Convívio com animais muda a vida de presos nos EUA

Por David Arioch

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah (Fotos: Animal Protection League)

Em 2015, a Animal Protection League iniciou em Pendleton, no estado de Indiana (EUA), um programa chamado F.O.R.W.A.R.D., que leva gatos que vivem em abrigos, e com mínimas chances de adoção, para conviverem com presos em uma unidade correcional.

Desde o início, o programa assistido pela APL começou a transformar a vida de detentos e animais. Na unidade correcional, gatos que tinham um histórico de maus-tratos antes de serem resgatados, e que por isso tinham dificuldade de socialização, passaram a receber os cuidados de presos que se responsabilizam pelo bem-estar desses animais.

Além de serem responsáveis pela alimentação e outras necessidades dos felinos, incluindo até mesmo a confecção de brinquedos, os presos começaram a desenvolver um vínculo que permitiu que os animais, assim como eles, se tornassem mais sociáveis e receptivos a diferentes formas de carinho.

Segundo a diretora da APL, Maleah Stringer, por meio do programa, os presos ganharam uma maravilhosa oportunidade de aprender como cuidar e assumir a responsabilidade por um ser vivo.

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah.

Ela acrescenta que o contato com os animais possibilita que os presos aprendam sobre responsabilidade e como interagir em grupo usando métodos não violentos para resolverem problemas, além de receberem amor incondicional de um animal. “Algo que muitos desses internos nunca conheceram”, destaca a Animal Protection League em seu site.

Programas que seguem a mesma premissa estão se espalhando por unidades prisionais nos EUA. Outro exemplo foi colocado em prática pela organização Purrfect Pals e tem trazido resultados positivos para pessoas e animais no Complexo Correcional de Monroe – Unidade Especial de Infratores. Segundo a APL e a Purrfect Pals, em nenhum desses programas há registros de maus-tratos de animais ou negligência por parte dos prisioneiros.


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Dois coiotes são enforcados e pendurados em poste

Por Rafaela Damasceno

Dois coiotes foram enforcados e pendurados em um poste em uma casa na estrada principal de Bloomfield, em Vermont, nos Estados Unidos. As autoridades estaduais disseram que há pouco que possam fazer.

Os dois coiotes pendurados em um poste de cabeça para baixo

Foto: vtdigger

Brenna Galdenzi, presidente da Protect our Wildlife (Proteja nossa Vida Selvagem, disse que ficou profundamente triste ao ver as fotos do horror. “Eu não consigo imaginar que tipo de mentalidade alguém tem que ter para fazer uma coisa dessas, ainda mais sabendo que crianças verão”, declarou.

Caçar coiotes não é proibido em Vermont, então as autoridades dizem que o assassino não infringiu nenhuma lei. Em junho, o Conselho de Pesca e Vida Selvagem votou contra uma petição de um grupo de estudantes de direito de Vermont que pedia o fim da caça aos coiotes.

“Não podemos mudar o que aconteceu, os coiotes estão mortos. Tudo o que podemos fazer é aumentar a conscientização e tentar mudar as leis para evitar que aconteça novamente”, afirmou Brenna. Ela ainda disse que o caso mostra o quanto as coisas estão ruins para a vida selvagem em Vermont, que não pune atrocidades como essa.


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EUA voltam a autorizar uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres

O uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres voltou a ser autorizado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. As armadilhas venenosas são usadas para exterminar raposas, coiotes e cães selvagens. Grupos de conservação criticam a decisão cruel do governo.

FOTO: CENTER FOR BIOLOGICAL DIVERSITY

Conhecidos como M-44, os dispositivos são colocados no solo e parecem irrigadores de gramado. Um ejetor de molas libera o cianureto de sódio quando um animal atraído por uma isca puxa um suporte do compartimento da cápsula.

Estas bombas tinham sido vetadas pelo governo em 2018 após uma dessas armadilhas ferir uma criança e matar o cachorro dela no estado de Idaho. A família da criança entrou com uma ação na Justiça contra o governo federal.

A decisão de voltar a autorizar o uso das bombas revoltou ambientalistas, que enviaram mais de 20 mil cartas de protesto à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). As informações são da agência AFP.

“São incrivelmente perigosas para as pessoas, seus animais e animais selvagens ameaçados, elas são muito perigosas para serem usadas”, disse à AFP Collette Adkins, diretora de conservação de carnívoros do Centro para a Diversidade Biológica. “A indústria pecuária quer isso”, acrescentou. Segundo ela, grupos da indústria agrícola enviaram à EPA aproximadamente 10 comentários favoráveis à liberação das bombas.

Dados do governo indicam que 6.579 animais foram mortos pelas armadilhas venenosas em 2018, sendo 200 deles animais que não eram o foco das bombas, como guaxinins, gambás e um urso.

