Auditoria em jóqueis encontra cavalos feridos e com sinais de estresse

Oito jóqueis clubes do país, que exploram cavalos para entretenimento humano, foram foco de auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A fiscalização encontrou 170 irregularidades. De acordo com a chefe da Divisão de Bem-Estar Animal e Equideocultura do Mapa, Liziè Buss, “a maior parte das inconformidades verificadas nos animais foi de cavalos com movimentos repetitivos ou estranhos à espécie, gerados por estresse, além de ferimentos no corpo e no canto da boca, por uso incorreto do freio”.

Foto: Pixabay

E apesar dos cavalos estarem bem nutridos e terem baias com tamanho e forragem para a cama adequados, foram encontradas também cicatrizes nos corpos deles “indicativas de problemas no manejo, que deixaram os animais agitados, além de falhas de manutenção das instalações e uso inadequado de equipamentos de equitação”.

O objetivo da fiscalização é elaborar normas de boas práticas agropecuárias para os jóqueis, com a inclusão de exigências específicas em relação ao bem-estar animal. As informações são do Paraná Portal.

Atualmente, 1.657 cavalos vivem em jóqueis. Na auditoria, 167 foram avaliados. No país, há 15 jóqueis com autorização para realizar apostas em corridas de cavalo. O do Rio de Janeiro, que foi vistoriado pelo Mapa, tem 963 cavalos, sendo considerado o estabelecimento com mais animais.

Em 2018, foram realizadas 1.294 corridas, que movimentaram R$ 150,2 milhões em apostas.

Nota da Redação: as corridas de cavalos são práticas exploratórias que, conforme constatou a auditoria do Mapa, condenam esses animais a sofrimento. Forçados a realizar atividades anti-naturais, que não seriam realizadas pelos cavalos por conta própria, esses animais são explorados para entretenimento humano. Eles suportam estresse, acabam feridos e são condenados a uma vida miserável, na qual são tratados como objetos para gerar lucro e divertir a população.

Cavalo é encontrado com olho perfurado e feridas causadas por carroça

Um cavalo foi encontrado na última quarta-feira (23) extremamente magro, com um olho perfurado e ferimentos pelo corpo causados por equipamentos colocados no animal para forçá-lo a puxar carroça. O caso aconteceu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

(Foto: Divulgação / Polícia Militar Ambiental)

O animal foi localizado após uma denúncia indicar que ele estava sendo maltratado. Uma equipe da Polícia Militar Ambiental constatou os maus-tratos. As informações são do Diário Digital.

O cavalo estava no bairro Guaicurus quando foi encontrado pela polícia. O tutor do animal, de 33 anos, foi autuado administrativamente e multado em R$ 500. Ele responderá pelo crime ambiental de maus-tratos a animais, que tem como penalidade detenção de três meses a um ano, além de multa.

O tutor foi notificado para encaminhar o cavalo a um médico veterinário para que ele receba os cuidados necessários e foi proibido de colocar o animal para puxar carroça até que a saúde dele esteja restabelecida.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra qualquer veículo de tração animal e reforça que até mesmo animais saudáveis não devem, em hipótese alguma, ser explorados para puxar carroças ou similares. Isso porque os animais existem por propósitos próprios e não para servir aos seres humanos. É completamente cruel, portanto, tratá-los como objetos que devem ser usados para beneficiar as pessoas, transportando-as ou carregando itens de um lado a outro, suportando pesos excessivos e sendo forçados a realizar atividades sem consentimento e sem receber nada em troca.

Filhote chihuahua com apenas 450g sobrevive a um ataque de falcão

Um cachorrinho teve sorte de sobreviver depois de ser pego por um falcão e logo após ser jogado por ele no chão.

Incrivelmente, o pequeno chihuahua, que pesa apenas 450g, teve apenas arranhões e alguns furos na pele causados pelas das garras do falcão.

Um cachorrinho indefeso sobreviveu a ser jogado no ar por um falcão com apenas alguns arranhões.

O pequeno cão foi encontrado depois que um grupo de trabalhadores da construção civil, em Austin, ouviu o cachorro chorando.

Quando foram procurá-lo, o filhote estava caindo do céu. Quando os trabalhadores ergueram os olhos, viram o falcão fugindo.

O cachorrinho já foi nomeado Tony Hawk, considerado o melhor skatista/skater de todos os tempos na modalidade vertical.

O cãozinho, que foi nomeado Tony Hawk, teve escoriações e feridas após ter caído do ar.

“Este pequenino foi pego por um falcão e depois caiu do ar”, escreveu o Austin Animal Center em sua página no Facebook.

