Bezerros machos são mortos cruelmente na frente uns dos outros

Foto: L’association PEA - Pour l’Égalité Animale

Foto: L’association PEA – Pour l’Égalité Animale

Uma investigação secreta realizada pela ONG suíça PEA (Pour l’Égalité Animale) no matadouro de Moudon, no Cantão de Vaud, na Suíça, revela como os filhotes de vacas estão sendo mortos de forma cruel, na frente uns dos outros.

De acordo com a PEA, esta instalação de morte abastece empresas como a HappyMeat, que afirma ser uma “solução ética” para os consumidores de carne (abate humanitário).

Por que eles estão matando bebês?

Matar bezerros parece cruel demais para a maioria das pessoas, afinal, eles são apenas bebês. No entanto, matar bezerros do sexo masculino é uma parte essencial da produção de laticínios, uma medida assassina que todas as fazendas leiteiras praticam.

Isso ocorre porque as vacas, como todos os mamíferos, só podem produzir leite após o parto (para amamentar seus bebês). Assim como os humanos ou os cães, as vacas mães acabam parando de produzir leite e só voltam a amamentar se derem à luz mais uma vez.

Bezerros do sexo masculino são inúteis para fazendas leiteiras.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Fazendas de laticínios, incluindo fazendas pequenas e familiares, têm que rotineiramente deixar as vacas grávidas para que o leite continue a fluir.

Para evitar que os bebês sejam amamentados, eles levam os filhotes para longe de suas mães logo após o nascimento. Isso é feito para que os bebês não bebam o leite que as fazendas estão interessadas em vender.

Metade dos bebês que nascem em fazendas de leite são do sexo masculino.

Infelizmente, os bezerros do sexo masculino são mortos ainda muito novos, já que não serão capazes de produzir leite e deixá-los viver por mais de alguns meses não é lucrativo.

Foto: L’association PEA - Pour l’Égalité Animale

Foto: L’association PEA – Pour l’Égalité Animale

O que pode ser feito para ajudar essas vacas?

A fim de ajudar mais animais a escapar de um destino de morte ou uma vida de sofrimento, o veganismo é a solução mais ética e compassiva possível. Ao abrir mão do consumo de produtos e origem animal, estamos poupando animais ao mesmo tempo que melhoramos nossa saúde e ainda contribuímos para a conservação do planeta.

Denúncias nos Estados Unidos

Um vídeo filmado pela The Humane Society dos Estados Unidos mostrou um dos métodos cruéis usados pelas fazendas leiteiras para matar bezerros machos.

A filmagem denunciou operários em uma fazenda na Flórida que atiram na cabeça dos bezerros e os deixam morrendo lentamente e sangrando em uma vala.

De acordo com a fazenda, cada bezerro recebe apenas uma bala para economizar custos.

Os bezerros machos, de apenas um dia de idade, são mortos já que nunca produzirão leite e são assim considerados inúteis na indústria de laticínios.

Algumas fazendas deixam os bezerros viverem por alguns meses para matá-los e consumir carne de vitela.

Como as vacas só podem produzir leite após o parto, elas são constantemente forçadas a engravidarem.

Dessa forma, enquanto as fêmeas são destinadas a uma vida de exploração, um número alto de bezerros machos também nascem e são mortos diariamente na indústria.

Ursa parda é resgatada de cativeiro após passar a vida toda atrás das grades

Foto: Mirror UK

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A pequena Coco e seu irmão Luca, junto com a mãe Dasha, a partir de agora vão morar em um local secreto nas montanhas do Cáucaso – graças a união e aos pedidos de pessoas que juntaram suas vozes em prol desses animais

A mãe ursa parda abraça sua filha pela primeira vez na natureza depois de ser salva de uma vida atrás das grades.

Dasha esteve aprisionada por toda a sua vida, 10 anos, como enfeite e atração turística para restaurantes perto de Yerevan, na Armênia.

Foto: Mirror UK

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Ela era alimentada com restos das refeições dos clientes e seus filhotes provavelmente teriam sofrido o mesmo destino.

Mas Dasha foi resgatada pela International Animal Rescue (IAR) em novembro de 2017, ajudada por doações de internautas e usuários das redes sociais, junto com seu companheiro, o urso pardo, Misha.

Tragicamente, o urso do sexo masculino morreu logo depois. Foi só depois que a ONG sediada em Sussex a libertou da pequena e estéril jaula, que a equipe percebeu que ela estava grávida. Alguns meses depois Dasha deu à luz.

Foto: Mirror UK

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Desde então, a bebê de 14 meses e a mãe estiveram até agora em um ambiente (recinto de adaptação à vida na natureza) especial com mínimo contato humano, um passo crucial para sobreviver por conta própria nas colinas escarpadas.

Dasha e os filhotes serão monitorados por guardas florestais e um rastreador via satélite.

Na Armênia, os ursos pardos são freqüentemente enjaulados em condições terríveis como atração em restaurantes e shopping centers.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Mas agora IAR ganhou o apoio da Fundação Armênia para a Preservação da Vida Selvagem e Ativos Culturais e vai trabalhar com seus funcionários numa ação conjunta que visa liberar até 80 ursos.

