Filhote de cachorro paraplégico é abandonado dentro de saco plástico

Um filhote de cachorro foi abandonado dentro de um saco plástico em uma lixeira na Califórnia, nos Estados Unidos. Paraplégico, com queimaduras nas costas, aparentemente causadas por alguma substância ou objeto de metal quente, um corte profundo na cabeça e outro no rabo, ele foi resgatado e levado para uma clínica veterinária.

Foto: GoFoundMe

O filhote, que é uma fêmea, está sendo monitorado 24 horas por equipes do VCA Animal Hospital. Com o tratamento, ela tem apresentado melhora no quadro de saúde, está com mais energia e comendo bem, mas permanece com mobilidade mínima nas patas traseiras. As informações são do portal I Love My Dog.

A filha da mulher que encontrou Hope, como passou a ser chamada a cadela, planeja adotá-la. “Independentemente de seus ferimentos e possíveis tratamentos futuros, vamos amá-la incondicionalmente”, escreveu Alejandra Espinoza Zazueta no GoFundMe. “Minha família e eu já pesquisamos cadeiras de rodas de cães, caso ela não consiga andar”, completou.

O caso está sendo investigado pela polícia, mas não se sabe ainda quem abandonou o filhote. O Animal Hope & Wellness Foundation está oferecendo uma recompensa de US $ 10.000 por informações que sirvam para identificar o responsável pelo crime. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas.

Foto: GoFoundMe

Processo judicial pede a inclusão das girafas na lei americana de proteção às espécies ameaçadas

Foi preciso que grupos de conservação entrassem com uma ação judicial, para que o governo americano considerasse incluir as girafas na lista de espécies protegidas pela lei americana. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou ontem (25) que a espécie pode se qualificar para proteção sob a Lei de Espécies em Perigo (Endangered Species Act) da América.

O processo de 2018, foi elaborado em conjunto pelo Centro de Diversidade Biológica, Humane Society International, Humane Society dos Estados Unidos e Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, busca uma resposta à sua petição legal de abril de 2017 para a proteção das girafas na Endangered Species Act (ESA, na sigla em inglês).

A espécie está gravemente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, aumento populacional humano e caça, assim como pelo comércio internacional de esculturas, peles e troféus de ossos de girafas.

De acordo com as informações no processo, os Estados Unidos representam um enorme mercado para partes de girafas com mais de 21.400 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça importados na última década.

Limitar a importação e o comércio nos EUA proporcionaria às girafas proteções importantes, e um lugar na lista da ESA (Endangered Species Act) também ajudaria a fornecer financiamento essencial para o trabalho de conservação na África.

“Só os EUA, importam em média mais de um troféu de girafa por dia, e milhares de peças desses animais são vendidas internamente a cada ano”, disse Anna Frostic, advogada da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International. “O governo federal deve agora avaliar rapidamente o papel que estamos desempenhando no declínio da espécie e como podemos trabalhar para salvar esses animais únicos.”

A população de girafas da África despencou quase 40% nos últimos 30 anos. Atualmente, são apenas cerca de 97 mil indivíduos.

“Este é um grande passo para proteger as girafas do uso crescente de seus ossos pelos fabricantes de armas e facões dos EUA”, disse Tanya Sanerib, diretora jurídica internacional do Center for Biological Diversity, em comunicado. “É repugnante que tenha sido necessário um processo para levar a administração Trump a agir. Salvar da extinção todos os animais deveria ser a decisão mais fácil do mundo”.

Com menos girafas do que elefantes restando na África, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), elevou o nível de ameaça das girafas de “menos preocupante” para “vulnerável” em sua “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” em 2016. Essa descoberta foi confirmada em 2018 juntamente com uma avaliação do status de “criticamente ameaçada” de duas subespécies de girafa e uma avaliação de “ameaçada” para outra.

“Os Estados Unidos há muito tempo são cúmplices no comércio de peças de girafas, então é hora do governo federal fazer algo para ajudar na preservação dessa espécie”, disse Elly Pepper, da NRDC. “O país tomou medidas para ajudar a limitar o comércio de numerosas espécies em perigo. Infelizmente, agora é hora de agir para garantir que as girafas permaneçam no planeta. Elas precisam das proteções da Lei de Espécies Ameaçadas e precisam delas agora”.

