Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


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Moradores encontram mais três gatos mortos com suspeita de envenenamento em Arraial do Cabo (RJ)

Moradores encontraram mais três corpos de gatos na manhã deste sábado (29) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. No dia anterior, outros oito animais também morreram com suspeita de envenenamento. O grupo vivia em um pesqueiro na Praia Grande.

Foto: Projeto Animal de Arraial / Divulgação

Uma gata conseguiu sobreviver e, segundo o Projeto Animal, ela tem um quadro de rinotraqueite grave e está sob cuidados médicos. Agora, sete felinos continuam desaparecidos.

O Projeto informou ao G1 que encaminhou um dos corpos dos gatos para fazer uma autópsia em uma clinica veterinária de Cabo Frio.

Na segunda-feira (1º), os integrantes do projeto pretendem se reunir com representantes da OAB para que o caso seja levado ao Ministério Público.

A principal suspeita da associação é que os animais tenham sido envenenados, devido a sintomas como tremores, salivação e coordenação motora altamente danificada. Para Ramon Amorim, vice-presidente do Projeto Animal, é quase certo que se trata de chumbinho. “Não sei quem faria tamanha maldade”, revelou.

Gatos foram encontrados mortos (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Em relação aos corpos encontrados, a Prefeitura de Arraial do Cabo informou, por meio de nota, que “a princípio, a Prefeitura vai acompanhar a apuração do caso”.

Sobrevivente

A gatinha encontrada viva na última sexta-feira (28) segue em observação. Segundo a clínica veterinária que cuida do animal, ela está no soro e aparenta uma leve melhora.

Uma amostra de sangue foi coletada neste sábado para exame.

Gata sobrevivente está internada em clínica veterinária (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Fonte: G1


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Mais de 50 gatos são encontrados mortos em um ano e moradores suspeitam de envenenamento

Moradores do centro de Palmas (TO) estão assustados com a quantidade de gatos que estão sendo encontrados mortos. Com o aumento dos casos, os moradores suspeitam que os animais estejam sendo envenenados. Dentro de um ano pelo menos 50 morreram.

A pedagoga Monique Vermuth cria gatos e esta semana soube que um deles foi envenenado. “Três casas depois da minha ela estava lá morta. É horrível porque o bichinho a gente tem como se fosse da família”, lamenta.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A vizinhança está amedrontada e acredita que o autor dos crimes de maus-tratos seja a mesma pessoa.

A dona de casa Jucilene Soares tem uma cadela e conta que vai redobrar os cuidados. “Não vou mais andar com ela por aí, porque ela anda cheirando as coisas. Eu não sei quem vai botar veneno, quem está fazendo isso”.

“Sempre tinham animais ou pessoas andando com eles, agora a gente só vê as pessoas com os seus animais próprios na coleira”, disse um morador.

Maus-tratos é crime

A lei nº 2.468 de 10 de junho de 2019, que consta no Diário Oficial de Palmas, define como maus-tratos o abandono de animais, seja em vias públicas, residências fechadas ou inacabadas. Agressões diretas ou indiretas como espancamento ou uso de instrumentos cortantes ou uso de substâncias químicas, tóxicas, escaldantes e fogo também são crimes.

Os casos precisam ser denunciados na delegacia do Meio Ambiente para que os suspeitos sejam procurados, identificados e punidos. “O que deve fazer é filmar, gravar. Devem ter provas”, disse a advogada Vanielle Paiva.

Fonte: G1


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Mais de 25 cães e gatos são mortos em uma semana em Campo Novo (RS)

Na última semana, foram encontrados 28 animais, entre cachorros e gatos, mortos na cidade de Campo Novo, no Rio Grande do Sul. Seis deles foram mortos na última quinta-feira (27). O caso, que revoltou a população, está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Pixabay

Há um suspeito de ter praticado a matança, segundo o delegado de Polícia Vilmar Schaefer. “Estamos dando prioridade para este caso, pois existe a efetiva possibilidade que tenha sido utilizado o pesticida estricnina, que é altamente tóxico e tem sua venda proibida”, disse ao portal Correio do Povo. “Se for confirmada que a morte é em decorrência do uso de estricnina, nota-se que é um psicopata que está fazendo isso”, completou.

De acordo com Schaefer, se o envenenamento for comprovado, o criminoso seja indiciado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a penalidade pode aumentar de um sexto a um terço.

Um laudo pericial sobre a morte de um dos cães está sendo elaborado pelo laboratório da Unijuí, em Ijuí, segundo o secretário do Meio Ambiente de Campo Novo, Leandro Dorneles. “O resultado dos exames deve ser conhecido na próxima semana”, afirmou.

A presidente da ONG Olhos que Falam, de Campo Novo, Tamara Correa Gonzatto, espera que o trabalho da polícia evite novas mortes. Segundo ela, animais em situação de rua e outros, que possuem lares, foram mortos. “É inadmissível que pessoas façam uma coisa dessas”, disse Tamara.


