Cão explorado em operação de resgate morre afogado ao procurar vítima em rio

Um cachorro morreu afogado na noite de sexta-feira (3) enquanto procurava por uma vítima em um rio. Barney, como era chamado o cão, também foi forçado a participar de operações em Brumadinho (MG), após o rompimento de uma barragem.

Foto: Núbia Garcia/ Arquivo Correio Lageano

O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina afirmou, por meio de nota, que Barney procurava por uma pessoa desaparecida em um rio no município de Içara, ao Sul do estado, quando “submergiu e não retornou à superfície”.

Os militares tentam, agora, localizar o corpo do cachorro, que pode estar preso no leito do rio. As informações são do Correio Lageano.

O cachorro, explorado pelo Corpo de Bombeiros para a busca de vítimas, acompanhava o soldado Luciano Rangel, do 5º Batalhão de Bombeiros Militar de Lages. “Neste difícil momento, registramos ao Sd BM Rangel e a toda comunidade de Cinotecnia do CBMSC, os sentimentos de profunda tristeza e solidariedade de todos os bombeiros”, informa a nota da corporação.

Após ser localizado o corpo, o cachorro será cremado em um crematório para animais na cidade catarinense de São José.

Exploração animal

Cães que são forçados a participar de operações de resgate são submetidos a um treinamento no qual aprendem comandos anti-naturais, que não seriam executados por eles por conta própria se eles não fossem forçados a isso. Tratados como objetos a serviço dos seres humanos, esses cachorros são expostos a situações de risco, que ameaçam a vida deles.

Além disso, os cães são impedidos de ter uma vida normal, como qualquer outro animal doméstico teria, já que são obrigados a viver em função das buscas por sobreviventes, mesmo que isso possa lhes custar sua própria vida.

Aquário vai explorar animais em mergulhos com visitantes no RJ

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, conhecido como AquaRio, passará a explorar tubarões e outros animais em atividades de mergulho no tanque oceânico do estabelecimento. O objetivo do aquário é obter lucro às custas dos animais, já que o mergulho custará, inicialmente, em um preço promocional, R$ 250, e depois passará a ser comercializado a R$ 350.

O tanque oceânico no qual os mergulhos serão realizados abriga 2 mil animais em um espaço com sete metros de profundidade e 2,5 milhões de litros d’água. No local, há cardumes de peixes, raias, tubarões e outros animais, que poderão sofrer com estresse devido à presença humana dentro do aquário.

Foto: Marcos Serra Lima/ G1

O mergulho terá duração de 1h30, sendo 30 minutos para flutuação, e será realizado de terça a domingo, segundo informações do G1. Grupos de até quatro pessoas poderão participar em cada horário reservado. O longo período de duração e a frequência de mergulhos, que ocorrerão das 7h30 até às 13h45, quase todos os dias da semana, é preocupante. Isso porque os animais, que já são forçados a suportar a vida em cativeiro, privados da liberdade, terão que aguentar também o incômodo causado pelos visitantes.

A idade mínima para participar do mergulho é de 12 anos, o que demonstra que crianças serão ensinadas a desrespeitar os animais e a tratá-los como objetos de entretenimento humano. Elas precisarão, no entanto, de autorização de um responsável para a prática da atividade.

Exploração animal

Aquários são estabelecimentos que se sustentam com base na exploração animal. Manter animais aprisionados em ambientes com espaços reduzidos, especialmente se comparados ao habitat, é uma prática cruel e antiética.

Oferecer serviço de mergulho torna a situação ainda pior. Colocando em risco o bem-estar dos animais, os proprietários do aquário pensam apenas no lucro ao liberar a presença de visitantes dentro dos tanques.

Foto: Marcos Serra Lima/ G1

Peixes, tubarões e qualquer outro animal marinho devem viver em liberdade, na companhia de outros animais da espécie, para desfrutar da vida no habitat, sem que sejam explorados e aprisionados para entretenimento humano.

