População está se manifestando mais contra do que a favor do Estatuto dos Animais no site do Senado

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Em consulta pública criada no site do Senado a população está se manifestando mais contra do que a favor do PLS 631/2015, que institui o Estatuto dos Animais e altera a redação do artigo 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

Até o momento, mais de duas mil pessoas votaram contra o Estatuto dos Animais, e apenas pouco mais de mil saíram em defesa da iniciativa.

Vale destacar que o projeto é de grande importância para a causa animal, já que estabelece obrigações em relação à proteção animal e proíbe práticas e atividades classificadas como cruéis ou que causem danos à integridade física e emocional dos animais.

Também define regras de guarda e trata da proibição de práticas de maus-tratos. Defensor da vaquejada, o senador Otto Alencar (PSD-BA) já se manifestou contra o Estatuto dos Animais, preocupado com a possibilidade de proibição da atividade que, segundo ele, “gera empregos”.

Na semana passada, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou uma proposta para que “animais de produção” e de “interesse econômico” sejam excluídos do Estatuto dos Animais PLS 631/2015).

O projeto obriga cada pessoa física ou jurídica a garantir espaço adequado e apropriado para a manifestação do comportamento natural, individual e coletivo dos animais. A exigência foi criticada por Kátia Abreu que a qualificou como um risco à criação de animais em confinamento no Brasil.

A mesma defesa foi feita na última discussão sobre o projeto no CAE pelo senador Telmário Mota (PROS-RR). No texto original do projeto de lei do Senado consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Ao ler a matéria do projeto, Mota exigiu que o texto fosse alterado para “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Tudo indica que na consulta pública a oposição à criação do Estatuto dos Animais está vencendo porque há pessoas que desconsideram a violência de atividades recreativas que envolvem animais e também porque resumem muitos animais a objetos ou produtos.

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Kátia Abreu quer que “animais de produção” sejam excluídos do Estatuto dos Animais

A senadora alegou que, da forma que está, o projeto poderá gerar insegurança jurídica para a pecuária e trazer prejuízo econômico para o Brasil (Fotos: Ueslei Marcelino/Globo Rural)

Na semana passada, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou uma proposta para que “animais de produção” e de “interesse econômico” sejam excluídos do Estatuto dos Animais (PLS 631/2015), de autoria do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), atual prefeito do Rio de Janeiro.

A senadora alegou que, da forma que está, o projeto poderá gerar insegurança jurídica para a pecuária e trazer prejuízo econômico para o Brasil. A matéria ainda está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O projeto de lei que cria o Estatuto dos Animais obriga cada pessoa física ou jurídica a garantir espaço adequado e apropriado para a manifestação do comportamento natural, individual e coletivo dos animais. E essa exigência foi criticada por Kátia Abreu que a qualificou como um risco à criação de animais em confinamento no Brasil.

A mesma defesa foi feita na última discussão sobre o projeto no CAE pelo senador Telmário Mota (PROS-RR). No texto original do projeto de lei do Senado consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Ao ler a matéria do projeto, Mota exigiu que o texto fosse alterado para “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Vale lembrar que o estatuto define regras referentes aos direitos, ao bem-estar e à guarda dos animais, além de alterar a Lei de Crimes Ambientais, para aumentar a pena do crime de maus-tratos. No entanto, desde 2015, o projeto tem passado por modificações que vêm descaracterizando o seu propósito inicial.

Votação do Estatuto dos Animais é adiada por comissão do Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, adiou novamente a votação do projeto que cria o Estatuto dos Animais (PLS 631/2015). O adiamento ocorreu na terça-feira (9) após o senador Telmário Mota (PROS-RR) demonstrar descontentamento com vários pontos da proposta e, em seguida, apresentar um projeto alternativo, que será analisado pelo relator Plínio Valério (PSDB-AM).

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O estatuto altera a Lei de Crimes Ambientais, para aumentar a pena contra crimes de maus-tratos a animais, e define regras sobre direitos, bem-estar e guarda responsável dos animais. De autoria do ex-senador e atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, a proposta já foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e seguiu para a Comissão de Assuntos Econômicos, na qual o relator explicou que sua análise foi restrita a questões financeiras e orçamentárias. As informações são da Agência Senado.