Conhecidas por seus pescoços de dois metros de comprimento, padrões de estampa na pele distintos e longos cílios, as girafas atraem a atenção humana há séculos. Novas pesquisas revelaram recentemente que elas vivem em sociedades complexas, muito parecidas com as em que vivem os elefantes, e têm características fisiológicas únicas, incluindo a pressão sanguínea mais alta de qualquer mamífero terrestre.

A IUCN atualmente reconhece uma espécie de girafas e nove subespécies: África Ocidental, Cordofão, Núbio, reticulado, Masai, Thornicroft, Rothchild, Angolano e Sul-Africano. A petição legal pede que toda a espécie seja protegida.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem 12 meses para decidir se a listagem das girafas na Lei de Espécies em Perigo está garantida.

Conheça os três principais países que estão aderindo ao veganismo

 Foto: ZHANG GUO RONG / CHINA DAILY

Foto: ZHANG GUO RONG / CHINA DAILY

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

Segundo a pesquisa 63% dos indianos responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais | Foto: AFP

Segundo a pesquisa 63% dos indianos responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais | Foto: AFP

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).

Quais são as populações “mais veganas”?

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

Um percentual de 30% dos americanos entrevistados no estudo se mostrou interessado em experimentar a carne limpa | Foto: PETA

Um percentual de 30% dos americanos entrevistados no estudo se mostrou interessado em experimentar a carne limpa | Foto: PETA

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

O apelo vegano

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.

Mais de 2,7 mil fazendas leiteiras fecharam as portas nos EUA em 2018

População dos EUA está consumindo 37% menos leite do que nos anos 1970 (Foto: WWF)

De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 2.731 fazendas leiteiras fecharam as portas nos EUA em 2018. Somente no estado de Wisconsin o total de fazendas que saíram do mercado chegou a 590 no ano passado. Já o estado da Pensilvânia teve 370 fazendas fechadas em 2018.

A Dairy Farmers of America, associação de produtores de leite dos Estados Unidos, divulgou recentemente um relatório informando que em 2018 a indústria de laticínios sofreu queda nas vendas no valor de 1,1 bilhão de dólares em comparação com 2017.

Um relatório publicado pelo The Washington Post mostrou que a população dos EUA está consumindo 37% menos leite do que nos anos 1970. Como consequência, alguns laticínios foram além e mudaram completamente de ramo nos últimos anos, como é o caso da Elmhurst, de Nova York, que fechou sua indústria de produtos lácteos em 2016, após 80 anos, para inaugurar a Elmhurst Milked, de alternativas vegetais.

Independente de causa, e na contramão da crise no mercado leiteiro, estão as alternativas aos laticínios baseadas em vegetais, que têm ocupado cada vez mais espaço e atraído até mesmo a atenção e interesse de empresas do ramo leiteiro.

Nos Estados Unidos, além do surgimento de novas marcas não lácteas a cada ano, a Dean Foods, segunda maior companhia leiteira do país, além de fechar laticínios e romper contratos com dezenas de produtores de leite só no estado da Pensilvânia, se tornou acionista da marca de leites vegetais Good Karma, que segue em ascensão nos EUA.

A previsão é de crescimento global de alternativas aos lácteos de mais de 40% até 2023, segundo a ResearchandMarkets. Vale lembrar também que foi em 2018 que a Marcus Dairy, um dos maiores laticínios de Connecticut, anunciou o encerramento do contrato com 52 fazendas por causa da queda na demanda por leite.

99% dos frangos criados nos EUA passam a vida inteira confinados

Frangos que serão abatidos e que jamais conhecerão a liberdade de ciscar pelo campo ou sentirão o sol tocando suas penas (Acervo: Jim Mason)

De acordo com uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Sentience Institute, 99% dos frangos criados nos Estados Unidos passam a vida inteira confinados em fazendas industriais, ou seja, não conhecem a realidade fora do “sistema de produção”.

Esse é o total de frangos que serão abatidos e que jamais conhecerão a liberdade de ciscar pelo campo ou sentirão ao ar livre o sol tocando suas penas. É um percentual surpreendente considerando que só nos EUA foram criados 8,4 bilhões de frangos para consumo em 2018.

Além disso, o relatório revela que 98,2% das galinhas poedeiras, 98,3% dos porcos e 70,4% dos bovinos também são criados em fazendas industriais, em sistema intensivo de produção. E essa realidade não é tão diferente em outros países que exploram economicamente essas atividades em grandes proporções.

