Vendas de produtos à base de vegetais superam as de produtos de origem animal em todas as categorias

FOTO: MEDIANEWS GROUP VIA GETTY IMAGES

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O instituto The Good Food (GFI, na sigla em inglês) publicou dados impressionantes que demonstram que o mercado de produtos à base de vegetais nos Estados Unidos como um todo cresceu 31% nos últimos dois anos e alcançou um valor de 4,5 bilhões de dólares.

Os dados também sugerem que os produtos veganos são, de fato, um dos principais impulsionadores do crescimento dos varejistas de produtos alimentícios em todo o país, e mostram que os produtos a base de vegetais estão superando de maneira consistente seus equivalentes de origem animal no geral.

O GFI gentilmente permitiu que o site Vegconomist reproduzisse essas descobertas significativas, pois elas são altamente relevantes para os leitores de negócios e economia.

As informações representam vendas no varejo de alimentos à base de vegetais que substituem diretamente produtos de origem animal, incluindo carne, frutos do mar, ovos e laticínios, bem como refeições que contêm substitutos de ingredientes de origem animal.

Talvez os resultados mais interessantes possam ser vistos no gráfico abaixo, que resume as vendas de produtos de animais versus vendas de produtos vegetais em várias categorias, e mostra claramente que os produtos veganos estão superando em muito os seus homólogos de animais em todas as categorias:

Foto: The Good Food Institute

Foto: The Good Food Institute

As informações da GFI são categorizadas nas seguintes seções, que podem ser visualizadas nos links abaixo (no original):

Carne à base de vegetais
– Leite e laticínios à base de vegetais
Outras categorias (ovos, refeições, maionese, tofu)

Visão geral do mercado

Os resultados mostram que os produtos à base de vegetais são, de fato, um dos principais impulsionadores do crescimento dos varejistas de supermercados nos EUA: as vendas de alimentos à base de vegetais cresceram 11% no ano passado e 31% nos últimos dois anos, comparativamente, no varejo total do país. As vendas de alimentos no varejo aumentaram apenas 2% no ano passado e 4% nos últimos dois anos.

Foto: The Good Food Institute

Foto: The Good Food Institute

O leite à base de vegetais é a categoria mais desenvolvida, como refletido no relatório de investimento FoodTechConnect or Ryan Williams, que mostrou que as bebidas feitas à base de vegetais são, de longe, a categoria de maior ganho em termos de investimento.

A categoria menos desenvolvida é mostrada como sendo ovos feitos à base de vegetais, no entanto, esta categoria também está demonstrando crescimento mais rápido e é esperado que continue assim.

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Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB


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Comissão da Flórida (EUA) incentiva população a matar iguanas

A Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens (FWC, na sigla em inglês) da Flórida, nos Estados Unidos, está incentivando a população a tomar a cruel iniciativa de matar iguanas como método de controle populacional da espécie, que está se multiplicando rapidamente.

(FOTO: PIXABAY)

A FWC argumenta que os animais são não nativos da região e estão ameaçando o ecossistema. A Comissão, no entanto, ignora e desrespeita o direito à vida das iguanas.

“Os donos de imóveis não precisam de autorização para matar iguanas em suas próprias propriedades, e o FWC encoraja os proprietários a matar iguanas verdes em sua própria propriedade sempre que possível”, disse a agência.

Além de incentivar a matança desses animais e de indicar 22 locais públicos onde há animais dessa espécie vivendo, para que sejam mortos, a Comissão não abordou maneiras de matar as iguanas, deixando que a população aja livremente, o que pode gerar inúmeros casos de maus-tratos não só para esses répteis, mas para outras espécies que vivam no mesmo local que eles. As informações são da revista Galileu.

A defesa da propriedade privada em detrimento da vida de animais sencientes foi usada como argumento para respaldar a crueldade incentivada pela agência. “Algumas iguanas verdes causam danos à infraestrutura escavando tocas que corroem e colapsam calçadas, fundações, paredões, bermas e margens de canais”, disse a comissão.