Vancouver vai libertar animais de aquário

Ao contrário do Brasil, que sequer cogita deixar de aprisionar animais, o Aquário de Vancouver, no Canadá, deixará de manter golfinhos e baleias em cativeiro, atendendo a um pedido de ativistas e da sociedade em geral.

Parques aquáticos que mantêm animais em cativeiro são considerados cruéis por muitos clientes, e, por isto, os lucros estão diminuindo rapidamente. E foi exatamente isso o que aconteceu em Vancouver.

“Nós certamente acreditamos no valor das baleias e golfinhos para o envolvimento das pessoas. Mas precisamos ser realistas, e chegou ao ponto em que o debate com a comunidade, com os advogados e com os políticos está debilitando a nossa missão,” afirmou o diretor-executivo do aquário, John Nightingale.

Em 2017, o Conselho Municipal de Vancouver votou pela proibição do aquário de manter em cativeiro novas baleias e golfinhos devido à questão ética. No início, Nightingale prometeu lutar contra a medida, mas cedeu meses depois.

Desde a vitória dos direitos animais na votação do conselho, dois dos mamíferos marinhos do aquário morreram, dentre eles um golfinho.

Mesmo tendo encerrado o programa de mamíferos marinhos em cativeiro, o parque afirmou que continuará resgatando baleias e golfinhos feridos e encalhados.

Câmara de Santarém (PA) debate substituição de veículos de tração animal

Uma reunião foi realizada na Câmara Municipal de Santarém, no Pará, nesta quinta-feira (2), para discutir alternativas que possam substituir os veículos de tração animal no município. O encontro foi promovido pelo vereador Junior Tapajós (PR) e contou com a participação de representantes de ONGs de proteção animal e carroceiros.

Foto: Pixabay

O parlamentar afirmou que o objetivo da reunião foi chamar a atenção das autoridades e da sociedade civil organizada para a necessidade de combater os maus-tratos a animais explorados em atividades de transporte de pessoas, fretes e similares. As informações são do portal G1.

Na reunião, alternativas à exploração animal foram discutidas e ficou definido como última possibilidade a busca dos carroceiros por outro tipo de atividade no mercado de trabalho.

Durante o encontro, o SEBRAE colaborou apresentando opções rentáveis de trabalho aos carroceiros, além de abordar a possibilidade de linhas de crédito para iniciar um novo negócio.

Em Santarém, a tração animal é bastante comum. Os animais são explorados na cidade, inclusive, para o serviço de coleta de lixo em ruas nas quais o caminhão coletor não circula, e também para transportar entulhos.

Animais explorados em rodeio são pintados de rosa e atitude gera críticas

Animais explorados por um rodeio foram pintados de rosa para uma prova de laço envolvendo mulheres em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. O caso aconteceu durante a Campereada Internacional de Santana do Livramento e gerou inúmeras críticas.

Foto: Jaderson Alves

A decisão de pintar os animais de rosa teve relação com o fato da prova ter sido feminina. No Facebook, na página Repórter Farroupilha, muitos dos mais de mil comentários criticam a atitude dos organizadores do evento.

Segundo o diretor do Sindicato dos Médicos Veterinários do estado (Simvet), João Júnior, é necessário avaliar qual produto foi usado para pintar os animais. “Sabemos que existe tingimento específico para cães, onde diminui a possibilidade de reações alérgicas. Se foi utilizada tinta comum, essa não deverá ser uma prática realizada pois pode causar diversas reações aos animais”, diz Júnior ao G1.

A médica veterinária e secretária da Agricultura de Livramento, Caroline Menezes, que organizou a prova do laço feminina, afirmou que foi usado corante de bolo para tingir o pelo dos animais.

Crueldade da prova do laço

Pintar animais não só representa um risco à saúde deles, como também os objetifica e ridiculariza em prol do entretenimento humano. No entanto, independentemente da pintura, a prova do laço por si só é cruel. Nela, uma pessoa montada em um cavalo deve laçar um bezerro pelos dois chifres, fazendo-o cair de forma brusca no chão.

