Cães explorados para venda são encontrados dentro de gaiolas sujas em canil em SP

A Polícia Civil encontrou 14 cachorros explorados para venda presos em gaiolas sujas, em meio aos seus próprios excrementos, em um canil clandestino em Diadema, na Grande São Paulo.

Reprodução/RecordTV

O caso foi descoberto graças a uma denúncia anônima. De acordo com o denunciante, o proprietário do canil visita o local apenas uma vez por mês para alimentar os animais, que eram mantidos atrás de um tapume de madeira.

Os filhotes apresentavam quadro de anemia, infecção no ouvido e na pele e um deles estava cego de um olho. As informações são da Record TV.

No local, havia marcas de sangue no chão, animais com patas feridas e princípios de tumores na barriga – problemas de saúde comuns em casos de maus-tratos e em animais resgatados de canis.

Reprodução/RecordTV

Laudos da perícia criminal e da veterinária do Centro de Controle de Zoonoses confirmaram os maus-tratos. Das raças maltês, bulldog inglês e shih tzu, os cães foram resgatados e encaminhados para uma ONG de proteção animal. Após receberem os cuidados necessários, eles serão doados.

Maltratar animais é crime e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.


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Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


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Treinadora de golfinhos é acusada de maus-tratos após sentar em cima dos animais

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Uma “treinadora de golfinhos” do Dubai Dolphinarium está sendo investigada por abusos de animais após um vídeo ter sido divulgado nas redes sociais mostrando a instrutora sentada nas costas de um dos animais.

As imagens, filmadas nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, mostram a treinadora sentada nas costas de um golfinho por cerca de seis segundos antes de mergulhar em uma piscina.

Especialistas dizem que o golpe poderia facilmente ter danificado os órgãos do golfinho pois os mamíferos não suportam o próprio peso do corpo fora da água, portanto, acrescentar o peso de um ser humano a esse risco pode causar sérios danos aos mamíferos marinhos.

Ativistas identificaram duas treinadores que foram acusadas de serem as responsáveis pelo vídeo, as quais, desde então, excluíram suas contas na rede social.

Um porta-voz do Dolphinarium, inaugurado em 2008, confirmou que uma investigação estava em andamento, mas se recusou a discutir mais.

“A gerência está investigando o vídeo. Não podemos falar sobre as imagens enquanto a investigação estiver em andamento “, disse a atração em um comunicado.

Elsayed Mohammad, diretor regional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, disse ao Gulf News: “É bem sabido que o corpo dos golfinhos é muito sensível”.

“O corpo do golfinho não é adaptável a qualquer pressão fora da água. Pressionar o abdômen do golfinho no chão pode facilmente prejudicar seus órgãos internos”.

“Se você der um soco no abdômen de uma pessoa, pode imaginar como é doloroso”.

“Independentemente de saber se são alguns segundos ou não, está errado. É crueldade contra animais”.

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

O Dubai Dolphinarium é uma pretensa atração turística que explora os animais vendendo ao público “a chance de assistir a golfinhos e focas realizarem truques em estilo de circo em shows diários”. O que a maioria das pessoas ignora é que esses animais realizam os truques em troca de comida, vivem famintos, infelizes, presos e sob tortura, privados da imensidão do oceano e da companhia de seus iguais.

Esses animais muitas vezes desenvolvem doenças compulsivas de fundo mental como a zoocose. O sofrimento desses seres é tamanho que eles batem suas cabeças nos portões ou mesmo nas grades de seu cativeiro, auto mutilando-se. A repetição de movimentos compulsivos sem finalidade, como nadar a deriva nos taques também esta entre os sintomas da doença.

As apresentações de 45 minutos incluem os animais dançando, cantando, fazendo malabarismo, jogando bola e pulando através de aros.

Os hóspedes também podem pagar mais por uma experiência de “nadar com golfinhos”, que envolve ser transportado segurando nas barbatanas da barriga do animal ou na barbatana dorsal.

Os clientes também são informados de que conseguirão abraçar, beijar e dançar com os animais.

Nascidos livres no oceano, esses animais jamais serão felizes em cativeiro. Acostumados a nadar quilômetros em altas velocidades, ao ficarem confinados a tanques artificiais eles perdem a vontade de viver e muitos morrem porque param de comer ou mesmo de respirar.