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Autorização para extermínio de capivaras gera críticas em Itatiba (SP)

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio de capivaras que vivem em um condomínio de Itatiba, no interior de São Paulo, após um morador morrer por febre maculosa – doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara como hospedeira. A medida cruel, no entanto, gerou críticas de moradores e levou órgãos de proteção animal a recorrerem ao Ministério Público.

“Em função deste óbito que ocorreu, em janeiro do ano passado, os órgãos estaduais determinaram que a gente, por ser agora uma área de transmissão de febre maculosa, fizéssemos o sacrifício de todas as capivaras do condomínio”, explicou à TV TEM o síndico José Augusto da Silva. Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 já foram mortas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Uma das pessoas que é crítica da decisão da secretaria é a aposentada Sueli Fassio, que mora no condomínio há 22 anos. “Quando não tiver mais nenhuma capivara, os carrapatos vão continuar. Aí não vão poder jogar veneno nessa grama, porque vão matar os peixes e os gansos que temos aqui”, disse.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente,Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.

“O critério é o do risco da saúde pública e esse critério é previsto na constituição federal e estadual. Embora ele seja um animal silvestre, que tem toda a proteção, se ele tem essa condição de risco à saúde pública, nós temos que analisar a situação e ver o que temos que fazer para que esse risco deixe de existir. Não podemos ignorar esse risco”, concluiu a diretora da Secretaria do Meio Ambiente.

Nota da Redação: com o crescimento urbano, seres humanos têm habitado, cada vez mais, regiões que eram originalmente ocupadas apenas por animais, como frequentemente acontece com condomínios fechados construídos em áreas verdes. Não é justo, portanto, que o animal, que já teve que se adaptar a um habitat desfragmentado graças à presença humana, tenha sua vida tirada. Além disso, o argumento de que transportar as capivaras para outros locais é inviável devido à mudança da área de transmissão da doença não se sustenta, já que basta levar esses animais para locais de mata, afastados de regiões urbanas. Matar esses animais é uma prática cruel, antiética e injustificável. 


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Matança de cães por eletrocussão gera indignação em Cabo Verde

Na capital de Cabo Verde, os cães abandonados são capturados e mortos por eletrocussão pela lixeira municipal, um método criticado por associações de bem-estar animal locais e internacionais que defendem outras políticas de controle da população canina.

A presença de cães nas ruas de Cabo Verde, particularmente na cidade da Praia (ilha de Santiago), é visível. Muitos apresentam feridas e a maioria tem sinais de agressão ou atropelamento.

Paulo Cunha/LUSA

Vivem nos campos, dormem nas praias, ocupam as entradas dos prédios ou das lojas, fogem do calor debaixo dos carros. Há cães idosos, embora raros, cadelas grávidas ou com sinais de parto recente, cachorros mal-escondidos em buracos de terra e cães menos jovens e adultos.

O aumento da população canina tem se revelado um problema para as autoridades, que se deparam com uma forte oposição dos que estão contra a forma como estes animais são capturados, mantidos após captura e mortos, por eletrocussão.

Há pouco tempo, o método usado para matar os cães era o envenenamento por estricnina, disse à agência Lusa o vereador da Cultura, Ambiente e Saneamento da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva.

O parlamentar assume que os animais são capturados e, quando não são adotados, mortos por eletrocussão. É um tema difícil e desconfortável para a autarquia.

“Temos a consciência plena de que não é matando os cães que se resolve o problema”, afirmou António Lopes da Silva, assegurando que a captura só acontece nos bairros sem campanhas de esterilização, que são a maioria.

Aí, os cães reproduzem-se e, ciclicamente, são capturados e levados para a lixeira, onde serão eletrocutados se ninguém os for resgatar, a troco de 3.000$00 (cerca de 28 euros) por cão.

“Há bairros onde as campanhas de castração não chegam e o número de cães é tão elevado que, perante as queixas de moradores, a câmara tem de determinar a sua captura”, afirmou o vereador.

António Lopes da Silva garante que o que a autarquia faz é legal e está previsto no Código de Posturas Municipais, aprovado em 2014. E até reconhece alguma evolução em relação ao envenenamento.

As associações que defendem o bem-estar animal têm uma leitura diferente, como o movimento Comunidade Responsável que está fazendo uma petição pelo fim da prática de matar cães abandonados na Praia, que contava, na sexta-feira (14), com cerca de 700 assinaturas.

Maria Zsuzsanna Fortes, voluntária do movimento, disse à Lusa que as pessoas estão cada vez mais indignadas com a situação, que é de “uma crueldade fora do comum”.

“Os animais pagam o preço da negligência humana”, disse, contando que os cães estão sendo capturados como se fossem lixo. Um vídeo recente, publicado nas redes sociais, mostra a captura de um cão que é depois atirado para dentro de um caminhão de lixo, tal como outros produtos inertes. O seu destino: a lixeira.

