Cachorro pede carinho com a pata e vídeo da cena viraliza na internet

Um cachorro usou a pata para pedir mais carinho a estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) logo após os jovens pararem de fazer cafuné no animal. A cena foi registrada em um vídeo (veja abaixo), que viralizou na internet.

Foto: Reprodução / Twitter / @mazolha

Nas imagens, três garotos fazem carinho no cachorro. Eles param quando a professora pede para que prestem atenção na aula. Insatisfeito, o cachorro levanta a pata para um dos jovens para mostrar que quer mais cafuné.

O vídeo, publicado no Twitter, foi visto por mais de 1,43 milhão de pessoas e compartilhado 30 mil vezes. As informações são do Portal do Animal.

“Esse vídeo é muito perfeito, a cara que o doguinho faz de que ‘ok prof, vou prestar atenção mas coleguinha só coça aqui rapidinho’”, disse uma internauta. “Essa reação [dos estudantes] é o mínimo que eu espero das pessoas quando um cachorro respira. Amo demais!”, comentou outra ao se referir ao carinho dos jovens com o cão.

Usuários do Twitter aproveitaram a publicação para relatar casos semelhantes que presenciaram. “Este doguinho apareceu na minha sala. Alguns o apelidaram de Dentinho, outros de Serotonina porque ele traz felicidade”, disse um internauta ao publicar a foto de um cachorro. “Esse é o cachorrinho que mora lá na minha escola, super carente, uma gracinha”, afirmou outro.

Confira o vídeo abaixo:

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Universitários desenvolvem aplicativo para combater caça de animais e são premiados

O trabalho intitulado “Curupira: ferramenta tecnológica de fiscalização participativa sobre ações ilícitas contra a fauna”, de autoria dos discentes Nilton Teixeira Brito Junior, Pablo Oliveira de Araújo Costa e Wellyson Vieira Dias do docente Bruno Pralon, foi contemplado com o Prêmio “Profa. Dra. Laíse de Holanda Cavalcanti Andrade” no II Encontro de Etnobiologia e Etnoecologia do Piauí em 1º lugar dentre os trabalhos apresentados na modalidade oral. O evento foi promovido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e realizado entre os dias 20 e 22 de junho no Campus Ministro Reis Velloso em Parnaíba/PI.

Foto: Reprodução / UFPI

O trabalho apresentado no II Encontro de Etnobiologia e Etnoecologia do Piauí foi submetido para divulgar o aplicativo Curupira criado pelos discentes da UFPI, Campus Ministro Petrônio Portella em Teresina/PI, com o objetivo de permitir que as pessoas realizem denúncias de crimes contra animais silvestres e domésticos no estado do Piauí. A equipe que desenvolveu o aplicativo é formada pelos discentes Daniele Tertulino dos Santos, Nilton Teixeira Brito Junior, Joanara Aryelly de Sousa Oliveira, Pablo Oliveira de Araujo Costa e Luiza Ester Alves da Cruz do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e Pedro Ivo Soares Barbosa e Wellyson Vieira Dias do curso de Bacharelado em Computação da UFPI.

Segundo os estudantes, a ideia de criar o aplicativo nasceu durante o desenvolvimento de uma atividade da disciplina voltada para educação ambiental ministrada pelo professor Bruno Pralon e, posteriormente, o professor Wedson Medeiros juntou-se a equipe para finalizar o desenvolvimento do aplicativo. O aplicativo é o primeiro do tipo na América Latina e vai facilitar envio de denúncias sobre crime ambiental.

O aplicativo Curupira deve estar disponível para celulares com sistema operacional Android no segundo semestre de 2019 e o usuário poderá denunciar casos de crimes de caça, cativeiro e maus-tratos contra animais silvestres e ainda especificar que tipo de animais estão sendo alvo dos criminosos. O aplicativo terá um link direto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e o denunciante que poderá enviar fotos, informações detalhadas e a localização geográfica através do GPS do Smartphone. Importante destacar que as informações do denunciante serão sigilosas.

