Casal de fazendeiros americanos abandona a criação de galinhas e passa a cultivar cogumelos

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

O casal de fazendeiro Jennifer e Rodney Barrett, agricultores do Arkansas (EUA), começaram recentemente a fazer a transição de suas fazendas de criação de frango e vacas para uma fazenda vegana de cogumelos depois de aprender sobre os benefícios de um estilo de vida baseado em vegetais.

Em 2011, o casal iniciou uma mudança de comportamento com o objetivo de melhorar sua saúde depois que Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa, e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Como parte de sua jornada, o casal aderiu a um programa de alimentação baseada em vegetais de três semanas. “Quando o programa foi concluído, senti-me como uma pessoa totalmente nova”, disse Jennifer. “Minha mente estava tão nítida e clara. Além disso, eu estava dormindo como um bebê. Eu tinha muita vitalidade, energia e alegria. Nós dois fizemos. Foi revolucionário, mas ao mesmo tempo surgiram milhões de perguntas na minha cabeça”.

À medida que aprendiam mais sobre o estilo de vida vegano, começaram a questionar seus últimos 18 anos trabalhando com criação de animais onde esses seres especiais e sencientes eram mortos para comidos. “Era tão frustrante saber que todo esse sofrimento, mortes e decadência – essa situação de holocausto – era tão desnecessária, mas ainda assim existia”, disse Jennifer.

“Comecei a ver as galinhas de maneira diferente. Eu nunca realmente olhei para eles como indivíduos antes, mas meu coração começou a doer de verdade quanto mais eu via seu terror e sofrimento. De repente, eu as vi como pássaros, não como produtos.

O casal cancelou seu contrato de produção de aves para consumo e parou de criar e vender bois e vacas, e iniciou a transição para a produção de cogumelos com a ajuda da ex-pecuarista Renee King-Sonnen, do Programa de Advocacy da Rancher’s – que oferece apoio e soluções inovadoras para os fazendeiros que estão abandonando a agropecuária.

Site reúne relatos de ex-fazendeiros que se tornaram ativistas veganos

Uma organização criou um site para que experiências de antigos fazendeiros de todo o mundo que reconheceram a crueldade cometida contra animais explorados para consumo humano e agora são ativistas veganos fossem publicados.

A iniciativa da organização Free From Harm de publicar perfis dos ex-fazendeiros foi uma maneira de expor a realidade das fazendas de criação, muitas vezes veladas pelos interesses das grandes indústrias de carnes e laticínios.

Foto: Pixabay)

Foto: Pixabay)

Os criadores de animais são pessoas que veem diariamente com seus próprios olhos o que acontece com os animais criados para consumo de ovos, carne e laticínios. Essas experiências na agricultura animal transformaram muitos deles em defensores dedicados dos animais e os estimularam a adotar uma dieta totalmente vegana.

Como exemplo, Bob Comis relatou que transformou sua fazenda de porcos e ovelhas em uma fazenda de vegetais veganos. Howard Lyman também decidiu que o vasto terreno onde ele e seus familiares criavam gado para carne e laticínios seria muito melhor usado como um santuário de vida selvagem.

Estes são apenas dois exemplos das muitas transformações incríveis da vida real, disponíveis no siteda Free From Harm.

Além de lutarem pelo bem da justiça aos animais, essas pessoas lutam também para o bem das pessoas e do planeta. A agricultura animal é responsável por uma imensa quantidade de poluição, perda de habitat e destruição ambiental. O desmantelamento desta indústria será fundamental para garantir um mundo habitável para as gerações futuras.

Vídeo flagra porcos filhotes deixados à beira da morte entre corpos em decomposição

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação secreta da ONG que atua em defesa dos direitos animais, PETA, revela porcos morrendo lentamente enquanto cercados por corpos apodrecendo em uma fazenda canadense imunda.

O vídeo mostra imagens feitas na fazenda Excelsior Hog Farm, que fica em Abbotsford, no Canadá e é uma das maiores fazendas industriais da Colúmbia Britânica, de propriedade de um diretor da BC Pork Producers Association.

Atenção o vídeo abaixo possui imagens fortes:

As imagens mostram porcos em agonia e outros morrendo lentamente em gaiolas cheias de fezes, urina e outras imundices. A maioria dos animais também esta cercada por cadáveres de porcos já em decomposição que não foram removidos pelos trabalhadores da fazenda, embora alguns animais mortos sejam vistos sendo jogados em lixeiras cheias de sangue.