Foto: Gulf News

Foto: Gulf News

Animais extremamente inteligentes e capazes de vínculos sociais sólidos e profundos, seu sofrimento só se torna ainda maior em função de suas habilidade cognitivas e da compreensão do mundo ao seu redor.

Grupos de defesa dos direitos animais pedem o fim de todos os shows de animais em cativeiro, denunciando a crueldade e o abuso por trás desses espetáculos.

No mês passado, a Virgin Holidays anunciou que deixaria de oferecer viagens de férias organizadas para cinco resorts que incluem experiências com baleias e golfinhos em cativeiro.

Enquanto isso, a Seaworld anunciou em 2016 que estava cancelando os espetáculos com orcas e acabando com seu programa de reprodução em cativeiro após a reação em massa do público pedindo o fim das atividades.

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Desrespeitados e ignorados os animais padecem sob as condições mais desumanas

Foto: Mercy for Animals

Foto: Mercy for Animals

O Dia Nacional da Saúde é celebrado anualmente em 5 de agosto no Brasil, a data foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi pioneiro no estudo de moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

Enquanto a data serve de alerta para a importância dos cuidados com a saúde dos seres humanos, outras vidas perecem silenciosamente sem que sua saúde seja sequer considerada como algo a ser protegido, avaliado ou mantido.

Foto: Trendsmap

Foto: Trendsmap

Assim como nós, seres humanos, os animais têm a capacidade de compreender o mundo ao seu redor, são capazes também de amar, sofrer, criar vínculos e responder a estímulos. Assim como a nossa, sua saúde sofre os impactos do meio em que vivem ou são submetidos a viver.

Milhares de animais padecem fechados em compartimentos ou gaiolas minúsculas, muitas vezes superlotados, servindo apenas a propósitos humanos que exploram seus corpos em busca de carne, leite, ovos ou o que mais puderem roubar dos animais.

Foto: MICHAEL NICHOLS, NATIONAL GEOGRAPHIC

Foto: MICHAEL NICHOLS, NATIONAL GEOGRAPHIC

Sua saúde mental é ignorada, e a física só é levada em consideração no intuito de que a exploração possa continuar ocorrendo. Esses seres sencientes passam seus dias privados do sol, não podem caminhar na grama ou conviver com os demais. Muitas vezes passam a vida inteira olhando para uma parede de concreto e quando não servem mais aos interesses de seus explorados são descartados e mortos.

Assim ocorre com os elefantes que apanham violentamente para que levem turistas nas costas ou façam truques antinaturais para uma plateia de turistas. Com as vacas, porcos, galinhas que vivem vidas solitárias tendo como companheiro apenas o sofrimento, os ursos no Vietnã que são criados e capturados apenas para que seu fígado seja perfurado e sua bile removida, por anos e anos.

Foto: HOANG DINH NAM, AFP/GETTY

Foto: HOANG DINH NAM, AFP/GETTY

Leões na África do Sul criados em cativeiro apenas com o objetivo de serem vendidos para “caçadas enlatadas” onde serão soltos em um local cercado para serem perseguidos, mortos e terão seus corpos expostos como troféus.

Como está a saúde desses animais?

Enquanto a sociedade estiver dominada e cega pela visão especista de que os animais são inferiores ao ser humano e que podem ser submetidos à sua vontade por este motivo, a injustiça vai vigorar sobre todas essas vidas inocentes e indefesas.

Se a definição de saúde corresponde ao bem-estar físico, mental e social de um ser e não apenas a ausência de doenças como diz a Organização Mundial da Saúde, então muitos desses animais jamais conheceram o que é estar saudável. E, infelizmente, jamais conhecerão.

Foto: Animal Rescue Algarve

Foto: Animal Rescue Algarve

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Jumentos podem estar extintos em 4 anos no Quênia

Matadouro de burros em Mogotio, Condado de Baringo no Quênia | Foto: NMG

Matadouro de burros em Mogotio, Condado de Baringo no Quênia | Foto: NMG

Se a taxa atual em que os matadouros de burros tem crescido e a demanda por carne de burro no Quênia continuar, o país pode não ter um único burro até 2023.

Burros (também chamado de jumentos) são animais extremamente inteligentes, capazes de memorizar situações, lugares e roteiros, criar vínculos e compreender o mundo ao seu redor. Assim como os cavalos muitos são mantidos como animais domésticos, devido à sua docilidade e carisma. Em alguns países de língua inglesa os burros machos são chamado de “jack”, uma fêmea de “jenny” ou “jennet”; já o burro mais jovem é universalmente conhecido como potro.

