Fundação francesa pede cancelamento de leilão de 300 cães de raça

A fundação francesa “30 Milhões de Amigos” denunciou a realização de um leilão de 300 cachorros de raça em Laval e pediu que o evento seja cancelado devido ao tratamento dado aos animais, reduzidos a “meros objetos” passíveis de comercialização.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O leilão está marcado para a próxima terça-feira (9), em local ainda não divulgado, de acordo com informações do site do leiloeiro de Laval. As informações são do jornal Estado de Minas.

Serão explorados para comércio no leilão cachorros das raças shih tzu, yorkshire, chihuahua, jack russel, bichón frisé e golden retriever.

“Lutamos para que os animais sejam reconhecidos como ‘seres vivos e sensíveis’ e não ‘bens móveis’, e hoje estão prestes a colocar esses cães em leilão como meros objetos”, afirmou Reha Hutin, presidente da fundação, em um comunicado.

Os cachorros foram retirados de um criador, após uma ação judicial. E ao invés de serem disponibilizados para adoção, de forma ética e responsável, serão leiloados como se fossem mercadorias.

150 ativistas veganos protestam contra a exploração animal em fazenda na Austrália

“Os animais não precisam de melhores padrões de tratamento ou condições para serem explorados, mas de libertação” (Foto: Instagram/Divulgação)

Pelo menos 150 ativistas veganos do grupo Meat the Victims protestaram contra a exploração animal em uma fazenda de gado em Millmerran, no estado de Queensland, na Austrália, na semana passada.

Assim que entraram na propriedade, o fazendeiro David McNamee, da Lemontree Feedlot, começou a berrar que eles não deveriam estar lá. No local, os ativistas encontraram alguns bovinos mortos e McNamee alegou que foram mortos de forma “humanitária”.

“Como você atira de forma humanitária na cabeça de um boi?”, questionou uma ativista. Outro membro do Meat the Victims disse que a verdade continua a ser ocultada do público enquanto a indústria perpetua o mito das “práticas humanitárias” na criação e matança de animais.

“Rótulos como ‘livre de gaiolas’, ‘criados soltos’, ‘alimentados com grama’, ‘orgânico’ e ‘local” são usados para enganar e induzir o público a acreditar que os animais são criados humanamente”, criticou um membro do grupo.

Sobre o propósito de entrar na fazenda, o Meat the Victims explicou que é uma forma de resistência para chamar a atenção para o fato de que os animais são simplesmente tratados pela indústria como produtos e coisas.

“Esperamos chamar a atenção para essa questão. Os animais não precisam de melhores padrões de tratamento ou condições para serem explorados, mas de libertação. Eles precisam que as pessoas se tornem veganas”, enfatiza o grupo.

Câmara proíbe uso de veículos de tração animal em Goiânia (GO)

A Câmara Municipal de Goiânia (GO) aprovou na quarta-feira (20) um projeto de lei que proíbe o uso de veículos de tração animal no município. O projeto será, agora, analisado pelo prefeito Iris Rezende (MDB), que decidirá pelo veto ou pela sanção.

Foto: Pixabay

O objetivo da proposta é impedir que os animais sejam explorados e maltratados. “São inúmeros casos de cavalos que são utilizados para puxar cargas pesadas. Muitos deles usados de forma ininterruptas, 24 horas por dia”, explica o vereador Zander Fábio (Patriota), autor da proposta, que lembrou também de cavalos que morrem em vias públicas por não suportarem os maus-tratos.

O projeto estabelece multa para quem usar veículo de tração animal. O valor varia de acordo com a lei de maus-tratos. O animal explorado para puxar o veículo será resgatado. As informações são do portal Mais Goiás.

O texto da proposta, no entanto, define uma exceção para a Polícia Militar, que poderá continuar a explorar cavalos nas operações policiais.

O parlamentar autor do projeto considera a aprovação conseguida na Câmara uma vitória para aqueles que lutam contra os maus-tratos a animais. Como a proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores em segunda votação, Fábio acredita que, caso o prefeito vete o texto, os parlamentares derrubarão o veto.

Fantasia carnavalesca com quatro mil penas de faisão é um retrato ordinário da falta de empatia

Destaque da Império disse que o “look” custou o preço de um carro popular (Foto: Celso Tavares/G1)

Ontem, em comemoração aos 124 anos do cinema, a Império da Casa Verde decidiu homenagear algumas produções da Disney no sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Bem antes do início do desfile, a destaque de carro Magda Moraes já havia exibido a sua fantasia de Malévola, com quatro mil penas de faisão, e fez questão de dizer, segundo o G1, que o “look” custou o preço de um carro popular.