“Mais de mil porcos passam a maior parte de suas vidas nessa fazenda, dentro dessas gaiolas”, disse a ONG. “Esses animais inteligentes não recebem qualquer estímulo psicológico, muito menos alguma chance de sentir o chão ou ver o sol.”

As porcas exploradas para reprodução podiam ser vistas dentro de gaiolas de metal ou caixas tão pequenas que não conseguiam se mexer nem mesmo se esticar por inteiro. Elas também não puderam acariciar ou ajudar seus bebês, sendo que alguns deles morriam lentamente devido falta de atenção e cuidados.

Foto: PETA

Foto: PETA

“Inseminadas repetidamente, as porcas são confinadas em gaiolas ainda mais restritivas quando vão dar à luz”, explicou a ONG.

“Esses animais indefesos não têm nada a fazer senão olhar para uma parede de blocos de concreto que fica bem na frente de seu nariz. Eventualmente, após vários anos dessa prisão extrema, seus corpos se desgastam e eles morrem”.

A investigação secreta também descobriu que os filhotes de porcos com idade suficiente para serem desmamados são transferidos para gaiolas pequenas, mas lotadas, em estilo industrial, com piso de ripas até serem levadas para sombrias.

Foto: PETA

Foto: PETA

Alguns leitões podem ser vistos com tumores do tamanho de bolas de voleibol, assim como lacerações sangrentas que podem ser causadas por lutas entre os animais por estarem confinados em um ambiente apertado e estressante.

Além disso, alguns leitões não conseguiam andar mais, de modo que ficavam simplesmente deitados no chão imundo, enquanto alguns deles lutavam para andar ou ficar em pé usando as pernas dianteiras deformadas.

Investigação revela mais de 50 leões mortos em dois dias em fazenda de criação na África do Sul

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um fedor avassalador e um enxame de moscas deram a inspetora Reinet Meyer a certeza de que ela havia encontrado algo verdadeiramente repugnante.

Meyer é inspetora da Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, na tradução livre) e foi avisada por uma denúncia que os leões estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas na fazenda Wag-en-Bietjie, a 32 quilômetros de Bloemfontein, na província de Free State da África do Sul.

Sabendo que a cruel e vergonhosa indústria de criação de leões de seu país abastece o sujo comércio internacional de ossos de leões e troféus, ela já esperava o pior.
Mas nada poderia preparar a inspetora para a cena grotesca e macabra que encontraria dentro daquela fazenda anônima de aparência comum.

A construção estava sendo usada como matadouro de leões, um supervisor e oito trabalhadores estavam tirando a pele e a carne dos cadáveres frescos de um grupo de leões mortos recentemente quando ela chegou.

Muitos leões mortos jaziam no local, alguns esfolados e outros à espera de serem esfolados (ter a pele arrancada), todos espalhados pelo chão manchado de sangue. Uma pilha de entranhas com vísceras e ossos estava amontoada em outro canto, enquanto partes internas do corpo dos animais descartadas, estavam empilhadas em sacos de plástico pretos transbordantes em um trailer do lado de fora.

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Fotografias tiradas por investigadores mostram uma cena sórdida e sangrenta. Muitas imagens são fortes demais para serem exibidas.

“Foi chocante”, disse Meyer. “Não conseguíamos acreditar no que estava acontecendo. Você podia sentir o cheiro do sangue. Os leões foram baleados no acampamento e todos foram trazidos para aquele quarto. O número de moscas e o cheiro eram terríveis.

“Para mim, um leão é um animal imponente, uma majestade da natureza. Aqui ele é massacrado pelas pessoas em troco de dinheiro, isso é absolutamente repugnante”.

A cerca de duzentos metros do matadouro, dois leões estavam presos em caixas de transporte de aço que eram pequenas demais para que eles se levantassem ou se virassem. Meyer disse que eles foram deixados nas caixas sem comida ou água por três dias.

Ela inicialmente até chegou a pensar que um deles estava morto pois o animal debilitado não estava se movendo. “O leão estava tão deprimido que nem se mexeu”.

