Fogos e barulhos em geral podem causar desmaios e levar animais à morte

O estampido dos fogos de artifício e ruídos provocados de outras maneiras, como música em volume alto, podem levar animais à morte, especialmente os recém-nascidos e os idosos.

Cães, gatos, coelhos, hamsters, aves e animais de outras espécies correm sério risco. O estresse causado pelos barulhos os deixam nervosos, podendo levar a desmaios e à morte. Amarrá-los, durante a execução desses ruídos, é ainda pior, já que eles podem ficar ainda mais nervosos por estarem presos, além do risco de enforcamento.

Foto: Pixabay

Além desses riscos, alguns barulhos – até mesmo os mais sutis, como batidas de portas e janelas – podem agravar doenças pré-existentes. As informações são do portal IG.

De acordo com a médica veterinária e fundadora do grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, os sustos causados pelos barulhos podem ter efeitos graves sobre os animais

“Muito embora a evolução da espécie e a domesticação venham contribuindo com a adaptação, ainda é muito frequente casos de sincopes (desmaios), ou em casos mais raros a morte súbita de animais quando se assustam”, conta.

“Animais mais idosos, que podem ter doenças cardíacas, respiratórias ou neurológicas estão dentre os mais propensos às consequências graves de barulhos altos”, diz. “Em meio a uma situação de susto, agitação ou medo, o animal pode facilmente entrar uma crise, e se não for rapidamente socorrido, poderá ter seu óbito”, explica Caroline.

Apesar de correrem menos riscos que os animais idosos, os filhotes também podem sofrer as consequências dos ruídos altos. “Animais que não estão acostumados nem adaptados a esses episódios de barulho intenso podem sofrer com a situação. Essa mistura de animal não condicionado com tutores inexperientes pode agravar a situação”, diz a veterinária.

Para proteger o animal é importante mantê-lo fora de áreas de risco. “Lugares altos, onde o animal pode tentar fugir e facilmente se joga (sem calcular risco) ou então tutores que deixam o acesso à rua desprotegido, e na tentativa de fuga o animal pode ser atropelado. Outro caso comum é quando o tutor prende o animal de maneira inapropriada, acreditando ser a melhor opção, e na tentativa de escapar, eles pulam e contorcem a coleira tendo o risco grande de serem enforcados”, alerta Caroline.

A veterinária reforçou ainda que não são apenas cães e gatos que correm riscos, mas também animais como hamster, coelhos e chinchilas. Segundo Caroline, essas espécies podem morrer facilmente, inclusive se foram manuseadas de maneira errada pelo tutor. “Mexer no animal sem condicionamento adequado causa um tipo de estresse crônico, que pode ser fatal para esses animais extremamente sensíveis”, finaliza.


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Ministro do STF revê decisão e proíbe fogos ruidosos em São Paulo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reviu sua própria decisão, tomada em março, que suspendeu uma lei que proibiu o uso de fogos de artifício ruidosos em São Paulo, e decidiu manter a validade da legislação. Com isso, os explosivos barulhentos estão, novamente, proibidos no município.

Foto: Pixabay

Moraes acolheu os argumentos da Prefeitura de São Paulo e concordou com o objetivo da lei de proteger a saúde dos animais e da população.

Em março, quando suspendeu a lei atendendo a uma ação da Associação Brasileira de Pirotecnia, o ministro afirmou que a norma era inconstitucional porque invadia a competência da União para legislar sobre o tema. No entanto, nesta quinta-feira (27) Moraes repensou a decisão e voltou atrás.

“Constato, desta forma, haver sólida base científica para a restrição ao uso desses produtos como medida protetiva da saúde e do meio ambiente. O fato de o legislador ter restringido apenas a utilização dos fogos de artifício de efeito sonoro ruidoso, preservando a possibilidade de uso de produtos sem estampido ou que acarretam barulho de baixa intensidade, parece, em juízo preliminar, conciliar razoavelmente os interesses em conflito”, disse o ministro.


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Prefeito de Cotia (SP) promulga lei que proíbe soltura de fogos de estampido

Uma lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, além de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, foi promulgada pelo prefeito de Cotia (SP), Rogério Franco.

(Foto: Pixabay)

O descumprimento da lei, de autoria do vereador Edson Silva, acarreta em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor é dobrado. As informações são do Jornal Cotia Agora.

Não foi definido ainda como será realizada a fiscalização e quem a fará. Também não se sabe se haverá um telefone exclusivo para denúncias ou se elas deverão ser feitas à Guarda Civil.

A lei tem o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo barulho dos fogos, que prejudica animais domésticos e silvestres, em alguns casos levando-os à morte por ataque cardíaco, e atinge também idosos, crianças, pessoas com problemas psíquicos, autistas e bebês.

A proibição da soltura de explosivos que fazem barulho é uma tendência que outras cidades do país já aderiram. Em São Paulo, por exemplo, a comemoração de Ano Novo do ano passado não contou com fogos de estampido.