Fonte: UFPI


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Projeto indiano incentiva as pessoas a contarem histórias sobre as mudanças climáticas e a poluição do ar

“Queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas” (Foto: PLUC/Getty)

“Queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas” (Foto: PLUC/Getty)

Por David Arioch

Tamseel Hussain acompanhou com atenção a escalada da poluição do ar na Índia, que atingiu níveis alarmantes quatro anos atrás. Ele estava tão interessado em documentar o problema que, com um grupo de especialistas em redes sociais e storytelling, construiu a plataforma Let Me Breathe (Me deixe respirar, em tradução livre para o português).

O que começou como uma hashtag, usada pelos moradores de Nova Déli que queriam criar blogs para registrar a elevada poluição do ar, transformou-se hoje numa plataforma central, unindo histórias fragmentadas sobre poluição, mudanças climáticas e sustentabilidade em toda a Índia.

“Queremos ser parte da solução. A maioria das pessoas na Índia tem celulares. Pela resposta que estávamos vendo nas redes sociais, era evidente que as pessoas queriam contar as suas próprias histórias sobre poluição. Eram essas vozes que queríamos amplificar por meio da nossa plataforma e da nossa rede”, informa Hussein.

Hussein criou a iniciativa People Like Us Create (Pessoas como nós criam, em tradução livre), que utiliza vários formatos, incluindo TV e as plataformas Let Me Breathe, para contar histórias sobre poluição compartilhadas por todos — de agricultores a estudantes e catadores de lixo.

O projeto já teve a participação, por exemplo, de estudantes que falaram sobre como descobriram a existência de florestas ao redor das suas casas e sobre como a poluição afetava as árvores. Com isso, os jovens conectavam as suas histórias à narrativa global sobre sustentabilidade e a emergência climática.

Também contribuíram agricultores em Punjab, que queimavam raízes e caules dos arrozais após a colheita. “Percebemos que a queima estava causando muita poluição. E é importante destacar as histórias imparciais de agricultores envolvidos na prática”, conta Hussain.

De acordo com o indiano, em vez de culpar uns aos outros, esses agricultores aprenderam, com cursos sobre storytelling em celulares, a se manifestar e expressar suas preocupações.

“Queremos inspirar as pessoas a usarem os seus celulares para contarem histórias de poluição que talvez não recebam uma cobertura suficiente da mídia tradicional, mas que são cruciais para que as pessoas tomem decisões informadas”, reforça o idealizador.

E acrescenta: “Além disso, queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas, em apenas alguns passos simples. Foi aí que entrou a plataforma”.

Touros jovens são torturados por crianças em arena

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Imagens revoltantes de touros com menos de dois anos de idade sendo torturados até a morte por crianças na Espanha foram descritas como “impróprias para um país civilizado”.

As cenas ultrajantes foram filmadas ontem em uma arena em Córdoba, onde aprendizes de toureiros – alguns aparentemente menores – foram convidados a enfiar espetos nos filhotes de touros indefesos para entretenimento.

O vídeo mostra as orelhas de um dos animais moribundos sendo arrancadas e apresentadas a um matador infantil como troféu, enquanto outro menino recebe a cauda do animal.

As imagens também revelaram um estudante de toureiro – aparentemente um adolescente – que parecia ter sido ferido, com o rosto coberto de sangue conforme ele ataca o animal.

Segundo os ativistas das ONGs Animal Guardians e La Tortura No Es Cultura, a atividade bárbara é repetida anualmente em um evento chamado de “homenagem” às mulheres de Córdoba.

“Todo ano eles realizam essa luta com touros bebês e dizem que isso é feito como uma homenagem às mulheres de Córdoba”, disse Marta Esteban, da Animal Guardians.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Pouquíssimas pessoas comparecem, cerca de 2 mil em uma arena de touros com capacidade para 17 mil pessoas”.

“Eles também fazem isso para promover os alunos aprendendo touradas em diferentes escolas de toureiros na Andaluzia”, diz Marta.

Ela continuou: “A orelha e/ou a cauda dos animais são oferecidas aos toureiros se tiverem um bom desempenho e então estes “troféus” são dados ao público como um ‘presente’.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Como pode ser visto no vídeo, um dos animais ainda está vivo quando a orelha é cortada. A outra orelha está se movendo enquanto eles fazem isso.