Ferimentos são comuns nesta prova, que causa dor e sofrimento aos animais laçados. Além disso, casos de paraplegia também podem ocorrer, devido à possibilidade de acontecerem lesões na coluna dos animais.

Foto: Jaderson Alves

A prova do laço foi proibida em várias localidades. Em Barretos (SP), ao proibir essa prova e também a vaquejada, o o desembargador Péricles Piza, declarou que “incutir medo, dor, sofrimento e morte a outros seres não é algo que queremos perpetuado em nossa cultura, não sendo este o objetivo do nosso constituinte originário ao vedar a crueldade a animais e proteger o meio ambiente, algo até então inédito na história das constituições pátrias.”

Andradina, no interior de São Paulo, também teve a prova do laço proibida pela Justiça. Para decidir pela proibição, o juiz ouviu o parecer de uma médico veterinário que concluiu que a prática é considerada maus-tratos a animais. “A prova do laço em dupla é prática eivada de crueldade, consistentes em derrubadas reiteradas e violentas de bovinos ou equinos ao solo, que, sem dúvida, proporcionam dor e sofrimento. A tração na região cervical e cauda de bovinos e equinos podem causar danos irreparáveis”, disse o magistrado.

Embriões de peixe morrem e sofrem anomalias após testes sobre toxicidade da lama de Brumadinho (MG)

Embriões de peixe-zebra foram vítimas de um teste sobre a toxicidade da lama que atingiu Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem. Casos de anomalias e mortes foram registrados. O estudo foi feito por cientistas de universidades e centros de pesquisa do Rio de Janeiro e de São Paulo e incluiu dosagem de poluentes, quantificação de micro-organismos potencialmente perigosos e testes ecotoxicológicos.

Rio Paraopeba 30 dias após a barragem romper em Brumadinho (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

A lama foi coletada cinco dias após a ocorrência do crime ambiental e, mesmo após ser diluída 6.250 vezes, matou embriões e causou defeitos graves neles, segundo Mônica Lopes-Ferreira, cujo laboratório funciona no Instituto Butantan, em São Paulo.

Os testes feitos com água retirada de locais mais próximos da área do rompimento da barragem resultaram em maior letalidade aos embriões. O material coletado junto à mina gerou mortalidade de até 100%. Deformações no cérebro, na boca, na coluna, na cauda e hemorragias foram causadas pela água retirada de todos os pontos abaixo do local onde a barragem rompeu.

“Para testar a lama tivemos que diluí-la até 6.250 vezes e ainda assim ela continuou letal para os embriões, o que atesta sem dúvida seus risco para a saúde”, diz Mônica Lopes-Ferreira. As informações são do O Globo.

Corpo de Bombeiros trabalhando em Brumadinho após crime ambiental (Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS)

No experimento, cinco embriões de peixe-zebra foram deixados dentro de 50 microlitros de água contaminada misturados com dois mililitros de água limpa. Cada mililitro é equivalente a mil microlitros. Os embriões tinham de 30 minutos a três horas de nascidos. Eles foram explorados nos testes por um período de 24 horas até 96 horas.

“Não há dúvida que um material tóxico foi lançado no [rio] Paraopeba. Não sabemos como a situação está agora, mas a área precisa ser acompanhada porque esse material é muito fino, pode permanecer por muitos anos. Ele fica no leito do rio, no solo e entra em contato com pessoas e animais”, destaca a pesquisadora do Butantan.

Por falta de dinheiro, os pesquisadores interromperam os testes, mas pretendem fazer novas coletas. “O dano potencial desse tipo de acidente perdura por décadas. Toda a região afetada precisa ser monitorada com extremo rigor”, frisa Rezende.

Manifestantes protestaram contra a Vale em São Paulo e no Rio de Janeiro ( Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP)

Para Fabiano Thompson, as águas do Paraopeba representam uma ameaça à saúde pública. “A saúde do rio pode estar comprometida por décadas. Uma vergonha”, diz.

