Urso pardo é encontrado após ser considerado extinto em Portugal

O Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora anunciou, na quarta-feira (8), que o urso pardo, considerado extinto em Portugal, foi encontrado na Espanha.

Foto: Dreamstime

A descoberta veio após estragos serem registrados em várias colmeias na cidade de La Tejera. As autoridades chegaram a conclusão que um animal da espécie era o responsável.

“Dá-se a circunstância de ser a primeira vez, nos últimos dois séculos, em que a presença desta espécie no país vizinho é confirmada de maneira confiável”, revelam as autoridades espanholas. As informações são do portal Sol.

A Espanha decidiu, então, avisar Portugal sobre a presença do urso, devido à possibilidade do animal passar para o território português, algo que, de fato, acabou acontecendo.

O livro “Urso Pardo em Portugal – Crônica de uma Extinção” conta que o último animal da espécie a pisar no território português, segundo os registros, morreu em 1843. Já na Espanha, medidas foram adotadas após o urso pardo ficar ameaçado de extinção. Com isso, a situação foi revertida, os números de animais estabilizaram e a espécie não foi extinta.

Considerado extinto em 2013, leopardo nebuloso de formosa é visto no sudoeste de Taiwan

Agora o Escritório Distrital do Departamento Florestal de Taitung está tentando confirmar se realmente se trata de um leopardo de formosa (Foto: Wikimedia Commons)

Considerado extinto em 2013, um leopardo nebuloso de formosa foi visto recentemente no sudeste de Taiwan, segundo informações da Central News Agency (CNA). A identificação foi feita por guardas florestais em um penhasco em Daren, no condado de Taitung.

Agora o Escritório Distrital do Departamento Florestal de Taitung está tentando confirmar se realmente se trata de um leopardo de formosa ou outra espécie felina semelhante. Uma testemunha disse ter visto o animal subindo em uma árvore, antes de escalar um penhasco.

Outra testemunha declarou que viu um leopardo nebuloso de formosa correndo atrás de uma lambreta antes de saltar em uma árvore e desaparecer de vista. Os relatos chamaram a atenção dos anciãos do vilarejo de Alangyi, que realizaram uma reunião para investigar as aparições e para proibir os estrangeiros de caçarem na área.

Também estão exigindo que o Departamento de Silvicultura interrompa o desmatamento e outras atividades que afetam a vida selvagem na região. O vice-diretor do Escritório Distrital do Departamento Florestal de Taitung, Huan Chun-tse, declarou que as investigações devem continuar visando a proteção do animal, e concordou também em respeitar a vontade da tribo paiwan, que administra o território Alangyi.

Aniversário de um ano da morte do último rinoceronte branco traz reflexões sobre a extinção

Foto: Ol Pejeta/Arquivo

Foto: Ol Pejeta/Arquivo

Faz um ano desde a morte do Sudão, o último rinoceronte branco do norte macho do mundo. Ele viveu até os 45 anos quando as complicações de saúde relacionadas à idade e as infecções levaram a sua morte em Ol Pejeta, a reserva de conservação da vida selvagem em Nanyuki, no Quênia (África), que o rinoceronte branco chamava de lar.

Ele deixou uma filha, Najin, e a filha dela, Fatu – mas nenhum macho para garantir a sobrevivência da espécie. A única esperança de continuidade é a possibilidade de reprodução assistida por fertilização in vitro.

O conflito, a caça e a perda de habitat reduziram as populações de rinocerontes brancos do norte, com o último grupo vivendo em estado selvagem no Parque Nacional de Garamba, na República Democrática do Congo, perdido no conflito há cerca de duas décadas.

A perda do Sudão provocou protestos relacionados a ameaça contra a biodiversidade e a extinção de animais, sendo que o aniversário dessa perda representa um momento para os grupos de defesa da vida selvagem exigirem um compromisso renovado pela a proteção de espécies.

“Sudão achava que eu era amigo dele”, disse James Mwenda, um cuidador de rinocerontes em Ol Pejeta, que trabalhou com o Sudão a partir de 2014, em uma mensagem em vídeo.

“Ele era a verdadeira face da extinção, e por isso me tornou mais compassivo, e mais preparado para tentar falar por ele e defender o que ele representava”, conta o cuidador.

Para Mwenda, que prometeu ao rinoceronte branco que trabalharia para proteger outros animais selvagens antes que fosse tarde demais, o legado do Sudão é “para que nós abramos nossos olhos e enxerguemos a realidade do que é a extinção”.

Ele se juntou aos esforços de grupos de defesa da vida selvagem e protetores, incluindo a CITES. “Vamos todos aprender com essa triste perda e ampliar nossos esforços para acabar com a caça e com o tráfico de vida selvagem”, disse o CITES.

Caso as tentativas de fertilização in vitro não tenham sucesso, Sudão leva consigo o legado de último representante da espécie de rinocerontes brancos no norte.

Uma notícia que pode ser dada em relação a diversas outras espécies ameaçadas, caso não sejam tomadas medidas urgentes de proteção e preservação desses animais.