Cães ficam “preocupados” com seus problemas antes de dormir, diz estudo

Cachorros ficam “preocupados” com seus próprios problemas antes de dormir. É o que descobriu um estudo húngaro que analisou 16 cachorros de diferentes raças.

O estudo descobriu também que as dificuldades emocionais dos animais resultam em um sono de pior qualidade. As informações são da revista Galileu.

Foto: Pixabay

Os cachorros foram submetidos, com a ajuda dos tutores, a acontecimentos bons e ruins – como, no caso das coisas boas, receber carícias e brincar ou, como exemplo de experiência ruim, ficar preso em um cômodo por um tempo sendo ignorado pelo tutor e ter um pesquisador olhando diretamente em seus olhos.

Equipados com sensores, os cães foram autorizados a ir para um local para dormir após viver as experiências positivas e negativas. Os que ficaram estressados dormiram duas vezes mais rápido que os que estavam relaxado – comportamento já registrado antes.

Os que viveram experiências ruins registraram 20 minutos a menos, em média, de sono profundo, o que indica que a qualidade do sono deles foi inferior.

“Esse resultado fornece a primeira evidência direta de que os estímulos emocionais afetam a fisiologia do sono subsequente em cães”, afirmaram os pesquisadores.

“A descoberta de que tratamentos emocionais breves influenciam a macroestrutura do sono também sugere que a pesquisa do sono poderia ser implementada de maneira útil no campo do bem-estar canino”, completaram.


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Ciência cruel: pesquisadores provocam autismo em macacos para estudar tratamentos

Uma técnica de edição de genoma, aplicada em macacos por cientistas chineses e norte-americanos, fizeram com que os animais desenvolvessem uma mutação ligada ao autismo. Condenados a sofrer as consequências de serem forçados a ter uma síndrome, os macacos foram explorados pela ciência para o estudo de tratamentos médicos para humanos.

Foto: Reprodução/Pixabay

Após terem a mutação desenvolvida, os animais passaram a ter um comportamento semelhante ao dos humanos com autismo, acordando várias vezes à noite, apresentando dificuldade de relacionamento com outros macacos e promovendo atos repetitivos, o que demonstra sofrimento intenso. Após os animais serem submetidos a exames, ficou comprovado também que eles apresentaram uma atividade menor no thalamus, região do cérebro responsável por questões sensoriais e motoras.

O resultado do experimento cruel foi publicado na segunda-feira (12) na revista científica Nature. As informações são do portal G1.

Os pesquisadores explicaram que um dos genes que podem estar associados ao autismo é o Shank3 e que a proteína codificada por ele é encontrada na sinapses – isso é, na ligações entre os neurônios -, especialmente na parte do cérebro responsável pela coordenação motora, à motivação e ao comportamento.

Pesquisadores de centros de estudo chineses e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) usaram uma técnica chamada de CRISPR e localizaram a sequência do DNA que teria que ser modificada, para editá-la. Dessa forma, provocaram uma mutação no Shank3, fazendo com que os macacos tivessem a carga genética associada à síndrome.

Ratos também já foram vítimas deste tipo e experimento. No entanto, como eles não têm o córtex pré-frontal – região relacionada à concentração e à interpretação de sinais sociais – muito desenvolvido, como os primatas, os cientistas não obtiveram o resultado esperado.

Além de serem extremamente cruéis, tanto no caso dos macacos quanto dos ratos, os experimentos também são desnecessários e tendem a ser ineficientes. Os pesquisadores ainda não têm garantia de que eles levarão à descoberta de remédios seguros e eficazes.

Analisando apenas a eficácia dos testes científicos em animais, e não a questão ética, o médico Ray Greek chegou à conclusão de que eles são completamente dispensáveis. “A pesquisa científica com animais é uma falácia”, afirmou o especialista, em entrevista à revista Veja.


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Cientistas exploram macacos e colocam genes humanos nos animais

Macacos foram explorados e submetidos a experimentos cruéis por cientistas chineses do Instituto de Zoologia de Kunming, que injetaram genes humanos nos cérebros desses animais com a intenção de torná-los mais inteligentes. O estudo foi publicado no jornal National Science Review.

Macacos da espécie rhesus foram explorados por cientistas (FOTO: WIKIPEDIA COMMONS)

Onze macacos da espécie rhesus (Macaca mulatta) foram vítimas do experimento. Eles receberam em seus cérebros o gene MCPH1, que é considerado importante para o desenvolvimento cerebral humano. A revista MIT Technology Review afirmou que os embriões dos macacos foram expostos a um vírus que carregava o gene.

Os macacos que receberam os genes apresentaram um desempenho melhor em testes de memória a curto prazo e tempos de reação mais curtos, se comparados aos macacos normais. Além disso, seguindo um padrão de aprendizado semelhante ao humano, os cérebros dos animais modificados demoraram mais para se desenvolver, segundo informações da Revista Galileu.

De acordo com os cientistas, pela primeira vez um experimento foi utilizado para explicar a base genética da origem do cérebro humano. A pesquisa, no entanto, foi fortemente criticada, devido à crueldade presente nela.

Uma das pessoas que contestou o estudo, criticando a falta de ética dos pesquisadores ao explorar macacos em um experimento, foi a bioeticista Jacqueline Glover, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. “Humanizar macacos é causar danos. Onde eles viveriam e o que eles fariam? Não crie um ser que não pode tem uma vida significativa, seja qual for o contexto”, disse Glover, em entrevista ao jornal britânico The Independent.

O grupo internacional de defesa dos direitos animais People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) também se posicionou contra a pesquisa. “Macacos-rhesus são primatas muito inteligentes que formam relações sociais complexas, experimentam cada emoção que os humanos também sentem e podem sofrer como nós. Nesse estudo, macacos fêmea foram abertas e fertilizadas artificialmente – e muitas gravidezes foram interrompidas”, criticou a pesquisadora do PETA, Anna Van Der Zalm, ao jornal The Sun.