“Gostaríamos de apresentar a vocês esta pepita, que todos nós chamamos de Miracle Puppy. É um milagre que ele não só tenha sobrevivido, mas que as feridas na cabeça e no peito sejam apenas leves.

A veterinária que cuidou do filhote, Lindsay Riddick, disse à KVUE que tanto os trabalhadores quanto a equipe de atendimento estão felizes por ele. As informações são do Daily Mail.

“Estamos tão felizes que este pequeno lutador viverá para contar uma história incrível”, disse ela.

Tony Hawk parece muito melhor agora do que quando foi levado para a clínica de emergência.

Quando o pequeno cãozinho teve alta, Renee Keyes, que criou animais durante anos, em Austin, cuidou dele.

O cão está agora vivendo com a família de Renee Bonifay Keyes em Austin, que promove tais animais.

A família ficará com Tony Hawk por quatro semanas para ele ser adotado.

“Ele é tão pequeno, que pode ser facilmente confundido com um rato e ou outra presa.”

“Nós lhe daremos muito amor e socialização e então escolheremos o lar perfeito para ele ser”, disse Keyes.

A Austin Animal Center alerta sobres a proteção que os tutores devem ter em relação aos seus animais domésticos com os selvagens.

“Que a história milagrosa do filhote seja um lembrete para proteger seus animais pequenos da vida selvagem”, disse o abrigo.

“Hawks, corujas e coiotes atacarão pequenos animais, mesmo em seu quintal cercado. Se você tem animais domésticos pequenos, fique de olho neles o tempo todo enquanto estiverem do lado de fora”.

 

Cachorros são maltratados durante madrugada em Barueri (SP)

Pelo menos quatro cachorros foram encontrados com ferimentos pelo corpo na região do Chácaras Marco, em Barueri (SP). Os cachorros estão sendo maltratados durante a madrugada, segundo a protetora de animais Sueli. “Eu e outra moça cuidamos dos cachorros em situação de rua no Chácaras Marco nos fins de semana e, durante a semana, funcionários de empresas dão comida e água para eles. Os cachorros aparecem machucados sempre pela manhã”, conta.

(Foto: Arquivo Pessoal / Barueri na Rede)

“No início, nós pensávamos que eles tivessem se machucado na rua, em arames ou cercas. Mas depois, conforme voltava a aparecer o mesmo tipo de hematoma, o veterinário nos disse que alguém estava machucando os cães com algum objeto perfurante”, explica a protetora. “Na rua Aeroporto, no Chácara Marcos, nós encontramos pelo menos quatro cães, dos cinco que cuidamos, nessa situação. Um deles, o Lobo, foi encontrado perfurado mais de uma vez. Nós o levamos ao veterinário, cuidamos, e quando ele voltou para as ruas foi encontrado machucado novamente. Agora ele está em lar temporário”, acrescenta. As informações são do portal Barueri na Rede.

O caso, que indignou as protetoras, foi divulgado em rede social e repercutiu. “Compartilhamos o ocorrido para denunciar, porém, após a postagem encontramos a casinha em que os cachorros dorme na rua Aeroporto toda destruída”, lamenta Sueli.

A Prefeitura de Barueri afirmou, através da Secretaria de Comunicação, que denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas pelo APP Barueri, por meio do qual o morador pode solicitar patrulhamento da Guarda Municipal na região durante a madrugada. Caso haja flagrante, o agressor será punido. Em relação aos cuidados com animais abandonados, a prefeitura informou que resgata apenas animais doentes, feridos, em situação de risco ou que esteja, para se defender, avançando ou mordendo moradores.

“Luta com touros” gera revolta em ativistas dos direitos animais

Usar animais como entretenimento é uma prática cruel e torturante, causa sofrimento, ferimentos graves, depressão e, em alguns casos, até a morte deles.

A “luta com touros” na Índia.

Touradas e outras atividades envolvendo touros são extremamente brutais e dolorosas para os animais, que são, propositalmente, estressados antes dos eventos bizarros para garantir maior “diversão” e “emoção” ao público e aos participantes.

Este é o caso do tradicional festival de “luta com touros” no sul da Índia, que atraiu a ira de ativistas de animais, na última quarta-feira (9).

Durante o festival Jallikattu, em Tamil Nadu, os touros são enfeitados e soltos de pequenos currais para uma arena, onde homens tentam agarrar seus chifres para ganhar prêmios como scooters e whitegoods. As informações são do Daily Mail.