Com as coletas feitas, os cientistas identificaram uma concentração elevada de mercúrio, metal altamente tóxico, no Rio Paraopeba. A concentração encontrada é pelo menos 720 vezes maior que o máximo estabelecido como seguro pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para águas de classe 2, como a do rio. Essa classificação indica que a água é destinada ao abastecimento humano, após tratamento.

Um relatório oficial, recentemente divulgado pela ANA, Capasa, CPRM e Igam, aponta elevada concentração de mercúrio na água entre 25 de janeiro e 10 de março deste ano, além de indicar turbidez média (NTU), ferro dissolvido (mg/L) e mercúrio dissolvido (ug/L) acima dos limites estabelecidos pela resolução Conama 357. Os cientistas lembram, porém, que uma interpretação mais abrangente sobre a situação atual do rio está sendo dificultada pela ausência de dados a partir de 11 de março.

O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto Butantan, da Uenf e da UFRJ e amostras foram coletadas em seis localidades ao longo do Paraopeba, incluindo pontos localizados 26 quilômetros antes da área atingida e até 150 quilômetros após o local.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

O resultado da pesquisa indicou concentração de ferro 100 vezes maior que a estabelecida pelo Conama e de alumínio, mil vezes superior. O mercúrio, no entanto, é o que preocupa os pesquisadores, devido à elevada toxicidade e persistência no ambiente. Fabiano Thompson, do Instituto de Biologia e da Coppe da UFRJ e autor de uma análise sobre os efeitos dos rejeitos da lama de Mariana (MG), acredita que uma possibilidade para explicar essa situação é que a forte lama lançada contra Brumadinho após o rompimento da barragem pode ter revirado o leito do rio e liberado sedimentos de antigos locais de extração de ouro.

Carlos Eduardo de Rezende, da Uenf, que é um dos coordenadores do estudo, lembra que o mercúrio é um dos piores poluentes existentes, já que causa uma espécie de contaminação crônica.

Além do metal, foram encontrados também micróbios potencialmente tóxicos na água do rio, com concentrações dez vezes superior à máxima tolerada pelo Conama.

O outro lado

De acordo com a Vale, após três meses do rompimento da barragem, “é possível avaliar que o rio Paraopeba poderá ser recuperado. Tal afirmação é baseada em estudos de quase 900 mil análises da água, solo, rejeitos e sedimentos.”

A empresa diz que está realizando um monitoramento detalhado do rio, com coletas diárias de amostras de água e solo, além de avaliação dos níveis de turbidez.

Ainda segundo a mineradora, análises feitas em 48 pontos mostraram que os rejeitos não são perigosos à saúde e que os níveis de toxicidade estão abaixo dos limites legais para “rejeitos de mineração, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.

Um relatório feito em conjunto pela Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), concluiu que a concentração de mercúrio no local está “abaixo do limite de detecção do método analítico” e que a densidade de micro-organismos e toxinas derivadas deles está dentro do padrão legal.

Nota da Redação: explorar embriões de peixes em testes sobre a toxicidade da lama de rejeitos do rime ambiental de Brumadinho (MG) é uma prática antiética. Esses experimentos contrariam os direitos animais, já que tratam embriões de peixes como objetos e os condenam à morte e a anomalias. É de extrema necessidade avaliar o risco que a água do rio Paraopeba representa, após o rompimento da barragem, não só para os seres humanos, como também para os animais. Isso, no entanto, deve ser feito de forma ética, através da avaliação em laboratório de amostras da água, sem o envolvimento de seres vivos.

Justiça impede que animais maltratados sejam devolvidos a circo no DF

O juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, da Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal, determinou que os animais resgatados do Le Cirque há mais de 10 anos, em condições de maus-tratos, não sejam devolvidos aos tutores que os exploraram para entretenimento humano. A decisão judicial atende a um pedido do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e de outras entidades, que acionaram a Justiça após uma ação movida pelo circo no âmbito criminal ter determinado a devolução dos animais ao antigo tutor.