Resgate de ursos na Armênia

Todos os anos, os ursos selvagens são capturados ou presos ilegalmente por caçadores na Armênia. Uma vez capturados, muitos deles acabam em jaulas pequenas e estéreis em restaurantes e outros locais públicos explorados como entretenimento e atração turística.

Alguns são mantidos em depósitos de ônibus, outros são escondidos da vista das autoridades em adegas escuras. Muitos desses ursos são prejudicados mental e fisicamente pelo tédio e pela frustração de sua existência miserável atrás das grades.

Foto: Mirror UK

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Surpreendentemente, em alguns restaurantes em áreas rurais na Armênia, a carne de urso está disponível até para aqueles que “sabem” como solicitá-la.

Os ursos da Armênia são ursos-pardos sírios (Ursus arctos syriacus), uma das menores subespécies do urso-pardo. Eles são encontrados nas áreas montanhosas do país onde se alimentam de frutos, bagas e insetos nos prados e florestas e hibernam em cavernas e cavidades de árvores. Suas prisões estéreis estão muito longe do que representa seu lar natural na floresta.

Muitos ursos estão sendo mantidos em cativeiros em condições insalubres em toda a Armênia, inclusive na capital Yerevan. Alguns foram encarcerados por anos em gaiolas apertadas com quase nenhum alimento ou água. Seu ambiente não atende a nenhuma de suas necessidades psicológicas ou físicas. Eles têm muito pouco espaço para se movimentar, recebem alimentos inadequados e insuficientes e nenhum enriquecimento ambiental para distraí-los e entretê-los.

Os ursos foram privados de sua dignidade e liberdade. Eles são forçadamente privados de tudo o que precisam para viver como a natureza pretendia.

Levantamento conclui que 6 em cada 10 pessoas consideram cão como filho

Seis em cada dez pessoas consideram seus cachorros como filhos, segundo um levantamento feito pela DogHero, que ouviu mais de 700 pessoas. A empresa perguntou “qual é a frase que melhor descreve sua relação com seu cachorro?” e 28% respondeu que o cão é “como se fosse parte da família”, 4% disseram que ele era apenas “um cachorro” e 2% assinalaram a opção “outro”.

Foto: Pixabay

A lhasa apso Maria Eduarda, de 3 anos, é tratada como uma filha por Ariça Cristiane dos Santos e teve papel fundamental na superação de um quadro de depressão que a tutora enfrentou. As informações são do portal Bonde.

“Tento agradá-la ao máximo e me preocupo muito com o bem-estar dela. Ela me tirou do fundo do poço e tem me dado alegria em viver”, afirma Ariça, que tutela também Zeus, lhasa apso de 6 meses. “Até minha sogra que não gostava de cachorros agora diz que tem netos de quatro patas”, completa.

Camila Nunes, uma das pessoas entrevistadas pelo levantamento, tutela dois yorkshires: Gru, de 5 anos, e Amora, de 2 anos, que foi colocada para adoção por outra família após desenvolver uma doença de pele. “Eu nunca tive filhos humanos, mas a preocupação, a tensão e o cuidado que eu tive com a Amora no período do tratamento dela só me mostraram o quanto ela significa pra mim. É um membro da minha família. Alguém por quem eu tenho um amor incondicional”, afirma.

Fernanda Muniz, tutora da golden retriever Melissa, de 5 anos, e de Handel, um cão sem raça definida, que tem 3 anos, também os considera parte da família. “A Mel sempre foi minha companheira e chegou na minha vida no momento em que eu mais precisava. O Handel veio depois, mas logo também se tornou meu filho. Eles são nossos filhotes, nossos companheiros para tudo: estão com a gente no dia a dia da casa e até nas nossas viagens. Verdadeiros membro da família. Além disso, têm uma verdadeira relação de irmãos, grudados mesmos. Até comer e beber eles fazem juntos”, conta.

Camila Yoshida sempre teve cães. Quando saiu de casa para morar sozinha, não conseguiu ficar mais do que três meses sem a companhia de um cachorro. Hoje, ela vive com a Brisa, uma bull terrier de 11 meses. “O nosso amor uma pela outra foi instantâneo. Eu sentei no sofá do lugar e ela veio correndo para o meu colo. Ela me escolheu”, afirma. “Até pouco tempo atrás, ela dormia na cama comigo. Só parou porque cresceu bastante. Eu sou super apaixonada por ela, bem mãezona mesmo, por isso, sofro de saudade quando estou longe. Tenho sorte de trabalhar em um ambiente pet friendly, que permite que eu a leve comigo algumas vezes na semana”, completa.

“São como filhos”, diz mulher sobre oito ratazanas adotadas

Ana Carolina Vasconcelos, de 28 anos, moradora de Santos (SP), decidiu adotar ratazanas. Os primeiros animais foram adotados por ela em 2018. Hoje, ela cria oito ratos. “Eles são como filhos. Sempre brinco com eles e, quando estou fora de casa, penso o tempo todo neles”, diz.