Terrivelmente, os críticos afirmam que os touros são alimentados com álcool e pó de pimenta é jogado em seus rostos para agitá-los antes do confronto. Os organizadores insistem que os animais não são maltratados, o que é claramente uma mentira. Qualquer tipo de atividade humana com esses animais são extremamente maléficas.

Cerca de 500 touros e um número semelhante de “domadores” participaram abertura do festival em Madurai, disse S. Natarajan, um funcionário do governo da cidade.

“Quarenta e nove pessoas ficaram feridas. Nove foram levadas ao hospital por ferimentos leves”, disse ele à AFP.

O resultado é simplesmente uma consequência do ambiente estressante, dos maus tratos e do desespero dos touros explorados diariamente para o “divertimento” humano.

Nos próximos dias teremos o dobro do número de touros e competidores no “ringue”, acrescentou Natarajan.

A Suprema Corte da Índia proibiu Jallikattu, em 2016, depois de um apelo de grupos de defesa dos direitos animais, mas Tamil Nadu insistiu que o Jallikattu era uma parte crucial de sua cultura e identidade.

Lamentavelmente, as crescentes tensões na capital do estado, Chennai, e em outras cidades levaram o primeiro-ministro Narendra Modi a emitir uma ordem executiva para que o festival secular prosseguisse.

 

Filhote de elefante morre por ferimentos causados por caçador

Os crueldade e a ganância humana não tem limites e infligi a animais inocentes as mais terríveis dores e sofrimento.

Uma elefanta bebê é mais uma vítima dessa triste realidade e morreu após de sofrer sérios ferimentos ao ser capturada por um caçador e amarrada pela pata em uma floresta, no leste da Tailândia.

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

Segundo o Daily Mail, a filhote de um mês de idade foi encontrada por aldeões em Rayong, amarrada a uma cerca com uma corda cortando profundamente o tornozelo e expondo seu osso.

Ninguém sabe ao certo por quanto tempo a pequena elefanta, batizada de Baitong, ficou lá, sem o leite e machucada, mas estava tão fraca que mal conseguia se levantar.

Elefantes bebês são completamente dependentes de suas mães para alimentação até os dois anos de idade, e não se sabe o que aconteceu com a mãe de Baitong.

Baitong foi resgatada em 18 de dezembro, mas apesar dos cuidados 24 horas por dia e da amputação de emergência da pata infectada ela morreu na última sexta-feira (11).

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

Prasarn Buangsook, veterinário do Departamento de Gestão de Áreas de Conservação, disse: “A corda cortou profundamente o pé de Baitong e chegou até seus ossos. Ela estava muito ferida e magra porque não comia nada há dias.

“Sua pele inteira do pé estava morta e seu osso tem uma ferida enorme e incurável”

“Amputar a pata dela era necessário para evitar que ela morresse de infecção”, acrescentou Buangsook.

Ele também disse que os veterinários notaram que ela estava lentamente começando a se recuperar, mas ela ainda precisava de cuidados 24 horas por dia.

Na última quinta-feira, Baitong estava brincando com alguns de seus cuidadores quando sua condição piorou repentinamente e ela desmaiou foras depois.

Vários veterinários trabalharam durante a noite para salvar Baitong, mas ela faleceu na manhã do dia seguinte.

Nathanong Panpech, um dos veterinários, disse: “Os níveis de oxigênio no sangue dela eram muito baixos, causando um alto nível de ácido no sangue”.

“Nós demos a ela uma infusão, remédios e oxigênio, mas ela não aguentou mais.

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

“Estamos todos perto dela e muito triste em vê-la partir. Espero que a morte de Baitong lembre a todos os caçadores que os animais são inocentes e que eles não merecem nada disso”.

A Ásia é conhecida pelo tráfico de animais e extermínio de elefantes. O crime é alimentado pelo comércio de suas presas que são retiradas para servirem como peças ornamentais nos países asiáticos.

Infelizmente, a pequena bebê entrou para a assustadora estatística de vítimas da caça, do tráfico e da revoltante exploração animal causadas pelo homem somente por dinheiro e “prazer”.

 

 

Uma ameaça crescente à vida selvagem: eletrocussão

A África do Sul é um país de fazendas, reservas e parques nacionais, muitos deles cercados por quilômetros de cercas elétricas. O bloqueio impede a entrada de animais e humanos indesejados e protege o gado e a vida selvagem que ali habita mas também tem um efeito colateral letal: ela mata pequenos animais, particularmente pássaros e répteis, primatas, girafas , elefantes africanos , leopardos , búfalos e rinocerontes brancos.

