Shopping abriga cachorros abandonados para protegê-los do frio

Um shopping em Istambul, na Turquia, decidiu abrigar cachorros abandonados para protegê-los do frio. O inverno na cidade é rigoroso e a ajuda do estabelecimento tem sido primordial para esses animais, que correm o risco de morrer de hipotermia na rua.

Foto: ARZU INAN

A cidade é conhecida pelo bom tratamento que dá aos cachorros e gatos abandonados. Os cães que passaram a ficar dentro do shopping conseguiram abrigo após entrarem, por conta própria, no local. Ao invés de serem expulsos do local, eles foram acolhidos e receberam tapetes de papelão e cobertores para dormir em frente às lojas.

Como se não bastasse a acolhida que o shopping deu aos animais, a loja de roupas femininas Penti levou vários cães para dentro de seu estabelecimento, dando-lhes ainda mais conforto. Uma foto que mostra três cães dentro da loja, enquanto um cliente faz compras, viralizou nas redes sociais e comoveu internautas. As informações são do portal Pawpulous.

O gerente da loja Penti, Arzu Inan, e o proprietário de um café, Selçuk Bayal, que deu abrigo a 12 gatos, afirmaram à mídia local que nem a possível desaprovação de alguns clientes os impediu de ajudar os animais.

Foto: ALI ÇELIK

Foto: SELÇUK BAYAL


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


anne evers

Vegana de 97 anos diz que ‘nunca é tarde demais para fazer a diferença’

Anne Evers abandonou o consumo de produtos de origem animal quando tinha 95 anos, depois de assistir ao documentário “What the Health”. Segundo Evers, até então, ela era adepta à “dieta americana padrão” desde o seu nascimento.

anne evers

Foto: Anne Evers

O documentário “What the Health” abriu seus olhos para o que ela descreve como “impactos extremamente negativos à saúde e ao meio ambiente provenientes da cruel indústria agropecuária”. A partir daí ela decidiu adotar o veganismo.

“Eu gostaria de ter encontrado essa informação mais cedo?” ela disse. “Sim. Mas assim que eu soube, mudei meus hábitos e agora sou apaixonada por espalhar a verdade.”

“Não precisamos consumir produtos de origem animal para sobreviver, portanto não temos o direito de matar outro ser senciente e contribuir para a destruição de nosso planeta no processo.”

“Os benefícios de saúde são apenas um bônus adicional. Escolha o veganismo. Pelas pessoas. Pelo planeta. Pelos animais. Nunca é tarde demais para fazer a diferença.”

Evers também falou que ela nunca voltará a comer animais. Em uma entrevista, Evers diz se sentir “maravilhosa” com o resultado de sua dieta. Ela listou alguns dos benefícios da alimentação baseada em vegetais. “Eu tenho mais energia, me sinto mais leve e menos dolorida, minha pele fica mais firme e eu estou me movimentando melhor. Eu definitivamente acho que isso me mantém mais saudável à medida que envelheço”, disse ela.

Ela também discutiu os benefícios ambientais e éticos do veganismo, falando sobre as emissões de carbono e a indústria pecuária, bem como as percepções sociais que fazem com que muitas pessoas amem seus animais domésticos, mas comam outros.

“Eu quero que as futuras gerações tenham um planeta saudável e depois de aprender sobre o impacto que a indústria pecuária tem no planeta, eu senti que era meu dever adotar uma dieta vegana e encorajar outros a fazerem o mesmo,” disse ela.

Califórnia é reconhecida como o estado “mais humano” com os animais

A organização sem fins lucrativos Humane Society dos Estados Unidos – que divulga anualmente o Humane State Rankings – concedeu ao estado seu novo título.

Foto: Pixabay

O ranking considerou mais de 90 políticas de bem-estar animal, incluindo a proteção de cães que vivem nas ruas ou que são deixados dentro de carros quentes, a proibição à caça de ursos e o uso de armadilhas para capturar animais selvagens.

No ano passado, a Califórnia reivindicou a primeira posição na lista depois que se tornou o primeiro estado a proibir a venda de cachorros, gatos e coelhos em lojas de animais. Agora, em 2019, o estado foi novamente reconhecido por seus esforços no bem-estar animal. Ele aprovou recentemente – com um apoio esmagador – a lei de proteção animal mais forte do mundo.

A Califórnia também decretou a proibição da venda de cosméticos testados em animais, tornando-se o primeiro nos EUA a fazê-lo.

Oregon ficou em segundo lugar na lista, devido às suas fortes leis de proteção animal, enquanto Massachusetts – que recentemente aprovou uma lei contra a crueldade animal – ficou em terceiro lugar.

Notavelmente, Illinois saltou em uma posição e empatou com a Virgínia e Washington em quarto lugar. O aumento na classificação foi dado a Illinois após proibir a venda de chifres de marfim e rinoceronte para tentar deter a caça furtiva e o tráfico de animais selvagens em toda a África.

A Humane Society deu menções honrosas a estados como Ohio, que tem o segundo maior número de fábricas de filhotes no país, mas que acabou de aprovar uma lei mais forte contra a prática nos EUA.

Foto: Pixabay

Rhode Island também teve um ano positivo, proibindo o uso de gaiolas em bateria para galinhas na produção de ovos e aprovando uma lei declarando que cães e gatos usados em instalações de pesquisa devem ser colocados para adoção em vez de eutanasiados.

A Flórida também proibiu as corridas de galgos, uma medida que provocou um “duro golpe” na indústria ao acabar com 11 das 17 pistas de corrida de cães nos EUA.

Seguindo os passos da Califórnia, Maryland também proibiu a venda de cães e gatos em lojas de animais – atualmente são os dois únicos estados norte-americanos a fazê-lo.

Os estados com baixo ranking incluem Mississippi e Dakota do Norte. No entanto, o Mississippi “deu um passo à frente”, de acordo com a Humane Society, quando aprovou uma medida que aumentará as penalidades e a proteção das leis sobre rinhas de cães.

Foto: Pixabay

A Humane Society aponta que em 2018, 200 leis estaduais e locais de proteção animal foram aprovadas, já que mais pessoas do que nunca se sintonizaram com questões de direitos animais e pressionaram por mudanças. Muitos estão optando por parar de comer carne, laticínios e ovos por razões de bem-estar animal. De fato, o bem-estar animal foi o principal motivador para os 79.000 inscritos no Veganuary no ano passado.