A organização internacional de defesa animal PETA se posicionou contra a medida. “Iguanas, como a maioria das espécies consideradas ‘invasivas’, foram retiradas de seus territórios nativos para o comércio exótico de animais de estimação, e, depois disso, são liberadas ou abandonadas para cuidar de si mesmas”, criticou.

De acordo com a PETA, ao invés de matar as iguanas, “as autoridades da Flórida deveriam proibir sua importação e posse como meio de diminuir a guerra contra esses animais, que agora estão apenas tentando sobreviver”.


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Vestido de Batman, homem encontra novos lares para animais que seriam sacrificados

Chris Van Dorn, fundador da ONG Batma4Paws (Batman 4 Patas, em tradução livre), resgata animais que seriam sacrificados em abrigos nos Estados Unidos e os leva para novos lares, dando-lhes uma nova chance de vida. O diferencial de Chris, no entanto, está na aparência: eles faz as ações solidárias vestido de Batman.

Foto: Arquivo Pessoal / Chris Van Dorn

Entre os animais salvos por ele está Koko, uma pit bull vítima de abandono. Resgatada pelo Pet Resource Center de Tampa, ela foi levada para o abrigo. Devido à superlotação do local, a cadela foi colocada na lista para ser sacrificada.

Uma hora antes de Koko ser sacrificada, Chris chegou ao abrigo, vestido de Batman, e a resgatou. Após tirá-la do local, ele a levou para um novo lar em Gatlinburg, no Tennessee.

Até chegar na nova casa, Koko viajou oito horas na companhia do Batman, seu novo amigo.

Foto: Arquivo Pessoal / Chris Van Dorn

“Eu diria que sou apenas o intermediário”, disse Chris ao The Dodo. “Os verdadeiros heróis são as pessoas que dão a esses cães um lar bom e amoroso”, completou.

Segundo ele, a ideia de fazer o trabalho voluntário em prol dos animais fantasiado de Batman tem o intuito de despertar o interesse das pessoas pela adoção. ”O traje apenas deixa todo mundo feliz e sorrindo”, disse. “É especial ver o Batman andando por aí e, quando descobrem que ele está fazendo uma boa ação no mundo, ficam ainda mais impactados”, concluiu.


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Nova York se torna o segundo estado americano a proibir o uso de sacolas plásticas

Foto: WWF

Foto: WWF

Segundo a Associated Press, ativistas ambientais acreditam que os nova-iorquinos usem cerca de 23 bilhões de sacolas plásticas todos os anos.

Legisladores do estado de Nova York nos Estados Unidos proibiram a utilização da maioria de embalagens e sacolas plásticas de uso único nas vendas do varejo na intenção de diminuir o transtorno causado pelo material na poluição marinha.

A ideia foi implementada pelo governador Andrew M. Cuomo e pode ser a segunda proibição em todo o estado depois que a Califórnia baniu as sacolas em 2016.

O Havaí possui também uma proibição efetiva, a proibição de Nova York deve começar em março próximo. A lei proibirá o fornecimento de sacolas de uso único pelas lojas aos clientes, pois além dos itens não serem biodegradáveis eles têm efeitos terríveis na vida selvagem e no meio ambiente.

Essa proibição inclui exceções, como sacolas de comida usadas por restaurantes, sacolas usadas para embrulhar mercadorias e sacolas para vendas a granel, sacolas de roupas, sacolas de jornal e que se espera que façam parte do orçamento do estado.

Além disso, a regulação possui um componente adicional que permitirá que os municípios cobrem uma taxa de cinco centavos em sacolas de papel, receita que será oferecida ao Fundo de Proteção Ambiental e um fundo separado para receber sacolas reutilizáveis para os clientes.

O governador é explícito ao apontar que essas sacolas estragaram a paisagem local e entupiram os canais da região, ressaltando a importância de “defender nossos recursos naturais para as gerações futuras”.

O senador Todd Kaminsky disse acreditar que, de vez em quando, todos nós estaremos tentando voltar ao que era antes e as pessoas podem se mostrar surpresas porque isso não era uma coisa comum. No entanto, ele expressou que está feliz que Nova York esteja na liderança desse tipo de tomada de decisão sendo um dos primeiros estados a proibir as sacolas plásticas.