Uma mulher rezou sobre os corpos de dois elefantes asiáticos que foram eletrocutados em Siliguri, na Índia. Foto: Diptendu Dutta / Agência France-Presse – Getty Images

Os Tripwires são grandes vilões nos incidentes. Posicionados a cerca de meio pé do chão, os fios enviam um zumbido para leões famintos e suínos selvagens.

Mas nem todas as criaturas simplesmente dão as costas. As tartarugas que atingem um tripwire retiram seus cascos em vez de recuar, os pangolins enrolam-se sobre o arame como uma bola. Os animais ficam parados, chocados até que seus corações parem. As informações são do The New York Times.

“Os agricultores que caminham ao longo de cercas e encontram de seis a oito tartarugas mortas em 100 metros”, disse Luke Arnot, cirurgião veterinário e professor da Universidade de Pretória. “Com as tartarugas, tendemos a pensar em caça furtiva e incêndios florestais, mas as cercas elétricas são tão grandes, se não um problema maior.”

Um estudo de 2008 , cerca de 21.000 répteis na África do Sul são mortos a cada ano após entrarem em contato com cercas elétricas. O Dr. Arnot tenta alertar, publicando artigos em revistas agrícolas e de pecuária que detalham soluções práticas e baratas e elaborando diretrizes amigáveis ​​para a vida selvagem na  instalação de cercas elétricas.

As soluções são simples: por exemplo, elevar os tripwire para fora do chão, ou transmitir a corrente sonora somente à noite, quando há predadores por perto.

“Essas cercas têm a capacidade de dizimar populações inteiras e estão fazendo isso”, disse ele. Mas a ameaça à vida selvagem “ainda não é algo que muita gente pensa”.

De acordo com o The New York Times, a África do Sul não é o único país que enfrenta o problema e não são apenas as cercas que matam. As linhas de energia estão sendo amarradas aleatoriamente nos países pobres; estes também eletrocutam animais e as colisões, por si só, costumam ser fatais para as aves.

“Há estudos de todo o mundo que documentaram isso como um problema”, disse Scott Loss, ecologista da Universidade Estadual de Oklahoma.

A eletrocussão afeta uma variedade diversa de espécies e pode comprometê-las. Nos países do sul da África, a eletrocussão é considerada uma das principais ameaças aos abutres-do-cabo ameaçados de extinção e aos abutres de dorso branco, extremamente ameaçados.

Na Ásia Central, a eletrocussão mata cerca de 4.000 falcões Saker ameaçados a cada ano. Nos Estados Unidos, Dr. Loss e seus colegas estimaram que dezenas de milhões de aves são mortas por linhas de energia a cada ano.

Os cientistas ainda não estão certos do quanto uma eletrocussão representa de ameaça para muitas das espécies afetadas. “Aves de conservação, como os falcões de cauda vermelha e águias-douradas, estão morrendo de eletrocussão, mas não temos uma ideia concreta de como essa fonte de mortalidade está contribuindo para as mudanças nas populações dessas espécies, se for o caso”, disse Dr. Perda disse.

Fazer estimativas confiáveis ​​é especialmente difícil em áreas mais selvagens, porque os predadores rapidamente farejam as carcaças, disse Simon Thomsett, um ornitólogo e administrador do Bird of Prey Trust do Quênia.

“Em áreas de vida selvagem no Quênia, hienas e outros animais fazem caminhos para as linhas de energia para chegar às aves mortas”, disse ele.

Animais eletrocutados também não são necessariamente mortos no local. As aves podem ser atingidas, disse Thomsett, e depois voar a centenas de quilômetros de distância para morrer uma ou duas semanas depois, quando seus membros danificados se atrofiam e se tornam necróticos.

“Isso torna impossível enumerar o número de mortes”, disse Thomsett. “Mas eu acho que esta é uma ameaça crescente e que é enormemente subestimada pela maioria dos conservacionistas da vida selvagem, guardas e gerentes de conservação.”

Até mesmo grandes animais estão ameaçados. Mais de 100 elefantes asiáticos em risco de extinção já foram mortos por eletrocussão no estado de Odisha, na Índia, durante 12 anos, principalmente por contato com linhas de energia. Girafas , elefantes africanos , leopardos , búfalos do Cabo e rinocerontes brancos também foram eletrocutados em vários países.

Primatas são vítimas frequentes. Pelo menos 30 espécies e subespécies, metade das quais estão ameaçadas de extinção, são afetadas por eletrocussão na Ásia, África e América Latina. “Este é um problema generalizado, mas também é pouco notificado e estudado, para que se possa saber sobre mais espécies afetadas”, disse Lydia Katsis, recém-formada pela Bristol Veterinary School, na Grã-Bretanha.

