Homens matam ave rara ameaçada de extinção e são espancados por moradores da região

Foto: David Palmer

Foto: David Palmer

A ave morta pertencia a espécie tetraz-grande e segundo a polícia de Titisee-Neusdart, o vilarejo na Floresta Negra onde o incidente ocorreu, ela foi morta com uma garrafa por dois homens bêbados que retornavam para casa depois de assistirem a um festival de música.

Após serem questionados, os dois homens, disseram que estavam apenas se defendendo da ave os teria atacado. O tetraz-grande tem aproximadamente o tamanho de uma galinha grande.

Christian Sütfeld, guarda florestal voluntário responsável pela área de Feldberg da Floreste Negra, acredita que embora a ave possa ter investido contra os dois rapazes, ela não representaria um perigo real para eles.

Segundo o guarda florestal o tetraz-grande, assim como o cisne, é territorialista, e protege o local onde vive: “Se os rapazes tivesse se afastado, nada teria acontecido, ele não são uma ameaça”, explica ele.

A população da espécie, considerada ameaçada de extinção na Alemanha, vem diminuindo rapidamente tanto pela perda de habitat como pela ação de caçadores e do stress natural causado na ave quando em contato com humanos.

Ainda existem cerca de mil casais de tetrazes-grandes na Alemanha, espalhadas por uma área grande demais para poder garantir a continuidade natural da população. A maior concentração delas é na Floresta Negra, onde ainda se encontram algumas centenas delas.

O guarda florestal foi chamado ao local do incidentes para examinar o corpo da ave, ele disse que o tetraz foi espancado com força. “Havia penas faltando de seu peito e pescoço”, explicou. A causa da morte foi pescoço quebrado.

O guarda acrescentou ainda que os dois rapazes, que tem 20 e 22 anos e não foram identificados, filmaram o enfrentamento com o tetraz.

Alguns moradores locais, cerca de 10 pessoas, que assistiram a morte da ave de longe avançaram sobre os rapazes e deram socos e pontapés nos assassinos do tetraz, chamando a polícia e segurando-os até a chegada das autoridades.

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Releitura do filme ‘O Rei Leão’ tem animais da Amazônia como protagonistas

A versão brasileira do filme “O Rei Leão” é uma releitura do longa-metragem da Disney, criado em 1994. A animação original tem como protagonistas leões e leoas, um suricato, um javali, um pássaro, um macaco babuíno e hienas. Na releitura, idealizada pelo designer gráfico e ilustrador Vilmar Rossi Júnior, as estrelas são os animais da Amazônia.

Foto: Arquivo pessoal/Vilmar Rossi Júnior

“Eu me inspirei com a chegada do novo filme [lançamento da versão computadorizada do Rei Leão]. Sou muito fã de animação e, conversando com a minha esposa sobre política e o que está acontecendo, sobretudo no meio ambiente, a junção das ideias foi natural”, explicou Rossi ao G1.

“Eu gosto muito de ‘mashups’, pois a gente mistura dois temas muito conhecidos e gera um terceiro resultado e, nesse momento, gera uma leitura nova. No original a gente dá pouca atenção para a savana e foca no drama do jovem príncipe”, disse.

“Ao mudar o cenário, a gente passa a questioná-lo: se o Rei Leão fosse aqui, teria que lidar com o desmatamento, as queimadas, os madeireiros, os latifundiários, a extinção. O ‘mashup’ aflorou as questões ecológicas que se escondiam na animação original – e isso foi inesperadamente bom”, completou.

Oito cenas já foram reproduzidas até agora. A do Hakuna Matata foi a primeira. “Ela tem uma certa alegria despretensiosa, sabe? De quem só estava se divertido… estava ‘Hakuna Matata’ (risos). Mas gostei do resultado da cena da abertura, da conversa do Simba com o espírito do pai e da última, onde o Mufasa diz ao Simba que até onde a luz toca é o reino deles. Ao fundo, coloquei uma queimada, subindo um rolo de fumaça. Quem conhece o filme sabe que o Simba pergunta ‘E aquele lugar escuro?'”, explicou.

Foto: Arquivo pessoal/Vilmar Rossi Júnior

Simba, nas ilustrações, é uma onça-pintada, Timão é um cateto e Pumba uma irara ou papa-mel. “Alguns animais foram fáceis de escolher, mas tentei trazer espécies mais desconhecidas, como o araçari (em vez do tucano que todos já viram). O Rafiki fiz, na primeira vez, um mico-leão, mas algumas pessoas chamaram a atenção de que ele não é tão típico da Amazônia. Então lembrei do uacari, que acho um macaco imponente, lindo. Agora, as hienas me deram dor de cabeça, pois não temos animais carniceiros desse tipo aqui. Até que o cachorro-do-mato-vinagre coube nesse papel”, disse.