O foco da organização dirigida por Adkins é, segundo ela, continuar pressionando por proibições a nível estadual, como aconteceu em Oregon no mês de maio.


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Vídeo mostra youtuber agredindo cachorro nos Estados Unidos

A youtuber Brooke Houts, de Los Angeles, nos Estados Unidos, foi flagrada agredindo um cachorro. Brooke tem mais de 340 mil seguidores e tem sido bastante criticada após um vídeo não editado vazar, mostrando o momento em que ela agride Sphinx, como é chamado o cão. A mulher também teria cuspido no animal.

Foto: Reprodução/YouTube

Conhecida como uma pessoa “fofa” e “divertida”, Brooke desapontou seus seguidores. Após a pressão que sofreu, ela publicou uma nota para se desculpar e afirmou que agrediu o animal porque estava estressada devido a “problemas que está atravessando”. A youtuber disse ainda que esse foi um caso isolado e que não é uma agressora de animais.

O pedido de desculpas, no entanto, não satisfez seus seguidores, que afirmaram que ela não deu ao caso a seriedade que deveria. As informações são do Extra.

Denunciado à Sociedade Protetora dos Animais (RSPCA), o caso está sendo analisado. Brooke também é investigada pela polícia de Los Angeles e pode ser acusada formalmente de maus-tratos a animais.

Para amenizar a polêmica, Brooke excluiu o vídeo editado, sem as cenas de violência, que ela havia publicado no YouTube.


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Cadela grávida perde filhotes e supera luto ao adotar um cão órfão

Uma cadela resgatada grávida da rua enfrentou um difícil processo de luto ao perder seus filhotes, que morreram devido a uma infecção generalizada. No entanto, o desfecho da história, que tinha tudo para ser triste, sofreu uma transformação quando um filhote órfão foi apresentado à cadela. O caso aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução/Halfway There Rescue

O resgate da cadela foi feito por fiscais do Controle de Animais de Nova York, que a levaram até o abrigo da Halfway There Rescue, uma ONG de proteção animal. No local, ela foi colocada em um quarto aconchegante e recebeu bastante comida. No entanto, nem todo o conforto e carinho que teve na entidade foram suficientes diante da dor de perceber que seus filhotes haviam morrido. As informações são do portal We Love Animals.

Sem conseguir lidar com a perda, Daya, como passou a ser chamada, começou a acolher brinquedos e meias como se esses objetos fossem seus filhos. Ao perceberem a gravidade da situação, voluntários do abrigo tiveram a ideia de levar até a cadela um filhote de cachorro órfão, que havia perdido a mãe recentemente.

Foto: Reprodução/Halfway There Rescue

A decisão dos membros da Halfway There Rescue não poderia ter sido mais acertada e Daya adotou Raisin imediatamente. Os dois adoraram a companhia um do outro e formaram um bonito laço de afeto.

Como não queria separá-los, a ONG doou os dois cães para uma mesma família. No entanto, após crescer, Raisin foi levado para outra casa. Daya, porém, soube lidar bem com a separação, provavelmente porque percebeu que Raisin já era adulto.

Atualmente, a cadela vive cercada de amor em uma família que, além de ter tutores que a amam, tem outro cachorro com o qual ela brinca e se diverte diariamente.

Foto: Reprodução/Halfway There Rescue


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Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

Foto: Pixabay

“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


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Ursos pardos de Yellowstone entram novamente na lista de espécies ameaçadas

Por Rafaela Damasceno

A espécie Ursus arctos horribilis foi classificada novamente como ameaçada de extinção, pela instituição Fish and Wildlife Service, dos Estados Unidos. Os ursos costumam viver no Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming.

Um urso pardo na natureza

Foto: WIKIPEDIA COMMONS

Em 2017, houve uma proposta de remoção da espécie da lista de animais ameaçados, sob o pretexto de que a população havia aumentado. O deslistamento permitiria a caça dos ursos, após quatro décadas de proibição.

Ambientalistas e tribos indígenas nativas protestaram pelo cancelamento da decisão. A juíza Dana Christensen concordou, apontando a falta de dados científicos sobre o aumento da população.

A política republicana Liz Cheney discordou da decisão da juíza, dizendo que a reinclusão dos animais na lista foi causada por uma perseguição de ambientalistas radicais que esperam destruir o modo de vida americano.

Atualmente, cerca de 2 mil ursos pardos habitam 48 estados americanos. O parque de Yellowstone abriga 700, que são mortos por caçadores constantemente, segundo a Revista Galileu.


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Sopa de barbatana de tubarão ainda é comercializada em 200 restaurantes dos EUA

Por Rafaela Damasceno

Uma atualização recente dos dados digitais mantidos pelo Animal Welfare Institute (Instituto do Bem-estar Animal) indica que cerca de 200 restaurantes ao redor dos Estados Unidos oferecem sopa de barbatana de tubarão e outros produtos de tubarão, apesar de terem sido banidos em mais de 12 estados americanos.