Ana Carolina adotou oito ratos (Foto: Arquivo pessoal)

A decisão por adotar ratos veio enquanto Ana pesquisava sobre animais para adotar. “Tenho alergia de gato e, cachorro, eu precisaria de mais tempo e espaço. Procurei por um animal que se enquadrasse melhor na minha rotina. Comecei então a pesquisar sobre roedores”, conta. As informações são do portal G1.

Ao pesquisar, Ana descobriu que as ratazanas eram mais interativas que os hamsters e resolveu adotar duas. “Eu tive um hamster há 12 anos e descobri que tudo que eu fazia estava errado. Dessa vez, comprei a gaiola e alimentação correta antes de adotar. Depois, consegui uma pessoa em Santos que estava doando filhotes e acabei adotando uma dupla, porque eles precisam viver em companhia e serem do mesmo sexo, se não procriam muito rápido”, explica.

De acordo com o veterinário especialista em animais silvestres, André Luís Andrade, de 41 anos, o rato é bem maior que o hamster e a cauda não têm pelo, além de ser mais inteligente. Ele explica que os ratos tutelados por Ana são da mesma espécie da ratazana que vive no esgoto, mas são dóceis e interagem com os tutores.

Ana trata os ratos adotados como filhos (Foto: Arquivo pessoal)

O especialista afirma que as ratazanas não fazem barulho e não precisam ser vacinadas, são onívoras e necessitam de uma dieta à base de ração extrusada e alimentos naturais, como frutas e legumes. “Estes roedores tem média de vida de quatro anos. Eles têm o potencial de transmitir doenças, mas como vivem dentro de casa, não tem como adquiri-las e transmiti-las ao ser-humano”, afirma.

Ana conta que após adotar as duas primeiras ratazanas, decidiu trazer mais desses animais para casa, chegando ao total de oito ratos. Por ter a consciência de que elas vivem pouco, a tutora afirma que tenta passar o máximo de tempo com as ratazanas. “Infelizmente eles vivem pouco, mas deixam marcas na sua vida, são momentos intensos e de muita alegria que tenho com eles”, destaca. “Eles passeiam dentro de casa, dentro do box do banheiro, porque precisam todos os dias serem soltos para brincar em lugares que não corram risco de se machucar. Eles brincam, correm um pouco e levo mais ou menos uma hora para limpar a gaiola, todos os dias”, completa.

Ganon teve uma infecção e precisou retirar um olho (Foto: Arquivo pessoal)

Grupo de resgate

Ana integra um grupo chamado “FanRatics”, por meio do qual voluntários se unem para resgatar ratos em situação precária. Alguns desses animais foram resgatados em São Paulo, por uma amiga de Ana. Eles estavam com um homem que os vende para a alimentação de cobras.

“Ele tinha uma ninhada inteira de ratinhos sem pelo, mas eles estavam numa situação extremamente precária. Tinha mais de 20 em uma caixa pequena, todos amontoados”, relata.

Após o resgate, um dos ratos foi adotado por Ana. Com uma infecção no olho, Ganon perdeu a visão e teve que tirar o olho infectado. “O acompanhamento veterinário custou em torno de R$ 700. Ele precisou de um tratamento bem prolongado com antibiótico. Como só tinha 45 dias quando ficou doente, o veterinário resolveu que era melhor tirar o olho e diminuir o sofrimento”, conta.

“Eles são muito importantes na minha vida, não consigo mais imaginar a possibilidade de não tê-los comigo.” (Foto: Arquivo pessoal)

Os cuidados adequados para as ratazanas tem custo alto, segundo Ana. E por serem animais negligenciados, é difícil encontrar produtos próprios para eles. “Compro utensílios na loja de 1,99 e adapto, como caixinha de pregador de roupa, por exemplo. Eles adoram quando penduro na gaiola. E os ratos aprendem a usar o banheirinho. É só ensinar”, diz.

Ana lembra que ainda há muito preconceito com os ratos. E foi esse o motivo que a fez se voluntariar em grupos que os defendem. “Administro três grupos no Facebook: FanRatics, Ratolândia e Rato Twister, além de um grupo no WhatsApp. Acho importante conscientizar as pessoas”, afirma a tutora, que lembra que as ratazanas são inteligentes e tão apegadas ao tutor “quanto um cachorro”.

De cima para baixo e da esquerda para direita, as oito ratazanas de Ana: Darwin, Dexter, Tesla, Link, Ganon, Marx, Pablo e Kieran (Foto: Arquivo pessoal)

Todos os grupos, somados, têm mais de 11 mil participantes. Através deles, eventos e doações são organizadas, além de informações publicadas. “No Pet Shop eles te indicam absolutamente tudo errado, enquanto nós exigimos que a pessoa interessada em adotar apresente as condições adequadas para isso, ou seja, alimentação específica, alojamento, companhia para o rato, tudo certinho”, diz.

O objetivo dos grupos, segundo Ana, é mostrar para as pessoas que as ratazanas são inteligentes e devem ser valorizadas como qualquer animal. “Eles gostam e querem a companhia do tutor. São animais fantásticos”, finaliza.