“Foi um momento totalmente repugnante descobrir que os leões eram mantidos desta forma indigna”.

“Um leão é um animal selvagem, que nasceu para ser livre, mas ao contrário disso, é mantido em uma pequena gaiola por três dias. É absolutamente deplorável”.

Um total de 54 leões foram mortos na fazenda em apenas dois dias. Eles foram acertados pela primeira vez com dardos tranquilizantes antes de serem mortos a tiros com um rifle calibre 22. Entende-se que as balas foram disparadas através do ouvido e chegaram diretamente no cérebro porque os compradores estrangeiros não pagarão pelos crânios danificados.

Acredita-se que alguns dos leões tenham sido transportados em caminhões por cerca de 400 quilômetros até a fazenda, a partir de um “parque de safári” próximo a Johanesburgo.

Absurdamente, os trabalhadores da fazenda Wag-‘n-Bietjie tem permissão do governo para matar leões. O local, de propriedade do criador de leões Andre Steyn, faz parte de uma série de matadouros de leões licenciados na África do Sul que suprem a enorme demanda por ossos de leões do Sudeste Asiático.

O país permite que 800 esqueletos de leões criados em cativeiro sejam exportados a cada ano, mas os ativistas acreditam que muitos mais sejam mortos sem registro para alimentar o comércio nojento, mas lucrativo.

Wag-‘n-Bietjie, que se autodenomina uma “fazenda ecológica” que coloca “a natureza em primeiro lugar”, parece ter recebido as permissões relevantes do Free State (Estado Livre).

Steyn, ex-membro do Conselho da South African Predator Association, uma organização comercial que atua para a indústria de reprodução em cativeiro, deu a Meyer acesso irrestrito à sua propriedade.

Mas junto com seu capataz, Johan van Dyke, ele agora enfrenta acusações relacionadas ao bem-estar animal sobre os dois leões mantidos em pequenas jaulas, e pode enfrentar ainda mais acusações ligadas à maneira como os leões estavam sendo mortos e à condição de fome e inanição em que os animais são mantidos.

O que acontecerá aos 246 leões encontrados na fazenda ainda não está claro. Cerca de 100 foram declaradamente marcados para morrer, mas as permissões da fazenda foram revogadas. Seu destino não será decidido até que o processo judicial de Steyn e Van Dyke seja concluído.

Em uma reviravolta sinistra no comércio de “criação de leões” da África do Sul, alguns operadores importaram tigres, que não têm lugar no continente africano, para se reproduzir com leões e produzir “ligers” (quando o pai é um leão) ou “tigons” ( quando o pai é um tigre).

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Um liger de três anos de idade ou tigon pode ser do mesmo tamanho de um leão de nove anos de idade, produzindo assim mais peso ósseo – e maiores lucros – uma vez mortos.

Ligers tem o maior valor financeiro: eles pesam uma média de 71 libras e alcançam quase 12 pés de altura apoaiados em suas patas traseiras.

Especialistas dizem que o processo de criação abusivo freqüentemente resulta em defeitos congênitos e morte prematura de filhotes, bem como complicações para as mães, porque elas têm que dar à luz filhotes superdimensionados.

Um relatório de quatro anos atrás estimou que havia 280 tigres na África do Sul em 44 locais. A investigação da ONG, no entanto, sugere que esta é uma subestimava dramática, com cerca de 50 tigres que se acredita estarem em apenas um local.

Em outra instalação de vida selvagem na província de Free State, os investigadores fizeram uma descoberta perturbadora. Em um cativeiro cercado, um grupo de três tigres e cinco leões estavam deitados juntos na sombra. No mesmo recinto, outro leão e um tigre foram encontrados juntos perto da cerca do perímetro.

Um dos investigadores descreveu a experiência como “perturbadora”, acrescentando: “Não é algo que você espera ver. Nós estávamos pensando: “para que eles estão aqui, para onde eles estão indo?”

Os funcionários do parque disseram aos investigadores que os leões e os tigres só eram mantidos juntos até atingirem a idade de reprodução por volta dos dois anos de idade. O parque na semana passada não respondeu quando perguntado se os animais eram reproduzidos entre si.

Em outro parque de vida selvagem perto de Joanesburgo, um dos investigadores encontrou um enorme tigre do sexo feminino grávida, esperando uma ninhada de filhotes.