Além disso, muitos estados tomaram medidas alternativas para proibir outras mercadorias plásticas recentemente, e os legisladores havaianos projetaram uma combinação de leis que adotam linha dura contra a maioria dos itens plásticos dentro do comércio doméstico, enquanto uma proposta em Maryland pode transformar a região no principal estado dentro da nação a proibir completamente os recipientes de comida de embalagens de fenil etileno.

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Homem é preso por morder cachorro nos Estados Unidos

Matthew Williams, de 35 anos, foi preso após morder um cachorro na última sexta-feira (29) na cidade de Nashua, no estado norte-americano de New Hampshire.

Foto: Manchester Police Department via AP

Williams mordeu um cachorro enquanto policiais tentavam contê-lo em um quarto do hotel La Quinta. Ele gritava e atirava objetos, segundo testemunhas. As informações são do G1.

Explorado em operações policiais, um cachorro foi levado ao local e acabou sendo mordido por Williams, que atacou o cão na região da cabeça e, em seguida, foi controlado pelos agentes.

Preso, Williams está sendo processado por morder o cachorro, também por agressão simples e por ter resistido à prisão.


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Esquilo preso em trilho de trem se agarra à perna de homem para pedir ajuda

Um esquilo que estava preso em um trilho de trem se agarrou a perna de um homem para pedir ajuda. Nick Allen passava pela ferrovia quando percebeu que o animal não estava conseguindo sair sozinho do local. Decidido a ajudá-lo, ele se aproximou e acabou sendo surpreendido pela atitude do esquilo, que pulou nele.

Foto: Reprodução / Facebook / Nick Allen

“Eu absolutamente queria ajudar o rapaz sobre o trilho”, disse Allen ao portal The Dodo. “Eu estava um pouco cauteloso, já que não tinha certeza de quão seguro era tentar tocar o carinha ao tentar ajudá-lo”, completou.

Com medo de estressar ainda mais o esquilo ao pegá-lo na mão, Allen foi se aproximando. Neste momento, o animal começou a subir na perna dele.

“Quando ele subiu na minha perna, eu pensei: ‘isso não pode ser real de verdade’”, disse Allen. “Este animal selvagem apenas rastejou sobre mim. Eu tenho que estar sonhando ou algo assim”, acrescentou.

Foto: Reprodução / Facebook / Nick Allen

Com o esquilo agarrado a sua perna, Allen andou pelo trilho até encontrar um local adequado para deixá-lo. “Ele acabou de saltar e foi direto para cima de uma árvore!”, disse Allen após o esquilo pular de sua perna.

“Isso me fez sentir tão puro e amado que esse carinha precisava de ajuda e acabou de entrar nesse humano aleatório. Eu me senti confiante. Foi tão puro”, concluiu.

Confira o vídeo:


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Startup recebe mais US$ 10 mi para ampliar produção de alternativas à carne

Por David Arioch

A startup Good Catch Foods, dos Estados Unidos, anunciou esta semana que arrecadou mais dez milhões de dólares por meio das empresas de investimentos New Crop Capital e Stray Dog Capital para ampliar a produção de alternativas à carne e aos animais marinhos consumidos pela população. A empresa já havia arrecadado 9,2 milhões de dólares por meio da CPT Capital.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e aos alimentos baseados em siri estão entre as apostas da Good Catch (Foto: Divulgação)

Com esses recursos, a Good Catch pretende abrir uma unidade de produção de 20 milhões de dólares em Ohio, nos Estados Unidos, com previsão de produção anual de 100 milhões de dólares em proteínas de origem vegetal.

