Leões da montanha podem estar extintos em menos de 15 anos na Califórnia

Foto: Wan/Reprodução
Os leões da montanha de Santa Monica e Santa Ana, na Califórnia (EUA), estão se correndo um sério risco de extinção, segundo informações de um novo estudo realizado pela Ecological Applications.
Pesquisadores da UCLA, da UC Davis e do National Park Service descobriram que a fragmentação e perda de habitat levaram as populações da espécie a níveis perigosamente baixos de diversidade genética.
Com a endogamia (consanguinidade), a população de grandes felinos de Santa Monica pode se extinguir em apenas 15 anos. A população de Santa Ana pode ter menos tempo ainda, apenas 11 anos.
O estudo previu a “rápida perda de diversidade em ambas as populações”, o que provavelmente levariam espécie à extinção, a menos que os leões da montanha se misturem regularmente com outras populações para aumentar sua diversidade genética.
“Este estudo alarmante mostra que precisamos realizar esforços urgentes para melhorar a diversidade do habitat e evitar que os leões da montanha percam seus lares para a construção de estradas ou entrem em conflito com seres humanos”, disse J.P. Rose, advogado do Centro de Diversidade Biológica em um comunicado.
“A construção de estradas limita o movimento e prejudica os habitats cruciais para algumas das criaturas mais ameaçadas da região. As autoridades precisam criar mais possibilidades de contato entre a vida selvagem para que os animais tenham espaço para prosperar”, disse o advogado.
Os cientistas já identificaram locais adequados para circulação de vida selvagem que ajudariam as populações de leões da montanha, mas faltou financiamento.
Recentemente, o condado de Ventura adotou uma medida inédita que protege os corredores naturais frequentados vida selvagem existentes e os habitats intactos, de se tornarem excessivamente fragmentados pelo desenvolvimento. Mas precisa ser feito muito mais em relação as barreiras que já existem e que impedem os animais de encontrar comida, companheiros e abrigo.
Milhões de animais são mortos todos os anos nas estradas e rodovias da região, de acordo com especialistas da UC Davis. Alguns dos animais mais ameaçados do estado, de raposas de san joaquin a salamandras-tigres, estão tendo suas populações reduzidas em função de atropelamentos.
Um primeiro passo seria identificar os pontos chave onde os animais são atingidos pelos carros. Poderiam então ser construidas ou melhoradas as travessias da vida selvagem. Mas Caltrans nem sequer rastreia as mortes em rodovias.
“Enquanto o estado posterga a tomada de medidas, outros estados estão instalando cruzamentos em pontos críticos e observando reduções de até 95% nas colisões com animais selvagens”, disse Rose. “As autoridades do departamento de transporte precisam agir enquanto ainda há tempo para salvar esses leões da montanha.”
Em dezembro de 2017, o Centro e seus aliados entraram com uma ação contra o projeto Altair, em Temecula, que fragmentaria ainda mais o habitat dos grandes felinos de Santa Ana. O projeto de 200 acres incluiria um desenvolvimento de de rodovias que degradariam parte da última conexão remanescente entre as populações de leões das montanhas de Santa Ana e das cordilheiras peninsulares.


















