Porcas são forçadas a dar à luz em gaiolas minúsculas

Por Rafaela Damasceno

A Compassion in World Farming, instituição de caridade de bem-estar animal, apurou e investigou a realidade de milhares de porcas ao redor do Reino Unido. As fêmeas são confinadas em gaiolas de parto, onde são forçadas a parir e criar seus filhotes.

Porcas em gaiolas pequenas, em um lugar escuro e fechado

Foto: Compassion in World Farming

De acordo com a instituição, mais da metade das porcas do Reino Unido (mais de 250 mil) estão presas nessas gaiolas estreitas, onde não possuem espaço suficiente para fazer movimentos básicos, como andar ou se virar. Também são incapazes de construir ninhos para seus filhotes ou procurar alimento.

“Nossa investigação revela a miséria causada pelo aprisionamento dos animais nas fazendas”, explicou a gerente de campanhas da Compassion in World Farming, Natasha Smith. “Essa é a realidade de milhares de inteligentes e sensíveis mamães porcas”.

Ela ainda fala sobre o orgulho que a Grã-Bretanha sente de seus altos padrões de bem-estar animal, que contrastam com as condições terríveis em que muitos porcos nascem. “É simples ver que esse tratamento é errado. Então por que essas gaiolas não são ilegais?”, indagou.

Deborah Meaden, que relatou a investigação, afirmou que é péssimo para os animais estarem sendo criados em ambientes tão antiquados e bárbaros. “É hora de parar essa crueldade. É hora de parar a Era da Gaiola”, concluiu.

Nota da Redação: Assim como seres humanos, porcos são animais sencientes que formam laços profundos e complexos com outros membros de sua espécie. Condenar um animal a uma vida de exploração e tortura apenas para a satisfação humana é egoísta, fútil e cruel. Eles merecem muito mais do que viver uma vida em cativeiro.


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Crocodilos são explorados para entretenimento humano

FOTO: REUTERS

FOTO: REUTERS

Crocodilos são animais selvagens, e como tal tem seu habitat específico, considerados os maiores predadores de água doce do mundo eles habitam a Terra há 200 milhões de anos.

Vítimas da vaidade humana, esses répteis magníficos são perseguidos pelo couro de suas costas usado na confecção de bolsas e sapatos.

Mas não é apenas pelo couro de seus corpos que esses animais estão sendo ameaçados, agora eles têm sido incomodados em seu habitat para entreter turistas ávidos por shows e alienados quanto às questões de bem-estar animal.

FOTO: REUTERS

FOTO: REUTERS

Recentemente um homem foi fotografado beijando um crocodilo para uma plateia de turistas que assistia a cena durante uma viagem de barco na Costa Rica.

Juan Cerdas disse que é um dos seus “hobbies” alimentar e beijar as criaturas para turistas assistem no “tour do rio dos crocodilos” que navega no rio Tarcoles.

O rio, na província de Puntarenas, tem uma das maiores populações de crocodilos do mundo.

Muitos deles são crocodilos americanos, que são tipicamente encontrados na Flórida e são uma das únicas espécies que podem andar sobre quatro patas.

Eles podem crescer até 17 pés de comprimento e pesar centenas de libras.

FOTO: REUTERS

FOTO: REUTERS

Mas Juan, de forma inconsequente, diz que eles “não são tão agressivos quanto nos querem fazer acreditar”.

O rio tem sido explorado como uma grande atração turística nos últimos anos.

Turistas se reúnem para visitar uma ponte sobre o rio Tárcoles, que ficou conhecida como “puente de cocodrilo”, ou “ponte do crocodilo”.

Por baixo da ponte, os crocodilos tomam sol à tarde.

Essa semana o Mirror relatou cenas horríveis de crueldade com animais, enquanto centenas de crocodilos foram espancados até a morte por uma multidão de aldeões enfurecidos, depois que um morador local foi aparentemente devorado por um dos répteis.

Os crocodilos viviam em um lago em uma propriedade do empresário Sorong Regency, no oeste de Papau, na Indonésia, e foram culpados pela morte de um morador na sexta-feira.

Os moradores locais irados invadiram sua propriedade para se vingar cruelmente dos animais no sábado.

Um vídeo mostra a multidão sedenta de sangue arrastando crocodilos de dois metros de comprimento da água antes de espancá-los até a morte com picaretas e outras ferramentas.

