Mais de 3 milhões de testes são realizados em animais no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

Estatísticas publicadas recentemente mostram que uma quantidade enorme de animais – incluindo cachorros, gatos, camundongos, coelhos e outras espécies – continuam sofrendo com experiências cruéis e muitas vezes letais em laboratórios do Reino Unido.

Uma seringa sendo injetada em um coelho

Foto: World Animal News

Um total de 3,52 milhões de experimentos foram realizados em 2018, com 87.557 animais sendo submetidos a testes dolorosos, mais de uma vez. Os mais explorados são os camundongos, que foram utilizados cerca de 1,1 milhão de vezes.

“Como cientista, eu sei os problemas de confiar nos animais para estudar e tratar doenças humanas. Esse tipo de modelo fracassa muito mais do que obtém sucesso, então é frustrante e preocupante ver o Reino Unido mantendo os experimentos em animais”, disse Lindsay Marshall, cientista da Sociedade Humana Internacional, que gerenciou um laboratório livre de pesquisas com animais por 12 anos.

“É hora do Reino Unido parar de desperdiçar dinheiro em pesquisas sem saída e fazer um investimento em sistemas computadorizados e outras tecnologias avançadas que são o verdadeiro futuro da pesquisa médica moderna”, afirmou.

Em 2010, o governo prometeu diminuir o número de animais explorados em testes de laboratório, mas quase dez anos depois o Reino Unido continua sendo um dos maiores exploradores de animais em pesquisas. Nesse mesmo período, as tecnologias que produzem resultados mais rápidos, baratos e relevantes avançaram muito.

A Dr. Marshall não é a única com a opinião de que a exploração é desnecessária e antiquada. Análises acadêmicas chegam à mesma conclusão, afirmando que a melhor opção para reproduzir os efeitos humanos nos testes são as tecnologias.

Apesar do aumento nos procedimentos realizados em animais, não há crescimento correspondente no número de medicamentos que chegam às clínicas. Isso acontece porque a maioria dos produtos criados a partir dos testes em animais não são eficazes nos seres humanos: 55% não conseguem tratar as condições que são destinados a curar e 30% apresentam toxinas que não foram detectadas nos experimentos.

Brasil

Apesar de algumas regiões brasileiras estarem avançando na proibição da exploração dos animais em testes, ainda não há uma lei federal que proíba a prática.

O Projeto de Lei (PL) 948/2019, recentemente apensado ao PL 6325/2009, defende a proibição em todo o Brasil do uso de animais em testes de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfume e limpeza.


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Nasa testou solo lunar em animais e levou parte deles à morte

A chegada do homem à lua teve um custo muito grande para os animais, que sofreram em experimentos. Devido a dúvidas sobre a saúde dos tripulantes do Apollo 11, cientistas da Nasa realizaram testes em animais para garantir as amostras lunares trazidas à Terra não eram perigosas. Alguns desses animais, no entanto, não sobreviveram.

Crédito: Shutterstock

Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os responsáveis por coletar amostras do solo lunar. Sob a alegação de que era preciso verificar se o material não geraria danos ao ecossistema, a Nasa escolheu diversos animais para representar as espécies que habitam o planeta e os condenou à exploração de uma ciência cruel que coloca vidas em risco e as submete a testes antiéticos em nome de seus próprios interesses.

Codornas japonesas foram escolhidas para representar as aves, camundongos representaram os roedores, o camarão marrom e o rosa, além das ostras, foram explorados nos testes representando os moluscos. Moscas, baratas e traças eram as representantes dos insetos. Peixes também foram vítimas do estudo. As informações são do portal Edition.

As codornas e os camundongos receberam injeções com amostras lunares. No caso das espécies aquáticas, poeira lunar foi colocada na água. Os insetos receberam o material através dos alimentos. Após os testes, as ostras não suportaram e morreram. As mortes, segundo os cientistas, pode ter relação com o fato de que o experimento foi feito durante o período de acasalamento.

“Nós tínhamos que provar que não iríamos contaminar os seres humanos, peixes, pássaros animais e plantas”, disse Charles Berry, chefe de operações médicas durante a Apollo 11, ignorando que nenhuma necessidade de comprovação justifica submeter animais a testes, tratando-os como objetos sem importância.