O novo projeto de Mota, que ainda será analisado, prejudica os animais ao resguardar eventos como rodeios e vaquejadas. Na proposta original, consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”. No novo texto feito pelo senador, esse trecho é substituído por: “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”, o que abre brechas para que os animais continuem a ser explorados e maltratados.

Tanto a proposição original quanto a feita por Mota alteram a pena para a prática de maus-tratos a animais de três meses a um ano, que é a atual, para de um a dois anos. A mudança, no entanto, não muda a classificação da infração, que continua sendo considerada de menor potencial ofensivo, não levando o infrator à prisão e sendo punida apenas com multa e penalidades alternativas, como prestação de serviços à comunidade. Ainda segundo o projeto original, a pena será dobrada em caso de morte do animal. No entanto, para Mota, o aumento pela metade da pena basta.

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), conhecida por ser ferrenha defensora do agronegócio, criticou o projeto. “Isso vai trazer um problema grave de segurança jurídica. O artigo 6º [do projeto], por exemplo, fala em garantir espaço adequado. O inciso três fala de se assegurar a inexistência de ansiedade, medo, estresse ou angústia. Quem vai definir tudo isso? Até no ser humano temos dificuldade de identificar tais sentimentos. Isso vai trazer insegurança para um setores mais importantes da economia brasileira”, disse Kátia ao ignorar todo o sofrimento extremo ao qual os animais explorados pelo agronegócio são submetidos.

Nota da Redação: é importante que o Estatuto dos Animais seja aprovado em sua versão original, sem concessões para proteger práticas exploratórias e cruéis, como o agronegócio, as vaquejadas e os rodeios. Não é justo que esse projeto seja modificado e sirva apenas para proteger animais domésticos e silvestres, excluindo os demais. É de conhecimento geral, porém, que a aprovação do projeto original não impedirá que os animais explorados pelo agronegócio continuem a sofrer e a ser mortos, tampouco colocará fim a realização de rodeios e vaquejadas, mas isso não significa que o Estatuto dos Animais deva ser modificado a ponto de legitimar tais práticas cruéis. 

Estatuto dos Animais será votado em comissão do Senado na próxima semana

Senador Otto Alencar (PSD-BA) já se manifestou contra o Estatuto dos Animais por considerá-lo uma ameaça à realização das vaquejadas (Foto: Reprodução)

De autoria do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), atual prefeito do Rio de Janeiro, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 631/2015, que institui o Estatuto dos Animais, vai ser votado na próxima semana na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O projeto estabelece obrigações em relação à proteção dos animais e proíbe práticas e atividades classificadas como cruéis ou que causem danos à integridade física e mental dos animais. Também define regras de guarda e trata da proibição de práticas de maus-tratos e versa sobre infrações e penalidades.

O texto do PLS, que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sofreu alterações por intervenção do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), que alterou o projeto original apontando que “controle de zoonoses, controle de espécies invasoras e uso de animais em atividades de ensino e pesquisa científica na área da saúde não serão considerados maus-tratos”.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), atual relator do projeto, disse que seu voto na CAE se restringe aos aspectos financeiros e orçamentários e, que o mérito será debatido na Comissão de Meio Ambiente (CMA).

“Como se trata de um projeto de lei que vai dar muita polêmica, gostaria de observar que não estamos tratando da juridicidade, constitucionalidade ou do mérito. Trata-se de um parecer técnico de um integrante da Comissão de Assuntos Econômicos. A pergunta aqui é: vai causar despesa ou algum impacto no orçamento?”, justificou.

Defensor da vaquejada, o senador Otto Alencar (PSD-BA) já se manifestou contra o Estatuto dos Animais, preocupado com a possibilidade de proibição da atividade que, segundo ele, “gera empregos”. Por outro lado, o senador Paulo Paim (PT-RS) declarou apoio incondicional ao projeto, argumentando que “o estatuto vem no momento certo, ainda mais em uma época em que há tanta agressão à vida”.

“Li ontem no Plenário um pronunciamento lembrando que meio bilhão de abelhas morreram no Brasil nos últimos quatro meses. Isso é uma agressão à natureza, que repercute num ser mais frágil. Sou parceiro para votar favorável à iniciativa e continuar o debate na CMA”, afirmou Paim.

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