“Não temos como saber a idade exata dos estudantes de touradas envolvidos. Alguns parecem ter menos de 18 anos. Eles podem matar animais a partir de 14 anos.

“Então, esses meninos seriam os que realmente torturariam os touros adultos e se apresentariam na tourada”.
“Há espectadores de todas as idades e aqueles que são convidados para entrar na arena estão vestidos com suas roupas típicas de cordobenses para pegar as orelhas”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Ela acrescentou: “Esta violência gratuita praticada contra seres nobres e inocentes é levada a cabo por jovens, alguns provavelmente menores de 18 anos e na presença de outros menores. Isso é impróprio para um país civilizado”.

“Exigimos que os políticos tomem medidas imediatas para que esse tipo de evento deixe de ocorrer em nosso país e as crianças e adolescentes sejam protegidos dessa violência”, afirma a ativista.

Ativistas alegam que a dor sofrida por esses jovens touros provavelmente teria sido pior do que a que os touros adultos sofrem em outras touradas, devido à inexperiência dos alunos.

Isso pode significar que os animais sofrem ataques e investidas malsucedidos que atingem seus órgãos internos sem matá-los, prolongando seu sofrimento.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Como forma de protesto as ONGs estão convocando as mulheres para inundar os gabinetes dos chefes do Conselho em Córdoba com reclamações, dizendo a eles que elas não aceitam o espetáculo horrível e cruel feito em seu nome

Eles também estão pedindo às mulheres que usem a hashtag #NoQuieroTuHomenaje (eu não quero sua homenagem) nas mídias sociais.

Carmen Ibarlucea, presidente da La Tortura No Es Cultura, disse: “Realizar um ato de violência e tortura contra touros jovens em homenagem às mulheres é um insulto.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“A mulher é por natureza protetora e compassiva, não uma amante do sadismo e da indiferença em relação ao sofrimento dos outros”, disse Carmen.

“Se você quiser prestar homenagem às mulheres, basta proibir esses shows em toda a Espanha e construir uma sociedade onde a cultura é livre de violência.”

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Cerca de 250 estudantes terão festa de formatura vegana

Por David Arioch

A iniciativa é do professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional do Instituto Middlebury (Foto: Divulgação/MIIS)

O Instituto Middlebury de Estudos Internacionais (MIIS), em Monterey, na Califórnia, vai realizar uma festa de formatura vegana para 266 estudantes em maio. De acordo com a instituição, o evento de graduação que contará com 1,6 mil convidados vai ser totalmente vegano.

Entre os pratos estão lanches de salada de substitutos de frango, sushi sem peixe, samosas de batata, crudités de vegetais, falafels, dolmades, homus, pitas e pratos gourmet à base de queijos vegetais.

A iniciativa é do professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional do Instituto Middlebury. Scorse também instituiu uma política que estabelece que todos os eventos do instituto precisam oferecer pelo menos 50% de pratos veganos.

“Tenho muito orgulho de nossa instituição ter assumido o compromisso de promover alimentos à base de vegetais em todas as atividades do campus”, declarou Jason Scorse em comunicado enviado pelo Instituto Middlebury à imprensa.

Estudantes de química criam réplica vegana de leite integral

Startup vegana se une a universitários para criar leite integral livre de animais | Foto: VegNews/Reprodução

Startup vegana se une a universitários para criar leite integral livre de animais | Foto: VegNews/Reprodução

A proprietária da empresa de produtos veganos e antialérgicos Awesome Bites, Jennifer Thai, de Houston, Texas (EUA), fez recentemente uma parceria com estudantes de química da Rice University para criar um leite a partir de sementes de linhaça e coco que se mantivesse estável e homogêneo (sem o uso de emulsificantes).

Thai foi a criadora da receita de leite – livre de laticínios – e afirma que o produto tem o mesmo gosto e a sensação ao paladar de leite integral, mas é feita com ingredientes à base de vegetais.

No entanto, a rápida separação dos ingredientes impediu que ela colocasse o produto no mercado comercialmente. O primeiro lote de Thai manteve sua integridade por sete dias antes dos componentes se separarem, mas a estabilidade do leite era imprevisível.