Plantas também foram submetidas a testes, em um trabalho realizado pela Nasa em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sementes de tomate, cebola, samambaia, repolho e tabaco foram cultivadas em um solo com adição de material retirado do espaço.

Na época em que os testes foram feitos, Judith Hayes, chefe da divisão de Pesquisa Biomédica e Ciências Ambientais da Nasa, comentou os resultados. “Eles não encontraram nenhum crescimento microbiano nas amostras lunares, e não havia nenhum microorganismo que fosse atribuído a qualquer fonte extraterrestre ou lunar”, afirmou. Segundo ela, a tripulação que foi enviada à lua não apresentou sinais de doença infecciosa e quase todos os animais sobreviveram aos experimentos.

No entanto, mesmo tendo concluído que os resultados necessários haviam sido obtidos, a Nasa continuou a explorar animais em testes até 1971, quando foi realizada a missão Apollo 14.


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Testes em animais caem para o nível mais baixo em 12 anos

Foto: PCRM

Foto: PCRM

Os testes em animais no Reino Unido atingiram seu nível mais baixo desde 2007.

O número de procedimentos concluídos em animais vivos em 2018 foi 7% menor do que em 2017, de acordo com dados do Ministério do Interior.

A maioria dos procedimentos envolveu camundongos, peixes e ratos –assim como na última década – no entanto, o uso de ratos em experimentos diminuiu em 27%.

O número de experimentos com gatos também diminuiu, caindo em 20%.

Cerca de 56% dos procedimentos foram realizados para pesquisa, tipicamente estudos envolvendo o sistema imunológico, o sistema nervoso e o câncer.

Os procedimentos para criação e reprodução caíram 10% e os procedimentos experimentais caíram 4%.

De acordo com a Understanding Animal Research, dez organizações são responsáveis por quase metade de todas as pesquisas com animais no Reino Unido.

O Medical Research Council, o Francis Crick Institute, a University of Oxford, a University of Edinburgh, a University College London, a University of Cambridge, a University of Glasgow, o King’s College London, a University of Manchester e o Imperial College London são as organizações realizando uma grande quantidade de pesquisas em animais.

O problema com testes em animais

Embora o número de procedimentos em animais no Reino Unido tenha caído nos últimos 12 anos, 3,52 milhões de procedimentos ainda foram conduzidos em animais vivos na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales no ano passado.

Enquanto algumas taxas de uso de animais diminuíram em testes, outras aumentaram. O número de experimentos com aves aumentou de 130 mil para 147 mil, o número de testes em cães aumentou 16% e o número de testes em primatas cresceu 8%.

O teste em animais é amplamente impopular entre o público, particularmente por razões de crueldade contra os animais. Cerca de 72% dos consumidores acreditam que os testes em animais são “desumanos ou antiéticos”, segundo pesquisas.

Foto: Istock

Foto: Istock

Experimentos com animais também podem não ser confiáveis. A organização de bem-estar animal PETA afirma que mais de 90% das experiências realizadas em animais pelos Institutos Nacionais de Saúde – a principal agência governamental responsável pelo financiamento da pesquisa científica – não levam a tratamentos humanos eficazes, o que significa que os testes são “inúteis”. Ele acrescenta que mais de 95% dos testes de drogas farmacêuticas são tão seguros e eficazes em animais, mas falham em testes em humanos.

As dez organizações responsáveis por cerca de metade dos testes em animais do Reino Unido estão comprometidas com os “3Rs” – substituição, redução e refinamento. Isso significa que eles trabalham para substituir o uso de animais quando possível, reduzindo o número de animais explorados e refinando a experiência dos animais usados nos testes.

Outros grupos estão trabalhando para desenvolver métodos de experimentação livres de animais, como o modelo organ-on-a-chip (órgãos em chips) que simula as respostas fisiológicas de órgãos humanos.

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Paul McCartney pede o fim dos testes com cães em universidade americana

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Paul McCartney escreveu uma carta em nome da ONG PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), expressando surpresa ao ficar sabendo sobre os experimentos com cães da TAMU durante uma turnê.