Seja no turismo ou nas reações em massa o ser humano continua carente de bom senso e compaixão ao lidar com animais selvagens e respeitar os limites naturais e ecossistêmicos desses seres.

Animais selvagens são propícios a interações com humanos e se provocados ou ameaçados eles vão reagir como o instinto lhes ordena: em defesa própria.

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Após protestos, a elefante Minnie não desfilará mais no 4 de julho de Springfield, EUA

Por Rafaela Damasceno

O 4 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos, é uma das datas mais importantes e celebradas no país. Em Springfield, no estado de Delaware, os desfiles foram marcados por mais de 30 anos pela presença de uma elefante chamada Minnie. Ela era forçada a carregar pessoas e caminhar pelas ruas todos os anos.

Minnie anda pelas ruas carregando um homem e uma crianças, com várias pessoas em volta

Foto: Springfield Republican Party

Em 2019, Minnie foi explorada pela última vez. Após uma onda de debate nacional acerca dos direitos animais, especialmente os elefantes, o comitê do Partido Republicano de Springfield (responsável pelo desfile) decidiu que Minnie nunca mais será obrigada a desfilar.

O presidente do partido, Puppio, anunciou a decisão essa semana, declarando que estava na hora de Minnie se aposentar. A medida foi tomada após uma discussão com especialistas, segundo ele.

Recentemente, o número de pessoas conscientes acerca dos direitos animais está aumentando. Circos e zoológicos já estão sendo criticados pela exibição animal há anos.

O Philadelphia Zoo fechou sua exibição de elefantes em 2007. Após protestos de ativistas, além do aumento das restrições federais e estaduais, o circo Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus parou de explorar elefantes em suas exibições em 2016. Um ano depois, o local fechou definitivamente.

Poucos dias antes do anúncio do partido, uma petição online pedindo a proibição da exploração de animais silvestres em Springfield foi criada.

“O Partido Republicano de Springfield usou por muitos anos um elefante vivo como propaganda, montando o pobre animal com ganchos para que ele obedecesse. Os animais não pertencem a desfiles, circos, zoológicos ou qualquer outro meio de exibição. Esse tipo de coisa leva o público a acreditar que é aceitável explorar animais para o entretenimento humano e ensina crianças de que eles estão aqui para o nosso uso, sem merecer direitos básicos”, dizia a petição.

Nas redes sociais, muitos ficaram contentes com a decisão do partido. Alguns criaram outra petição, pedindo para que Minnie e outros dois companheiros elefantes fossem liberados do zoológico onde permanecem e realocados em um santuário.


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Ex-treinadores revelam que baleias eram drogadas no SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

O SeaWorld vem tentando negar há muito tempo as acusações de que as baleias em cativeiro sofrem maus-tratos e se estressam tão profundamente que ficam doentes, morrendo cedo. Esta semana, a empresa de turismo Virgin Holidays anunciou que não venderia mais ingressos de atrações envolvendo baleias e golfinhos, quebrando a parceria com o SeaWorld.

Duas orcas em uma apresentação do SeaWorld

Foto: PETA

Os antigos treinadores do parque, John Hargrove e Jeffrey Ventre, afirmam que a notícia é positiva e que os ativistas têm razão em toda a revolta que dirigem ao local.

Eles declaram que as baleias eram drogadas todos os dias, privadas de alimento e feriam a si mesmas em resposta aos traumas psicológicos que sofriam.

Jeffrey conta que se sentiu honrado quando conseguiu o emprego de treinador, em 1987. O cargo era muito difícil de ser alcançado e ele ficou feliz em poder trabalhar com os animais marinhos, sua paixão. Infelizmente, nos oito anos seguintes, ele percebeu o horror de tudo aquilo.

“É como se você fosse um dublê ou um palhaço, atuando com animais em cativeiro e usando a privação da comida como motivador”, explicou, em entrevista ao The Sun. Segundo ele, as baleias exibiam sinais de extrema angústia e se automutilavam constantemente.

John posa com uma orca em uma das apresentações

John deixou o parque em 2012 | Foto: The Sun

Elas eram medicadas diariamente. O estresse causava úlcera estomacal, e muitas também tiveram infecções crônicas, o que as fez tomar antibióticos. Também eram drogadas com valium, para que ficassem mais calmas e fáceis de controlar.