No Brasil, por exemplo, foram mortos 5,70 bilhões de frangos em 2018, com o Paraná respondendo por 31,4% do volume nacional, seguido por Rio Grande do Sul (15%) e Santa Catarina (13,4%).

O Sentience Institute também destaca que todos os peixes criados em cativeiro no país seguem padrões muito semelhantes aos das fazendas industriais, embora os dados sobre a realidade da psicultura no país sejam bem limitados.

Vídeo flagra canguru debilitado exposto em pequena gaiola do lado e fora de zoo

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

O que vemos nas imagens fortes apresentadas pelo vídeo abaixo é um animal altamente sociável, naturalmente predisposto a conviver em bandos, endêmico de um país com temperaturas quentes; afastado de seu lar, isolado, sozinho, impossibilitado de correr pelos campos australianos, como é seu costume e exposto a uma temperatura completamente estranha ao seu organismo.

O resultado é um estado lastimável e severo de zoocose, letargia, pés arrastando-se pelo chão duro e algumas tentativas frustradas e frágeis e conseguir escapar, colocando o focinho contra o arame da gaiola

As imagens são do zoológico de Connecticut nos Estados Unidos e foram feitas por uma visitante do local, que comovida com a situação debilitante do animal, iniciou uma petição na intenção de devolver o marsupial ao seu país de origem.

O vídeo, que foi postado no Facebook, mostra o animal enjaulado, abatido, tendo apenas um chão duro como cama, coberto com o que parece ser serragem de madeira.

O canguru, que está totalmente sozinho, é visto andando de um lado para o outro na gaiola e enfiando o nariz pelas frestas do arame, numa tentativa débil e frustrada de sair de sua prisão.

A cena comovente levou a moradora de Connecticut, Danielle Le, a iniciar uma petição no Change.org pedindo a transferência do canguru para a Austrália.

Um protesto foi marcado para pedir libertação do animal | Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Um protesto foi marcado para pedir libertação do animal | Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

“O canguru está em um espaço muito pequeno além de estar confinado, ele deveria mesmo é estar com outros cangurus em seu habitat natural”, escreveu a srta. Le.

Danielle não acredita que o animal seja capaz de sobreviver na natureza depois de tudo o que passou, ela espera conseguir levar o canguru para uma reserva de vida selvagem ou a um santuário na Austrália.

A autora da petição afirma esperar que o documento consiga pelo menos levar o canguru para um santuário nos Estados Unidos, caso não seja possível enviá-lo a Austrália, sua terra natal.

“Se alguém tiver alguma informação adicional sobre como isso deve ocorrer (legalmente), por favor comente no campo abaixo”, ela escreveu na petição.

“Entrei em contato com dois lugares na Austrália para receber alguma assistência”, conta Danielle.

Até agora, a petição coletou mais de 700 das 1000 assinaturas desejadas.

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Um protesto também foi criado sob a hashtag #savetherooCT e está programado para acontecer do lado de fora do zoológico, informou o Sydney Morning Herald.

A ativista pelos direitos animais de Massachussets, Sheryl Becker, disse que o canguru está sujeito a “condições climáticas extremas”.

“Em setembro de cada ano, o zoológico coloca esse pobre animal do lado de fora exposto em uma gaiola por 17 dias em uma feira agrícola”, disse Miss Becker.

“Podemos chegar a temperaturas extremamente baixas nessa época do ano Eu ouvi as pessoas comentando que o canguru às vezes parece drogado – e geralmente está dormindo”

Os cangurus tendem a ser mais ativos durante a madrugada e o crepúsculo, horas antes de alimentarem durante a noite e são animais de que vivem naturalmente em bandos, andando em multidões.

A história vem ao conhecimento público apenas algumas semanas após uma mulher australiana ter encontrou um kookaburra (espécie de ave protegida e endêmica da Austrália) engaiolado e à venda por 1.200 dólares em uma pet shop dos EUA.

Wendy Davidson – que mora nos Estados Unidos desde 2015 – disse que ouviu falar sobre o pássaro e decidiu visitar a loja de animais para ver por si mesma.

“Fiquei profundamente triste ao ver uma de nossas espécies nativas protegidas em uma pequena gaiola, sozinha e tão longe de casa”, disse ela ao Daily Mail Austrália.

Foto: Supplied

Foto: Supplied

“Eu não conseguia parar de pensar que ele era um prisioneiro em confinamento solitário.”