A universidade cria cães da raça golden retriever para desenvolver distrofia muscular, dificultando sua locomoção, a deglutição e a respiração. De acordo com a PETA, esse tipo de experimento foi usado por quase 40 anos e não resultou em nenhum tratamento capaz de reverter a doença.

O co-fundador da Meat Free Monday descreveu o vídeo divulgado pela organização como “devastador”, e implorou ao TAMU para parar os experimentos e colocar os cães para adoção. McCartney acrescentou: “Eu convivo com cachorros desde que era menino e amei e tratei todos eles com carinho, incluindo Martha, que foi minha companheira por cerca de 15 anos e sobre quem escrevi a música‘Martha My Dear’”.

“Por favor, façam a coisa certa, acabando com o sofrimento dos cães no laboratório de pesquisas de distrofia muscular da TAMU e mudando para métodos modernos de pesquisa”, concluiu.

O ativismo de Paul McCartney

Vegetariano, desde 1975 o músico virou vegano, McCartney apareceu em várias campanhas de direitos animais, incluindo a participação como narrador do documentário produzido peka PETA “Glass Walls”, que fala sobre os horrores das fazendas de criação de animais. Ele também trabalhou com a Humane Society dos Estados Unidos e a Sociedade Mundial de Proteção aos Animais.

Em 2009, ele e suas filhas, a estilista vegana ética Stella e a fotógrafa Mary, lançaram a campanha Meat Free Monday no Reino Unido para incentivar as pessoas a comer mais alimentos à base de vegetais. O décimo aniversário da campanha foi comemrado por celebridades como Tom Hanks, Orlando Bloom e Alicia Silverstone.

Experiências com cães da TAMU

Esta não é a primeira vez que a TAMU está sendp acusada por seus experimentos. Falando à Fox News em novembro de 2017, a Dra. Alka Chandna, especialista sênior em supervisão laboratorial da PETA, disse que os testes são financiados com dinheiro público.

Um representante da TAMU defendeu os experimentos, observando que o FDA (Food and Drugs Administration/órgão regulador de vigilância sanitária dos EUA) exige que os medicamentos sejam testados em pelo menos duas espécies de animais antes de serem usados por seres humanos.

No entanto, Chandna explicou que o vídeo, obtido em 2013, mostra condições cruéis: “Eu vejo claramente que que não há amor ali. Também não há cuidado. Isto não é um tratamento humano”.

O New York Post notou que pelo menos uma outra universidade dos EUA conduz testes semelhantes em cães.

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Paul McCartney cita Martha, cachorra que inspirou músicas dos Beatles, em pedido à universidade

Na última quarta, 26, Paul McCartney criticou a Texas A&M University por praticar experimento com cães.

(Foto:The Yomiuri Shimbun/AP Images)

Ele se posicionou depois que a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) divulgou algumas filmagens que revelam testes de distrofia muscular em cachorros.

O ex-Beatle, então, escreveu uma carta ao presidente da instituição, Michael K. Young, na qual suplica pelo fim dos experimentos científicos com animais.

“As imagens de golden retrievers no laboratório de cães da sua universidade são de partir o coração. Eu tenho cachorros desde que era um menino e amei muito a todos eles, incluindo a Martha, que foi a minha companheira por quase 15 anos e sobre quem eu escrevi a canção ‘Martha My Dear’. Por favor, faça a coisa certa e acabe com o sofrimento dos cachorrinhos no laboratório de distrofia muscular da Texas A&M University, mudando para métodos de pesquisa modernos”, suplicou o músico.

Fonte: Rolling Stone


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Macacos morrem após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos

Macacos explorados em um experimento científico morreram após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos. Os testes cruéis estão sendo feitos pela statup eGenesis no Massachusetts General Hospital, localizado nos Estados Unidos. O objetivo da empresa é criar porcos geneticamente modificados para que os órgãos desses animais abasteçam bancos de órgãos humanos. Para avaliar a efetividade do projeto, os implantes estão sendo realizados nos macacos.

Foto: Pixabay

Os experimentos estão em fase inicial. No entanto, até o momento, as modificações genéticas em porcos feitas pela empresa foram as maiores em quantidade. Em 2015, 62 edições genéticas foram feitas para inibir um vírus comum no genoma dos porcos que impediria um transplante em humanos. As informações são da revista Galileu.