Curiosamente, os burros também podem se reproduzir com zebras, se assim o desejarem (machos e fêmeas da espécie demonstram receptividade aos pares) , e seus filhos são chamados de “zonkeys”. Mas parece que esses maravilhosos animais logo vão se extinguir no Quênia se a taxa de morte na espécie não for controlada.

Foto: africanexponent

Foto: africanexponent

De acordo com um relatório recente da Africa Network for Animal Welfare – Rede de África para o Bem-Estar Animal (ANAW, na sigla em inglês), o crescente aumento nos números de matadouros no Quênia ameaça acabar com o animal.

Em muitas partes da África, os burros se tornaram um substituto mais barato para a carne bovina, e isso aumentou drasticamente sua demanda. O animal também é vendido para muitos clientes desavisados no lugar da carne de boi, já que a carne de ambos os animais se parecem em sabor e textura.

O estudo realizado pela ANAW mapeia em números o problema com a classificação de burros e cavalos como animais de alimentação há sete anos.

Os relatórios afirmam que a legalização de burros e cavalos como carne de consumo levou ao estabelecimento de mais matadouros de burros para satisfazer a demanda crescente dos mercados locais e internacionais.

Como hoje, existem quatro grandes matadouros de burros no Quênia: Goldox Kenya Limited em Mogotio, Baringo County, Star Brilliant Matatto em Maraigushu em Naivasha, Silzha Ltd em Nakwaalele em Turkana e Fuhai Machakos Trading Company Ltd.

Os grupos de defesa dos direitos animais continuaram a pressionar pela retirada das licenças dos matadouros até que sejam tomadas medidas rigorosas para garantir a proteção dos animais que correm risco de extinção.

Eles acreditam que o comércio de carne e pele de burro deve ser interrompido até que sejam estabelecidos regulamentos adequados para garantir a proteção da espécie.

Foto: The Donkey Sanctuary

Foto: The Donkey Sanctuary

O relatório foi compilado por Josiah Ojwang, Dennis Bahati e Sebastian Mwanza da Rede Africana de Bem-Estar Animal; e Bernard Atsiaya da Sociedade do Quênia para a Proteção e Cuidado dos Animais.

“A maioria dos burros em Moyale vem da Etiópia através de pontos de entrada não oficiais”, diz o relatório.

Eles também querem uma repressão ao contrabando transfronteiriço de burros. O CEO da Brooke East Africa, Fred Ochieng, disse que as comunidades devem trabalhar juntas para lutar pela sobrevivência dos burros.

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Cães idosos são abandonados juntos em banheiro público

Foto: Carol Lair

Foto: Carol Lair

A gerente do supermercado de animais americano Petco percebeu que havia algo estranho em um casal que andava sem rumo pela loja em Allen Park, Michigan (EUA), no último sábado à noite.

O casal tinha dois cachorros grandes com eles, nenhum dos quais estava usando coleira. As guias dos cães tinham sido amarradas em um nó improvisado, juntas – o que significava um alerta vermelho para o gerente.

“Rachel [a gerente] se aproximou deles e questionou sobre o fatos dos cães não estarem usando coleiras”, escreveu Julie Sly em um post no Facebook. “O casal disse que as esqueceu em casa, e que eles só precisavam pegar algumas coisas e seguiram para a parte de trás da loja onde fica a comida de cachorro.”

Foto: Carol Lair

Foto: Carol Lair

O casal evasivo já estava longe quando os funcionários que estavam fechando a loja começaram a ouvir gritos chorosos vindos do banheiro. Eles abriram a porta e lá estavam os dois cachorros velhos, assustados e sozinhos.

A gerente ligou para a um resgate de animais local, mas eles estavam muito cheios para levar os cães, então ela postou um pedido de ajuda no Facebook. Carol Lair, membro do conselho do P.O.E.T Animal Rescue, viu o post e sabia que tinha que ajudar.

“Isso não me surpreende por se tratar de cães idosos”, disse Lair ao The Dodo. “As pessoas se cansam deles e querem se livrar deles.”

Foto: Carol Lair

Foto: Carol Lair

Quando Lair chegou ao Petco no domingo de manhã, percebeu claramente que o par de cães tinha sido claramente traumatizado por sua provação. “Eles estavam muito, muito assustados”, disse Lair. “Eles estavam tremendo e queriam ficar juntos o tempo todo.”