Na lixeira municipal, contou Maria Zsuzsanna Fortes, os cães ficam instalados num espaço com quatro divisões, sem água, sem comida, em cima de fezes, às vezes ao pé de cadáveres, já que vão assistindo à morte dos animais.

O vereador António Lopes da Silva garante que quem recolhe os cães trabalha para a autarquia e teve formação para tal. No entanto, têm sido visíveis na cidade da Praia caixas abertas, onde são colocados animais por cidadãos que os recolhem e que não estão fardados como os funcionários municipais.

As denúncias nas redes sociais contam com relatos de jovens desempregados que recebem cerca de 300 escudos (2,7 euros) por cada animal capturado, situação não confirmada pelo autarca, que garante ser essa uma tarefa a cargo de funcionários.

Nos últimos dias, alguns moradores indignados têm saído em defesa dos animais e conseguido libertar alguns que já se encontravam no interior dos veículos.

No texto que acompanha a petição contra a morte dos animais na Praia, o Movimento Comunidade Responsável recorda que “a eletrocussão é internacionalmente proibida por convenções internacionais, dos quais Cabo Verde faz parte”.

“A eletrocussão é proibida por causar um extremo sofrimento aos animais. No ânus dos animais, muitas vezes totalmente molhados e colocados dentro de uma caixa metálica, é introduzido um cabo com 380 volts. As veias do cão rebentam, os músculos convulsionam-se e até os ossos se partem por causa de tantas convulsões”, lê-se no documento.

O movimento acusa a autarquia de não respeitar um protocolo assinado entre as duas partes em março de 2018 e que “estabelece um método eficaz para a gestão ética da população canina, sem matar os animais ou causar-lhes qualquer sofrimento, providenciando cuidados e educando a população para a posse responsável do cão”.

António Lopes da Silva garante que a autarquia está trabalhando na castração dos animais com as associações “interessadas em trabalhar” nesta área, embora reconheça que “não chega” a todos.

Em novembro passado, a Sociedade Humana Internacional — que reúne organizações de defesa do bem-estar animal em todo o mundo — escreveu uma carta ao presidente da Câmara Municipal da Praia fazendo um alerta para a publicidade negativa que Cabo Verde estava recebendo.

“A morte é completamente ineficiente no controle da população de cães a longo prazo, assim como na redução das zoonoses” (doenças transmitidas aos humanos através dos animais), lê-se na carta a que a Lusa teve acesso.

Portugal pode ajudar em alternativas à eletrocussão de cães

O autarca responsável pelo controle dos cães na capital cabo-verdiana está disposto a equacionar outros métodos, além da atual eletrocussão, e tem o apoio das Ordens dos Veterinários de Cabo Verde e de Portugal.

O vereador António Lopes da Silva considera que o problema do excesso de cães na cidade da Praia não se resolve com o extermínio desses animais, mas afirma que a medida tem de ser determinada sempre que “a quantidade de cães ultrapassa o equilíbrio”.

Apesar de sublinhar que a eletrocussão é legal, admite equacionar outros métodos e afirma mesmo que todo o apoio é bem-vindo no sentido de encontrar forma de a situação melhorar.

A bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários de Cabo Verde, Sandy Freire, disse à Lusa que esta organização é contra a eletrocussão e defende a constituição de uma equipe com pelo menos dois veterinários para realizar esta e outras operações de controle da população canina, como esterilização e castração.

Contudo, admite que faltam profissionais em Cabo Verde e que os sete existentes na cidade da Praia estão em outras funções.

A veterinária acredita, contudo, que muito mais há a fazer e que “a captura e a eletrocussão dos cães em Cabo Verde são apenas a ponta do iceberg de um problema muito mais complexo”.

Para Sandy Freire, esta situação só acontece porque não existe uma política pública que determine as medidas de controle dos animais.

Sem um quadro legal, disse, é quase impossível melhorar as coisas.

Questionado pela agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários de Portugal, Jorge Cid, mostrou disponibilidade para ajudar Cabo Verde no que for possível a esta organização.

“Faremos o que for possível, com todo o gosto”, disse o bastonário, exemplificando esse apoio como protocolos de entreajuda, ações de formação, entre outros.

E acrescentou que basta a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, a Câmara Municipal ou o Governo contactarem a Ordem dos Médicos Veterinários portuguesas para esta ajudar, dentro das suas possibilidades.

Movimento apela ao PR de Cabo Verde para terminar com chacina de cães

O Movimento Civil Comunidade Responsável de Cabo Verde apelou, neste sábado (15), à intervenção do Presidente da República para terminar com “a intolerável situação de maus-tratos dos animais” no país, onde os cães errantes são capturados e eletrocutados.