Foto: TV Globo/ Reprodução

A advogada Ana Paula de Vasconcelos, representante das entidades no processo, lembra que os animais foram resgatados em 2008 em uma ação conjunta entre a Delegacia do Meio Ambiente e o Ibama, em razão dos maus-tratos que sofriam. Foram salvos quatro elefantes, um hipopótamo, duas lhamas, duas girafas, dois camelos, uma zebra e dez pôneis. Os animais foram encaminhados para santuários e para o Zoológico de Brasília. No entanto, devido aos maus-tratos que sofreram, alguns deles morreram, entre eles um pônei, duas lhamas, dois camelos e uma girafa.

“Esses animais ficaram todos esses anos acolhidos e agora, depois de 11 anos, a Justiça determinou a devolução deles e nós não poderíamos aceitar isso. Eles foram extremamente maltratados, explorados e subjugados, são extremamente sofridos. Depois de tanto tempo, os donos do circo pleitearam a devolução deles e, após uma batalha judicial no âmbito criminal, foi determinada a devolução. Então, nós entramos com uma ação cível para proibir a devolução desses animais”, explicou a advogada.

Foto: TV Globo/ Reprodução

A decisão que impediu que os animais sejam devolvidos ao circo foi proferida em caráter liminar, isso é, provisório, e o processo segue em curso. “A expectativa é que o tribunal se sensibilize para que esses animais não sejam tratados como coisas e que, após 11 anos de acolhimento e de uma nova realidade, eles não sejam colocados novamente na condição em que foram explorados durante tanto tempo. A expectativa é que haja uma pressão da sociedade para que esses animais possam ter uma velhice em paz e não sejam explorados mais”, disse Ana Paula, ao abordar o que é esperado pelas ONGs em relação ao resultado definitivo do processo.

Medeiros considerou, ao decidir pela proibição da devolução dos animais ao circo, que eles “estavam em situação de evidente maus-tratos, com saúde abalada e vivendo em condições insalubres” quando foram salvos. O juiz lembrou ainda que, há mais de dez anos, quando foi determinado o resgate dos animais, os proprietários do Le Cirque se negaram a entregar os animais, o que, segundo o magistrado, reforça a necessidade de manter os animais nos locais que os abrigaram após eles serem resgatados.

Foto: TV Globo/ Reprodução

“É evidente o risco de alienação ou sumiço dos animais, caso se permita que retornem à prisão dos réus, que já demonstraram temeridade suficiente para desafiar a ação dos poderes públicos”, afirmou o juiz.

A decisão cabe recurso por parte do Le Cirque, que em 2015 teve os proprietários absolvidos.

Confira a íntegra do processo clicando aqui.

Audiência debate comércio de animais em pet shops de Londrina (PR)

Uma audiência pública, que será realizada pela Câmara de Vereadores de Londrina, no Paraná, vai discutir o comércio de animais em pet shops do município. O evento está marcado para às 19h desta segunda-feira (29).

Foto: Pixabay

O objetivo é discutir um projeto de lei que prevê alterações no comércio de animais. Será debatida a permanência de animais presos dentro de gaiolas ou entre grades até que sejam vendidos. As informações são do G1.

O principal ponto da proposta, de autoria da vereadora Danielle Ziober, é a proibição da venda de animais domésticos, especialmente cães e gatos, em pet shops. A medida foi aprovada em primeira votação.

O projeto, no entanto, não proíbe o comércio de animais, apenas o restringe aos criadouros, que, segundo a proposta, deverão vender o animal diretamente ao comprador.

“Nós não queremos proibir a venda dos animais de raça, queremos regulamentar a venda por criadores e proibir a exposição e venda e pet shops. É uma questão discutida em nível federal”, explicou a vereadora Danielle Ziober.

Nota da Redação: proibir a venda de animais em pet shops é um passo importante e necessário na luta pelos direitos animais, mas não é suficiente. É preciso que as discussões sobre o assunto continuem progredindo para que, futuramente, qualquer tipo de comércio de animais, inclusive o que é feito diretamente pelos criadores, seja proibido. Animais não podem ser tratados como mercadorias. Além disso, a proibição do comércio não só garantiria que eles fossem tratados como sujeitos de direito, mas também coibiria os maus-tratos, que seguirão acontecendo enquanto houver venda.