Lair os ajudou a entrar na parte de trás do carro, mas o mais velho dos dois cães ficou curioso e imediatamente pulou no colo de Lair. “Ela aprendeu a mover a janela para cima e para baixo, e então ela começou a mover também o assento para frente e para trás”, disse Lair. “Foi engraçado e terno ao mesmo tempo”.

Os dois cães, que os voluntários chamaram de Marigold e Daffodil, agora estão relaxando em segurança em um lar temporário.

Foto: Carol Lair

Foto: Carol Lair

Embora os dois cães pareçam bem alimentados, isso não significa que suas vidas tenham sido fáceis. “Parece que eles foram explorados para reprodução muitas, muitas vezes”, disse Lair. “Parece que eles foram muito usados por criadores inescrupulosos”.

Mas os dois cães parecem determinados a mostrar aos seus salvadores que ainda têm muito a oferecer. Eles adoram brincar de buscar o brinquedo e de cabo-de-guerra com sua família adotiva e de receber carinhos e afagos. No entanto, conhecer novas pessoas pode representar um desafio para o par.

“Eles gostam de estar com as pessoas, mas demoram um pouco para relaxar”, disse Lair. “Quando eles conhecem alguém diferente e ficam perto dessas pessoas, suas patas traseiras e quadris tremem muito. Isso parte meu coração”.

“Eles passaram por muita coisa”, acrescentou Lair. “Nós nem sabemos a bagagem que eles estão trazendo com eles.”

Uma vez que os cães estejam prontos para adoção ao final desta semana, eles serão esterilizados e vacinados, e começarão a procurar por um lar amoroso.

“Agora estamos apenas alimentando-os e mantendo-os aquecidos e seguros”, disse Lair.

Marigold e Daffodil são ambos dóceis e adoram interagir com gatos e crianças. Mas, considerando tudo o que passaram, Lair acredita que eles se sairiam melhor em uma casa onde receberão toda a atenção que merecem.

“Eu escolherei alguém que possa estar em casa com eles e onde eles não serão deixados sozinhos, porque eles precisam de confiança e apoio”, disse Lair. “Mas eu sinceramente acho que eles se sairiam bem em qualquer casa.”

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Levantamento revela o destino terrível que os cavalos exportados pela Austrália enfrentam

Foto: PETA

Foto: PETA

Outros 11% estão listados nos registros da Korean Racing Authority (KRA) como “indeterminado”, uma entrada que muitas vezes coincide com o fim abrupto do histórico médico, ou a listagem de uma lesão que é incompatível com as corridas.

Segue-se a publicação pela Guardian Austrália de imagens secretamente gravadas por investigadores da PETA em um dos principais matadouros de cavalos em Nonghyup na Ilha de Jeju na Coréia do Sul, mostrando cavalos sendo espancados na cabeça com tubos de plástico antes de serem empurrados para pelos corredores do matadouro.

Esse vídeo inclui imagens de três cavalos australianos, incluindo o Dynamic Tank, Bareal Jeong e Winx, todos explorados em corridas de cavalos e considerados “campeões” sendo que o último deles foi listado em uma auditoria – realizada em registros de 40 anos de mortes – realizada pela KRA em 2015. Ele provavelmente foi morto em 2010, quando seus registros veterinários terminam.

Uma análise dos registros Australian Stud Book e KRA mostra que dos 190 cavalos exportados da Austrália para a Coréia do Sul entre janeiro de 2013 e maio de 2019, 22 estão listados como tendo sido enviados para o matadouro e 29 estão listados como tendo morrido, acredita-se que a maioria dessas mortes esteja ligada à indústria da carne.

Outros 11 morreram em consequência de acidentes durante uma corrida ou treino, ou devido a doenças como cólica. Cerca de 27% – ou 53 cavalos – ainda estavam competindo, com a maioria desse número sendo de cavalos que haviam sido exportados mais recentemente. Treze cavalos haviam sido transferidos para a indústria de criação, e 40, ou 21%, haviam sido aposentados como cavalos de passeio.

O tempo médio entre a data listada de exportação da Austrália e a data em que um cavalo morreu, ou foi listado “indeterminado”, é de 22 meses.

O cientista-chefe da RSPCA, Bidda Jones, disse que as imagens mostram que há “problemas óbvios que precisam ser resolvidos” se a Austrália pretende continuar exportando cavalos.