Sem realizar testes de DNA, os pesquisadores não conseguiram provar cruzamentos em nenhum centro individual, mas os conservacionistas acreditam que a endogamia na África do Sul é “desenfreada”. Enquanto isso, os turistas estão, inadvertidamente, alimentando tanto o comércio de ossos quanto a caça de troféus, pagando para ter filhotes de leão de estimação ou para viverem experiências como “caminhar com leões”.

A reserva de Ukutula, a cerca de 80 quilômetros a noroeste de Pretória, cobra aos visitantes £ 46 por uma “caminhada de enriquecimento” de uma hora com os leões. Os visitantes devem assinar um acordo de que as fotografias tiradas são para uso privado.

O porta-voz Willi Jacobs disse: “Ukutula conduz essas caminhadas para enriquecer as vidas de animais que, de outra forma, ficariam confinados em seus recintos. A receita gerada nos permite apoiar projetos de pesquisa que contribuem significativamente para a conservação”.

A Grã-Bretanha, no entanto, continua a oferecer permissões aos caçadores para importar peles e cabeças de leão, desde que o troféu tenha sido obtido de uma operação de caça “sustentável”.

Em dezembro passado, uma investigação revelou como o número de partes de corpos de leões enviados para a Grã-Bretanha disparou.

E hoje revelações mostram como essa brecha pode ser explorada por caçadores determinados a desrespeitar a proibição dos EUA também.

Um dos investigadores da ONG disfarçados gravou Adrian Sailor, um representante do Reino Unido dos Settlers Safaris na África do Sul, explicando como uma pele de leão poderia ser contrabandeada para os EUA via Grã-Bretanha, escondendo-a em uma pele de veado.

Sailor admitiu que a questão era “tão quente, na imprensa e em todo o resto”, acrescentando: “Eles querem que tudo seja feito corretamente”.

Mas para contornar a lei dos EUA, Sailor sugeriu legalmente importar a pele através do Reino Unido, atirando um cervo vermelho na Escócia, então “você enfia a pele de leão dentro do cervo sangrento, você só precisa enrolar tudo, e depois apenas exporta a mercadoria como um simples veado vermelho”.

“É um pouco desonesto, mas você sabe. Está tudo dobrado, o cadáver está duro, você não pode abri-lo. Tudo é salgado e duro como pedra. Quero dizer, um leão é uma coisa grande, para entrar ali, mas a única coisa que você não consegue enfiar ali é um crânio.

Quando confrontado pelo The Mail, Sailor não negou seu discurso, mas salientou que “nenhum crime foi cometido” e que “tudo é feito legalmente”.

Ele disse que não negocia com ninguém nos EUA, acrescentando: “Como um leão caberia dentro de uma pele de veado? Grande diferença de tamanho”.

Vaca literalmente dança de felicidade após ser libertada

A senciência animal é um fato comprovado e corroborado por cientistas e autoridades mundiais no assunto desde 2012 com a Convenção de Cambridge.

Isso quer dizer que os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Tudo.

Mas as imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Caçador se torna vegano e oferece jantares com refeições a base de vegetais para outros caçadores

O ex-caçador e agora ativista John Castle em suas terras | Foto: Shushana Castle

O ex-caçador e agora ativista John Castle em suas terras | Foto: Shushana Castle

Jack Castle caçou animais por décadas, como membro da quarta geração de uma família de caçadores, ele aprendeu desde criança que tirar a vida desses seres indefesos era normal. Felizmente agora ele mudou de lado e decidiu passar a defender os animais em vez de matá-los. Castle dá o crédito de sua impressionante e enorme mudança à sua esposa, que transformou sua perspectiva de vida.

Jack Castle nasceu no Texas (EUA) e costumava viajar pelo mundo caçando em torneios e buscando troféus de animais selvagens com seu pai – que era fazendeiro e tinha pesqueiros também. Agora, ele dedica seu tempo à defesa dos animais, promovendo os benefícios de uma alimentação baseada em vegetais, defendendo as vidas desses seres sencientes, e transformando sua propriedade, localizada no Colorado, em um refúgio da vida selvagem.