Dentre as espécies escolhidas pelo ilustrador, a onça-pintada é a mais conhecida. Extinta nos Estados Unidos, a onça-pintada, considerada o maior felino das Américas, está criticamente em perigo na Caatinga e Mata Atlântica, em perigo no Cerrado e vulnerável na Amazônia e Pantanal. A espécie é uma das prioridades da Lista Vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN).

O cateto está presente em quase todos os biomas e é considerado quase ameaçado, vulnerável ou em perigo, dependendo da localização. Eles vivem em bandos de 5 a 25 membros, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foto: Arquivo pessoal/Vilmar Rossi Júnior

Presente em vários habitats, especialmente naqueles de vegetação densa, segundo o ICMBio, a irara ou papa-mel tem olfato bastante apurado. O araçari-castanho, que tem status de conservação considerado “menos preocupante”, alimenta-se de frutos e vive no alto das árvores.

Conhecido como macaco-da-noite ou macaco-da-noite-de-pescoço-cinza, o uacari tem uma população de cerca de 10 mil animais. Eles vivem na Amazônia do Brasil e de outros países, como Colômbia, Equador e Peru.


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Ministério alemão anuncia suspensão de R$ 155 milhões para proteção da Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha anunciou que vai suspender o financiamento de projetos para a proteção da Amazônia. O motivo é a política desastrosa de Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles, que têm promovido um verdadeiro ataque ao meio ambiente.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A ministra responsável pela pasta, Svenja Schulze, concedeu entrevista ao jornal “Tagesspiegel” no sábado (10) e explicou que, num primeiro momento, 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 155 milhões) não serão mais investidos no Brasil. Os valores são provenientes de uma iniciativa para proteção climática do Ministério do Meio Ambiente em Berlim. Desde 2008, 95 milhões de euros (cerca de R$ 425 milhões) foram entregues ao Brasil para execução de projetos de preservação ambiental.

“A política do governo brasileiro na região amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento”, declarou a ministra. Segundo ela, os investimentos poderão voltar a ser feitos apenas quando houver clareza sobre a política do governo brasileiro.

“Embora o governo do presidente direitista, Jair Bolsonaro, esteja comprometido com o objetivo do Acordo Climático de Paris de reduzir o desmatamento ilegal de florestas a zero até 2030 e de iniciar o reflorestamento maciço, a realidade é outra”, escreveu o jornal alemão. “Um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby agrário”, completou.

“A região amazônica é amplamente utilizada para o cultivo de soja para ração animal e para criação de gado. Por volta de 17% da Floresta Amazônica desapareceu nos últimos 50 anos, alertam os pesquisadores, uma perda de 20% a 25% poderia fazer com que o pulmão verde da Terra entrasse em colapso – ameaçando transformar a região numa vasta savana”, explicou o “Tagesspiegel”.

A Alemanha é uma das apoiadoras do Fundo Amazônia, que combate o desmatamento florestal. Já foram injetados 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 245 milhões) no fundo. A suspensão de projetos abrange apenas o financiamento do Ministério do Meio Ambiente em Berlim.

A maior parte do Fundo Amazônia é financiada pela Noruega – quase 800 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 3,5 bilhões. A Alemanha é responsável por uma pequena parte dele. O recurso é destinado a ações de reflorestamento, contenção do desmatamento e apoio à população indígena.

A reportagem publicada pelo jornal alemão informou ainda que o Ministério do Meio Ambiente em Berlim defende também que a participação da Alemanha no Fundo Amazônia seja revista.


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Tribunal julga tutor que espancou cachorra até a morte

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

O tutor de um animal doméstico espancou e chutou seu filhote da raça pastor alemão de apenas 11 meses até a morte no que ele chamou de “ataque de raiva”, depois do crime o agressor ainda tentou esconder o corpo do animal na floresta, segundo um tribunal da cidade de Dorset, na Inglaterra.

Jon-Luc McLoughlin, de 26 anos, espancou tão severamente sua cachorra, chamada de Lexi, que ela morreu quase que instantaneamente.

Quando a cachorra morreu ele então carregou o corpo com a intenção de jogá-lo em uma área de árvores perto de sua casa em Poole, Dorset.

Mas o animal doméstico morto foi descoberto por algumas crianças moradoras da região que ficaram “traumatizadas” com o que encontraram.

McLoughin tinha adquirido a cachorra de um criador e convivia com ele há apenas um mês depois de comprá-lo com seu parceiro.

Na quinta-feira, ele apareceu na Corte de Magistrados de Poole, onde se confessou culpado de “causar sofrimento desnecessário a um animal protegido”.

O tribunal ouviu que um exame post mortem realizado no corpo de Lexi descobriu que ela tinha sofrido “trauma de força contundente”, incluindo uma laceração no fígado, sangue no abdômen e uma ruptura no estômago.