Alguns macacos da espécie babuíno que foram explorados nos testes sobreviveram por meses. Muitos, porém, morrem rapidamente. A morte dos animais não comove a eGenesis e, segundo a co-fundadora da empresa, Luhan Yang, “deve haver uma explicação biológica” para essas mortes, que está sendo investigada. O objetivo é “concertar isso” – para beneficiar a ciência e os seres humanos.

A eGenesis não divulgou todas espécies de macacos estão sendo exploradas e quais órgãos estão sendo implantados.

A pesquisa científica foi alvo de críticas da ONG PETA (do inglês, People for the Ethical Treatment of Animals). “Os porcos são indivíduos e não meras partes avulsas”, afirmou um porta-voz da entidade.

De acordo com Muhammad Mohiuddin, diretor do programa de transplante cardíaco da Universidade de Maryland, nos EUA, a remoção de genes pode prejudicar os animais caso resulte em efeitos colaterais não intencionais. O pesquisador, no entanto, não se preocupou com a integridade física dos animais e focou em como eles podem ser explorados para que, futuramente, tenham órgãos compatíveis com seres humanos.

Nota da Redação: tratar porcos e macacos como meros objetos de pesquisa para que seres humanos se beneficiem é uma prática antiética e cruel. Os animais devem ter o direito à integridade física e à vida respeitados e não podem ser explorados pela ciência. Problemas humanos, como a questão dos transplantes, devem ser resolvidos entre as pessoas, sem envolver os animais, que não têm responsabilidade nenhuma sobre o tema e que não devem ser prejudicados.


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Audiência realizada na Câmara discute exploração de cães em testes para fungicida

Os testes, feitos em cachorros da raça beagle, para fungicida foram tema de uma audiência realizada na terça-feira (11) na Câmara. O assunto foi debatido na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Um ativista pelos direitos animais, que luta contra a crueldade promovida por esses experimentos, participou do evento usando uma fantasia de cachorro.

Foto: Beagle Freedom Project

O debate foi feito a pedido do deputado Fred Costa (Patriota-MG). Ele usou como base para a discussão uma reportagem da Rede Brasil Atual na qual a organização de defesa dos direitos animais Humane Society, dos Estados Unidos, denunciou o envenenamento de um cachorro em laboratório.

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, afirmou o parlamentar à revista Exame.

Através de um comunicado, a Dow AgroSciencesc reconheceu que existem outras formas de conseguir os dados necessários para o estudo e disse que está trabalhando “em estreita colaboração com a Humane Society para incentivar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] a alterar seus requisitos de testes em animais para pesticidas”. Os ativistas, no entanto, deixam claro que a solução é por fim aos testes que exploram animais.

Contra a caça

Um manifesto contra a caça no Brasil foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também nesta terça-feira (11). A entrega, feita por um grupo de organizações da sociedade civil, parlamentares e artistas, fez parte do evento “Um Dia Animal!”, outra iniciativa do deputado Fred Costa, segundo informações do portal WWF.

Mais de 700 mil assinaturas constam no manifesto, além de uma pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, que concluiu que 93% dos brasileiros são contra a caça de animais silvestres. O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 142 municípios.

Atualmente, quatro projetos de lei (PLs) que visam a liberação da caça no Brasil estão em tramitação. Atualmente, a lei 5.197/1967 (Código de Fauna) proíbe essa prática no país. Os PLs que querem liberar a exploração e a crueldade cometida através da caça contra animais são: PL 6.268/2016, de autoria de Valdir Colatto (MDB/SC), que cria “fazendas de caça”; PL 7.136/2010, de Onix Lorenzoni (DEM-RS), que passa para os municípios a função de deliberar sobre a caça local; PLP 436/2014, de Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), para que a “caça, a apanha e o manejo de fauna” possam ser promovidas por ação administrativa dos Estados, retirando a exclusividade da União e o PL 1.019/2019, de Alexandre Leite (DEM/SP), que implementa o Estatuto dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), que aborda atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de CAÇA, em todo o país.