Castle atribui essa mudança, que transformou a sua vida, à sua esposa Shushana Castle, defensora da alimentação a base de vegetais, e co-autora do livro “Rethink Food, 100+ Doctors Can’t Be Wrong” (Repense sua alimentação, mais de 100 médicos não podem estar todos errados, na tradução livre) e co-produtora executiva do filme “What the Health” entre outros filmes sobre o tema.

Desafiando caçadores

Depois de caçar a si mesmo, se encontrar e resgatar-se, Castle decidiu desafiar pessoalmente outros caçadores a se tornarem vaganos, convidando-os à sua casa para jantares chamados de “Hunters Dine Vegan” (Caçadores jantam de forma vegana, na tradução livre).

“Ele serve refeições veganas em seis pratos diferentes, enquanto educa os caçadores sobre o poder dos fitonutrientes em seus corpos e a a necessidade de compaixão pelo nosso ecossistema”, disse Shushana ao Plant Based News.

Shushana Castle e os livros de sua autoria: Meat Truth e Rethink Your Food | Foto: Deskgram

Shushana Castle e os livros de sua autoria: Meaty Truth e Rethink Your Food | Foto: Deskgram

“Ele também colocou toda a extensão de 900 acres (cerca de 3 mil e 500 km²) de sua fazenda, uma bela e exuberante propriedade, com vista de 360 graus para as montanhas da região, disponíveis para a conservação das espécies. Ele poderia ter feito uma fortuna desenvolvendo e arrendando a terra para agricultura em pequenas parcelas. Em vez disso, escolheu utilizá-la como abrigo e refúgio para a vida selvagem e seus ecossistemas”, disse a esposa orgulhosa.

“Ele ampliou um lago para quatro acres para receber os gansos e patos que migram do Canadá. Eles passam cerca de cinco meses no lago e têm seus filhotes ao redor dele. Castle diz que adora vê-los relaxar e aninhar-se no lago.” O ex-caçador criou também dezenas de pequenas lagoas de água doce para servir toda a vida selvagem que caminha pela terra”.

Respeito pelos animais

“Transformar a fazenda em uma reserva natural e abandonar a caça é o maior respeito que eu poderia demonstrar aos animais e isso é ótimo para o coração também”, acrescentou Jack Castle.

“Esse respeito se estende a toda a vida, especialmente aos animais criados em fazendas. Estamos todos diretamente conectados e esse relacionamento doentio está bem diante de nós. Hoje, a crise do desmatamento e do sofrimento dos animais nas fazendas de criação não pode ser ignorada”, declara ele.

“Eu sei que nem todo mundo tem a sorte de se casar com uma mulher que pode colocar sua cabeça no lugar, definir o que você deve comer e como a comida a base de vegetais é a melhor cura para qualquer mal, mas todos podem começar onde quer que estejam. Essa mudança nunca foi tão importante como agora”, conclui o ex-caçador.

Alemanha fecha sua última fazenda de extração de peles de animais

De acordo com informações da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), a Alemanha fechou a sua última fazenda de extração de peles de animais. A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade.

Oposição à indústria de peles está crescendo no mundo todo (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Embora a Alemanha tenha proibido a criação de animais para a indústria de peles em 2017, o governo deu um prazo para quem atuava nesse ramo migrar para outra atividade até 2022. No entanto a maioria dos produtores de peles do país decidiu se antecipar em decorrência da intensificação da fiscalização e da pressão de grupos em defesa dos animais.

A proibição do uso de peles tem se tornado cada vez mais comum na Europa. No início deste ano a Sérvia anunciou que a criação de animais para a extração de peles está definitivamente banida do país.

A decisão já era bastante esperada, considerando que a Lei de Bem-Estar Animal criada em 2009 deu um prazo de dez anos de transição para quem atua ou atuava nesse ramo. Agora, quem for flagrado insistindo nesse mercado vai responder criminalmente.

“A imposição da proibição é o resultado bem-sucedido de uma década de luta decisiva e persistente de cidadãos, especialistas e ativistas dos direitos animais”, informou a organização Fur Free Alliance, lembrando que a indústria de peles fez lobby para reverter a proibição, mas ainda assim foi derrotada.

Esta semana a fotojornalista Jo-Anne McArthur lançou o documentário “The Farm in My Backyard”. Com duração de pouco mais de 15 minutos, o filme mostra os impactos éticos e ambientais da criação de animais silvestres com a finalidade de extrair suas peles e comercializá-las.