Idealmente, a Thai queria que o produto permanecesse homogêneo nas prateleiras por duas semanas a um mês sem a utilização de emulsificantes como a lecitina. No decorrer de um semestre, os alunos assumiram a solução de parte do problema para testar a mistura de ingredientes, como processá-los, a acidez e a moagem antecipada da linhaça.

Os alunos foram obrigados a seguir rigorosamente o método científico e manter notas abrangentes sobre os procedimentos adotados por toda parte. No final do semestre, eles apresentaram suas receitas à Rice University, onde puderam cozinhar e experimentar suas criações pela primeira vez.

“Na apresentação final, eles sugeriram alterações relativamente simples que, segundo eles, prolongariam a vida útil”, disse Michelle Gilbertson, professora da Rice University.

As mudanças incluíam mudar a proporção de linhaça para a quantidade de coco e a utilização de um filtro de metal no lugar de gaze. “Esta foi uma vitória para mim em todos os aspectos possíveis”, disse Thai.

A empreendedora planeja incorporar as soluções dos alunos em sua fórmula para criar um leite novo e melhorado que estará disponível em sua padaria e sorveteria com sede em Houston (que abre no próximo mês) em sabores como original, sem açúcar e horchata.

Uma vez que a nova versão for testada tanto para validade e como para separação (homogenização), Thai espera embalar e distribuir localmente o produto com o objetivo de longo prazo de expandir nacionalmente e internacionalmente.

Estudantes vão às ruas em diversos países em atos contra o aquecimento global

Manifestações contra o aquecimento global foram realizadas por estudantes em diversos países nesta sexta-feira (15). O objetivo é pressionar os governos para que medidas favoráveis ao clima sejam colocadas em prática.

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

O protesto recebeu o nome de Fridays For Future (Sextas-feiras Pelo Futuro, em tradução livre). A iniciativa é da estudante Greta Thunberg, que passou a faltar às aulas todas as sextas-feiras desde setembro de 2018, em sua escola em Estocolmo, na Alemanha, para sentar em frente ao Parlamento da Suécia e protestar contra as mudanças climáticas.

A exigência dos estudantes é de que o Acordo de Paris, assinado por mais de 190 países, seja cumprido, com as metas para retardar o efeito do aquecimento global sendo colocadas em prática. As informações são do portal R7.

Os protestos estão sendo realizados na Europa, na Ásia, na África e no Brasil. Os alunos brasileiros têm atos marcados para acontecer no Rio de Janeiro e em Brasília.

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

As manifestações receberam o apoio de Cristina Figueres, funcionária da ONU (Organizações das Nações Unidas), que gerenciou o Acordo de Paris em 2015. Ao jornal The Guardian, ela afirmou que “chegou a hora de ouvir a voz dos jovens estudantes, que estão preocupados com o seu futuro”.

Os governos têm recebido há 30 anos advertências sobre a emissão de dióxido de carbono, que agrava o aquecimento global e que já atingiu níveis recordes nos dois últimos anos.

A ONU informou, através de um relatório publicado em outubro de 2018, que a humanidade tem até 2030 para impedir mudanças irreversíveis no clima e que há fortes indícios de que ocorra uma crise climática em 2040.

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

Mais de mil atos pelo clima devem ser realizados no mundo nesta sexta-feira

Mais de 1,3 mil manifestações pelo clima estão programadas para esta sexta-feira (15) em todo o mundo. Na Alemanha, serão realizadas 150 delas. O Brasil será palco de 19 atos. Todos os protestos são realizados por estudantes de mais de cem países durante o horário de aula.

O movimento recebeu o nome de “Fridays For Future” (Sextas-feiras Para o Futuro, em tradução livre). O objetivo é combater as mudanças climáticas exigindo que os governos adotem práticas para salvar o clima do planeta. As informações são do portal DW.