Endogamia – método de acasalamento entre indivíduos aparentados – também era comum. Taku, uma das orcas do parque, acasalou com a própria mãe.

John virou treinador em 1993 e afirma ainda estar profundamente afetado por tudo o que presenciou, e declarou que o cativeiro reduz a vida das baleias.

“A decisão mais difícil que tomei foi me afastar das baleias que eu amava para poder denunciar tudo o que eu sabia e expor a indústria”, contou.

Jeffrey em uma apresentação com uma orca, lambendo seu rosto

Jeffrey trabalhou no parque por anos antes de sair e denunciá-lo | Foto: Youtube

Jeffrey afirma que os ataques aos treinadores eram comuns porque o estresse tornava as orcas assustadas e agressivas, mas muitos incidentes foram encobertos. Só vieram realmente à tona os que não podiam ser escondidos. Ele ainda acrescentou que os treinadores foram forçados a mentir para o público sobre as baleias, fingindo que os ferimentos que elas sofriam em cativeiro eram normais.

Um exemplo é o colapso da nadadeira dorsal, que se inclina para um dos lados. Não há uma explicação concreta para isso, mas especialistas acreditam que pode ser causado pelo estresse e redução de atividades.

“Também recebemos roteiros para programas educacionais que possuíam diversos erros de informação”, continuou Jeffrey. “Quando falamos com as crianças, nos disseram para explicar a elas que as orcas vivem de 25 a 30 anos. Isso não é verdade”. Na natureza, as orcas vivem em média de 50 a 80 anos. No cativeiro, a expectativa de vida é cerca de 17 anos.

Eles também eram forçados a dizer ao público que o colapso da nadadeira dorsal é uma ocorrência comum na natureza, o que também é uma mentira.

Jeffrey deixou o emprego em 1995 e John, em 2012. Os dois perceberam o impacto negativo que a atração causava nas baleias e nos próprios treinadores. Eles contaram que ainda se sentem culpados por tudo o que viram e tiveram que fazer.

Uma orca posa no tanque de uma apresentação, com a barbatana dobrada

O colapso da barbatana pode ser causado pelo estresse e não é comum na natureza | Foto: Magnolia Pictures

John odeia o fato de que pôde ir embora e continuar sua vida, enquanto as baleias que amava nunca puderam ter a mesma chance. Ele tenta compensar tudo lutando e protestando por condições melhores para os animais, agora.

Jeffrey é médico especialista em medicina física e reabilitação, e atualmente faz campanhas contra manter orcas em cativeiro. Em 2016, o SeaWorld anunciou que pararia seu programa de criação, mas 22 orcas ainda vivem nas atrações espalhadas por Orlando, San Diego e San Antonio.

Jeffrey afirma que é difícil melhorar a vida dos animais enquanto permanecem em cativeiro, em espaços mínimos. A maior parte das doenças, além da agressividade e a alta taxa de mortalidade é causada pelo cativeiro. Ele diz que o certo seria realocá-las em uma área protegida, onde teriam espaço para brincar, interagir com as algas e os peixes, ficar juntas como um grupo e não realizarem mais shows.

A diretora da PETA, Elisa Allen, explica que nos oceanos as orcas nadam mais de 160 quilômetros por dia – sentindo as correntes marítimas, analisando outras vidas marinhas, acompanhando um grupo e criando seus filhotes. Em cativeiro, não fazem muito mais do que nadar em círculos, vezes e vezes sem fim.

“Qualquer um com coração deve ficar longe, bem longe desse tipo de parque”, completou ela.


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Ovelhas são pintadas de rosa e expostas como objetos decorativos em festival

Por Rafaela Damasceno

O Latitude Festival, realizado no Reino Unido, revoltou pessoas e ativistas pelos direitos animais ao postar fotos de ovelhas pintadas de rosa neon em suas redes sociais. A publicação foi feita antes da abertura do evento, no dia 18 de julho.

Muitas pessoas expressaram sua indignação, definindo o fato como repugnante e totalmente desnecessário. “Que vergonha, Latitude. As ovelhas nunca devem ser pintadas para fins estéticos”, reclamou uma pessoa na publicação.