Mercado que explora roedores para venda cresce 10% ao ano na Bahia

O mercado que explora roedores para venda, tratando-os como meras mercadorias, tem registrado um crescimento de 10% ao ano na Bahia. Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, funciona o Caviário Dakadu, o maior do estado. O local cria 250 animais de cinco espécies, dentre elas o porquinho-da-índia, os hamsters e os gerbis.

Foto: Caviário Dakadu

“A procura tem sido grande e nos últimos cinco anos aumentou mais de 50%. As pessoas foram perdendo o medo de criar roedores, e eles foram se popularizando. Principalmente por serem muito independentes e não exigirem carinho o tempo todo. Se colocar comida uma vez por dia eles já ficam quietinhos”, afirma Kátia Santa Rosa, do Caviário Dakadu, que foi fundado há 10 anos pelos pais dela.

No criadouro, há também minicoelhos, espécie vítima de abandono após a Páscoa. Comprados por impulso neste período, eles costumam ser descartados na rua, sofrem e morrem.

O aumento do comércio dos roedores foi tamanho que motivou a criação da Associação Brasileira de Roedores e Lagomorfos (ABRL), com sede no Maranhão. Há mais de 30 associados em todo o Brasil, segundo o portal Correio 24 Horas.

“Já há uma grande aceitação em relação aos porquinhos-da-índia. Mas nosso objetivo é ajudar a difundir também a criação de outros roedores. Porque as pessoas ainda confundem e têm preconceito, por exemplo, com as ratazanas que vivem nos esgotos e são consideradas pragas. Queremos mostrar que se esses animais forem criados da forma correta, eles também podem ser animais de estimação, assim como gatos e cachorros”, diz Arthur Mendes, presidente da ABRL, ao demonstrar o interesse em fazer com que mais espécies de roedores sejam tratadas como objetos passíveis de venda e não como seres vivos sensíveis.

(Foto: Kátia Santa Rosa)

Os criadores também emitem um registro geral para os animais, uma espécie de carteira de identidade. Até o momento, mais de 500 roedores, ligados a associação, têm registro no Brasil.

Além do comércio, a associação planeja explorar animais em shows e concursos, nos quais eles serão expostos para entretenimento humano, em mais uma face da exploração animal. O objetivo é julgar a beleza do animal para verificar até que ponto os animais reproduzem as características da cada raça.

Na Bahia, em 2017, foi criada a União dos Roedores da Bahia, que conta atualmente com 114 criadores. O grupo se reúne mensalmente para realizar palestras e trocas de experiências.

Nota da Redação: animais não vieram ao mundo para servir e beneficiar humanos, tampouco para serem tratados como mercadorias. Vender roedores para obter lucro com a vida deles é imoral e antiético. Vidas não devem, em hipótese alguma, ser vendidas, tampouco expostas em feiras agropecuárias, shows e concursos, como se fossem objetos de exposição. É preciso respeitar os animais, garantindo a eles a dignidade de serem tratados como sujeitos de direito, sem explorá-los para o comércio ou eventos de entretenimento humano.

Elefantes separados um do outro unem as trombas em despedida

O tráfico de marfim e sua aparência exótica tornou os elefantes alvos fáceis para muitos zoológicos e caçadores ao longo da história. Eles não vivem uma vida fácil, especialmente quando são mantidos em cativeiro durante grande parte de suas vidas. Esses animais não podem se aproximar de outros elefantes, não podem pisar na terra fria e úmida, não comem folhas das árvores, nem se banham em lagos ou brincam na lama com as suas crias.

Reprodução/Portal Mulher Contemporânea

Em alguns casos, eles compartilham cativeiro com outros elefantes, mas eventualmente um deles morre ou é separado por circunstâncias de vida. Como é o caso de um elefante que há 11 anos partilhava a sua jaula com outro elefante, mas foi separado do seu único companheiro, que foi vendido pelo zoológico onde morava.