De acordo com o porta-voz do movimento no estado alemão de Brandemburgo, Vincent Bartolain, “os preparativos estão avançados na Alemanha”. O jovem afirma que os estudantes estão “organizados em vários grupos locais, que planejam as manifestações, mas recebem material informativo da equipe nacional de organização”, ao se referir a flyers, adesivos e cartazes, produzidos com o mínimo de prejuízo ao meio ambiente, geralmente a partir de papel reciclado, nos quais são escritas palavras de ordem como “podemos aguentar faltas às aulas, mas não as mudanças climáticas!”, “ão, ão, ão, chega de carvão!”, ou ainda o slogan do movimento: “não há um planeta B!” e “marche agora ou nade depois!”.

Na Alemanha, uma campanha de doações foi feita para cobrir os custos de produção do material e de viagens. No entanto, segundo Bartolain, a maior parte das despesas é paga com os próprios recursos dos estudantes.

“Queremos fazer os políticos se mexerem”, responde Bartolain, que lembra que o desejo deles é de que algo realmente seja feito a favor da proteção climática na Alemanha, “para que não seja só da boca pra fora e empurrar com a barriga.”

Com 18 anos, Bartolain é membro do Partido Verde e candidato ao legislativo de Brandemburgo na eleição de setembro. Ele faz parte da mesma geração de jovens alemães que a ativista sueca pelo clima Greta Thunberg, de 16 anos. São conhecidos por serem mais engajados na luta política do que a geração anterior.

Greta se manifesta, há meses, todas às sextas-feiras a favor do clima perante o prédio do parlamento sueco. Portadora da síndrome de Asperger, ela foi incluída pela revista Time na lista dos 25 adolescentes mais influentes de 2018. E ela tem feito milhares de adolescentes em todo o mundo se inspirarem nela e seguir seu exemplo. Apenas na Alemanha já são 155 grupos locais, segundo o próprio movimento, que está presentes em todas as redes sociais, por meio das quais artigos, notícias, eventos e manifestações são divulgados.

O Fridays For Future recebeu o apoio de 12 mil cientistas, por meio de uma carta assinada por eles, e também tem sido apoiado por organizações e associações. Para os cientistas, os estudantes têm motivações legítimas e bem fundamentadas, pois as medidas adotadas até o momento por governos do mundo todo para proteger o clima, a biodiversidade, as florestas, os oceanos, os mares e o solo são insuficientes e a hora de agir é agora.

Um dos cientistas, Volker Quaschning, da Escola Superior de Técnica e Economia de Berlim, afirmou que os políticos europeus que disseram que os jovens deveriam retornar às aulas não sabem do que falam. “E é por isso que nós estamos aqui. Nós somos os profissionais e podemos dizer: a nova geração está com a razão. E faltar aula também é um gesto de coragem”, disse Quaschning, que, assim como os demais cientistas, defende que as exigências dos alunos sejam atendidas.

No meio político, os estudantes têm recebido muitas críticas. A ministra da Educação, Anja Karliczek, e o ministro da Economia, Peter Altmaier, afirmaram que os protestos deveriam ser feitos fora do horário de aula. O presidente nacional do Partido Liberal (FDP), Christian Lindner, disse que os jovens não podem entender as implicações globais e as viabilidades técnicas e econômicas do combate ao aquecimento global. O partido populista de direita AfD chegou a falar em “abuso político de crianças”. A ministra do Meio Ambiente, Svenja Schulze, por sua vez, elogiou o engajamento dos alunos.

As críticas, porém, não vieram apenas dos políticos. Nas redes sociais, xingamentos estão sendo proferidos contra o movimento, que afirmou que irá acionar a Justiça contra quem fizer ameaças ao Fridays For Future e aos seus participantes.

Bartolain lembra que os jovens não irão desistir. “Estamos só no começo”, concluiu. Segundo ele, mais pessoas estão se unindo ao movimento e novos grupos locais estão se formando na Alemanha.

Estudantes da América se unem para deter a mudança climática

Nós, jovens da América, estamos fartos de décadas de inação sobre as mudanças climáticas. Na sexta-feira, 15 de março, jovens como nós nos Estados Unidos vão fazer uma greve escolar. Nós gritamos para chamar a atenção para os milhões de nossa geração que mais sofrerão as consequências do aumento da temperatura global, do aumento do nível dos mares e do clima extremo. Mas esta não é uma mensagem apenas para a América. É uma mensagem do mundo para o mundo, pois estudantes em dezenas de países em todos os continentes estarão juntos pela primeira vez.

