou ela ensanguentada, babando muito. Ela morreu nos braços da minha esposa. Está acontecendo uma onda de envenenamentos aqui no bairro, foram vários envenenados”, relata Silva ao G1.

Shakira morreu nos braços da tutora (Foto: Arquivo Pessoal/ Amilton Silva)

Com medo de que Thor, o outro cachorro da família, também seja envenenado, Silva passou a deixar o animal dentro de uma casinha.

A dona de casa Giliane Matos também presenciou a morte de animais tutelados por ela. Três cachorros que viviam com ela foram mortos. Agora, a tutora passou a impedir que os dois gatos da casa saiam para a rua para que não sejam mortos também.

“Eu fiquei muito triste e fiquei até uma semana sem me alimentar direito, porque eu gostava muito deles. Eu estou com medo e segurando meus gatos para eles não irem para rua”, contou.

Uma audiência pública foi realizada na noite de segunda-feira (22) para discutir uma forma de combater crimes contra animais registrados no município. A Polícia Civil não informou se está investigando os casos de envenenamento e disse que recebe denúncias através do telefone 181.

Coordenadora de uma ONG de proteção animal, Roziane Scandian defende a criação de uma diretoria de bem-estar animal para a criação de leis específicas e fomento de ações de combate aos maus-tratos. Segundo ela, há cerca de 4 mil animais em situação de rua em Linhares.


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Vídeo: cão ferido agoniza na margem de rio e é resgatado por policiais

Um cachorro foi encontrado, no domingo (23), na margem do Rio Veado, em Guaçuí, na Região do Caparaó, no Espírito Santo. O animal estava ferido e agonizando. Dois jovens que passavam pelo local se depararam com a situação e acionaram a Polícia Militar, que enviou dois agentes ao local para resgatar o cão.

Um dos militares registrou parte do resgate em um vídeo (confira abaixo). Próximo a um bueiro de esgoto, o cachorro estava dentro da água, bastante debilitado. As informações são do portal Gazeta Online.

Foto: Reprodução / Portal Aqui Notícias

Um dos policiais que participou da ação foi mordido pelo animal que, assustado, reagiu para se defender. O homem tentava colocar o cão em cima de um pedaço de plástico para transportá-lo para fora do rio quando foi mordido. Apesar do incidente, os policiais insistiram e conseguiram resgatar o animal, que não tinha força para sair do local sozinho e chorava de dor.

“Ele estava com quase o corpo todo na água, em sinal de frio extremo, e agonizando. Conseguimos resgatar e colocamos em local seguro e mais aquecido. Aparentemente por alguma fratura ou intoxicação”, conta o soldado Junior Cindra Bueno.

Para que o cão recebesse os cuidados necessários, os policiais pediram ajuda para a ONG Amicão, que resgata animais abandonados em Guaçuí. De acordo com a voluntária da entidade Taynara Zanoni, o cachorro foi levado para uma clínica veterinária.

“Ele foi medicado, pois estava sentindo muita dor, para ser avaliado pelo veterinário. Possivelmente está fraturado. Depois, ele vai ficar na casa de alguma voluntária”, disse Zanoni.

Segundo a voluntária, a entidade realiza resgates de cachorros com frequência. No inverno, os membros da Amicão fabricam casinhas de papelão e distribuem para os animais abandonados da cidade.

A ONG está arrecadando recursos para arcar com os gastos do tratamento veterinário do cachorro. Interessados em colaborar podem solicitar dados bancários para os voluntários através do Facebook da Amicão.


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Homem é detido após ser acusado de estuprar e envenenar animais

Um homem de 82 anos foi acusado de estuprar e envenenar animais em Vila Velha, no Espírito Santo. Os crimes teriam acontecido no bairro Alvorada. O idoso foi detido pela polícia na quinta-feira (6).

Foto: Reprodução / Gazeta Online

Participaram da ação a deputada estadual Janete de Sá, que é presidente da CPI Contra Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o delegado Eduardo Passamani, responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e protetores de animais.