“A Câmara Municipal da Praia [ilha de Santiago] tem levado a cabo uma autêntica chacina dos cães errantes na cidade, ignorando todos os esforços das organizações da sociedade civil e cidadãos para a criação de uma aliança que vise o controle sustentável e humanizado da população canina”, lê-se na missiva endereçada ao chefe de Estado.

A organização denuncia que “o departamento do Ambiente da Câmara Municipal da Praia faz circular uma viatura que recolhe lixo pela cidade com o intuito de capturar cães, levá-los para a lixeira e executá-los por eletrocussão 24 a 48 horas depois da captura, se não forem reclamados”.

“Os cães são capturados com extrema violência, privados de água e alimentação durante o período de cativeiro e executados através da colocação de um ferro com 380 volts no ânus”, prossegue a exposição da associação, dirigida a Jorge Carlos Fonseca.

A organização avança nesta carta que, em março de 2018, “a Câmara Municipal da Praia, na pessoa do seu presidente, assinou um protocolo” com o movimento, no qual “a autarquia assumia o compromisso de parar com as execuções e investir em métodos humanizados de controlo da população canina”.

Esse acordo, assinado entre ambas as partes, “nunca foi cumprido”, denuncia a organização.

“A Câmara Municipal da Praia está, portanto, utilizando um método ineficaz e inútil e perpetuando a violência gratuita contra seres vivos sencientes, que sentem dor, e medo da tortura”, lê-se na carta.

O movimento apela, por isso, ao chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, pela “humanidade” que lhe reconhece, que, “em nome de toda uma comunidade indignada e consternada”, intervenha imediatamente “pelo fim desta situação”.

Fonte: Observador

Nota da Redação: matar animais, através de injeções letais ou de qualquer outro método, como a cruel eletrocussão, é uma prática inaceitável que deve ser combatida em todo o mundo. O controle de animais domésticos deve ser feito através da castração. Esse é o único meio ético de impedir a superpopulação de uma espécie. A morte, seja feita da forma que for, não pode ser sequer cogitada, em hipótese alguma.


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Jornalista diz que sente nojo de proposta que quer tornar o jumento um patrimônio nacional

O jornalista Eduardo Oinegue, âncora do Jornal da Band, afirmou, na quarta-feira (12), que sente nojo de um projeto de lei que pretende transformar o jumento em patrimônio nacional. Para o jornalista, proteger o animal para que ele não sofra maus-tratos e não seja morto é razão de desprezo.

Foto: BAND

A atitude do âncora foi reforçada pela jornalista Lana Canepa, que divide a bancada do jornal com ele. Antes de Oinegue falar sobre a proposta relacionada ao jumento, Canepa afirmou que parlamentares “gastam tempo e dinheiro apresentando propostas que são discutíveis e outras que são absolutamente inúteis”. “Tem até projeto pra tornar o jumento um patrimônio nacional”, completou o âncora.

Após os jornalistas emitirem seus posicionamentos acerca do tema, foi mostrada uma reportagem sobre projetos de leis considerados inúteis por eles. Na notícia, o repórter explicou que o projeto que visa proteger os jumentos foi apresentado após ser registrada uma redução de 25% da população desse animal, no Nordeste, entre 2006 e 2011.

PL 1218/2019

De autoria do deputado Ricardo Izar (PP/SP), o Projeto de Lei 1218/2019 torna o jumento patrimônio nacional e proíbe que o animal seja morto em todo o território nacional.

No texto da proposta, Izar afirma que há atualmente, na Bahia, três matadouros que matam jumentos para exportar a carne deles para a China. O parlamentar cita casos de maus-tratos registrados – como os jumentos encontrados mortos às margens de uma rodovia – e lembra que, no final de 2018, a Justiça da Bahia proibiu que esses animais fossem mortos. Em outubro do mesmo ano, o município de Itapetinga (BA) – onde jumentos abandonados em uma fazenda arrendada para uma empresa chinesa morreram de fome – já havia sido proibido de confinar esses animais.

Em entrevista à Band, o parlamentar afirmou que o objetivo da proposta é chamar atenção para a matança desenfreada de jumentos no Nordeste e garantir uma proteção maior à espécie.

Foto: BAND

Apesar das explicações sobre a proposta apresentadas por Izar a um repórter da emissora, o jornalista Oinegue voltou a fazer críticas ao projeto, deixando claro que o sofrimento dos jumentos é irrelevante para ele. “Não sei se isso dá vergonha, se dá raiva ou se dá nojo, mas pelo gosto ruim que fica na boca vendo esta reportagem, acho que é uma mistura dos três”, finalizou o âncora.

Frente Nacional de Defesa dos Jumentos

Constituída por ONGs e ativistas pelos direitos animais, a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos foi fundada em 2016 com o intuito de garantir proteção aos jumentos. O grupo foi criado para combater a matança de jumentos em diversos locais do Brasil.