Por décadas, a indústria de combustíveis fósseis bombeou as emissões de gases de efeito estufa em nossa atmosfera. Trinta anos atrás, o cientista climático James Hansen alertou o Congresso sobre a mudança climática. Agora, de acordo com o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas sobre o aumento da temperatura global, temos apenas 11 anos para evitar efeitos ainda piores da mudança climática. E é por isso que lutamos.

Nós lutamos para apoiar o Green New Deal. A indignação varreu os Estados Unidos sobre a legislação proposta. Alguns se recusam ao custo de fazer a transição do país para a energia renovável, enquanto outros reconhecem seu benefício muito maior para a sociedade como um todo. O Green New Deal é um investimento em nosso futuro – e o futuro de gerações além de nós – que proporcionará empregos, novas infraestruturas críticas e, o mais importante, a drástica redução das emissões de gases de efeito estufa essencial para limitar o aquecimento global. E é por isso que lutamos.

Para muitas pessoas, o New Deal Verde parece uma ideia radical e perigosa. Esse mesmo sentimento foi sentido em 1933, quando Franklin D. Roosevelt propôs o New Deal – uma legislação drástica creditada com o fim da Grande Depressão que ameaçou (e custou) muitas vidas neste país. Barões-ladrões, cidadãos comuns e muitos outros estavam enfurecidos com as políticas promulgadas pelo New Deal. Mas olhando para trás, como isso mudou os Estados Unidos, é impossível ignorar que o New Deal pôs fim ao pior desastre econômico da história, criando programas fundamentais como o Seguro Social e estabelecendo novas agências reguladoras, como a Securities and Exchange Commission.

A mudança é sempre difícil, mas não deve ser temida ou evitada. Mesmo para seus críticos, o New Deal de Roosevelt acabou se saindo muito bem. Os Estados Unidos lideraram a economia mundial ao longo das muitas décadas desde então. As mudanças propostas no Green New Deal ajudarão a garantir que toda a nossa espécie tenha a oportunidade de prosperar nas próximas décadas (e séculos). Como o New Deal original foi para o declínio da economia dos EUA, o Green New Deal é para o nosso clima em mudança. E é por isso que lutamos.

Os argumentos populares contra o Green New Deal incluem alegações absurdas de que proibirá aviões, hambúrgueres e flatulência de vacas – afirmações que estão espalhadas até mesmo por alguns dos líderes mais poderosos de nossa nação, como o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell. Embora essas alegações extravagantes sejam claramente falsas, elas revelam uma verdade maior aparente nas populações americanas e mundiais: em vez de agir contra a ameaça iminente da mudança climática, nossos líderes fazem jogos políticos. Porque os adultos não levarão o nosso futuro a sério, nós, os jovens, somos forçados a isso. E é por isso que lutamos.

Os sintomas alarmantes do Denialismo Climático – uma condição séria que afeta tanto os corredores do governo quanto a população em geral – marcam nossas atuais e históricas encruzilhadas de ação do tipo “faça-ou-quebra” na mudança climática. Embora haja muitas razões para essa aflição – como a dificuldade em compreender o conceito abstrato de um clima globalmente alterado ou a paralisia diante de uma catástrofe ambiental avassaladora – o principal modo de contágio do Denialismo Climático envolve mentiras de políticos, grandes corporações e interesses de grupos. As pessoas no poder, como o senador McConnell e os irmãos Koch, usaram dinheiro e poder para mudar estrategicamente a narrativa sobre a mudança climática e espalhar mentiras que permitem a si e a outros beneficiários da indústria de combustíveis fósseis manter as fortunas que construíram com a queima de combustíveis fósseis e a degradação do meio ambiente.

O atual presidente dos Estados Unidos é um negador radical da mudança climática. O presidente Trump abandonou o histórico Acordo de Paris e twitta repetidamente sobre os fenômenos climáticos que ele alega de alguma forma refutar a existência da mudança climática – apesar do fato de que sua própria administração relatou os fatos da mudança climática e seu impacto nos Estados Unidos .