Outro exemplo é o de Flavia, uma elefanta de 43 anos que morreu recentemente no zoológico de Córdoba, na Espanha, onde chegou com apenas 3 anos de idade. Flavia sofria de depressão por muitos anos devido a viver em cativeiro, além de ser separada de sua mãe.

Para quem não sabe, as fêmeas ficam com a mãe por toda a vida, então separá-las é supor que elas não viverão felizes. Especialmente se eles viverem trancadas.

Embora muitos esforços são feitos por organizações de animais, nenhum é suficiente para deter completamente e rapidamente o abuso sofrido por esses animais, amigos e afetuosos.

Uma foto viral compartilhada pelo utilizador, Soumya Vidyadhar também mostra outro caso, no qual dois elefantes são separados, cada um sendo levado para lugares diferentes.

Eles tocam as suas trombas, um sinal de afeição entre eles, como se dissessem adeus.

Seu sofrimento terminará um dia? Animais como os elefantes pertencem a lugares naturais e abertos, onde podem viver e crescer com sua família e outros da sua espécie. Não atrás das grades, pisando em cimento e sendo maltratado para se comportar de uma determinada maneira.

Fonte: Mulher Contemporânea

Filme Dumbo gera debate sobre exploração de animais em circos

O filme Dumbo, dirigido por Tim Burton, que acaba de estrear no Brasil, está gerando debates sobre a exploração de animais em circos. Ao contrário da animação de mesmo nome, lançada pela Disney em 1941, na qual o desenho é apresentado sob a perspectiva dos animais, o filme foca na relação entre humanos e animais.

Foto: Reprodução / Portal Bem Paraná

Na animação, Dumbo, um elefante de orelhas grandes, que sofre com a desconfiança e piadas dos outros, aprende a voar. O filme, porém, não se resume a capacidade do animal de alçar voos, mas também mostra a dura realidade de animais explorados em circos. Em uma das cenas, Dumbo sofre ao ser separado da mãe. O sofrimento dos animais devido a condição dos espetáculos também é revelado. As informações são do portal Bem Paraná.

“Um circo, muitas vezes, não tem capacidade técnica de oferecer recintos adequados para os animais, que ficam em jaulas, na pior condição possível. Além disso, em um circo, o ambiente em que os animais vivem são muito artificializados, sem relação com ambiente natural. Essa condição e a falta de oportunidade de interação com outros animais, resulta em uma fonte permanente de estresse”, explica o biólogo e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Sérgio Lucena Mendes.

O biólogo lembra ainda que animais explorados por circos podem desenvolver problemas de saúde causado pelo estresse e pela falta de estrutura dos estabelecimentos, já que muitos deles não conseguem, segundo o especialista, oferecer aos animais uma condição médica e nutricional adequada.

“É comum verificar animais nos circos com problemas de desnutrição ou obesidade. Além disso, o estresse também causa impactos secundários, como queda da imunidade – o que deixa o animal suscetível a doenças também transmitidas por humanos”, comenta.

Casos de maus-tratos contra animais em circos podem ser denunciados à polícia, já que qualquer tipo de abuso configura crime, segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. Além das delegacias da Polícia Militar, as denúncias podem ser feitas também ao Ministério Público e ao Disque-Denúncia do Ibama, através do número 0800-61 8080. Municípios e estados, como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina possuem canais de denúncia e delegacias especializadas para registrar esse tipo de ocorrência.

Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7.291, que proíbe a exploração de animais em circos em todo o Brasil, aguarda votação. No entanto, muitos estados brasileiros – como Paraná, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – já proíbem a presença de animais em espetáculos circenses.

Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, da qual o biólogo Sérgio Lucena Mendes faz parte, é um grupo de profissionais, de referência nacional e internacional, que atua em prol da proteção da biodiversidade e assuntos relacionados com a intenção de divulgar posicionamentos que prezem pela defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi fundada no ano de 2014 por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.