“Tingir ovelhas em um festival barulhento que só vai assustar os animais já nervosos, isso é inaceitável”, disse outra. Um terceiro indivíduo chegou a acrescentar que os animais não são objetos ou brinquedos que podem ser explorados de qualquer forma, mas sim seres vivos que devem ser respeitados.

Muitos classificaram as fotos e vídeos como maus-tratos dos animais. A diretora da PETA, Mimi Beckhechi, disse que as ovelhas tiveram suas cabeças presas por um gancho enquanto o corante foi colocado em seus pelos. “O abuso não parou por aí”, afirmou ela. “Esses animais doces devem ter ficado aterrorizados com música alta e as pessoas bêbadas do festival”.

Várias ovelhas pintadas de rosa na frente de um letreiro gigante escrito LATITUDE

Foto: Alamy Live News

O Health and Safety Executive informa que ovelhas nunca devem ser tingidas para qualquer propósito estético. O Latitude Festival, entretanto, ficou conhecido por tingir suas ovelhas todos os anos. O evento até mesmo vende mercadorias estampadas com fotos dos animais cruelmente coloridos.

“Em pleno 2019, somente pessoas muito ignorantes ou cruéis continuam explorando animais como brinquedos vivos, acessórios ou cenário de foto”, declarou a diretora da PETA.


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Égua explorada por carroceiro é forçada a carregar montanha de mato

Uma égua explorada por um carroceiro foi forçada a transportar uma montanha de mato em Urupês (SP). O caso aconteceu no Jardim Novo Mundo e foi flagrado por uma moradora, que se revoltou com a cena de maus-tratos e questionou o tutor do animal.

A moradora afirmou à TV TEM que um carroceiro colocou o mato sob a égua e que ao questioná-lo sobre o peso e a quantidade do material carregado pelo animal, recebeu a resposta de que a égua é idosa e que ele já iria descarregar os restos de podas.

Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a mulher, que não quis ser identificada, além de ser forçada a carregar o mato, a égua também estava com uma pata machucada.

A Polícia Militar foi procurada pela reportagem e afirmou que não recebeu nenhuma denúncia, mas que vai tentar identificar e localizar o carroceiro. De acordo com a PM, o homem pode responder pelo crime de maus-tratos a animais.

A Prefeitura de Urupês disse que o caso está sendo investigado e que providências serão tomadas. Ainda de acordo com a administração municipal, o carroceiro estava desrespeitando as leis que estabelecem regras para o trânsito de carroças na cidade.

Casos de maus-tratos promovidos contra animais podem ser denunciados pelos moradores de Urupês através do telefone (17) 3552-1282.


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Empresa de turismo declara que vai parar de vender bilhetes de atrações com baleias e golfinhos

Por Rafaela Damasceno

A empresa de turismo britânica Virgin Holidays declarou que vai parar de promover excursões às atrações que envolvam baleias ou golfinhos em cativeiro. A empresa cortou parceria com o SeaWorld, Discovery Cove e similares e planeja incentivar mais visitas aos animais em seus habitats.

Duas baleias em um show no SeaWorld, em um tanque

Foto: Getty

“Esta decisão segue a jornada que a empresa iniciou em 2014, ao anunciar que a Virgin Pledge só trabalharia com instalações que não capturassem os animais da natureza. Essa posição foi atualizada em 2017, quando nós inserimos uma série de novos passos para divulgar encontros mais naturais com os animais”, declarou o diretor da Virgin Holidays, Joe Thompson.

Ele completou que a empresa continuará apoiando a criação e o desenvolvimento de santuários para baleias e golfinhos que atualmente permanecem em cativeiro.

O comprometimento foi aprovado pelos britânicos: uma pesquisa da empresa mostrou que 92% dos entrevistados dizem preferir ver os animais em seu habitat natural do que em cativeiro.

O diretor acrescentou que a Virgin Holidays deseja apoiar encontros responsáveis com os animais, que visam colocar a saúde e o bem-estar deles em primeiro lugar.

A proibição da venda dos bilhetes para as atrações ainda não entrou em vigor, mas a empresa afirma que até o final do mês isso será feito.

O SeaWorld se posicionou contra a decisão, afirmando que a instalação estava “desapontada” com a empresa. “É decepcionante ver a Virgin Holidays ceder à pressão dos ativistas que enganam e manipulam a ciência dos animais marinhos para promover suas agendas”, disse um porta-voz ao The Independent.

