Indiana se torna o quarto estado americano a aderir a lei anti-aluguel de animais

Famílias são enganadas por esquema cruel de financiamento animal, como se eles fossem algum tipo de propriedade.


No começo deste mês, legisladores de Indiana juntamente com o governador Eric Holcomb implementaram a H.B 1447, a lei que proíbe um dos mais cruéis e repugnantes esquemas de financiamento, conhecido como “aluguel de animais domésticos”.

O fato de que essa opção de tirar vantagem em cima de possíveis tutores compassivos, infelizmente mal informados, é incompreensível! Animais domésticos não são propriedades para serem alugadas, tampouco vendidas, como uma casa ou um carro. Sequer deveriam ser consideradas “propriedade” de companhias de aluguel. Estes animais deveriam ser adotados como membros de família e nunca ser tratado menos que isso.

Este tipo de acordo cruel permite que o adotante pague uma determinada quantia de dinheiro em uma data fixada, por um determinado período de tempo. Dependendo do acordo, a companhia pode cobrar taxas altíssimas nessa “mensalidade” e acabar lucrando muito mais “do valor monetário” de uma certa raça de cachorro ou gato. É um show de horror.

Ainda por cima, a família não tem direitos sobre o animal adotado/alugado. Tecnicamente, a companhia de aluguel que tem “o animal como propriedade”, o que já viola diversos direitos animais, por todo o tempo de contrato, o que pode durar por muitos anos. No final deste contrato, os guardiões podem obter seus direitos familiares sobre o animal por um pagamento adicional.

“Há muito tempo nós temos alertado os adotantes para serem céticos a respeito de pet shops e vendedores online que podem tentar enganá-los a respeito das condições de saúde dos cachorros à venda, e o aluguel de animais é apenas mais um exemplo do desprezo que as pessoas têm por estes indivíduos”, afirma Sana Azem, diretora de legislação estatal da American Society for Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA).

O que “Detetive Pikachu” encontraria se investigasse os animais explorados de Hollywood?

Há muito o que gostar do filme “Detetive Pikachu”, que entrou em cartaz na última quinta (9). O longa se passa em um universo onde criaturas fantásticas e seus treinadores vivem em harmonia – um universo onde Pokémons não são forçados a performar contra a sua vontade. Infelizmente, na prática, a relação de animais treinados com seus treinadores para filmes e séries de TV no nosso mundo não é tão pacífico assim.

Se Detetive Pikachu investigasse o que realmente acontece nos sets hollywoodianos, na indústria de treinamento animal, ele encontraria violência, negligência, e até mesmo mortes. A People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) produziu uma coletânea de ilustrações que exemplificam bem qual a realidade vivida por essas vítimas.

Cachorros não são Pokémons tipo água

Cães geralmente são forçados a enfrentar as mais terríveis situações para que os produtores possam conseguir aquilo que querem. No set de “Juntos para Sempre”, imagens mostram o treinador contratado pelo estúdio arremessando o cachorro na água turbulenta.

Pior que a Equipe Rocket

Treinadores de Hollywood também já foram pegos pelas câmeras em suas instalações privadas batendo em animais selvagens para forçar a sua submissão. Amedrontados por receberem mais golpes, estes animais performam apenas para poder ficar em paz, evitando mais sofrimentos. Essa técnica consiste em continuar os golpes no tigre, em frente ao elenco e equipe de produção, incluindo “A Vida de Pi”, filme o qual o treinador foi pego chicoteando pelo menos 20 vezes no pobre tigre.

Meowth sabe falar – estes gatos não

Alguns treinadores escolhem a privação de comida para atingir os requerimentos de um diretor, ou para coagir os animais a fazerem truques na frente das câmeras. Dois gatos de um dos maiores “fornecedores” de Hollywood sofreram de fome por muitos dias, pois o treinador do set dizia que eles estavam “gordos”.

Treinadores não estão evoluindo

Elefantes não são explorados somente em circos. Imagens gravadas por testemunhas mostram treinadores batendo com varas e socando um elefante que apareceu na série da HBO, “Westworld”. Enquanto isso, filmes compassivos como “Mogli, o Menino Lobo” e “Dumbo” usaram a tecnologia tão bem conhecida que temos e recriaram as imagens de elefantes com a tecnologia de CGI, ou cromaqui. Não há desculpas para torturar um animal, muito menos em prol do entretenimento.

Enfermeira Joy ficaria furiosa

Quando falamos sobre animais sensíveis e nervosos, como os cavalos, grande parte de suas performances acabam em tragédia. Três cavalos morreram na produção da série “Luck” da HBO, e 27 cavalos morreram para o “The Hobbit” de Peter Jackson.