Um tubarão nadando no mar

Foto: iStock

As barbatanas dos tubarões são consideradas iguarias, principalmente na Ásia, mas a remoção é cruel e abusiva para a espécie. Ambientalistas e ativistas em defesa dos direitos animais condenam a prática em todo o mundo.

O estado da Califórnia tem o maior número de restaurantes que oferecem pratos de tubarão (59 restaurantes), apesar da proibição de posse, venda, comércio e distribuição das barbatanas em 2013. Nova York aprovou uma proibição semelhante no ano seguinte, mas 19 de seus restaurantes ainda oferecem pratos de tubarão.

Aproximadamente 73 milhões de tubarões são mortos todos os anos só por causa de suas barbatanas. Geralmente, a remoção é realizada quando os animais ainda estão vivos, depois eles são jogados de volta ao mar, quando pouco podem fazer para sobreviver. A prática é extremamente cruel e causa um sofrimento prolongado na espécie.

“O Estados Unidos é um grande produtor, exportador e comercializador das barbatanas de tubarão”, afirmou Cathy Liss, presidente do Instituto de Bem-estar Animal, ao Inhabitat. “As leis estaduais mal planejadas e a fiscalização ruim não conseguiram fechar uma indústria lucrativa de bilhões de dólares. Quando a sopa de barbatana de tubarão está no cardápio, então a crueldade está também”, concluiu.


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Guaxinim prende a cabeça em bueiro e é salvo por bombeiros nos EUA

Um guaxinim ficou com a cabeça presa em um bueiro nos Estados Unidos e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros. O acidente aconteceu na cidade de Newton, no estado de Massachusetts.

Foto: @NewtonFireDept/Twitter

A corporação da cidade que atendeu ao chamado de resgate do animal silvestre informou que a ação contou com a ajuda de funcionários do setor de controle animal de Newton. As informações são do G1.

Para salvar a vida do guaxinim, a equipe de resgate removeu a tampa do bueiro e, com cautela, retirou a cabeça do animal, libertando-o.

Outro caso

Neste mês de julho, outro guaxinim foi resgatado nos Estados Unidos. Encontrado na floresta, ele estava com a pata presa em uma lata de refrigerante irresponsavelmente descartada no local. O animal quase perdeu o membro, que estava bastante inchado no momento do resgate.

O pobre animal foi encontrado na mata lutando para andar e comer com a pata presa na lata afiada.

Equipes de resgate de animais foram chamados para a floresta em Collins, Nova York, EUA, e o guaxinim foi levado às pressas para um veterinário.


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Mulher de 79 anos é condenada à prisão por alimentar gatos abandonados

Uma mulher de 79 anos foi condenada à prisão por alimentar gatos abandonados em Ohio, nos Estados Unidos. Nancy Segula passou a cuidar de gatos quando dois deles foram abandonados por seu vizinho, após o homem se mudar do bairro. Segundo ela, os gatos se sentem bem ao serem alimentados e fazem bem para ela, ajudando-a a combater a solidão após a morte do marido, que faleceu em 2017.

Foto: Pixabay

O ato generoso de Nancy foi denunciado quatro vezes e julgado pelo juiz Jeffrey Short, do Tribunal do Condado de Garfield Heights, que decidiu condená-la a dez dias de prisão, segundo informações da Fox 8 Cleveland.

“Havia entre seis a oito gatos adultos e agora estão nascendo gatinhos”, disse Segula ao portal Cleveland. “Sinto falta dos meus gatos. Morreram, o meu marido morreu. Sinto-me só. Os gatos e gatinhos ajudam-me”, completou.

A condenação gerou polêmica e levou a juíza Jennifer Weiler, que foi substituída por Short no dia do julgamento, a decidir ouvir depoimentos de Nancy e de seu advogado, além do procurador e de um representante do setor de controle animal para decidir se a pena de prisão é adequada.

“Vou tentar perceber o que se está acontecendo e tomar uma decisão que faça sentido nestas circunstâncias”, disse Weiler.

Foto: Reprodução/YouTube/WKBN27

Nancy já foi multada em mais de US$ 2 mil – o equivalente a cerca de R$ 7,6 mil – por alimentar gatos abandonados. Na época, ela alegou não ter conhecimento sobre uma lei municipal que proíbe a alimentação de animais.

“Os gatos continuam vindo a minha casa. Sinto-me mal e por isso dou-lhes algo para comer”, afirmou a mulher.

Dave Pawlowski, filho de Nancy, criticou a decisão do juiz de levar sua mãe à prisão. “Tenho a certeza que as pessoas sabem das coisas que se passam naquela cadeia. E vão deixar a minha mãe de 79 anos ir para lá?”, disse Dave, em entrevista ao Fox 8.

Nancy tem que se apresentar à prisão do Condado de Cuyahog no dia 11 de agosto.


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