Davidson relatou que a pet shop disse a ela que o pássaro estava na loja há mais de quatro anos à venda.

Davidson procurou zoológicos na Austrália e na Virgínia, assim como a Aliança contra o Tráfico de Animais Selvagens, no Consulado Geral da Austrália em Nova York e no Departamento de Agricultura e Cuidados com Animais dos Estados Unidos.

“Aqueles que se dignaram a responder, basicamente me enganaram ou alegaram que não tinham jurisdição sobre o assunto”, lamentou Davidson.

 

Após morte do leão Cecil, nova lei pode proibir troféus de caça nos EUA

Reprodução | Facebook

Já se passaram quatro anos desde a morte brutal de Cecil. O ato cruel praticado pelo dentista norte-americano Walter Palmer provocou protestos globais e possibilitou debates sobre as consequências da caça de animais selvagens. Cecil era monitorado pela Universidade de Oxford, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue.

A familiaridade do leão com seres humanos o deixou extremamente amigável, o que rapidamente o tornou muito amado por moradores, guardas e turistas. Quando Cecil foi baleado e morto, a história explodiu nas redes sociais e legalidade da importação de troféus de caça ganhou a atenção mundial, sendo alvo de crítica de ativistas e organizações internacionais de proteção animal e ambiental.

Agora, a trágica história da vida e morte do leão criou um novo precedente. O presidente do Comitê de Recursos Naturais da Câmara, Raúl M. Grijalva, introduziu uma nova lei na Câmara dos Representantes em homenagem ao leão com o objetivo de restringir a importação da caça de troféus para os Estados Unidos. A Lei de Conservação dos Ecossistemas por Cessar a Importação de Troféus de Grandes Animais, também chamada Lei CECIL, proibirá a importação de troféus de caça de espécies ameaçadas, salvo em condições especiais.

A lei proposta promoverá a transparência dentro do Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês), exigindo que a agência publique cada pedido de importação para receber um animal ameaçado ou em perigo de extinção. A lei reverenciará várias das políticas do governo ao proibir troféus de elefantes ou leões da Tanzânia, Zimbábue ou Zâmbia.

A presidente do Animal Welfare Institute, Cathy Liss, elogiou a nova proposta e a possibilidade do assunto estar sendo discutido mesmo em um cenário político nebuloso. “Espécies como elefantes e leões africanos enfrentam graves ameaças à sua sobrevivência e não há provas científicas confiáveis de que a caça contribua positivamente para a conservação de animais selvagens”, disse.

E completou: “a receita gerada pela importação de troféus de caça muitas vezes não fornece nenhuma renda significativa para os moradores empobrecidos. Em vez disso, essas caçadas geralmente canalizam dinheiro para as mãos de um grupo seleto sem melhorar as proteções para as populações de animais selvagens caçados. Nenhuma espécie que enfrente a extinção deve ser vitimada por alguém que queira pendurar a cabeça do animal na parede”, concluiu.

Cientistas abandonam projeto que resultou na morte de milhares de gatos nos EUA

Desde 1982, o departamento vinha infectando gatos com toxoplasmose (Acervo: Alley Cat Rescue)

Cientistas do laboratório de Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciaram hoje que estão desistindo de um programa de pesquisa que custou a morte de milhares de gatos.

Desde 1982, o departamento vinha infectando gatos com toxoplasmose, como parte de um projeto que supostamente alegava combater doenças transmitidas por meio de alimentos.

Porém, a decisão só veio à tona depois que a NBC News revelou em uma reportagem que os cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola estavam comprando cães e gatos no mercado de carne asiática para usá-los como cobaias e sacrificá-los em um laboratório em Maryland.

Diante da repercussão, o Departamento de Agricultura disse que sua “pesquisa de toxoplasmose com animais foi descontinuada e não será restabelecida”. O senador do partido Democrata Jeff Merkley, do Oregon, qualificou as experiências extremamente perturbadoras.

O parlamentar também destacou que o departamento tomou a decisão correta. Ao longo dos anos, mais de três mil gatos foram mortos no projeto e mais de 22 milhões de dólares foram gastos.

Segundo o Serviço de Pesquisa Agrícola, nenhum gato foi sacrificado ou infectado com patógenos de toxoplasmose desde setembro do ano passado, e que os 14 gatos que continuam no laboratório serão enviados para adoção.