A Frente – que conta com profissionais de diversas áreas, como advogados, pedagogos, sociólogos, veterinários, dentre outros – foi criada na Bahia após o governador do estado autorizar que jumentos fossem mortos para consumo humano.

A sociedade brasileira repudia o extermínio desses animais, que são mortos para que sua carne seja exportada para outros países, como a China.

Mais preconceito e desinformação 

O desserviço propagado pela Band vai além do descaso com os jumentos. Isso porque um dos projetos de lei criticados pela reportagem apresentada pela emissora e, inclusive, citado por Oinegue, é o PL 2425/2015, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB/PB), que pretende abolir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da rapadura.

A rapadura foi, no passado, alimento dos escravos por possuir muitos nutrientes e ser uma das poucas fontes de energia. Ela é também essencial na alimentação de todos, especialmente daqueles que são mais pobres e que têm na rapadura uma fonte de energia que lhes permite ter força para executar cansativos trabalhos braçais. A rapadura tem carboidrato, minerais como ferro, cálcio, potássio, fósforo e magnésio, e vitaminas do complexo B, como Tiamina, Riboflavina e Niacina.

Foto: Divulgação

Devido ao contexto em que a rapadura está inserida, a crítica feita pela reportagem da Band e reforçada pelos apresentadores do telejornal ao PL é carregada de preconceito, elitismo e falta de conhecimento. A isenção do IPI sobre a comercialização da rapadura é um benefício social que facilita o acesso das camadas mais pobres da população a um produto essencial na mesa dos nordestinos com menor poder aquisitivo e que hoje também é consumida por todas as classes da sociedade em substituição ao açúcar e por ter vitaminas minerais e proteínas. Dizer, portanto, que o projeto de lei que prevê essa isenção é “inútil” ou “discutível”, como sugeriu a jornalista Lana Canepa e o âncora Eduardo Oinegue, é uma falta de humanidade, empatia e consciência em relação às famílias carentes do Nordeste e de todos o país.

Nota da Redação: antes de fazer chacota, os jornalistas têm por obrigação conhecer o assunto que abordam. Entretanto, isso não basta. Os meios de comunicação atuam como agentes educacionais no sentido lato de formação de valores. O filósofo Karl Popper enfatiza que a civilização consiste essencialmente na redução da violência; é essa a sua função principal e também o objetivo que visamos quando tentamos elevar o nível de civismo na nossa sociedade. A mídia pode ter um papel preponderante na promoção de uma nova cultura uma vez que as palavras, na esfera da informação, podem manter as velhas estruturas ou afirmar novas. Tais questões apontam para a necessidade urgente de mudanças na formação de profissionais da área de comunicação, a fim de transcender os limites de nossa prisão especista. Jumentos são seres sencientes (vide Declaração de Cambridge sobre Consciência). Logo, seu assassinato é algo deplorável em todos os sentidos. Profissionais da área de comunicação não deveriam externar, ao bel prazer, as suas convicções pessoais – sem lastro ético ou científico.

Confira o vídeo do momento em que os jornalistas comentam o caso:


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Milhares de baleias e golfinhos são mortos na temporada de caça das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As Ilhas Faroe, são um aglomerado incomum de ilhas localizadas no Atlântico Norte, cerca de 200 milhas ao norte da Escócia e também um dos principais pontos turísticos da região. Formalmente o território do arquipélago é dinamarquês, mas o país possui autonomia própria significante e não fazem parte da União Europeia, ao contrário da Dinamarca.

De acordo com informações do Business Insider, a ilha é hoje tão popular que se fechou aos turistas, exceto aqueles que estão dispostos a ajudar a reparar e manter o arquipélago. No entanto, há um lado mais sombrio do território belo e selvagem.

Ecologistas publicaram uma série de fotografias chocantes mostrando baleias e golfinhos sendo caçados nas Ilhas Faroe.

O grupo Sea Shepherd, que faz campanha contra práticas de pesca bárbaras, registrou as imagens ao longo de um período de meses.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Eles documentaram uma série dos chamados “passeios de baleias”, nos quais o governo das Ilhas Faroe diz que cerca de 1.200 baleias e 500 golfinhos foram mortos. Cabe ressaltar que o governo do arquipélago defendeu vigorosamente a prática que classifica de “secular”.

Ao analisar as fotos é possível concluir, com o que se parece essa prática de caça e entender mais sobre sua história por meio das imagens. Atenção: imagens de conteúdo forte ou perturbador para pessoas mais sensíveis.

