Centro de recuperação de animais em SP cuida de falcão mais veloz do mundo

Um veado catingueiro órfão de 15 dias que mama na mamadeira é a sensação do CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) que fica dentro do Parque Ecológico do Tietê, Zona Leste de São Paulo.

Foto: Deslange Paiva/G1

Ele foi resgatado e entregue ao centro por um fazendeiro no Alto do Tietê, na região de Mogi das Cruzes, e será criado no núcleo até se tornar independente para se alimentar, de acordo com a médica veterinária e diretora do CRAS, Liliane Milanelo, 46 anos.

“Essa espécie é muito comum naquela área, onde há muitas fazendas. Essa espécie fica órfã geralmente por ação trópica (caçador, atropelamento ou morte por cachorro). Acreditamos que a mãe tenha sido vítima e ele sobreviveu”, diz ela.

Atualmente, o filhote mama leite de cabra a cada duas horas e logo vai aprender a comer pequenas folhas, flores e frutas, coisas que ele encontrará na natureza. Ele será solto no mesmo local de origem quando aprender a comer sozinho.

Falcão mais veloz

O CRAS recebe em média 30 animais machucados por dia e os recupera antes de reinseri-los no meio ambiente em áreas de soltura cadastradas pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente e pelo Ibama. Os mais comuns são araras, papagaios, gavião, macacos, cobras, tartarugas e jabutis, jaguatiricas, além de muitos pássaros, entre outros.

Atualmente o centro também recupera um falcão peregrino, espécie rara de se encontrar no Brasil e considerada a ave mais veloz do mundo, podendo atingir até 440Km/h em vôos predatórios dependendo da distância e ângulo de ataque, mas estudos dizem que geralmente fica entre 250 a 380Km/h. Ele foi encontrado na região da Cantareira, Zona Norte de São Paulo.

Foto: Deslange Paiva/G1

“É um animal raro de se aparecer em cativeiro, eles só passam pelo Brasil fazendo migrações intercontinentais. Provavelmente ele saiu dos Estados Unidos em direção à Patagônia. No Oriente Médio essa espécie é muito usada para falcoaria, [esporte que treina falcões e outras aves de rapina para caça], que, para mim, é mais uma dominação animal”, diz Liliane.

O falcão se recupera de uma cirurgia de osteossíntese devido a uma fratura no úmero (osso longo e o maior do membro superior que se localiza no braço da ave) e será solto em breve.

Atualmente o CRAS mantém 1200 animais, mas sua capacidade máxima é de 1800. O núcleo é o único Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), órgão gerenciado pelo Ibama, do governo do estado. Ele foi inaugurado em 1986 e é administrado e mantido pelo DAEE ( Departamento de Águas e Energia Elétrica).

Cuidados e tratamento

A maioria dos animais recebidos pelo CRAS do Parque Tietê são oriundos de resgates da polícia após denúncias de tráfico, comércio ilegal ou maus tratos. Além disso, qualquer munícipe pode levar até o parque animais machucados.

Na quarta-feira (27), por exemplo, uma operação da Polícia Civil de Guarulhos levou 63 aves ao parque.

De acordo com Liliane, geralmente as aves que chegam ao CRAS são animais bonitos, mais visados pelo tráfico. Na última leva recebida pelo centro, foram recebidos canário da terra, sanhaço, tico-tico, azulão e sábia.

Foto: Deslange Paiva/G1

Chegando ao CRAS, os animais são examinados, anilhados e têm material coletado (sangue, fezes, pena) para análise clinica e laboratorial. Mamíferos recebem um microchip com suas informações, de origem do animal, condições de chegada, espécie, peso, comprimento, idades, exames, evolução, data de saída e onde foi solto.

“Geralmente ele chegam aqui machucados por ficarem se debatendo na gaiola. Depois que estão bem sanitariamente, nutricionalmente e comportadamente, iniciamos o processo de reinserção. Se o animal vive em grupo, tem de estar inserido em um grupo, se voa, tem de saber voar. As aves primeiro se acostumam em um recinto menor e depois passam para um maior para irem se acostumando”, explica Liliane.

O CRAS conta com um banco de penas, retiradas de animais que morrem, para implante em outros.

“A troca de penas, que chamamos muda, é demorada. Quando o animal chega com a pena quebrada ou amassada por linha de pipa, que é muito frequente, a gente reinsere como se fosse um implante”, explica Liliane.

Segundo a médica veterinária, as pipas são grandes vilãs, inclusive.

“A gente abomina pipa. Não tem nada de bom nisso: motoqueiros sofrem, é ruim para as árvores e péssimo para aves. Mesmo linha que não tem cortante, os animais acabam se enrolando nelas, quebrando a asa, muitos caem na água e se afogam. Às vezes chegam aqui sem asas. Os animais já são sobreviventes por viver em São Paulo, e ainda têm de lidar com essas variáveis”, diz Liliane.

Outro comportamento humano que só faz mal a animais é manter aves em gaiolas.

Foto: Deslange Paiva/G1

“Se você pensar que esses animais vivem em bando, voando a grandes distâncias, comendo o que querem em total liberdade… Aí ficam condenados a ficar em uma gaiola dentro de uma cozinha falando ‘louro’, aprendendo palavrão e cantando hino de time. É deprimente para a espécie”, desabafa.