Embora já existam alternativas sintéticas, há quem prefira, por uma “questão de luxo”, “diferenciação” ou “status”, continuar insistindo no uso de penas verdadeiras, o que estimula a criação e exploração de faisões e outras aves em cativeiro com a finalidade de submetê-las a um doloroso processo de depenagem.

No ano passado, a madrinha da Unidos de Vila Maria, Ana Beatriz Godoi, exibiu uma fantasia com 3,8 mil penas de faisão e declarou orgulhosamente que custou o valor de dois carros. Depois de receber muitas críticas, este ano ela optou por não usar penas, mas sim cristais. Isso é positivo.

Sem dúvida, em relação ao uso de penas verdadeiras no carnaval, um válido exercício de ponderação e empatia é imaginar como seria se alguém arrancasse os nossos cabelos. Não seria agradável, não é mesmo? Agora considere uma estimativa de que em anos anteriores os carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo chegavam a usar até 19 toneladas de penas verdadeiras.

Será que anualmente quantos animais foram submetidos a um sofrimento desnecessário por causa do capricho humano? Muitos, mas a verdade é que não precisamos de números para entender que o uso de penas é injustificável. Afinal, os animais não devem ser sacrificados pelas predileções carnavalescas de ninguém.

Auditoria em jóqueis encontra cavalos feridos e com sinais de estresse

Oito jóqueis clubes do país, que exploram cavalos para entretenimento humano, foram foco de auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A fiscalização encontrou 170 irregularidades. De acordo com a chefe da Divisão de Bem-Estar Animal e Equideocultura do Mapa, Liziè Buss, “a maior parte das inconformidades verificadas nos animais foi de cavalos com movimentos repetitivos ou estranhos à espécie, gerados por estresse, além de ferimentos no corpo e no canto da boca, por uso incorreto do freio”.

Foto: Pixabay

E apesar dos cavalos estarem bem nutridos e terem baias com tamanho e forragem para a cama adequados, foram encontradas também cicatrizes nos corpos deles “indicativas de problemas no manejo, que deixaram os animais agitados, além de falhas de manutenção das instalações e uso inadequado de equipamentos de equitação”.

O objetivo da fiscalização é elaborar normas de boas práticas agropecuárias para os jóqueis, com a inclusão de exigências específicas em relação ao bem-estar animal. As informações são do Paraná Portal.

Atualmente, 1.657 cavalos vivem em jóqueis. Na auditoria, 167 foram avaliados. No país, há 15 jóqueis com autorização para realizar apostas em corridas de cavalo. O do Rio de Janeiro, que foi vistoriado pelo Mapa, tem 963 cavalos, sendo considerado o estabelecimento com mais animais.

Em 2018, foram realizadas 1.294 corridas, que movimentaram R$ 150,2 milhões em apostas.

Nota da Redação: as corridas de cavalos são práticas exploratórias que, conforme constatou a auditoria do Mapa, condenam esses animais a sofrimento. Forçados a realizar atividades anti-naturais, que não seriam realizadas pelos cavalos por conta própria, esses animais são explorados para entretenimento humano. Eles suportam estresse, acabam feridos e são condenados a uma vida miserável, na qual são tratados como objetos para gerar lucro e divertir a população.

TripAdvisor interrompe a venda de ingressos para locais que exploram a vida selvagem

A crueldade cometida contra animais silvestres é financiada por quem frequenta e promove zoológicos, circos, aquários e outras terríveis instalações. Turistas ou residentes desconhecem, fingem não saber ou realmente não se importam com os horrores cometidos em cativeiros como estes.

A TripAdvisor parece ter tomado ciência de sua contribuição para que esta prática abominável aconteça e anunciou que não venderá mais ingressos para o Monkey Island, com sede em Nha Trang, no Vietnã, que força espécies protegidas a realizarem truques de entretenimento.

A decisão do site é apenas um pequeno passo na luta contra o abuso de animais, pois ela ainda comercializa entradas para centenas de outros locais tão cruéis e bizarros quanto a instalação “ecológica” asiática.

A Animals Asia investigou a Long Phu Corporation e descobriu espécies protegidas, como ursos, macacos e elefantes sendo mantidas em péssimas condições e abertamente forçadas a se apresentar para turistas.

Os visitantes estrangeiros foram considerados um dos pilares do negócio, participando de passeios inaceitáveis em elefantes e avestruzes e até mesmo participando de espetáculos circenses que exploraram ursos.

A oposição da Animals Asia levou a editora de guias de viagens Lonely Planet a acabar com a venda de ingressos para os estabelecimentos das ilhas Orchid e Monkey, em 2018, e agora o TripAdvisor  fez o mesmo com a venda de ingressos para a Monkey Island.