Atriz de Game of Thrones se posiciona contra a exploração de elefantes

A atriz vegana Nathalie Emmanuel, conhecida por seu papel como Missandei na popular série da HBO “Game of Thrones”, se manifestou contra os maus-tratos aos elefantes explorados em passeios turísticos.

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Foto: Getty Images

Durante uma viagem ao sul da Tailândia, Emmanuel visitou o Phuket Elephant Sanctuary. Escrevendo sobre a experiência em sua conta no Instagram, a atriz britânica notou que o santuário é certificado como ético, com turistas apenas autorizados a observar de longe os animais que vagam livremente e alimentá-los de uma distância segura.

No entanto, isso não é típico de muitos “santuários” na Tailândia e em outros países da Ásia, que permitem que os turistas se aproximem e se familiarizem com os elefantes, usem anzóis para controlá-los e também passeiem montados nos elefantes.

O santuário de Phuket incentiva a compaixão a todos os animais, proporcionando aos seus visitantes refeições predominantemente veganas, de acordo com Emmanuel. “Porque aqui eles ‘comem o que os elefantes comem’”, explicou ela. Ela pediu aos turistas na Tailândia que considerassem o bem-estar dos animais quando viajassem pelo país, acrescentando hashtags como “#NOtoelephantriding” e “#Stopanimalabuse ” ao seu post.

A verdade sobre os ‘passeios de elefante’

Emmanuel não é a primeira celebridade a falar sobre o bem-estar dos elefantes na Ásia. No ano passado, a atriz de “Harry Potter” Evanna Lynch viajou para a Índia com o jornal The Sun. A atriz teve como objetivo conscientizar a população sobre o tratamento dos elefantes que são explorados para passeios turísticos no país.

Lynch testemunhou o abuso de elefantes morrendo de sede forçados a ficar no calor. Eles foram espancados, maltratados e enjaulados, e alguns tinham feridas abertas.

Segundo a organização de direitos animais PETA, os animais também são separados de suas famílias quando capturados e depois espancados “até que seus espíritos sejam destruídos”. Após esses eventos, os animais frequentemente sofrem de transtorno de estresse pós-traumático.

o boi Bevo

Ativistas pedem o fim da exploração de animais vivos como mascotes de times de futebol

Ativistas em defesa dos direitos animais estão tentando acabar com a exploração de animais como mascotes de times depois que um encontro entre um boi e um buldogue no Sugar Bowl teve grande repercussão nas mídias sociais.

o boi Bevo

Foto: Butch Dill

Enquanto os fotógrafos e outros espectadores se reuniam para tirar fotos do buldogue Uga X, mascote do time da Geórgia antes do jogo da noite de terça-feira (01/01), um boi chamado Bevo, mascote do time Texas Longhorns, empurrou uma barricada de metal e correu em direção ao cão.

Uga X, um buldogue inglês vestindo um suéter vermelho da Geórgia, foi rapidamente tirado do caminho do animal, mas a cabeça e os chifres de Bevo atingiram várias pessoas, incluindo alguns fotógrafos, que saíram do caminho ou foram derrubados. O acontecimento não deixou feridos e Bevo foi rapidamente contido.

O incidente, que aconteceu cerca de uma hora antes do começo do evento, teve grande e imediata repercussão nas mídias sociais.

Embora parecesse a muitos que Bevo estava avançando agressivamente em direção a Uga X, o treinador do boi contestou essa versão dos acontecimentos.

O diretor executivo da associação de ex-alunos da Silver Spur, Ricky Brennes, que é responsável pelo tratamento animal de 1700kg, disse que Bevo estava simplesmente agitado porque queria andar e estava sendo contido.

“Ele subiu e bateu na barricada algumas vezes antes”, disse Brennes. “Ele correu pelo portão e foi para a área onde Uga estava. Realmente foi um acontecimento infeliz e ele não sabia que o mascote de Georgia estava lá. Não tinha nada a ver com o cachorro.”

O porta-voz do time do Texas, John Bianco, disse que a equipe de segurança estava preparada com dois cabrões, duas correntes e seis manipuladores para segurá-lo.

Em um post no blog quarta-feira (03/01), a PETA pediu o fim da prática da exploração de animais vivos como mascotes. O post dizia que, mesmo que Bevo fosse tão “dócil quanto um cordeiro” como os tratadores do boi notaram, as coisas poderiam ter sido muito piores.