Embriões de peixe morrem e sofrem anomalias após testes sobre toxicidade da lama de Brumadinho (MG)

Embriões de peixe-zebra foram vítimas de um teste sobre a toxicidade da lama que atingiu Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem. Casos de anomalias e mortes foram registrados. O estudo foi feito por cientistas de universidades e centros de pesquisa do Rio de Janeiro e de São Paulo e incluiu dosagem de poluentes, quantificação de micro-organismos potencialmente perigosos e testes ecotoxicológicos.

Rio Paraopeba 30 dias após a barragem romper em Brumadinho (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

A lama foi coletada cinco dias após a ocorrência do crime ambiental e, mesmo após ser diluída 6.250 vezes, matou embriões e causou defeitos graves neles, segundo Mônica Lopes-Ferreira, cujo laboratório funciona no Instituto Butantan, em São Paulo.

Os testes feitos com água retirada de locais mais próximos da área do rompimento da barragem resultaram em maior letalidade aos embriões. O material coletado junto à mina gerou mortalidade de até 100%. Deformações no cérebro, na boca, na coluna, na cauda e hemorragias foram causadas pela água retirada de todos os pontos abaixo do local onde a barragem rompeu.

“Para testar a lama tivemos que diluí-la até 6.250 vezes e ainda assim ela continuou letal para os embriões, o que atesta sem dúvida seus risco para a saúde”, diz Mônica Lopes-Ferreira. As informações são do O Globo.

Corpo de Bombeiros trabalhando em Brumadinho após crime ambiental (Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS)

No experimento, cinco embriões de peixe-zebra foram deixados dentro de 50 microlitros de água contaminada misturados com dois mililitros de água limpa. Cada mililitro é equivalente a mil microlitros. Os embriões tinham de 30 minutos a três horas de nascidos. Eles foram explorados nos testes por um período de 24 horas até 96 horas.

“Não há dúvida que um material tóxico foi lançado no [rio] Paraopeba. Não sabemos como a situação está agora, mas a área precisa ser acompanhada porque esse material é muito fino, pode permanecer por muitos anos. Ele fica no leito do rio, no solo e entra em contato com pessoas e animais”, destaca a pesquisadora do Butantan.

Por falta de dinheiro, os pesquisadores interromperam os testes, mas pretendem fazer novas coletas. “O dano potencial desse tipo de acidente perdura por décadas. Toda a região afetada precisa ser monitorada com extremo rigor”, frisa Rezende.

Manifestantes protestaram contra a Vale em São Paulo e no Rio de Janeiro ( Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP)

Para Fabiano Thompson, as águas do Paraopeba representam uma ameaça à saúde pública. “A saúde do rio pode estar comprometida por décadas. Uma vergonha”, diz.

Com as coletas feitas, os cientistas identificaram uma concentração elevada de mercúrio, metal altamente tóxico, no Rio Paraopeba. A concentração encontrada é pelo menos 720 vezes maior que o máximo estabelecido como seguro pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para águas de classe 2, como a do rio. Essa classificação indica que a água é destinada ao abastecimento humano, após tratamento.

Um relatório oficial, recentemente divulgado pela ANA, Capasa, CPRM e Igam, aponta elevada concentração de mercúrio na água entre 25 de janeiro e 10 de março deste ano, além de indicar turbidez média (NTU), ferro dissolvido (mg/L) e mercúrio dissolvido (ug/L) acima dos limites estabelecidos pela resolução Conama 357. Os cientistas lembram, porém, que uma interpretação mais abrangente sobre a situação atual do rio está sendo dificultada pela ausência de dados a partir de 11 de março.

O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto Butantan, da Uenf e da UFRJ e amostras foram coletadas em seis localidades ao longo do Paraopeba, incluindo pontos localizados 26 quilômetros antes da área atingida e até 150 quilômetros após o local.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

O resultado da pesquisa indicou concentração de ferro 100 vezes maior que a estabelecida pelo Conama e de alumínio, mil vezes superior. O mercúrio, no entanto, é o que preocupa os pesquisadores, devido à elevada toxicidade e persistência no ambiente. Fabiano Thompson, do Instituto de Biologia e da Coppe da UFRJ e autor de uma análise sobre os efeitos dos rejeitos da lama de Mariana (MG), acredita que uma possibilidade para explicar essa situação é que a forte lama lançada contra Brumadinho após o rompimento da barragem pode ter revirado o leito do rio e liberado sedimentos de antigos locais de extração de ouro.