O processo de matança envolve barcos indo em busca de grupos de baleias e golfinhos, e os encurralando em águas rasas, onde são mortos à mão.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Um grande número de habitantes locais se envolve com o processo, e cada um pode reivindicar uma porção da carne depois. Estas são as baleias-piloto.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Esta baleia estava grávida – seu bebê acabou morrendo também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Estatísticas oficiais mostram que 1.194 baleias-piloto foram mortas na temporada de caça de 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os faroenses também caçam um grande número de golfinhos de face branca, como estes. Um total de 488 golfinhos foram mortos em 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os pais levam seus filhos para ver o processo em ação, e é normal posar para fotos com os animais mortos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Nem as baleias nem os golfinhos estão em perigo, sendo as autoridades do arquipélago. O governo das Ilhas Faroe disse que na maioria dos anos cerca de 1% do total das populações de golfinhos e baleias são caçados.

Caçadas de extermínio como estas vêm ocorrendo desde pelo menos 1298, quando as primeiras leis de sobrevivência que regulam a prática foram publicadas, e registros precisos existem desde 1584, de acordo com o governo das Ilhas Faroe.

A temporada de caça deste ano foi grande. Cerca de 1.700 animais foram mortos em 2017, em comparação com cerca de 800 em um ano médio.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A última vez que tantos animais assim foram mortos foi em 1996.

Os animais são marcados para acompanhamento – ao olhar de perto pode-se ver o número 16 sobre este golfinho, ao lado da nadadeira.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os animais são massacrados por carne e gordura – aqui um homem corta pedaços de um golfinho.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os habitantes das ilhas dizem que a carne de baleia e golfinho é uma parte importante de sua alimentação, e dessa forma eles não precisam gastar dinheiro e desperdiçar recursos naturais importando alimentos do exterior.

Os cadáveres de alguns animais são levadas para caminhões e transportadas para processamento posterior.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

No final, a carne é toda embalada. A maior parte é compartilhada na comunidade das Ilhas Faroe, mas alguns podem ser comprados nas lojas também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd se opõe à caça há anos e já tentou fisicamente parar o processo com seus próprios barcos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd disse ao Business Insider que eles foram impedidos por meios legais de usar seus navios para protestar.

Em vez disso, os voluntários foram para as Ilhas Faroe e posaram como turistas para tirar fotografias das caçadas, com a esperança de garantir uma cobertura da mídia adversa a matança.

Um deles escreveu sobre o que viu:

“Testemunhar uma matança em primeira mão foi realmente uma experiência terrível. Em um lugar tão quieto e calmo, em meio a natureza, foi enervante ver os moradores locais tão animados quando a temporada de caça foi anunciada”.

“A primeira caçada que vimos foi em Hvannasund, cenário de várias mortes em 2017. Testemunhamos todo o processo desde a chegada das cerca de 50 baleias-piloto até sua morte, o massacre e a distribuição da carne e da gordura.

“À medida que as baleias-piloto eram levadas para a costa pelos pequenos barcos, a intensidade dos corpos se agitava. Ganchos eram atirados em seus corpos e as baleias eram arrastadas para a costa em um jogo sádico de cabo de guerra. Testemunhamos baleias aparentemente batendo suas cabeças contra as pedras em um frenesi desesperado”.

O governo das Ilhas Faroe defende a tradição e diz que a Sea Shepherd irá “fazer qualquer coisa” para desacreditá-los.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As imagens falam por si. Absolutamente nenhuma justificativa pode ser dada para atos cuja barbaridade é impossível de ser descrita. Sadismo, crueldade, violência e desrespeito pela vida são alguns termos que se encaixam, embora estejam longe de descrever o horror das cenas mostradas tendo como cenário um verdadeiro mar de sangue.

Austrália pretende matar mais de 4 mil cangurus no maior extermínio da espécie já registrado no pais

Foto: Reuters

Foto: Reuters

O holocausto aprovado pelo governo esta previsto para se realizar em torno e dentro das reservas naturais de Canberra, na Austrália, durante as noites de inverno à medida que o ACT (Australian Capital Territory) realiza o maior extermínio de cangurus-cinzentos-orientais já ocorrido na região.

Pouco mais de 4 mil cangurus serão alvejados nas próximas 10 semanas, já que o programa se estende a 14 locais ao redor do ACT, vários incluindo as reservas naturais Mt Majura, Mt Ainslie, Crace e Callum Brae.

Para que não haja testemunhas ou vídeos a atividade cruel forçará o fechamento noturno progressivo das reservas de terça-feira, 7 de maio a 26 de julho.

Não haverá filmagens nos finais de semana, mas os visitantes serão convidados a deixar as reservas afetadas aos domingos às 15h.

Foto: Graham Tidy

Foto: Graham Tidy

A cota de mortes de 2019 é mais do que o dobro da realizada em 2018, quando 1822 cangurus foram mortos no território do ACT. Outros 1431 foram baleados nos arredores de Googong.

Assustadoramente o apoio público a um programa de extermínio de cangurus tem crescido constantemente desde 2008 e, de acordo com uma pesquisa do governo de 2015, fica em 86%. Os números evidenciam a falta de conscientização e compaixão vigente na sociedade.