Janete conta que a equipe chegou à casa do homem às 11 horas, com um mandado de busca e apreensão contra ele. O idoso, no entanto, não estava no local, mas chegou momentos depois. As informações são da Gazeta Online.

“Há cerca de 15 dias recebemos uma denúncia onde uma moradora da região de Alvorada, contando que o idoso estava abusando dos dois cachorros dele, um macho e uma fêmea. Orientamos que ela fosse até a delegacia e fizesse um boletim de ocorrência. Foi aí que conseguimos o mandado”, disse.

Foto: Reprodução / Gazeta Online

A moradora que fez a denúncia tinha imagens no celular que provavam que a ação criminosa do homem. “Ele negou as acusações, mas quando viu as imagens não teve como desmentir. Contou que era ele mesmo”, destacou.

Buscas por produtos que seriam usados para envenenar animais foram feitas na casa do idoso, que foi levado para a Delegacia de Meio Ambiente e prestou depoimento. Em seguida, o homem foi liberado para responder pelo crime em liberdade.

Os cachorros foram resgatados e levados para o CRMV. Eles passaram por exames e, em seguida, foram encaminhados para um abrigo em Manguinhos, na Serra, onde irão aguardar por adoção.


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Cadelas resgatadas de pedra recebem visita de bombeira que as salvou

As cadelas que foram resgatadas na Pedra do Penedo, na Baía de Vitória, no Espírito Santo, receberam a visita de uma bombeira que participou do resgate. Batizadas com os nomes Vitória e Guerreira, elas se recuperam em uma clínica veterinária.

Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

Testemunhas relatam que as cadelas foram jogadas na água na noite de segunda-feira (11) por uma pessoa em uma lancha e nadaram até a pedra, onde se abrigaram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local na mesma noite, porém, a baixa luminosidade impediu o resgate, que foi retomado e realizado com sucesso no dia seguinte. Os militares chegaram no local na manhã de terça-feira (12) e levaram quase 10 horas para salvar as cadelas.

“Nós chegamos à conclusão de que a melhor forma era criar uma via através de escalada, acessar a parte superior, onde as cadelas estavam, e depois fazer um rapel. Eu desci, as cadelas continuaram fugindo até chegarem na água, onde a equipe de mergulho fez tudo que era possível para resgatá-las com segurança”, explicou ao G1 o sargento Josué.

De acordo com o sargento Bento, que estava na embarcação, as cadelas estavam assustadas e isso dificultou o resgate. “Quando trata-se de um ser humano, é comum ele querer ser salvo. Já o animal não tem essa questão. E, naquela ocasião, eles estavam estressados. Provavelmente, porque foram escorraçados por algum humano e toda vez que algum humano se aproximava, eles tentavam fugir”, disse.

Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

“Tivemos muita dificuldade, porque eles estavam muito estressados. Toda vez que abordamos, eles fugiam, estavam ariscos, mordendo. Então a gente teve essa dificuldade para acessá-los, colocá-los no barco e trazê-los com segurança para a margem”, confirmou a tenente Andresa.

Na clínica veterinária onde estão internadas, no Jardim Camburi, as cadelas estão sendo tratadas pela médica veterinária Viviane Santana. “A Vitória chegou num quadro de hipotermia, em função de tudo que passou, a gente teve que aquecê-la. As duas chegaram muito assustadas, ainda estão um pouco. A gente está trabalhando essa questão humanitária, para reverter o trauma que elas passaram”, disse a profissional.

As cadelas foram levadas para a clínica por uma protetora de animais, que também foi a responsável por conseguir novos lares para Vitória e Guerreira. “Primeira providência que nós tomamos foi trazer para um clínica confiável, para estabilizar a saúde e depois pensar em adoção”, contou Clara Orlandi. As duas cadelas já tem famílias interessadas em adotá-las.

Comovida com a história das cadelas, a tenente Andresa, que participou do resgate, esteve na clínica para visitá-las na quarta-feira (13). “Feliz por elas estarem se recuperando”, afirmou.

Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

Denúncia

A Polícia Civil emitiu nota por meio da qual reforçou que denúncias de maus-tratos a animais podem ser registradas em qualquer delegacias e também pelo Disque-Denúncia 181 ou ainda pelo site disquedenuncia181.es.gov.br.

É necessário que as ocorrências sejam formalizadas pra que a Polícia Civil seja informada sobre os casos e os investigue. O autor do crime é autuado no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais por maus-tratos a animais e pode ser condenado à detenção de até um ano, além de multa. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, o infrator não costuma ser preso, já que a pena acaba sendo substituída por punições alternativas, como a prestação de serviços comunitários.

Lei prevê multa para atropelamento proposital de animais no ES

Uma lei que endurece as penas para maus-tratos e abandono de animais domésticos foi sancionada no Espírito Santo. A medida define multa que pode chegar a R$ 684 para quem atropelar animais de propósito, com agravante caso não preste socorro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Outra mudança da lei é a obrigatoriedade do uso de coleiras e guias para circular com animais domésticos em via pública, o que já era obrigatório em alguns municípios da Região Metropolitana de Vitória e que, agora, estende-se para todo o estado. O descumprimento da norma gera multa de R$ 51,30.

O médico Matheus Herkenhoff, 33, morador de Vitória, conta que só passeia com seu cachorro, de dois anos, na guia, para garantir a segurança do animal. As informações são do portal Amo Meu Pet.

“Por mais tranquilo que seja o cachorro, ele pode ter uma reação exagerada. Não dá pra ter 100% de confiança, afinal ele pode ver outro cachorro, uma fêmea no cio [por exemplo] e pode acabar atropelado,” diz.

Entre as coleiras utilizadas, está o enforcador de metal com garras. Ele, porém, passa a ser proibido pela nova lei, assim como focinheiras que atentem contra o bem-estar do animal.

O governador Renato Casagrande (PSB) fixou multa de R$ 342 para quem abandonar animais no estado. O valor é dobrado caso o animal esteja doente ou seja idoso.

Filhotes são mortos a tiros em lar temporário para cães no Espírito Santo

Quatro filhotes de cães foram encontrados mortos em um terreno alugado, que funciona como lar temporário de animais, em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo. O caso aconteceu nesta quinta-feira (14). Uma das responsáveis pelo local disse que todos tinham uma marca de tiro na cabeça. O crime foi registrado na delegacia da cidade e será investigado.

Os filhotes que foram mortos tinham entre 2 e 3 meses de vida. Segundo as protetoras, pelo menos outros quatro cães também ficaram feridos.

Filhotes moram em lar temporário de animais em Baixo Guandu — Foto: Reprodução/TV Gazeta

“Quando eu cheguei, eles estavam com buracos na cabeça. Todos foram mortos do mesmo jeito, o mesmo buraquinho na cabeça”, falou a auxiliar administrativo Claudiane Costa, que é uma das protetoras.

O espaço onde os cães ficam é alugado pela Associação Melhores Amigos dos Animais. A ideia é de que seja um espaço que os cachorros não morem por muito tempo, mas para que sejam cuidados até serem adotados.

Para isso, as integrantes montam uma verdadeira força-tarefa diária. “Sempre tem um que vem limpar, colocar ração, dar remédios para os que precisam, ajudar a pagar uma consulta, ir atrás de um remédio. Fazemos qualquer coisa para manter a ONG e cuidar dos cachorros, para depois encaminhá-los para doação”, explicou a arquiteta Lilian Nepomuceno, que também é protetora.

No espaço há 25 cães esperando por um lar definitivo. As protetoras explicaram que não imaginam quem possa ter cometido o crime e aguardam o resultado da investigação.

O delegado Ricardo Barbosa explicou que maus-tratos a animais é crime, e é configurado desde um agressão até a morte. “Pelo crime de maus-tratos aos animais, a pena é de 3 meses a um ano de detenção, com aumento de pena de um sexto a um terço em caso de morte”, falou.

Quem tiver alguma informação sobre quem matou os filhotes, pode denunciar na delegacia de Baixo Guandu ou pelo Disque Denúncia 181, com sigilo e anonimato garantidos.

Fonte: G1