“As operadoras de turismo internacionais que terminam com sua cumplicidade em atividades de turismo cruéis são absolutamente vitais se quisermos acabar com a caça e com o abuso da vida selvagem do Vietnã”, disse o gerente do Departamento de Bem-Estar Animal da Animals Asia, Nguyen Tam Thanh .

“As conexões com marcas globais de prestígio legitimam essas atividades, incentivam os viajantes a participar e incentivam financeiramente as empresas a continuarem.”

Em um e-mail para um grupo do Facebook chamado Vietnam Animal Eyes , o TripAdvisor James Kay confirmou que sua empresa havia “suspendido todas as vendas de ingressos” para a atração.

As leis do Vietnã

A exploração de animais para entretenimento humano não é proibida pela legislação vietnamita mas espécies protegidas, como ursos, macacos e elefantes, são protegidas contra tais atividades, incluindo a caça e o comércio com fins lucrativos.

Apesar de um relatório da Animals Asia mostrar o abuso generalizado de seis espécies protegidas em circos por todo o país, as autoridades ainda não tomaram medidas punitivas contra qualquer instalação e, por isso, os abusos continuam deliberadamente.

“As autoridades não estão conseguindo lidar com os sérios crimes de vida silvestre por trás do problema do circo animal no Vietnã”, afirmou o Diretor de Animais da Animal Asia, Dave Neale.

“Foi-nos mostrado que os ursos jovens foram obtidos legalmente, mas nenhuma instalação ou funcionário foi capaz de explicar como isso é possível. A caça e a venda de ursos para exploração é ilegal e nenhuma instalação tem a capacidade de reproduzi-los em cativeiro, então de onde eles estão vindo? Ainda não recebemos uma resposta”.

Promessas não cumpridas

A Thomas Cook, um dos principais grupos de viagens de lazer do mundo, foi a primeira empresa de viagens internacionais a anunciar a eliminação das vendas para destinos que lucram com orcas em cativeiro. Apesar disto, a empresa continua a apoiar a terrível indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em parceria com investidores que exploram belugas e golfinhos.

A Fosun, uma empresa de investimentos chinesa, possui 11% das ações da empresa de viagens Thomas Cook, construiu um resort de luxo chamado Atlantis Sanya, localizado na ilha de Hainan, na China . As informações são do World Animals News.

Baleia Beluga. Foto: Shutterstock.com

O resort abriu suas portas em maio de 2018 e tem duas atrações marinhas no local para clientes: o Aquário de Câmaras Perdidas, que abriga  baleias belugas e é gratuito para todos os hóspedes do hotel; e por uma taxa extra, os clientes podem nadar com golfinhos, no Dolphin Cay .

Famosos se transformam em animais vítimas de exploração em ensaio fotográfico

Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank e Fernanda Paes Leme foram alguns dos famosos que se transformaram em animais vítimas de exploração em um ensaio fotográfico nomeado “Sinta na Pele”.

Fernanda Paes Leme (Ampara Animal/Divulgação)

O projeto, promovido pela ONG AMPARA Animal, tem o objetivo de criticar a crueldade a qual animais são submetidos devido à caça, ao tráfico e ao abandono. Para isso, treze fotografias de artistas foram produzidas pelo fotógrafo Jacques Dequeker. As informações são da Revista Cláudia.

A ideia de colocar humanos no lugar dos animais nas fotos tem o intuito de gerar reflexão na sociedade, fazendo com que as pessoas despertem a empatia e a compaixão e, assim, coloquem-se no lugar desses animais para sentir na pele não só o sofrimento que eles vivenciam, mas também o descaso ao qual são submetidos devido à falta de comprometimento da sociedade como um todo no combate à exploração animal.

Bruno Gagliasso (Ampara Animal/Divulgação)

Nas fotos, os artistas se transformaram tanto em animais domésticos quanto em silvestres. De acordo com a AMPARA Animal, indústria como a da moda, do carnaval e do comércio animal ferem e prejudicam milhões de animais anualmente.

“Muitas vezes precisamos de um choque de realidade para mudarmos nossas ações. Causar incômodo e reflexão é a nossa intenção. Fazer com que as pessoas se coloquem no lugar dos animais e se tornem mais humanas”, afirmou Juliana Camargo, CEO da AMPARA Animal.

As fotografias estão expostas no Teatro Prevent Senior Rua Coropé, 88, em Pinheiros, São Paulo.

José Loreto e Rômulo Arantes Neto (Ampara Animal/Divulgação)