E não é só a população que esta a favor de soluções rápidas e fáceis como a morte dos animais, o governo tem se justificado afirmando que as condições climáticas predominantes “criaram um ambiente no qual milhares de cangurus morrerão de fome durante o próximo inverno devido à falta de grama”.

“Nossos ecologistas usaram o melhor conhecimento científico para determinar os números a serem exterminados”, disse o diretor de conservação Daniel Iglesias.

Foto: echidnawalkabout

Foto: echidnawalkabout

Em uma fala de fundo especista e extremamente violenta, ele resume o pensamento governamental: “Como a caça cangurus não é muito atraente, o extermínio é atualmente o método mais humano de gestão populacional disponível”. Ou seja, se não são mortos por caçadores, então nós os mataremos por decreto.

Protestos contra as mortes estão sendo organizados, já que organizações como a Animals Australia e Animal Liberation ACT revelam que a evidência científica usada é frágil e não se sustenta.

Carolyn Drew, da Animal Liberation ACT, disse que havia contradições inerentes ao raciocínio do governo para apoiar a morte dos animais.

“O governo está tentando ganhar dos dois lados; ele diz que a razão pela qual os cangurus do Leste vem tanto para essa região é porque há bastante alimento para eles aqui”, disse ela.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Mas então eles vem e dizem ao mesmo tempo que temos que matá-los apenas ´no caso´ de morrerem de fome?”, questiona a ativista.

Ela também afirmou que o argumento da proteção da biodiversidade também não se sustenta porque “os cangurus ja fazem parte da paisagem australiana, vivendo neste ambiente com nossa flora e fauna, por dezenas de milhares de anos”.

A atividade de protesto público contra o extermínio dos animais foi sinalizada, mas a Sra. Drew não forneceu detalhes específicos.

“Estaremos protestando e aqueles que se opuserem ao governo também podem se envolver em desobediência civil, como a entrada de reservas durante as mortes”, disse ela.

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

O governo combate os ativistas colocando sinais de alerta nos pontos de entrada das reservas, câmeras de vigilância estrategicamente colocadas e patrulheiros nos parques equipados com equipamento de visão noturna. Tudo para poder matar os animais “em paz”

Desde 2015, o governo tem realizado testes com a injeção de uma vacina contraceptiva nos animais. Em torno de 142 cangurus do sexo feminino foram medicados, a reprodução foi impedida em 92% dos animais injetados.

Embora o programa tenha custo elevado e seja de alta complexidade, ele funciona. Se o problema era o excesso de animais e a falta de comida para todos eles, esta medida menos cruel e mais compassiva, evitaria as mortes de tantos animais indefesos.

Botos da Amazônia estão ameaçados de extinção mesmo diante da proibição da caça da espécie

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

No início de 2000, nas profundezas da selva amazônica, o massacre começava, até os filhotes de golfinhos de água doce ou botos não foram poupados, nem as fêmeas grávidas que tiveram seus filhotes arrancados do ventre covardemente.

Sem hesitação ou remorso, esses monstros bárbaros arrancaram o bebê do útero da mãe, jogando-o para o lado como um pedaço de lixo. O Brasil aprovou uma lei com a proibição efetiva da caça, no entanto os caçadores não pararam de matar os mamíferos indefesos e no Peru, os botos são mortos apenas para servir de isca.

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

O boto ou golfinho cor de rosa do rio ou ainda golfinho do amazonas, como é comumente conhecido, cientificamente a espécie é identificada como Inia geoffrensis, não são caçados para servir de alimento.

Como muitos pescadores pegam peixes menores para capturar as espécies maiores, os botos são capturados simplesmente por essa razão, assim eles são mortos e divididos em pedaços de carne que depois é jogada em caixas para pegar espécies menores de peixes comumente conhecidos como piracatinga, que se alimentam de carne podre de animais mortos – neste caso, de botos.

Os massacres de golfinhos japoneses são noticiados frequentemente – mas os campos de matança dentro da Amazônia ainda permanecem na obscuridade. Alguns conservacionistas parecem não se incomodar em divulgar esse fato, enquanto os caçadores exterminam esses membros da vida aquática.

Só no início do ano passado, cerca de dois mil golfinhos do rio Amazonas foram mortos. No entanto, os grupos de conservação da Europa e da América do Sul e do Norte estão tomando posição e, entregaram uma petição de 50 mil assinaturas ao governo do país pedindo ações urgentes.

Embora esteja em vigor a proibição da caça no Brasil, ela não é suficiente para parar a matança ilegal que ocorre distante dos olhos da lei. Além disso, a caça no Peru, Equador, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiné Francesa também acontece.

Ninguém foi capaz de parar essas matanças, a população fora da Amazônia fica completamente alheia ao fato de que essa atrocidade realmente existe. A Fundação Internacional de Resgate de Animais do Brasil, além de muitos grupos menores de conservação, soube deste extermínio apenas nos últimos anos.