“Estamos incrivelmente confiantes sobre o futuro da proteína baseada em vegetais”, disse o cofundador e CEO da Good Catch, Chris Kerr, à Forbes. A startup surgiu com o objetivo de mostrar que é possível oferecer boas opções alimentícias sem a necessidade de matar animais ou prejudicar o meio ambiente.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e siri estão entre as apostas da Good Catch. A cofundadora da startup, Marci Zaroff, disse anteriormente ao PRNeswire que hoje em dia quando os consumidores buscam por fontes de nutrição, e principalmente de proteínas, eles encontram um campo minado de escolhas. Por isso, o melhor caminho são as alternativas baseadas em vegetais.

A New Crop Capital tem se tornado uma das mais importantes firmas dos EUA na captação de recursos para empresas dedicadas ao mercado vegetariano e vegano. Além da preocupação com o meio ambiente e da oposição à exploração animal, outra razão para a Good Catch seguir por esse caminho é que a previsão é de que até 2050 as proteínas alternativas vão comandar pelo menos 1/3 do mercado global de proteínas.


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Quase 300 golfinhos apareceram mortos este ano na costa do Golfo do México

Quase 300 golfinhos nariz de garrafa apareceram mortos – três vezes mais do que o normal – trazidos pela maré até as praias da Costa do Golfo este ano. Os cientistas não conseguem explicar o súbito aumento de mortes na espécie, mas alguns pelo menos têm teorias.

Desde fevereiro, 282 corpos de golfinhos foram encontrados em quatro estados em diferentes graus de decomposição, segundo Erin Fougeres, cientista especialista em mamíferos marinhos da NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

O estado do Mississippi (EUA) tem visto o maior número de golfinhos mortos, acompanhado de perto pelos estados de Louisiana, Flórida e Alabama.

A NOAA declarou o fenômeno como um “Evento de Mortalidade Incomum”, ou UME, o que significa que o número de golfinhos mortos é alarmante o suficiente para garantir uma resposta oficial.

Uma UME foi declarada pela última vez na área após o derramamento de óleo da plataforma da Deepwater Horizon em 2010; a declaração durou até julho de 2014.

Especialistas externos que trabalham com a NOAA apontaram fatores como a quantidade anormalmente grande de chuva e neve despejada no Sul neste inverno e os efeitos remanescentes do vazamento da Deepwater Horizon como causas potenciais.

“Nós sabemos que este é o inverno mais chuvoso no vale do Mississippi em 124 anos”, diz Fougeres à Time. A precipitação pesada pode diminuir os níveis de sal no Golfo, causando problemas para os golfinhos de água salgada (os golfinhos-nariz-de-garrafa são uma espécie de água salgada).

De acordo com Fougeres, apenas um quarto dos golfinhos mortos tinha “lesões na pele que são consistentes com a exposição de água doce”. Embora não seja incomum encontrar essas lesões em golfinhos nesta época do ano,o grande número descoberto tem deixado Fougeres e seus colegas preocupados, segundo ela.

Fougeres também está considerando outros fatores ambientais que podem contribuir para as altas taxas de mortalidade de golfinhos no Golfo do México, incluindo uma “zona hipóxica” do tamanho de Massachusetts que a NOAA previu no Golfo no início deste mês. Essas zonas são criadas quando o excesso de nutrientes das atividades agrícolas e humanas contamina os corpos de água e reduz os níveis de oxigênio – os cientistas os chamam de “zonas mortas” porque sufocam e matam a vida marinha.

A NOAA acredita que a zona morta do Golfo deste ano será de 7.829 milhas quadradas. Isso é mais de 2.000 milhas acima da média de cinco anos e está próximo do tamanho recorde de 2017, de 8.776 milhas quadradas.

Enquanto Fougeres não sabe se essas “zonas mortas” afetam diretamente os golfinhos, ela acha que isso poderia afetar a disponibilidade de seus alimentos.

O trecho do Golfo, onde os golfinhos foram encontrados, é também a área mais diretamente afetada pelo vazamento da Deepwater Horizon. Na época, quatro milhões de barris de petróleo contaminaram o Golfo por mais de 87 dias antes que o vazamento fosse contido, e Fougeres sugere que a população de golfinhos da região ainda experimenta “algumas condições de saúde adversas contínuas e prolongadas”, o que poderia torná-las mais vulneráveis ao estressores e doenças do meio ambiente, como doença pulmonar e adrenal. O estado de decomposição de muitos dos golfinhos tornou os diagnósticos desafiadores; a NOAA está esperando por relatórios completos de necropsia para confirmar do que os golfinhos estão morrendo.