“Pedimos à Racing Austrália que trabalhe em estreita colaboração com suas contrapartes estrangeiras para garantir o manejo humano dos cavalos australianos ao longo de suas vidas, seja aqui ou no exterior”, disse Jones.

Jones disse que a história recebeu “milhares de reações de revolta e ira” dentro de uma hora depois de ser compartilhada na página do Facebook da RSPCA na quinta-feira.

“Os australianos não vão tolerar a violência e a crueldade contra os animais”, disse ela

Jones comparou a reação expressada pelas pessoas às respostas ao comércio de exportação de ovinos vivos, que foi fortemente restringido após o lançamento no ano passado de imagens terríveis divulgadas nas mídias sociais.

“Nesta época em que vivemos, não há onde se esconder”, disse ela. “Se os animais sob seus cuidados não estiverem sendo bem tratados, quando isso acontecer, onde quer que isso aconteça, você será descoberto”.

Jones disse que as indústrias que dependem de animais devem abordar essas questões “muito antes de serem expostas em uma reportagem de alcance mundial”.

A Racing Austrália mostrou imagens do matadouro na terça-feira última, mas disse que não pretendia expandir uma declaração anterior sobre protocolos de aposentadoria de cavalos introduzida na Austrália em 2015, e também expressou seu apoio ao estabelecimento de um registro de rastreabilidade de cavalos financiado pelo governo.

Embora contatada a entidade não respondeu a um pedido de comentário.

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Burros são explorados para servir bebida em casamentos

Foto: Jornal Metro

Foto: Jornal Metro

Burros são animais selvagens, extremamente inteligentes e dóceis, esses equinos parentes dos cavalos são explorados pelos humanos para transporte e movimentação de cargas, turistas, e mais recentemente como garçons de festas.

Uma empresa americana chamada Little Burro Events (Eventos Pequeno Burro, na tradução livre), com sede na Califórnia (EUA), aluga seus dois mini-burros – Zoey e Burrito – para qualquer ocasião especial, celebrações, aniversários e casamentos, amarrando cestas em suas costas com as quais os animais circulam pela festa servindo e entretendo os presentes.

Obrigados a carregar diversas (e pesadas) garrafas de bebidas distribuídas em cestas pelas laterais de seu corpo, colocadas em cestas coloridas, que terão que carregar durante o evento para o qual foram contratados os animais são explorados em silêncio e inúmeras vezes. Com o objetivo fútil e cruel de servir os convidados e a ficar andando pelo ambiente com o peso a tiracolo, fantasiados com enfeites desconfortáveis e incômodos os animais são usados como enfeite pela empresa gananciosa.

A empresa vende o serviço cruel anunciando 90 minutos em que os animais “farão rondas na festa, carregando as bebidas e copos e posarão para fotografias com os seus convidados”.

O site diz: “Nós somos a principal companhia de mini-burros para bebidas do norte da Califórnia e ficaríamos honrados em fazer parte de sua ocasião especial. Há uma variedade de opções de eventos e podemos personalizar qualquer evento para torná-lo ainda mais especial e inesquecível”.

Foto: Jornal Metro

Foto: Jornal Metro

Dedicados a ganhar dinheiro às custas dos animais, os empresários vendem abertamente as qualidades dos burros como se eles fossem produtos a serem utilizados e dispostos como for do gosto do cliente.

“Com a natureza dócil dos burros em miniatura e suas adoráveis personalidades, você verá quão rapidamente eles fazem de um bom evento um evento memorável e especial sobre o qual todos falarão nos próximos anos. Vestidos para impressionar, esses pequenos burros certamente tocarão os corações de muitos “.

“Mas, como você pode imaginar, usar o trabalho e as qualidades dos animais para tornar o seu grande dia especial, não é barato”.

“Se você quer ter Zoey ou Burrito no seu baile, vai custar mil dólares por uma hora (mínimo) ou 1.500 dólares por 90 minutos”.

“E se você quiser ter o par de burrinhos, eles custarão 2 mil dólares por uma hora e 3 mil por 90 minutos. O site continua: “Você pode ter certeza de que os burros chegarão pelo menos 30 minutos antes do evento e estarão limpos, com acessórios colocados e prontos para trabalhar”.

Os pobres animais são oferecidos e descritos como mercadorias dispostas em prateleiras prontas para serem compradas e descartadas desde que se pague o preço por elas.

