Cadela que sofreu abuso sexual encontra novo lar no Distrito Federal
Menos de um mês após ser estuprada por um homem em situação de rua, a cadela Veruska, que recebeu cuidados médicos em uma clínica veterinária, encontrou um novo lar no Distrito Federal.

A cadela na delegacia, após o estupro e, depois, no sofá da nova tutora (Foto: Arquivo Pessoal)
“É o fim de um ciclo para o começo de um novo. A Veruska é muito feliz, mesmo com tudo o que ela passou. A felicidade dela me surpreendeu e me emocionou”, disse a advogada da ONG Adoção São Francisco, Ana Paula Vasconcelos, em entrevista ao Correio Braziliense.
A nova tutora da cadela, a bancária Leila Marques Figueira, de 34 anos, conheceu Veruska na quinta-feira (11). “Ela é uma cadelinha muito boazinha, já chegou me lambendo. Embora tenha passado por uma história tão triste, que me deixou completamente impactada, parece que ela não ficou traumatizada”, relata a moradora da Asa Norte.
Com a adoção formalizada, a cadela foi levada para o apartamento de Leila, onde viverá com os gatos da tutora. “Tenho três gatos, mas a história da Veruska mexeu comigo. Eu disse ao namorado da minha amiga, que também acompanham a ONG, que se ela não fosse adotada, eu mesma ficaria com a Veruska. Como ela não encontrou um lar, sabia que depois de tanto sofrimento, ela não merecia passar mais um dia na clínica veterinária”, afirma Leila.

A cadela foi adotada pela bancária Leila (Foto: Arquivo Pessoal)
Os gatos ainda estão se adaptando à nova moradora da casa. Veruska, no entanto, se comporta como se sempre tivesse vivido com Leila. A rotina dela tem se resumido em desbravar o apartamento e descansar no sofá e na cama da nova tutora.
“Agora, a Veruska é minha e pronto. Estou de férias e, neste período, vou aproveitar para ficar ao lado dela, apoiando-a. Mas além da mudança de ares, a cadelinha também vai ganhar um novo nome, para simbolizar este recomeço”, explica a bancária.
Apesar da cadela, que tem cerca de quatro meses de idade, ter ficado internada por mais de 20 dias, o tratamento médico dela ainda não acabou.

Veruska dorme na cama da tutora (Foto: PCDF e Arquivo Pessoal)
“Veruska precisou tomar remédios fortes para a dor muscular e o sangramento, além de antibióticos para vaginite. Ela está curada de todos estes males que a acometeram após um ato tão desumano. Mas, pelos próximos 30 dias, a cadela continuará tomando uma medicação contra um vírus que ela foi exposta, que é comum em animais em situação de rua”, afirma Ana Paula Vasconcelos.
Ao final do tratamento, Veruska será vacinada e, então, poderá passear na rua com a tutora. Ela também será castrada, procedimento cirúrgico que ficou sob responsabilidade da ONG que a resgatou.
