Esses mamíferos extremamente inteligentes tiveram um ano difícil em outras partes do mundo também. Em março passado, mais de mil golfinhos mutilados foram levados para a costa da França. Acredita-se que eles foram mortos por atividades de pesca comercial.

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Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Foto: Africanskyhunting

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Chapéu: Avanço

Título: Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Olho: Conhecido como o maior importador de troféus de animais no mundo, os Estados Unidos são responsáveis pela morte de inúmeros leões, elefantes e outros animais africanos ameados de extinção

A Câmara dos deputados americana aprovou um projeto de lei (emenda à lei de proteção) do deputado Vern Buchanan para proteger leões e elefantes africanos ameaçados, proibindo a importação de seus cadáveres para o país para serem transformados em troféus.

A emenda de Buchanan foi aprovada ontem pela Câmara por 239 votos a favor e 192 contra. O projeto emenda agora deve passar pelo Senado e ser assinada pelo presidente Trump.

Foto: Conservation Action

Foto: Conservation Action

“Essas criaturas magníficas estão à beira da extinção”, disse Buchanan, que também é líder do Congresso, sobre a proteção de espécies ameaçadas, em um comunicado. “A última coisa que devemos fazer é facilitar a morte desses animais e ainda por cima trazer suas cabeças empalhadas como ‘troféus’. Quando uma espécie é extinta, ela desaparece para sempre”.

A medida de Buchanan proíbe o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA de emitir licenças de importação da Zâmbia, Zimbábue e Tanzânia; três países que, de forma insondável, ainda incentivam a caça de troféus.

Esta alteração segue uma decisão do Departamento do Interior de 2017 para permitir a importação. Na época, Buchanan também pediu ao presidente Trump que rejeitasse a decisão do secretário do Interior de suspender a proibição de permitir que troféus de leão africanos fossem trazidos para o país.

“A Câmara deu um passo importante para proibir a importação de troféus de elefantes e leões”, continuou Buchanan. “Os contribuintes não deveriam ter que pagar um único dólar para permitir essa atividade. Proteger os animais em casa e no exterior é uma causa majoritariamente bipartidária ”.

Buchanan submeteu sua emenda à mais recente lei de financiamento governamental.

Foto: Ipetitions

Foto: Ipetitions

Mais de 30 mil elefantes, um a cada 15 minutos, são mortos por suas presas a cada ano. Algo que a maioria dos americanos, que desaprova a caça, acha repreensível.

“Os americanos investem mais dólares em turismo em safáris de observação da vida selvagem no Zimbábue, na Zâmbia e na Tanzânia do que na caça de troféus de leões e elefantes. Essas espécies icônicas estão sendo ameaçadas pela caça continuada, perda de habitat e outras mortalidades causadas pelo homem. A caça aos troféus exacerba essas ameaças, empurrando esses animais magníficos para mais perto da extinção”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

“É por isso que aplaudimos o deputado Buchanan por defender um futuro mais humano através de uma emenda para restringir a importação de troféus de leão e elefante desses países”, diz a ativista. Sofia afirma ainda que como os Estados Unidos são o maior importador mundial de troféus de animais, os esforços para aliviar a pressão adicional pela caça ao troféu são fundamentais.

Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute, também apontou para o fato de que não há evidência científica de que a caça legal aumente a conservação.

“A receita gerada pela caça aos troféus muitas vezes não fornece nenhuma renda significativa para os moradores empobrecidos. Em vez disso, essas caçadas geralmente canalizam dinheiro para as mãos de um grupo seleto, sem melhorar as proteções para populações de animais selvagens caçados”, afirmou Liss.

“Nenhuma espécie que enfrente a extinção deve ser mais vitimada por alguém que queira pendurar sua a cabeça na parede”, conclui a presidente da ONG.

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