“Haverá de um a dois manipuladores por animal para ajudar a servir a bebida do evento, com direito a fotos, e para responder a quaisquer perguntas relacionados aos nossos amados pequenos burros”.

Os explorados alegam ainda que os pequenos burros “normalmente” podem carregar metade do seu peso, mas que eles limitam a carga a 45 libras (cerca de 20 kg) por razões de segurança. “Eles carregaram tudo: garrafas de água, cerveja, barris de vinho, champanhe, tequila e materiais de marketing. Se não for muito pesado, pode ser tão criativo quanto você gostaria”, diz a empresa.

Foto: Jornal Metro

Foto: Jornal Metro

E os exploradores vão mais longe mencionando até as necessidades orgânicas dos animais, avisando que os burros vão até a festa “equipados” com sacos coletores que são específicos para coletar a “bagunça”.

“Little Burro Events irá tornar sua festa única”, concluem os empresários inescrupulosos.

Explorados e sem direitos, os animais seguem sendo usados como ferramentas pelos humanos

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

O Dia Internacional do Trabalho é conhecido por vários nomes em diferentes países do mundo como: Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, Dia Internacional dos Trabalhadores ou Festa do Trabalhador. Comemorado no dia 1 de maio essa data celebrada internacionalmente, é dedicada aos trabalhadores do mundo todo, sendo feriado em muitos lugares.

A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando teve início uma greve na cidade norte-americana de Chicago, com o objetivo de conquistar condições melhores de trabalho, principalmente a redução da jornada diária, que chegava a 17 horas, para oito horas.

Foto: US Army Archives

Foto: US Army Archives

É uma data que marca a luta e posterior conquista de direitos e valorização dos trabalhadores, que explorados, viam sua força de trabalho pouco reconhecida e extenuavam-se em horas de tarefas sem direito a descanso adequado ou remuneração equivalente.

Mas da mesma forma que os humanos se revoltaram, lutaram e conquistaram seus direitos, os animais, companheiros de planeta e sociedade, são explorados, extenuados, expostos à riscos absurdos e muitas vezes mortos em longas jornadas de trabalho antinatural. Eles porém não tem voz para reivindicar sua liberdade.

Animais como trabalhadores e ferramentas

Em muitos lugares do mundo, animais não humanos são usados como trabalhadores. Esses animais geralmente levam vidas repletas de sofrimento e sofrimento, e são mortos quando não são mais úteis. Esses seres sencientes e indefesos estão sendo usados como recursos.

Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Esses animais são vistos como investimentos dos quais se espera que lucro ou valor sejam obtidos. Muitas vezes eles são atendidos em suas necessidades básicas e médicas mais do que o necessário para explorá-los.

Seus “tutores” podem mantê-los livres de doenças e permitir-lhes descanso adequado para que continuem a ser produtivos, ou esses mesmo humanos podem achar mais lucrativo fazê-los trabalhar até a morte e depois substituí-los.

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Sua situação é em aspectos cruciais semelhante à dos escravos humanos: eles são forçados a trabalhar, muitas vezes inúmeras horas por dia. O valor que eles produzem é tomado pelos humanos, que só fornecem comida e abrigo aos animais. Quando eles não podem mais trabalhar de uma maneira que torne sua existência economicamente lucrativa, os animais são mortos.

Em outros casos, os animais ainda são usados não como trabalhadores, mas como ferramentas. Uma forma de usá-los como ferramentas é na experimentação animal, onde são submetidos a testes com produtos químicos nocivos, venenos, agrotóxico e outras variações que causam dor e sofrimento. Eles também são explorados como ferramentas pelos os militares, como quando são usados para transportar bombas através das linhas inimigas.

Animais usados como trabalhadores

Existem inúmeras maneiras pelas quais animais não humanos são usados para o trabalho. Em muitos casos eles são usados para transporte ou para tração, como os elefantes na Índia e os burros na Grécia ou como “carros de carga”, transportando quantidades imensas e pesadas de materiais como se fosse veículos.

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Outros animais, como os cães policiais, são explorados em treinamentos antinaturais e cruéis, mediante ameaças e privações, para realizar trabalhos arriscados, muitos morrem baleados ou em decorrência de ferimentos no exercício dessa função ingrata .

Uso militar de animais

Animais têm sido usados como ferramentas militares ao longo da história. Um grande número de animais foi morto em guerras. Mesmo em tempos de paz, eles são usados e mortos para propósitos como o desenvolvimento de novas armas e o treinamento de soldados.