Alguns animais, segundo Liliane, chegam ao centro de recuperação deprimidos e com problemas psicológicos.

“A gente tinha um macaco prego fêmea que não saía do lugar. Ela foi achada em uma casa de família abandonada na gaiola. Ficou meses sendo alimentada por um vizinho até a polícia resgatar. Há papagaios que chegam aqui extremamente agressivos, alguns se mutilam. Então eles desenvolvem problemas psicológicos. Alguns tomam remédios psiquiátricos e conseguem reverter, outros não. Ficarão sujeitos a cativeiro para sempre.”

Os animais que não conseguem se recuperar para serem reinseridos no meio ambiente são enviados à criadouros autorizados ou zoológicos.

“A retirada de animais da natureza causa um impacto ambiental gigantesco. Cada ser da fauna silvestre faz parte de uma engrenagem, de um equilíbrio ambiental e as consequências nós humanos também vamos sofrer. Cada pessoa que adquire um passarinho, um papagaio, um macaco, um tucano, está cometendo um crime”, resume Liliane.

Como denunciar?

• IBAMA: (11) 3066-2633 ou linhaverde.sede@ibama.gov.br

• Polícia Ambiental: 0800-55-51-90 ou cpamb@polmil.sp.gov.br

Fonte: G1

Falcão que sofria maus-tratos recebe tratamento e é devolvido à natureza

Um falcão quiriquiri que sofria maus tratos foi resgatado pela equipe ambiental da Guarda Civil de São Vicente, no litoral de São Paulo, no início desta semana. Após tratamento, ele foi devolvido à natureza, nesta sexta-feira (1).

Foto: Divulgação/GCM

De acordo com o Comandante da Guarda, Marcelo de Paula Lima, após a denúncia de um morador da região, que relatou maus-tratos por parte do homem que mantinha o falcão em cativeiro, a equipe foi até a residência e resgatou o animal. O quiriquiri é o falcão mais comum no país e amplamente distribuído do Brasil.

O animal estava debilitado e foi encaminhado ao Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas), em Cubatão. A ave ficou quatro dias em tratamento no Centro. Depois de ser reabilitado, o falcão foi solto nesta sexta-feira no Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente.

“É muito gratificante para a equipe ambiental realizar uma ação como essa, além da fiscalização de crimes ambientais, eles sentem a importância de fazer o resgate de inúmeros animais”, afirma o Comandante da Guarda Civil Municipal, Marcelo de Paula Lima.

Fonte: G1

Filhote chihuahua com apenas 450g sobrevive a um ataque de falcão

Um cachorrinho teve sorte de sobreviver depois de ser pego por um falcão e logo após ser jogado por ele no chão.

Incrivelmente, o pequeno chihuahua, que pesa apenas 450g, teve apenas arranhões e alguns furos na pele causados pelas das garras do falcão.

Um cachorrinho indefeso sobreviveu a ser jogado no ar por um falcão com apenas alguns arranhões.

O pequeno cão foi encontrado depois que um grupo de trabalhadores da construção civil, em Austin, ouviu o cachorro chorando.

Quando foram procurá-lo, o filhote estava caindo do céu. Quando os trabalhadores ergueram os olhos, viram o falcão fugindo.

O cachorrinho já foi nomeado Tony Hawk, considerado o melhor skatista/skater de todos os tempos na modalidade vertical.

O cãozinho, que foi nomeado Tony Hawk, teve escoriações e feridas após ter caído do ar.

“Este pequenino foi pego por um falcão e depois caiu do ar”, escreveu o Austin Animal Center em sua página no Facebook.

“Gostaríamos de apresentar a vocês esta pepita, que todos nós chamamos de Miracle Puppy. É um milagre que ele não só tenha sobrevivido, mas que as feridas na cabeça e no peito sejam apenas leves.

A veterinária que cuidou do filhote, Lindsay Riddick, disse à KVUE que tanto os trabalhadores quanto a equipe de atendimento estão felizes por ele. As informações são do Daily Mail.

“Estamos tão felizes que este pequeno lutador viverá para contar uma história incrível”, disse ela.

Tony Hawk parece muito melhor agora do que quando foi levado para a clínica de emergência.

Quando o pequeno cãozinho teve alta, Renee Keyes, que criou animais durante anos, em Austin, cuidou dele.

O cão está agora vivendo com a família de Renee Bonifay Keyes em Austin, que promove tais animais.

A família ficará com Tony Hawk por quatro semanas para ele ser adotado.

“Ele é tão pequeno, que pode ser facilmente confundido com um rato e ou outra presa.”

“Nós lhe daremos muito amor e socialização e então escolheremos o lar perfeito para ele ser”, disse Keyes.

A Austin Animal Center alerta sobres a proteção que os tutores devem ter em relação aos seus animais domésticos com os selvagens.

“Que a história milagrosa do filhote seja um lembrete para proteger seus animais pequenos da vida selvagem”, disse o abrigo.

“Hawks, corujas e coiotes atacarão pequenos animais, mesmo em seu quintal cercado. Se você tem animais domésticos pequenos, fique de olho neles o tempo todo enquanto estiverem do lado de fora”.