Em julho, Katsis publicou uma pesquisa no International Journal of Primatology identificando os principais pontos de eletrocussão para cinco espécies de primatas em Diani Beach, no Quênia. A eletrocussão é responsável por até 20% dos casos de mortalidade e lesão de primatas registrados na Colobus Conservation, um grupo sem fins lucrativos com sede na cidade.

Em geral, os primatas que são eletrocutados morrem na hora ou pelo impacto de uma queda, mas se eles sobreviverem ao choque inicial, eles podem sucumbir mais tarde a infecções secundárias de ferimentos horríveis causados ​​pelo choque, disse Katsis.

Além dos custos de conservação, os animais que entram em contato com linhas de energia ou outras infraestruturas elétricas extraem um custo econômico significativo. Em 2016, por exemplo, um macaco vervet causou um blecaute nacional no Quênia depois de tropeçar em um transformador, cortando energia para cerca de 4,7 milhões de residências e empresas.

“Os animais causaram interrupções e danos à infra-estrutura no valor de bilhões de dólares”, disse Constant Hoogstad, gerente sênior de parcerias do setor no Endangered Wildlife Trust, uma organização de conservação sem fins lucrativos na África do Sul. “Estimamos que 60% das falhas e interrupções na linha na África do Sul estão relacionadas à vida selvagem.”

Hoogstad e seus colegas trabalham diretamente com a Eskom, fornecedora estatal de eletricidade da África do Sul, para realizar várias estratégias de mitigação. Isso inclui tornar as linhas de energia mais visíveis para os pássaros, isolar os condutores nos topos dos postes e projetar postes para que as aves não possam entrar em contato com os componentes ativos.

“É realmente importante ressaltar esse problema”, disse Hoogstad.

Os resultados são imprevisíveis. Para algumas espécies, como a abetarda de Ludwig, as intervenções para reduzir as colisões com linhas de força tiveram pouco sucesso. Para outros, incluindo guindastes azuis e flamingos, a mortalidade pode ser reduzida em 90% ou mais.

Por que essas medidas funcionam para algumas espécies e não para outras é “a pergunta de um milhão de dólares”, disse Hoogstad, que seus colegas de pesquisa estão trabalhando para responder.

Os esforços da Endangered Wildlife Trust estão sendo replicados na Jordânia, Namíbia, Tanzânia e Austrália. Nos Estados Unidos, o Comitê de Interação da Linha de Energia Aviária, uma organização sem fins lucrativos cujos membros incluem mais de 50 empresas de serviços públicos, também trabalha para reduzir as mortes de aves.

A maioria dos outros países não possui tais iniciativas e em muitos lugares o problema só piora, alertou Thomsett.

No Quênia, por exemplo, as linhas de energia estão sendo instaladas rapidamente, geralmente em áreas protegidas e ao longo das principais rotas de migração usadas ​​por aves. Em outubro de 2018, os colegas de Thomsett encontraram os restos eletrocutados de uma águia marcial ameaçada de extinção – a maior águia da África – sob as linhas de energia recém construídas perto da Reserva Nacional Masai Mara.

A jovem ave era uma das que os conservacionistas conheciam: eles haviam marcado apenas sete meses antes, como parte de um estudo de longo prazo sobre a ecologia e a sobrevivência da espécie no Quênia.

“O terrível das linhas de energia é que cada uma delas vai matar”, disse Thomsett. “Mas as pessoas daqui dizem que não se importam porque precisamos desenvolver nosso país”.

Onça-parda é encontrada com sinais de atropelamento no Ceará

Uma onça-parda foi encontrada por agentes da Polícia Militar Ambiental com sinais de atropelamento na CE-060, no trecho entre os municípios de Barbalha e Jardim, na Região do Cariri, no Ceará. Ela foi resgatada, com ferimentos, na última terça-feira (1º). A espécie é considerada uma das maiores entre os felinos que habitam o Brasil.

(Foto: Reprodução / Facebook / Diário do Nordeste)

Como a PM Ambiental não dispõe de médico veterinário, os agentes saíram, após o resgate, à procura de um profissional para oferecer à onça os cuidados necessários em Juazeiro do Norte. Até a noite da terça-feira, no entanto, nenhum veterinário havia sido encontrado. As informações são do portal Diário do Nordeste.

Em um vídeo, os policiais registraram o momento em que a onça estava amarrada, enquanto ocorria a busca pelo profissional que pudesse tratá-la.

Até a publicação desta matéria, não havia informações sobre o atendimento veterinário e o estado de saúde do animal.