A atração também afirmou que a história do SeaWorld foi construída com base no resgate de animais. “Apoiar instalações zoológicas independentes é mais importante do que nunca. Nenhuma empresa faz mais para proteger os animais marinhos e promover pesquisa, resgate e conservação do que o SeaWorld”, completou.

Apesar das afirmações do local, a Virgin Holidays não pensa em recuar sobre seus novos ideais e investiu 100 mil dólares (cerca de 375 mil reais) para apoiar um projeto do National Aquarium in Baltimore, nos Estados Unidos, que realocará seus golfinhos em cativeiro para um santuário maior e mais natural, que será inaugurado em 2021.

A empresa também fez uma parceria com a World Cetacean Alliance para que os guias turísticos recebessem aulas sobre baleias e golfinhos.

Vídeo mostra burros sendo espancados e forçados a transportar turistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Santorini, uma das ilhas gregas mais visitadas pelos turistas, usa os animais como parte da atração. As mulas e os burros são usados como transporte, mesmo quando as temperaturas regularmente chegam a mais de 30°C. Além do grande calor, os animais ainda são forçados a carregar muito peso diversas vezes ao dia, subindo e descendo os 520 degraus do caminho lateral no penhasco que leva à cidade de Fira.

Burros carregando pessoas

Os burros são forçados a carregar peso por longas distâncias | Foto: PETA

Nos últimos anos o número de burros que sofrem lesões na coluna vertebral, adquirem feridas chegam à exaustão aumentou. Muitos daqueles que já estão cansados demais ou fracos para servirem de montaria são deixados para morrer, segundo o grupo ativista Peta.

Quando um teleférico foi instalado na ilha, os burros foram usados com menos frequência pelos turistas para subirem os degraus. Mas o turismo cresceu muito nos últimos anos, o que tornou a aumentar a demanda pelos animais.

O vídeo, divulgado pelo Peta, mostra cenas de maus-tratos graves. Os condutores batem com varas nos animais que se recusam a se mexer, deixando feridas abertas na pele. As rédeas são puxadas violentamente para tentar fazê-los obedecer. Eles são forçados a carregarem muito mais peso do que deveriam, entre quatro e cinco vezes ao dia, ida e volta. Chicotes também são usados nas agressões.

O grupo de defesa dos direitos dos animais acusa os oficiais de violarem claramente as leis de bem-estar do animal, negando água e descanso para os burros, além das agressões frequentes. Ele também afirmou que as autoridades estão bloqueando suas campanhas para espalhar cartazes que relatam os maus-tratos e pedem para que os turistas não montem nos animais.

As pessoas tentam parar a exploração dos burros em Santorini já há algum tempo. No ano passado, mais de 108 mil pessoas assinaram uma petição online contra os maus-tratos dos animais utilizados como transporte na ilha.

Ferida exposta e coberta de moscas

As feridas causadas pelos condutores ficam expostas | Foto: PETA

Em resposta às imagens dos burros carregando pessoas acima do peso, que causou comoção na internet, o governo da Grécia introduziu uma legislação no ano passado que torna ilegal sobrecarregá-los com mais de 100kg ou um quinto do seu peso corporal.

Apesar da restrição, isso não protege os animais, que continuam carregando peso e sofrendo maus-tratos.

 

 

Proibição de animais em circo entra em discussão após morte de domador na Itália

Por Rafaela Damasceno

Quatro tigres reagiram sob intenso estresse e violência psicológica ao atacarem um domador de animais em Triggiano, na região italiana de Puglia. Ettore Weber tinha seu próprio circo e era reconhecido principalmente pelo seu trabalho com os tigres. Ele morreu antes que os médicos chegassem ao local.

O domador de animais de costas para a imagem, com um tigre indo em sua direção.

O domador de animais se apresentando em Budapeste | Foto: Attila Kisbenedek/AFP

Segundo o The Guardian, todos os oito tigres presentes no circo foram presos pela polícia, gerando protestos por parte das associações dos direitos animais.

O fato fez a pauta da proibição do uso de animais em circos voltar a ser discutida pelo parlamento italiano, após ser negada em 2017. Também há uma pressão feita pela Anti-Vivisection League (LAV), que pede para que os tigres envolvidos na morte não sejam punidos. “Os tigres devem ser salvos e realocados em um ambiente adequado às suas necessidades naturais”, disse a LAV em uma declaração.

