Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


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‘Adote uma Castração’: empresas custeiam cirurgia para animais abandonados

Para diminuir o número de animais submetidos a maus-tratos e ao abandono, uma empresária de Jundiaí, no interior de São Paulo, criou a campanha “Adote uma Castração”. O objetivo é encontrar empresas dispostas a custear castrações de animais abandonados.

Doze empresas da região e uma da capital já apoiaram a causa. O projeto será colocado em prática em julho.

Foto: Arquivo pessoal

“A expectativa é alcançar o número de 200 castrações até o fim da campanha”, disse a idealizadora ao portal G1.

Empresas interessadas em participar da campanha podem fazer inscrições gratuitas, até 7 de julho, na página oficial do projeto.

Para participar, a empresa tem que doar um pacote de ração ou algum objeto de utilidade para os animais, como cobertores e mantas. Cada empresa pode custear uma castração ou mais.

Com a adesão das primeiras empresas, a castração de 15 animais já foi agendada. “Estes animais aguardam em lares solidários até o momento da cirurgia, que será feita por uma clínica apoiadora da causa na cidade”, comentou a empresária.

Após a castração, os animais serão levados para uma feira de adoção em uma pet shop localizada  na Rua Barão de Teffé, 933, no Parque do Colégio, em Jundiaí. Não há, no entanto, data definida para o evento ainda.


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Califórnia lança placas de carros personalizadas para arrecadar fundos para castração animal

A Califórnia criou um mecanismo de financiamento para ajudar a combater a eutanásia de animais indesejados. O objetivo da California Spay e da Neuter License Plate Fund, Inc., uma organização sem fins lucrativos, tornou-se realidade.

O grupo, fundado em 2010 por Judie Mancuso, Dr. Gary Michelson  e pelo ator Pierce Brosnan, juntamente com sua esposa Keely Brosnan, criou um programa de matrículas para placas de automóveis que patrocina cirurgias estaduais gratuitas para animais de famílias de baixa renda.

Pierce Brosnan não apenas doou fundos pessoais para lançar as placas, mas também criou a estampa delas e a ofereceu em perpetuidade.

Dr. Gary Michelson também forneceu fundos pessoais e colocou o peso de sua fundação privada, a Michelson Found Animals, também por trás dela. O grupo superou todos os obstáculos para conseguir as 7.500 pré-encomendas que foram oferecidas através do California Department of Motor Vehicles (DMV).

A placa está disponível para venda através do DMV desde 2013 e já arrecadou mais de 1,1 milhões de dólares para programas voltados para esterilização e castração. A rodada inicial deste anos de doações vai custar US$ 330.000. O prazo de inscrição é 1 de março de 2019.

Imagem: Divulgação

A compra da placa ajuda a impedir a superpopulação de animais de estimação na Califórnia, fornecendo fundos para as cirurgias para municípios e organizações sem fins lucrativos do estado. A lucro da venda e renovação da placa é concedida anualmente através de acordos de subvenção a organizações elegíveis.

“Encorajamos todos os californianos a comprar a placa “amante dos animais domésticos” através do DMV para apoiar esses programas. Spay and Neuter salva vidas”, disse Judie Mancuso, fundadora e presidente da California Spay e da Neuter License Plate Fund, Inc.”

Embora tenha sido um longo caminho através de obstáculos burocráticos, estamos entusiasmados em ver o processo de solicitação aberto e ansiosos para ver os fundos desembolsados ​​para organizações dignas ajudando a aliviar o trágico problema de superpopulação de animais domésticos em nosso estado. ”

O grupo, superando anos de obstáculos, foi capaz de estabelecer o Fundo de Placas do Pet Lover através do processo legislativo. Os membros do grupo estão orgulhosos de finalmente ver o processo de financiamento em curso para que as famílias de baixa renda possam se beneficiar com a esterilização e castração para seus amados animais.