Cisne é estrangulado até a morte em parque público

Foto: RSPCA /SWNS.COM

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Uma mulher estrangulou um cisne até a morte em um parque público, segundo relatos de testemunhas oculares presentes no local do crime.

Uma investigação da ONG RSPCA foi iniciada depois da denúncia de que uma mulher supostamente teria agarrado o pássaro indefeso, montado sobre ele e em seguida torcido seu pescoço.

Uma das pessoas que presenciaram o ato cruel, ligou para a polícia e também relatou o crime para a instituição voltada para bem-estar animal (RSPCA).

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Policiais compareceram ao local atendendo a ocorrência e descobriram o cisne adulto morto em uma via pública do parque, iniciando então os procedimentos de coleta dos depoimentos de duas testemunhas.

O incidente aconteceu em Chester Park, em Chester-le-Street, no Condado de Durham, Inglaterra, por volta das 19 horas, na semana passada.

O oficial da RSPCA divulgou imagens do cisne morto em uma tentativa de localizar novas testemunhas e prender o agressor, que supostamente fugiu do parque, local do crime.

Cisnes são protegidos por lei sob a lei Wildlife and Countryside Act de 1981, o que significa que é ilegal matar, ferir ou pegar um cisne sem licença.

Os infratores podem enfrentar até seis meses de prisão e/ou uma multa com valores ilimitados.

O inspetor da RSPCA, Trevor Walker, disse: “A polícia foi inicialmente chamada por um membro do público que viu uma mulher pegar o cisne, montar no pássaro e torcer o pescoço do animal indefeso.

“Os policiais que compareceram à cena para atender a ocorrência encontraram o cisne adulto morto – com uma lesão nos tecidos do pescoço consistente com o estrangulamento – e conversaram com duas mulheres que assistiram ao incidente.

“O corpo do pássaro foi removido por trabalhadores do município e fomos contatados para investigar o caso”.

“Esse crime extremamente perturbador chocou as pessoas, um ataque covarde e cruel que levou à morte desnecessária e trágica de um belo pássaro.”

O inspetor Walker esta a procura de pessoas que possam ter estado no parque por volta das 19 horas de 30 de maio, para tentar localizar o assassino do cisne.

Casos semelhantes

Em 2017, Gareth Mattson recebeu uma sentença suspensa por fatalmente atirar em três cisnes com um rifle de ar em Pembrokeshire.

Ele foi condenado a cinco meses de prisão, suspenso por 12 meses, e foi instruído a pagar 525 libras (torno de 600 dólares) em custos.

Um ano antes de David Thompson se declarou culpado na Corte de Magistrados de Canterbury por matar dois pássaros e ferir outro depois que foi flagrado por uma câmera durante um exercício de treinamento de helicóptero da Guarda Costeira em abril.

Ele foi obrigado a pagar 7.500 libras (e torno de 9 mil dólares) por espancar dois cisnes até a morte com um bastão de pastoreio de ovelhas.

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Pássaro morre estrangulado por corda de balão

Foto: News4/Reprodução

Foto: News4/Reprodução

A praia de Sandbridge Beach no estado de Virginia (EUA) é onde Liz Romero Kibiloski caminha duas milhas todos os dias ao nascer do sol.

“Este é o meu presente, esta é a minha maneira de retribuir”, afirmou.

Seus passeios não são apenas de caminhadas relaxantes e imersão no ar salgado do oceano; cada passo serve a um propósito mais profundo.

“Eu costumo pegar alguns sacos de lixo pelo caminho, os turistas deixam muito para trás”, disse ela.

Plástico é geralmente o que Romero-Kibiloski procura no chão e coleta todos os dias.

“Eu acho plástico, tecido, tudo – até pequenos pedaços de micro plásticos que as aves podem comer”, explicou ela.

Mas no dia seguinte ao Dia das Mães e também um fim de semana cheio de formaturas, ela encontrou muito mais do que apenas plástico.

“A primeira coisa que vi foram três balões enormes”, disse ela. “Então logo depois eu encontrei um ganso-patola do norte (Morus bassanus). Ele tinha uma fita de balão enrolada em seu pescoço e estava morto”.

Essa ave marinha é a maior entre as espécies da família de gansos e é nativa da costa do Oceano Atlântico. Elas se reproduzem na Europa ocidental e na América do Norte. A espécie é listada na Red List da IUCN em um status antes do vulnerável: least concern (menor preocupação).

Um membro da vida selvagem que morreu estrangulado pelos restos esfarrapados de um balão que alguém na intenção de celebrar uma data especial soltou como forma de recordação.

“Fiquei triste ao pensar que alguém soltou o balão imaginando que de alguma forma ele estava indo para o céu, como homenagem ao dia das mães, mas sem sonhar que algo tão belo poderia prejudicar e matar a vida selvagem”, afirmou Lisa.

“É realmente fácil para animais selvagens e animais domésticos confundir balões com comida, é algo que pode ficar preso em suas gargantas”, disse Mike Lawson, da Virginia Beach SPCA.

Ambientalistas afirmam que os balões podem levar anos para se decompor, viajando centenas ou milhares de quilômetros, depois voltando para a terra e causando estragos na vida selvagem.

“Todos somos presenteados com este belo planeta. Não há outro planeta e nem um plano b, e há outras maneiras de lembrar uma data especial, torna-la inesquecível ou homenagear alguém. Experimente criar um cata-vento, plantar um jardim ou dedicar um banco a esta pessoa ou data”, disse Romero.

Lisa encontrou 11 balões na segunda-feira de manhã e espera que eles sejam os últimos que ela venha a encontrar.

As aves, junto com outras espécies, muitas delas marinhas, já são altamente ameaçadas pelos resíduos e lixo plástico que termina no oceano todos os anos. Iludidas pelas cores fortes, elas acabam comendo esses resíduos ou usando para fazer ninhos e alimentar seus filhotes.

Muitas morrem de fome, por não conseguirem se alimentar uma vez que o plástico preenche totalmente seu estômago e não é digerível. Outras morrem envenenadas ou intoxicadas.

Não são raros os casos de baleias, tartarugas e golfinhos que chegam mortos às praias por conta de material plástico em seu estômago.

Não bastasse isso ainda há a ameaça dos balões soltos aos milhares em comemorações e festas que representam uma fonte de perigo constante aos pássaros e fazem novas vítimas cotidianamente.