Parlamento europeu aprova proibição de plástico descartável a partir de 2021

O Parlamento europeu aprovou um projeto que proíbe o uso de plástico descartável a partir de 2021. Foram 560 votos a favor, 35 contra e 28 abstenções.

A medida reforça a aplicação do princípio do “quem polui, paga”, responsabilizando os produtores. A lei afetará, inclusive, os filtros de cigarro e artigos de pesca. As informações são do portal GreenMe.

Foto: Pixabay

“Esta legislação reduzirá os danos ambientais em 22 bilhões de euros, o custo estimado da poluição por plásticos na Europa em até 2030. A Europa agora tem um modelo legislativo para defender e promover internacionalmente, dada a natureza global do problema da poluição marinha causada pelo plástico. Isso é essencial para o planeta”, afirmou a relatora Frédérique Ries (ALDE, BE).

A nova lei torna obrigatória a rotulagem de informações sobre o impacto ambiental da dispersão de cigarros com filtros de plástico. O que também deve-se aplicar a outros produtos, como copos de plásticos, lenços umedecidos e absorventes higiênicos.

Os produtos proibidos pela União Europeia a partir de 2021 são: objetos de cozinha feitos de plástico descartáveis ​​- como garfos, facas, colheres e pauzinhos para mexer café -, pratos fabricados a partir de plástico descartáveis, canudos de plástico, cotonetes de plástico, bastões de plástico para balões, plásticos oxi-degradáveis, recipientes para alimentos e copos de poliestireno expandido.

Tempestade causa “chuva” de peixes na ilha de Malta

Uma forte tempestade gerou uma “chuva” de peixes na ilha de Malta, na Europa. O fenômeno assustou moradores da região. Peixes vivos foram vistos caindo do céu em direção à estrada de Xemxija, nas proximidades da baía de St. Paulo, ao norte da ilha.

Rajadas de vento que acompanharam a tempestade deixaram o mar agitado, fazendo com que os peixes fossem levados até a costa e arremessados. As informações são do portal UOL.

Foto: Reprodução / Twitter

Motoristas saíram de seus carros no momento da chuva para pegar peixes que estavam no chão. Outros preferiram se manter em segurança dentro dos veículos. Um deles cogitou a possibilidade de que os peixes tenham vindo de uma fazenda localizada na região.

Durante a tempestade, as autoridades de Malta orientaram a população a permanecer em locais fechados devido à “alta ameaçada à vida e à propriedade”.

O Departamento de Proteção Civil de Malta informou ter recebido mais de 300 pedidos de ajuda. Não há, porém, registro de vítimas graves.

Além da “chuva” de peixes, a tempestade causou grandes danos e interrupções em estradas e também no transporte público. Parte da ilha sofreu queda de energia, quando a força do vendaval atingiu 101 quilômetros por hora.

Ativistas pelos direitos animais cancelam evento de patinação com pinguins

Organizações de direitos animais conseguiram cancelar evento bizarro em que o público poderia patinar no gelo ao lado de pinguins.

Pinguins Humboldt

O Queens Skate Dine Bowl em Bayswater, no oeste de Londres, ofereceu aos clientes a oportunidade de conhecer cinco pinguins Humboldt , como uma colaboração ao Penguin Awareness Day, para arrecadar fundos para a Bird Life, uma organização dedicada à caridade animal.

Vários grupos de bem-estar animal, incluindo a PETA, a World Animal Protection UK e o Born Free Foundation, se manifestaram contra o evento.

“Usar pinguins para atrair clientes pagantes é cruel e irrefletido”, escreveu Peta no Twitter.

“Os pinguins de Humboldt pertencem à água fria e às ilhas rochosas da costa da América do Sul, e não a pista de patinação em Londres”.

“Forçá-los a suportar o estresse de serem transportados e depois soltos em um ambiente desconhecido – com pessoas estranhas – deixariam esses animais sensíveis confusos, estressados ​​e petrificados.”