Segundo o documentário, é importante que o público saiba que além do mal causado aos animais, a cadeia que envolve a produção de artigos baseados em peles também prejudica os ecossistemas ao interferir no ciclo de vida dos animais silvestres.

“The Farm in My Backyard” tem como mote a realidade da Nova Escócia, no Canadá, onde quem atua no mercado de peles se recusa a migrar para outra atividade. E para piorar, a prática tem o apoio do governo da província.

Alemanha desativa última fazenda de pele do país

Foto: Unilad

Foto: Unilad

A fazenda que ficava em Rahden na Renânia, Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, “agora está vazia”, segundo a PETA, sinalizando o fim da produção de peles em mais um país da União Europeia.

A maioria das peles vendidas no mundo vem de fazendas de animais de criação, como martas, raposas, guaxinins, coelhos e chinchilas.

O fazendeiro já havia sido objeto de uma petição on-line, criada em março deste ano, exigindo o fechamento de sua fazenda.

O texto da petição, que teve mais de 1.300 signatários, dizia: “Embora as condições de manutenção dos animais sejam péssimas e signifiquem um sofrimento sem fim até uma morte causada por envenenamento por gás, o proprietário obteve permissão para continuar a tortura dos animais até 2022”.

Proibição de peles na Alemanha

De acordo com a PETA, o fazendeiro fechou a fazenda antes do prazo previsto em 2022, devido a pressão do governo e as inspeções frequentes e não anunciadas. Ele afirmou também sentiu o peso das pressões dos ativistas – a PETA, principalmente, vem fazendo fortes campanhas no país há mais de duas décadas.

A Alemanha proibiu as fazendas de peles em 2017 – o país deu aos agricultores um período de transição de cinco anos para a eliminação completa do setor. A PETA credita a vitória aos seus intensos esforços de campanhas, petições, protestos e anúncios contra as peles para ajudar a transformar o projeto em lei.

Segundo a PETA, a maior organização de defesa dos direitos animais no mundo, 85% das peles da indústria de peles vêm de animais mantidos em cativeiro em fazendas de produção de peles. “Essas fazendas geralmente abrigam milhares de animais, e os tipos de abuso, crueldade e assassinato com os quais essas instalações criminosas se envolvem são notavelmente semelhantes e hediondos em todo o mundo”.

Segundo a Fur Free Alliance, ONG que atua em defesa dos animais atingidos e explorados pela indústria de peles, as fazendas de pele tiram a vida de 100 milhões de animais no mundo todo a cada ano.

Felizmente a Alemanha agora é 100% livre de pele

A moda descarta o uso de pele

Etiquetas famosas de moda em todo o mundo, incluindo Armani e Tom Ford, começaram a mudar para o uso peles artificiais em suas coleções. Designers de marcas de luxo estão se posicionando contra a prática do uso de peles: Donatella Versace anunciou que se afastará do uso de peles ano passado, dizendo que ela não quer matar animais pela moda. Diane von Furstenberg recentemente retirou as peles e o angorá de suas coleções, e Jean-Paul Gautier chamou a indústria de “absolutamente deplorável” em novembro passado.

E os desfiles seguiram o exemplo; A Semana de Moda de Amsterdã, no mês passado, aconteceu sem o uso de peles, assim como a London Fashion Week no outono passado.

Proibição do uso de peles

Um número crescente de governos pelo mundo está aprovando legislações que proíbem o uso de peles; na União Europeia, a Noruega e a República Tcheca anunciaram a proibição das fazendas de peles no ano passado. Los Angeles tornou-se a maior cidade dos EUA a proibir o uso de peles em fevereiro, e a cidade de Nova York está atualmente se preparando para aprovar uma legislação semelhante.

Segundo a PETA, “muitas vozes poderosas”, incluindo Jhené Aiko, Penélope Cruz, Taraji P. Henson, Eva Mendes e a primeira-dama Melania Trump deram voz às campanhas anti-peles, “depois de aprender sobre a horrível crueldade por trás de cada casaco de pele”.

Cães explorados para puxar trenós são mantidos acorrentados sob o sol

Uma protetora de cachorros decidiu investigar a exploração de cães forçados a puxar trenós e encontrou uma fazenda na qual cerca de 200 cães eram mantidos presos a correntes curtas durante o verão. Os animais eram obrigados a suportar altas temperaturas e tinham abrigos improvisados feitos de barris de plástico, que superaquece, impedindo que eles se protejam do calor.