A morte de funcionários de circos e similares causadas pelos animais não é novidade. Mesmo os animais capturados na natureza e criados em cativeiro são selvagens e possuem necessidade de liberdade. Além disso os maus-tratos são frequentes nesse tipo de ambiente, já que os animais são forçados a obedecerem e treinados para fazer coisas que nunca fariam naturalmente. Dessa forma, é comum que uma hora se rendam aos seus instintos e ataquem àqueles em volta.

Um tigre na natureza, sentado sobre uma pedra.

Foto: iStock

Este caso da Itália não é isolado. Em março deste ano um domador foi atacado por um leão na Ucrânia, quando se apresentava em um circo. A plateia, grande parte composta por crianças, assistiu a todo o ataque. Mesmo ferido, ele ainda insistiu em continuar a performance. Em 2015, três elefantes na Dinamarca fugiram de um circo após agressão e atacaram carros e pessoas na rua. Em junho do ano passado, um urso foi espancado após atacar seus treinadores em uma apresentação na Rússia.

Apesar dos riscos, tanto para os humanos quanto para os animais, a associação italiana circense ainda protesta a favor do uso dos animais para o entretenimento humano.

No Brasil, há diversas leis locais para a proibição da prática, mas a federação nunca emitiu uma lei válida para todo o país. Alguns estados que adotam a proibição são Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná etc. O projeto de lei 7.291, que visa erradicar a prática em todo o Brasil, corre no Congresso desde 2009.

Camelos são amarrados e içados por guindastes em mercado de animais no Sudão

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres capazes de sentir, sofrer, criar laços e compreender o mundo ao seu redor. Mas o ser humano insiste em precificar, vender e comprar esses seres, condenando-os à vidas de escravidão e sofrimento por lucro e ambição desmedidas.

A indústria do comércio de camelos do Sudão é um exemplo flagrante dessas cruéis transações comerciais. O negócio permaneceu estável, apesar da recente agitação política do país, que viu Omar al-Bashir afastado após três décadas governando o país com mão de ferro, segundo informações do Daily Mail.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Comerciantes de toda a nação africana visitam diariamente o mercado de camelos de El Molih, na cidade de Omdurman, a oeste da capital Cartum, para comprar e vender grupos inteiros do animal do deserto.

Alguns camelos são enviados para matadouros de carne, enquanto aqueles que são considerados “superiores” são exportadas para países do Golfo, como Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para participar de corridas que envolvem apostas de milhões de libras.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Transportar o animal imenso é uma tarefa difícil, agora os comerciantes estão usando um guindaste móvel para levá-los até os caminhões.

As fotografias recentes mostram um dia normal no mercado de animais, onde camelos são içados por um guindaste móvel, com as patas dianteiras e traseiras fortemente amarradas para restringir seus movimentos.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Os animais do deserto, notavelmente aterrorizados, são então transportados para a parte de trás de carrocerias de caminhões com destino ao Egito, Israel ou nações do Golfo.

O preço de cada camelo depende da finalidade da venda do animal.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Um camelo vendido para a indústria de carne tem seu valor fixado em 60 mil a 90 mil libras sudanesas (cerca de 5 mil reais).

Mas os camelos destinados às corridas nos países do Golfo podem ser vendidos por até 1,5 milhão de libras sudanesas (em torno de 120 mil reais) cada.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Após a deposição de al-Bashir em abril, muitos comerciantes de camelos nem perceberam a maior agitação política do país em décadas.

Ahmed Mohamed Ahmed, vendedor de camelos, disse: “Com ou sem Bashir, este país é o mesmo para nós”.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

“Tudo o que estamos interessados em saber é se o preço dos animais sobe ou desce”, acrescentou.

Ali Habiballah, 52, outro comerciante de camelos, disse: “Que protestos? Temos tudo o que precisamos no deserto – água, comida e animais, não temos exigências”.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Seu filho acrescentou: “Não nos importamos com política. Eu nem vou a Cartum (capital do país)”.

O Sudão foi abalado pela primeira vez pela crise política desde 19 de dezembro, quando os protestos contra a triplicação dos preços do pão eclodiram contra o então governo de Bashir.

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