A Fundação Born Free acrescentou: “@Queens_London Patinação no gelo com pinguins vivos é uma ideia terrível e exploradora, mesmo que os lucros sejam destinados à caridade.

“A melhor coisa para o #PenguinAwarenessDay é cancelar este evento.”

O Queens Skate Dine Bowl anunciou, no último sábado (12), que estava cancelando o evento.

Uma declaração na página do local do evento dizia: “Infelizmente, devido às preocupações levantadas por vários grupos de proteção animal, incluindo a Peta & Freedom for Animals – tivemos que cancelar o evento pelo interesse dos pinguins e dos nossos convidados.

“Agradecemos àqueles que compartilharam nossa empolgação com este evento – seus ingressos serão reembolsados ​​nas próximas 48 horas.”

A empresa também acrescentou que o evento foi “planejado como uma experiência sem fins lucrativos, educacional e acessível” com o objetivo de aumentar a conscientização e educação sobre pinguins.

Novas críticas

Mesmo com o cancelamento, os organizadores ainda foram criticados por expressarem sua decepção com a não realização do evento e pela falta de um pedido de desculpas pela ideia cruel.

“Péssima decisão, em primeiro lugar, e mais falha pela falta do pedido de desculpas que vocês precisavam em redes sociais por esse erro.  #boycottQueensLondon ”, escreveu uma pessoa no Twitter.

Outro acrescentou: “Eu sou grato pelo cancelamento você cancelou, mas este tweet mostra que, apesar de tudo, fundamentalmente vocês ainda não entendem que estavam errados, o que é uma verdadeira vergonha.”

Ondas de calor prejudicam a reprodução de pássaros, diz estudo

Biólogos da Universidade Lund, na Suécia, descobriram que ondas de calor, como a que ocorreu na Europa em 2018, afetam a reprodução dos pássaros. Os pesquisadores já sabiam que o clima quente de algumas regiões do planeta faz com que animais sejam menos ativos em momentos de temperatura mais severa.

“Se tivermos verões como o último, muitas espécies podem ser prejudicadas já que não conseguem cuidar de forma efetiva de sua prole”, apresentou o pesquisador da Universidade, Andreas Nord.

A pesquisa

Nord e seu companheiro de pesquisa Jan-Âke Nilsson descobriram, no início de 2018, que pequenos pássaros podem chegar à temperatura de 45ºC. Esse valor é 4ºC acima da temperatura normal desses animais.

A dupla, então, continuou o estudo para descobrir se a diminuição da temperatura corporal dos pássaros teria algum efeito em sua ninhada. Eles selecionaram pássaros selvagens e tosaram as penas da metade dos animais. Além disso, transmissores de localização foram implantados em todos eles.

O animal escolhido para o estudo foi o Chapim-azul, um dos pássaros mais comuns na região. (Foto: wikicommons)

Resultados

Ao final da época de reprodução, os pesquisadores capturaram o grupo e compararam as temperaturas. Aqueles que as penas tinham sido aparadas apresentaram uma temperatura mais baixa do que os outros animais.

Além disso, a ninhada dessa parte do grupo foi maior. Seus filhotes também eram mais pesados quando comparados aos descendentes daqueles que não foram tosados. “É importante saber o número da ninhada antes que eles saiam do ninho. O tamanho dela diz muito sobre as suas chances de sobrevivência e reprodução”, afirmou o pesquisador.

O estudo também mostrou que a temperatura corporal afeta a frequência com que os filhotes são alimentados. Os animais que conseguiam se livrar do excesso de temperatura não gastavam mais energia para alimentar sua prole com a mesma frequência da outra metade do grupo.

“Isso me surpreendeu, mas agora nos acreditamos que eles [com as penas tosadas] gastavam tempo e energia carregando mais comida em cada voo. Ou então procuravam mais intensamente por um tipo específico de alimento bom para os filhotes”, explicou Nord.

Os pesquisadores continuarão a investigar as especificidades da alimentação desses animais em relação ao aumento da temperatura.