Dois filhotes de urso são encontrados sem a mãe ao lado de rodovia movimentada

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Dois filhotes de urso foram encontrados separados da mãe, no último sábado (16), e abandonados ao lado de uma rodovia do norte da Califórnia (EUA).

Os pequenos ursos de apenas 5 semanas, foram resgatados por oficiais do departamento de proteção à vida selvagem, ao lado da rodovia Highway 96 em Yreka. A mãe não estava no local.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem acredita que alguém colocou os filhotes ali para serem encontrados após matar sua mãe.

Um casal esta tomando conta dos bebês até que eles possam retornar à vida selvagem e, enquanto isso não acontece, os pequenos ursos estão em um local seguro e amoroso.

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

“Eles têm garras afiadas e pés enormes”, disse Cheryl Millham.

Os filhotes de ursos irmãos, foram batizados de Blaze e Yreka, e estão sob a proteção do centro Lake Tahoe Wildlife Care aos cuidados dos Millhams.

“É engraçado, como um bebê humano, eles precisam ser colocados pra arrotar”, disse Tom Millham. “Nosso trabalho é garantir que eles cresçam seguros, saudáveis e fortes para que possam ser soltos de volta na natureza e sejam livres para viver com os demais ursos.”

Os policiais acreditam que alguém separou os filhotes de sua mãe, já que eles são incapazes de se afastar do cuidado materno em tão tenra idade.

“Eles fogem, mas não andam ainda. Eles não conseguem”, disse Cheryl.

Os policiais tentaram encontrar a mãe dos filhotes, mas não tiveram sorte.

“Algo com certeza aconteceu com a mãe deles, mas nós nunca saberemos ao certo o que foi”, afirmou Cheryl.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem foi quem trouxe os irmãos aos cuidados dos Millhams, que serão responsáveis por eles até o próximo ano.

“Esses ursos estão em uma programa de tratamento especial. Eles estão recebendo cuidados diferenciados”, explicou Cheryl. “Nós sabemos quando começar a nos afastarmos para deixá-los se transformar em ursos selvagens. Você tem que ser treinado para fazer isso.”

Por enquanto, os filhotes ficarão em uma caixa-berço e serão alimentados quatro vezes ao dia.

Mas em breve, eles irão para um habitat maior, onde terão espaço para escalar, brincar e aprender a ser mais independentes.

Quando eles alcançarem cerca de 100 libras (cerca de 45kg) estarão prontos, os pequenos poderão então retornar para a natureza.

“Nós somos os pais substitutos. Temos que ensinar a esses irmãos o que procurar e como sobreviver na natureza ”, disse Cheryl.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem permanece procurando o responsável por separar os filhotes de sua mãe.

Governadora de Iowa sanciona lei que permite processar quem realiza investigações secretas em matadouros

Lei endossada pela governadora interfere em investigações de grupos como Compassion Over Killing (COK), que denuncia abusos de animais em fazendas industriais em Iowa (Fotos: Getty/COK)

A governadora republicana do estado de Iowa, nos Estados Unidos, Kim Reynolds sancionou na semana passada uma lei que permite processar quem realiza investigações secretas em matadouros.

O projeto é uma reação às denúncias de maus-tratos a animais baseados em investigações realizadas por ativistas e grupos que atuam em defesa dos animais no país.

E a lei não vale apenas para matadouros, mas também para o que é registrado em qualquer propriedade rural e também em locais onde animais domésticos são criados com finalidade comercial.

Sob a lei “ag-gag” qualquer pessoa que entrar em uma instalação mentindo sobre as próprias intenções pode ser acusado de grave contravenção, segundo o jornal Des Moines Register.

A nova lei interfere diretamente em investigações de grupos como Compassion Over Killing (COK), que denuncia abusos de animais em fazendas industriais em Iowa.

A governadora disse que pessoas não treinadas e não desejadas nessas propriedades colocam os produtores e a economia do estado de Iowa em risco.

“Leis como essa ajudam ainda mais a segurança de nossos produtores, nosso estado e nossa nação, e tenho orgulho de sancioná-la hoje”, declarou Kim Reynolds.

Por outro lado, a deputada democrata Liz Bennett disse que esse tipo de lei vai funcionar como uma mordaça, que impede as pessoas de denunciarem situações de maus-tratos por medo de serem penalizadas legalmente.

“Esse projeto mostra o dedo do meio para a liberdade de expressão, proteção ao consumidor, segurança alimentar e bem-estar animal”, lamentou Liz ao Register.