Recentemente foi divulgada a informação que só no Reino Unido quase 50 mil animais foram mortos pelo governo em 7 anos de pesquisa militar

Foto: US Navy

Foto: US Navy

Entre os testes realizados num deles macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer.

Em outros alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

 Foto: Humane Society Internacional

Foto: Humane Society Internacional

E ainda num exemplo mais cruel para testar a eficácia da armaduras corporais, porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Experimentação animal

Como os animais são considerados, irresponsavelmente, inferiores aos humanos, mesmo quando se trata de seus interesses mais vitais, eles são usados como ferramentas de laboratório. É interessante notar que a maioria das pessoas nunca pensaria em usar seres humanos de maneira semelhante, mas dispõe dos animais como bem entende.

Muitos ficam cegos, tem sua pele destruída por produtos químicos nocivos e seus órgãos danificados por experiencias cruéis.

Depois de tudo isso, mesmo que estejam bem para viver ainda são mortos, pois são considerados incapazes de sobreviver ou se adaptar em sociedade.

Sem nada que os proteja, sem direito algum, sem ter como se defender, esses animais padecem sendo explorados silenciosamente, trabalhando como escravos sob o jugo da humanidade, que satisfeita segue surda aos apelos do planeta que esvai em recursos e em espécies extinguindo-se peremptoriamente

Elefantes são explorados nas celebrações do ano novo tailandês

Foto: AFP

Foto: AFP

Elefantes com corações e flores pintados em seus corpos jogam água incansavelmente nas pessoas que comemoram o ano novo da Tailândia que este aconteceu na quinta-feira última, em um evento anual que causa revolta em grupos de proteção animal que alertam para a crueldade praticada contra esses animais.

Na antiga capital da Tailândia, Ayutthaya, um local turístico famoso e muito visitado por suas antigas ruínas de templos, mais de uma dúzia de elefantes caminham pelas ruas carregando seus tratadores nas costas, espirrando e pulverizando água na população local e em estrangeiros, sob um sol escaldante.

Foto: Jewel Samad/AFP

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A guerra de água provocada pelos paquidermes dá início a um fim de semana de festividades que comemoram a Songkran, uma tradicional celebração budista de ano novo que começa oficialmente em 13 de abril.

Foliões “podem vir prestar homenagens a Buda, oferecer esmolas aos monges de manhã e à tarde brincar na água com os elefantes”, disse Laithongren Meepan, proprietário do Acampamento de Elefantes de Ayutthaya.

“O fato deles usarem suas trombas para espirrar água é a forma natural como os elefantes brincam”, declarou o explorador.

Foto: Reuters

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Tradicionalmente marcado por prestar homenagem aos anciãos e por aspergir água nas figuras de Buda nos templos locais, o feriado de Songkran evoluiu em grande parte para uma brutal batalha de água.

Moradores e estrangeiros armados com armas de água e capacetes de proteção se envolvem em festas de rua encharcadas, levando grande parte do país a um impasse.

“Em outras províncias, eles fazem festas de espuma. Mas só em Ayutthaya, você pode celebrar o Songkran com os elefantes”, disse Laithongren à AFP.

Os tratadores dos elefantes, conhecidos como mahouts, treinam os mamíferos gigantes para fazer truques antinaturais como levantar a pata da frente em saudação aos visitantes ou girar seus corpos para a música como se estivessem dançando – para divertir foliões da festa.

Foto: Varat Phong

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Tais práticas são “cruéis e condenáveis”, segundo Tom Taylor da Wildlife Friends Foundation Thailand, que resgata e reabilita elefantes domesticados.

“Forçar os elefantes a realizar comportamentos não naturais é conseguidos através do medo usando métodos violentos e uma ferramenta afiada chamada `bullhook`”, disse Taylor à AFP.

A organização de que Taylor faz parte acolhe 24 elefantes resgatados que percorram livremente a paisagem, banham-se a hora querem e exploram a paisagem sem medo, enquanto os turistas podem aprender como esses enormes mamíferos devem ser tratados, ou seja, com respeito, dignidade, sem espancamentos, humanos montando em suas costas”, disse ele.

A Tailândia tem uma das maiores populações de elefantes em cativeiro do mundo, e – como animal nacional do país – eles são arbitrariamente explorados no turismo, onde os clientes estão ansiosos para alimentá-los, tocá-los ou andar em suas costas por um preço.