Foto: Reprodução / YouTube / Animal Stories

Os cães estavam em uma propriedade denominada “Chocpaw Expeditions”. Lá, andavam de um lado para o outro, no pouco espaço que dispunham, caminhando em círculos, o que expunha o estresse que sentiam devido ao isolamento e as péssimas condições do local. As informações são do portal I Love My Dog.

A crueldade imposta aos cães nesta fazenda descoberta pela protetora não é incomum. Tratados como objetos que devem servir aos humanos, os cachorros explorados para puxar trenós frequentemente são mantidos em condições deploráveis.

Foto: Reprodução / YouTube / Animal Stories

Diante deste terrível cenário, ativistas pelos direitos animais têm lutado pelo fim da exploração animal em trenós para tentar libertar os cachorros da vida de sofrimento que eles levam.

Confira mais imagens sobre o caso no vídeo abaixo:

Cem ativistas veganos ocupam fazenda de criação de animais em Queensland

Foto: Meat The Victims/Instagram

Foto: Meat The Victims/Instagram

Chapéu: Austrália

Título: Cem ativistas veganos ocupam fazenda de criação de animais em Queensland

Olho: Em protesto contra a morte e exploração de centenas de vacas e bois pela indústria de criação, os ativistas defendem o direito que possuem os animais tanto a vida como a liberdade

Mais de cem ativistas veganos ocuparam uma fazenda de criação de animais australiana, usando roupas pretas com os dizeres “meat the victims”, numa troca de palavras entre o verbo conhecer em inglês “meet” e a palavra carne “meat”, resultando na frase com a mensagem “conheça as vítimas”. Enquanto isso, outros 50 ativistas protestavam do lado de fora das instalações da propriedade.

Os ativistas, que se intitulavam “abolicionistas animais”, descobriram três vacas que haviam sido mortas quando entraram no Lemontree Feedlot (fazenda) em Queensland.

O fazendeiro e dono da propriedade, David McNamee, foi filmado gritando aos manifestantes: “Não vá em frente seus f*******! Isso é ridículo”, e “Saiam do meu país seus f******”.

McNamee também se defendeu argumentando que as vacas foram “baleadas compassivamente” – fazendo com que um ativista respondesse no ato “como você atira compassivamente em uma vaca?”.

Assumindo responsabilidade

A ativista vegana e criadora do movimento Meat The Victims, Leah Doellinger, escreveu no Instagram: “Meat the Victims está nos lembrando que as vítimas estão lá apenas por causa de nossas escolhas, então precisamos assumir a responsabilidade por essa verdade, de quem nós somos, e o que estamos representando.

“É tão simples como certo e errado. Não há nada que desculpe o fato de que outros seres sofram à nossa mercê.”

Não há forma compassiva de matar alguém

Doellinger acrescentou: “A mensagem que estamos querendo passar é simples: os animais estão aqui conosco, não para nós. A vida dos animais é um direito deles e o que está acontecendo com eles é uma violência injusta e desnecessária”.

“Não há maneira compassiva de explorar e matar alguém”, sentenciou ela.

O Lemontree Feedlot foi contatado para comentar, segundo o site Plant Based News, mas não deu resposta.

Ativistas libertam cerca de 6 mil faisões de fazenda de caça

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O vídeo mostra o momento em que cerca de 5 mil faisões são libertados de uma fazenda em Chilmark, Wiltshire, na segunda-feira (18), com ajuda de ativistas pelos direitos animais.

No mesmo dia, em uma fazenda de jogos em Bodmin, Cornwall, também na Inglaterra, outros ativistas libertaram cerca de mil aves. As informações são do Farming UK.

A ONG Frente de Libertação Animal assumiu a responsabilidade das duas ações.

Fazendeiros inconformados com as perdas acusam covardemente os ativistas “de prejudicar as aves, pois elas não conseguirão viver soltas, sem comida e sem abrigo adequado.”

No início de mês, manifestantes estiveram em uma fazenda de porcos no Reino Unido. Cerca de 200 ativistas veganos quiseram “expor a agricultura industrial” e os horrores a que são submetidos os porcos.