Bela Gil levará falafel e hambúrguer de feijão a escolas de SP

Falafel a base de grão de bico, hambúrgueres de feijão preto, bolinho de ervilha e molho à lentilhesa (a tradicional bolonhesa, mas que em vez de carne leva lentilhas).

(Foto: Na Lata)

Essas são algumas das receitas propostas pela chef de cozinha brasileira Bela Gil e que entrarão no cardápio das escolas da rede pública municipal de São Paulo em 2019.

Os pratos serão incorporados ao programa da Secretaria Municipal de Educação que tem como objetivo diversificar a oferta de proteínas aos alunos da cidade.

Desde 2011, a Prefeitura de São Paulo começou a incorporar à merenda da sua rede cardápios sem carne, às segundas. A ação atende a um movimento internacional de redução de consumo de proteína animal neste dia. Outros chefs-celebridade também fazem campanha por refeições mais saudáveis em escolas, como o britânico Jamie Oliver.

A prefeitura diz que todo o cardápio escolar é balanceado para que não haja perda de nutrientes para as crianças.

Segundo Mônica Buava, da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), há uma diminuição do consumo de feijões pelos brasileiros nos últimos anos.

Por isso, a entidade buscou uma parceria com a gestão Bruno Covas (PSDB) com a proposta de incluir nas refeições dos alunos novos ingredientes como feijão preto, grão de bico e ervilha. A parceria não gera custos à prefeitura.

Foi assim que a SVB sugeriu à secretaria de educação uma série de receitas preparadas pela chef e apresentadora Bela Gil, famosa por pratos saudáveis.

As receitas originais de Bela tiveram que ser adaptadas para se enquadrar à realidade das escolas e dos contratos de fornecimento de alimentos já licitados. Elas tiveram ainda que passar pelo crivo de nutricionistas da prefeitura.

“Depois, foi feita a degustação por uma equipe da prefeitura e as receitas foram aprovadas”, conta ela.

Nas 3.200 escolas municipais são servidas por dia 2,2 milhões de refeições para aproximadamente um milhão de bebês, crianças e jovens.

Fonte: Folha de S. Paulo

Alunos em Israel criam falafel à base de algas para combater a desnutrição

O Algalafel foi desenvolvido durante um ano por estudantes de pós-graduação da Faculdade de Engenharia de Alimentos e Biotecnologia do Instituto de Tecnologia de Israel-Technion-Israel.

Ele é feito de spirulina, uma biomassa de algas verde-azuladas que contém cerca de 60% de proteína quando secas.

Foto: Pixabay

Segundo o Vegan News, os estudantes de pós-graduação também adicionaram tahine ao falafel que foi enriquecido com astaxantina, um antioxidante encontrado naturalmente em algumas algas e animais marinhos.

“O sabor é muito bom, quase idêntico ao falafel comum”, disse o Prof. Yoav Livney, líder do projeto, ao The Times of Israel.

Os alunos receberam o primeiro prêmio em um concurso inovador de desenvolvimento de produtos de microalgas oferecido pela EIT Food (Comunidade Européia de Conhecimento e Inovação) na Technion.

O EIT Food é um consórcio pan-europeu que se concentra na promoção da inovação e do empreendedorismo no setor alimentar e na transformação do ecossistema.

Spirulina seca é considerada nutritiva e ambientalmente amigável, pois contém 24% de carboidratos, 5% de água e 8% de gordura saudável e usa menos terra e água para produzir proteína e energia durante o cultivo do que o gado ou as aves.

O novo tipo de falafel é visto como uma solução não apenas para a desnutrição, mas também para a mudança climática, já que a carne animal é conhecida por ter um enorme impacto negativo no meio ambiente.