Carlos Eduardo de Rezende, da Uenf, que é um dos coordenadores do estudo, lembra que o mercúrio é um dos piores poluentes existentes, já que causa uma espécie de contaminação crônica.

Além do metal, foram encontrados também micróbios potencialmente tóxicos na água do rio, com concentrações dez vezes superior à máxima tolerada pelo Conama.

O outro lado

De acordo com a Vale, após três meses do rompimento da barragem, “é possível avaliar que o rio Paraopeba poderá ser recuperado. Tal afirmação é baseada em estudos de quase 900 mil análises da água, solo, rejeitos e sedimentos.”

A empresa diz que está realizando um monitoramento detalhado do rio, com coletas diárias de amostras de água e solo, além de avaliação dos níveis de turbidez.

Ainda segundo a mineradora, análises feitas em 48 pontos mostraram que os rejeitos não são perigosos à saúde e que os níveis de toxicidade estão abaixo dos limites legais para “rejeitos de mineração, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.

Um relatório feito em conjunto pela Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), concluiu que a concentração de mercúrio no local está “abaixo do limite de detecção do método analítico” e que a densidade de micro-organismos e toxinas derivadas deles está dentro do padrão legal.

Nota da Redação: explorar embriões de peixes em testes sobre a toxicidade da lama de rejeitos do rime ambiental de Brumadinho (MG) é uma prática antiética. Esses experimentos contrariam os direitos animais, já que tratam embriões de peixes como objetos e os condenam à morte e a anomalias. É de extrema necessidade avaliar o risco que a água do rio Paraopeba representa, após o rompimento da barragem, não só para os seres humanos, como também para os animais. Isso, no entanto, deve ser feito de forma ética, através da avaliação em laboratório de amostras da água, sem o envolvimento de seres vivos.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Dados acusam o aumento de experimentos utilizando animais no país

Foto: Depositphotos.com

Foto: Depositphotos.com

O número de experimentos científicos registrados com animais subiu 18% o que corresponde a mais de 500 mil testes de laboratório com animais em 2017, a maioria dos quais envolveu ratos ou peixes-zebra, conforme informações do conselho de segurança de produtos e alimentos, NVWA, na quarta-feira.

O tipo de abuso cruel e exploração intensa que esses animais sofrem nesses testes de laboratório muitas vezes comprometem sua saúde de forma irreversível. Indefesos, eles são expostos a drogas, tóxico e produtos químicos que muitas vezes causam um sofrimento lento e indescritível a esses seres.

Peixes da zebra estão sendo usados para pesquisas sobre drogas anticâncer e como parte de um projeto de pesquisa em toda a Europa sobre desordens hormonais, disse a NVWA. Os ratos são usados para vários experimentos, mas principalmente na pesquisa do câncer.

O aumento tem ocorrido apesar do compromisso assumido pelo governo em reduzir a quantidade de experimentos envolvendo animais. Em 2015, os ministros disseram que a Holanda pretendia ser a nação mais avançada do mundo em termos de pesquisa livre de animais até 2025. Até o final de 2017, 80 instituições acadêmicas e científicas tinham licenças para realizar experimentos envolvendo animais. Sete novas licenças foram concedidas e oito foram retiradas.

Os números também mostram que a utilização de gatos e cachorros em experimentos médicos aumentou em quase 50% entre 2016 e 2017 e que mais licenças foram distribuídas para 2018 e além. No total, 656 cães e 89 gatos foram usados em experimentos em 2016, mas um ano depois esse número aumentou para 909 cães e 200 gatos, segundo a NVWA.

Metade dos cães e um terço dos gatos explorados nos experimentos morreram. O grupo responsável pela campanha anti-vivissecção, Animal Rights, lançou uma nova petição contra o uso de cães e gatos em experimentos.

“Existe um amplo consenso de que esses experimentos com animais são desnecessários”, disse o líder da campanha, Robert Molenaar. “É por isso que é tão difícil aceitar que mais cães e gatos morram em experiências tão dolorosas”.