Também estamos preocupados que os principais democratas demonstrem sua própria falta de urgência sobre a ameaça existencial da mudança climática. A rejeição da senadora californiana Dianne Feinstein a um grupo de estudantes que visitava seu escritório para implorar seu apoio ao Green New Deal foi muito perturbador para nós, jovens. Feinstein não terá que enfrentar as consequências de sua falta de ação nas mudanças climáticas. Ela sugeriu que as crianças um dia concorressem pelo próprio Senado se desejassem aprovar uma legislação climática agressiva.

Infelizmente, isso pode não ser uma opção para nós, se ela e outros democratas, como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, continuarem a desconsiderar os pedidos da nossa geração. Confrontados com políticos de ambos os lados do corredor que menosprezam e nos ignoram, somos forçados a tomar uma posição e estamos fazendo isso juntos em uma escala global. E é por isso que lutamos.

Nós lutamos porque nossos líderes mundiais não reconheceram, priorizaram ou abordaram adequadamente a crise climática. Nós lutamos porque as comunidades marginalizadas em toda a nossa nação – especialmente comunidades de cor e comunidades de baixa renda – já são desproporcionalmente impactadas pelas mudanças climáticas. Nós lutamos porque, se a ordem social for interrompida por nossa recusa em frequentar a escola, os adultos influentes serão forçados a tomar nota, enfrentar a urgência da crise climática e promulgar mudanças. Com o nosso futuro em jogo, exigimos uma ação legislativa radical – agora – para combater as mudanças climáticas e seus inúmeros efeitos prejudiciais sobre o povo americano.

Nós lutamos pelo Green New Deal, por uma transição justa e justa para uma economia 100% renovável, e para parar a criação de novas infraestruturas de combustíveis fósseis.

Os autores são os principais organizadores do US Youth Climate Strike , parte de um movimento estudantil global inspirado pelas greves semanais da escola Greta Thunberg, ativista climática de 16 anos na Suécia e em outros países europeus.

 

Por Maddy Fernands, Isra Hirsi, Haven Coleman e Alexandria Villaseñor
Fonte: The Bulletin

Estudantes atacam colega vegano e tentam forçá-lo a comer bacon

“Ele chegou em casa e foi para a cama. Nunca passou por isso em sua vida. Ele não é uma criança violenta. Foi um ataque sem provocação”, explicou (Foto: Mirror)

Este mês, um adolescente vegano sofreu um ataque e ainda tentaram forçá-lo a comer bacon em Pembrokeshire, no País de Gales. O bullying foi praticado por outros estudantes da escola Mildford Haven. Em entrevista ao jornal britânico Mirror, Rachel, a mãe de Dante, relatou na semana passada que há algumas semanas outros garotos começaram a jogar carne em seu filho.

“Eles tentaram forçar meu filho a comer bacon”, disse Rachel, acrescentando que um adolescente o atacou enquanto outros ficaram assistindo. No momento da agressão, Dante, de 14 anos, tentou segurar os pulsos do agressor para impedi-lo de colocar carne em sua boca.

Mas o ofensor deu-lhe uma cabeçada e começou a socá-lo repetidamente na têmpora, segundo a mãe da vítima. “Recebi um telefonema da escola para dizer que Dante teve um ferimento na cabeça. Eles disseram que foi um incidente com um menino”, informou ao Mirror.

Na escola, Rachel encontrou o filho com o rosto todo vermelho por causa dos golpes. “Ele chegou em casa e foi para a cama. Nunca passou por isso em sua vida. Ele não é uma criança violenta. Foi um ataque sem provocação”, explicou.

Um relatório médico enviado para o Mirror revelou que Dante apresentou sintomas da síndrome pós-concussão, que é consequência de lesões na cabeça: “Os sintomas incluem comprometimento da função diária, dores de cabeça persistentes, tontura e problemas de memória, e podem persistir por várias semanas antes de melhorar.”

Rachel comentou também que o filho se tornou recluso e não queria mais sair de casa. Um porta-voz do Conselho do Condado de Pembrokeshire disse ao jornal na semana passada que a escola está investigando os incidentes internamente. Incomodada com a situação, Rachel optou por pedir ajuda à polícia na investigação do caso.