Quando o governo federal impôs uma proibição temporária cinco anos atrás, tudo parecia mais calmo, infelizmente a proibição da caça foi suspensa com muitos botos mortos em agosto do ano passado, e seria realmente um milagre se a espécie realmente se recuperasse antes que a proibição da caça terminasse. Mas não foi que aconteceu.

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

Desde o início de agosto do ano passado, o país impôs uma nova [proibição total], mas isso não explica os caçadores clandestinos e aventureiros assassinos que atualmente estão descendo os rios da Amazônia para matar botos.

Até o segundo semestre do ano [2014] a expectativa era de que mais de três e meio mil botos seriam mortos. O número pode até ser ainda maior sendo que atividade é completamente ilegal.

Mais de 60% da floresta amazônica está no Brasil e, assim, o país abriga mais golfinhos do rio Amazonas, do que qualquer outro país da América do Sul. Os botos vivem nos rios e lagos da Amazônia e entram na floresta alagada durante a alta temporada.

A Amazônia, e particularmente as florestas inundadas, são habitats ameaçados. Desde a década de 1980, a taxa de desmatamento e exploração da floresta amazônica para mineração, extração de madeira, assentamento humano e pecuária aumentou significativamente.

Essas atividades comerciais representam uma grave ameaça para os povos indígenas e a vida selvagem da região.

Boto do sexo masculino só se reproduz após os 10 anos de idade

Especialistas da região afirmam que todos os anos, na região na Reserva de Desenvolvimento de Mamirauá, a população de botos diminui em torno de 7,5%. Isso não é sustentável”, diz ele.

Segundo eles, o agravante é que os pescadores preferem os jovens golfinhos-do-rio, que quase nunca atingem a idade reprodutiva. Um golfinho macho leva 10 anos para atingir a idade reprodutiva e a fêmea entre 6 e 7 anos. A gestação leva entre 11 e 13 meses, além disso, a jovem mãe ainda alimenta os pequenos por dois anos.

A morte dos jovens botos está tendo um enorme impacto sobre as espécies de golfinhos do rio Amazonas, das quais, mesmo com uma proibição, vai resultar no extermínio de toda a espécies se o mundo não se unir agora para impor uma proibição completa na Venezuela, Peru, Colômbia e Bolívia, Guiana, Suriname e Guiné Francesa.

A alimentação do boto consiste principalmente de piracatinga, que é um bagre carnívoro comido pelos habitantes locais e tribos indígenas. No entanto, os seres humanos na Amazônia exigem 4.500 botos para colher (pescar) todos os anos a piracatinga.

Então, por que esse massacre não está sendo visto no mundo ocidental da conservação? Bem, basicamente este método de extração de piracatinga, que se tornou ilegal no Brasil em agosto de 2014, só começou em 2000. Apesar de toda a prática ser 100% ilegal, os governos e as agências de segurança estão fazendo pouco ou nada para impedir isso.

Quando o pescador captura o boto a morte do animal geralmente é feita no mesmo local desta forma o cadáver não apodrece rapidamente. O corpo do animal é então colocado em caixas de madeira que os pescadores usam para capturar o peixe piracatinga.

As caixas de carne de boto são então abaixadas na água. Os pescadores aguardam enquanto os piracatinga se aproximam para atacar as carnes mortas do golfinho de água doce em decomposição. É nesse momento que os pescadores pegam o piracatinga.

Tem sido amplamente divulgado em algumas revistas, artigos e mídias que o Brasil de fato proibiu essa prática a partir de julho 2014. No entanto, esses meios de comunicação e repórteres de imprensa – até os de base científica – podem querer visitar as selvas da Amazônia, nas quais esta prática ainda está ocorrendo e tem sido assim desde 2000.

Conservacionistas ficaram encantados ao ouvir sobre a proibição anunciada pelo governo do Brasil, uma vez que o país possui a maior parte da Floresta Amazônica. “É a maior proibição de pesca desde 1967, quando as leis originais de proteção da fauna do Brasil foram feitas”, diz Jone César, da Associação Amigos do Peixe-boi, um grupo de conservação sediado em Manaus, Brasil.
Só porque o Brasil proibiu a prática, não significa que nos rios do Equador ou do Peru, por exemplo, nos quais o boto também habita e que não estão dentro do território brasileiro, os pescadores não vão continuar matando os botos.

Além disso, até que a proibição brasileira seja completamente aplicada, é esperado que os pescadores matem mais milhares de botos para armazenar para pescas posteriores. Então, é claro, temos caçadores que podem e ainda vão desrespeitar essa proibição e, infelizmente, isso já foi visto outras vezes.

Estamos agora a muitos anos depois e o golfinho da Amazônia parece que logo estará extinto. Os botos foram classificados com o status “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) em sua última “Lista Vermelha”, publicada em novembro de 2018.