Durante uma entrevista policial, McLoughlin inicialmente tentou colocar a culpa pelas lesões em uma colisão no trânsito, mas depois confessou a morte, dizendo aos policiais que “ficou com muita raiva e não sabe o que aconteceu com ele”.

A morte foi relatada à RSPCA que levou a acusação contra McLoughlin ao tribunal.

Matthew Knight, o promotor do caso, disse: “Ele socou ou chutou o cachorro até a morte e jogou o corpo em algumas árvores perto de sua casa para camuflar o crime”.

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

“O corpo de Lexi foi encontrado por moradores locais e a cena perturbou as crianças que o viram”, disse Knight antes de acrescentar que, devido à gravidade dos ferimentos infligidos, “é provável que o cão não tenha sobrevivido por muito tempo”.

A equipe de defesa de McLoughlin argumentou que ele estava sob significativo estresse no momento devido a ser um “cuidador de seu pai doente”.

Como se houvesse alguma justificativa para a prática de um ato covarde e cruel como o assassinato a um ser indefeso que ele próprio trouxe para morar em sua casa.

Defendendo, James Moore disse: “Este episódio de raiva cega é onde o estresse levou a melhor sobre ele e tomou conta de seus atos”.

“Este não é apenas um bandido violento que acha que não há problema em tratar mal o seu próprio animal doméstico.”

Um assassino frio e calculista que matou um ser indefeso que só queria lhe dar amor, e ainda tentou esconder o corpo para sair impune com a atitude.

Durante a audiência, o magistrado Martin Arthur disse que as opções de condenação eram “completamente abertas” e que uma sentença de prisão não estava “fora da mesa”.

O caso foi adiado até o dia 5 de setembro.

As ações de McLoughlin foram criticadas pelo grupo de defesa dos direitos animais PETA, que pediu a prisão do assassino.

Elisa Allen, diretora da PETA, disse: “A dor e o medo que este filhote deve ter sofrido são quase inimagináveis”.

“Imploramos ao Tribunal de Magistrados de Poole que dê ao Sr. McLoughlin a sentença máxima, incluindo tempo de prisão, aconselhamento e uma proibição vitalícia de manter animais.”

“Como as ofensas repetidas são a regra e não a exceção entre os agressores de animais – que muitas vezes prejudicam também os seres humanos – esses atos devem ser tratados com a máxima seriedade”.

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Desmatamento na Amazônia em julho cresceu 278% em relação a 2018

O desmatamento da Amazônia em julho apresenta crescimento de 278% quando comparado ao mesmo mês de 2018. Foram 2.254,8 km² desmatados neste ano e 596,6 km² no ano passado. O desmate registrado em julho equivale a mais de um terço de todo o volume desmatado nos últimos 12 meses, de agosto de 2018 a julho de 2019, período em que 6.833 km² foram desmatados – o número é 33% maior do que o registrado nos 12 meses anteriores.

Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) responsável por fiscalizar o desmatamento.

(Foto: Vinícius Mendonça)

Os dados levam em consideração apenas três categorias de corte de vegetação, como medida para evitar distorções. As categorias, identificadas pelo próprio governo como desmatamento efetivo, são: desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), conhecido por promover um desmonte na agenda ambiental, em parceria com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem atacado desde maio os dados divulgados pelo Inpe. Recentemente, Bolsonaro declarou que “maus brasileiros” divulgam números mentirosos sobre a Amazônia.

Os dados, no entanto, são verídicos, e o Inpe é um instituto renomado com credibilidade reconhecida. Além disso, não há “maus brasileiros” entre os que expõe o desmatamento da Amazônia. Pelo contrário, esses são os brasileiros realmente comprometidos com o Brasil e com as riquezas naturais do país. As verdades sobre os fatos, porém, não impediram que Ricardo Galvão fosse exonerado da chefia do órgão.

Para o lugar de Galvão, foi indicado o coronel da reserva da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião, que assume o cargo interinamente. Em entrevista à VEJA, o militar afirmou que o Inpe divulgará dados com antecedência ao governo – conforme Bolsonaro havia solicitado, numa tentativa de exigir que qualquer estatística passe pelo crivo presidencial.


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Ursa “rouba” tigela de ração de cachorro para alimentar seus bebês

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Uma mamãe ursa, desafiadora e corajosa, enfrentou uma família cujos gritos assustados espantaram seus três filhotes que correram de volta à floresta ao serem descobertos andando tranquilamente pela varanda da residência que fica na Carolina do Norte, EUA – e então a ursa roubou a tigela do cachorro cheia de comida e levou embora.

O momento em que os ursinhos curiosos passeavam pelo quintal da casa da família Loflin, em Banner Elk, foi filmado em vídeo minutos depois do cachorro começar a latir e implorar para deixarem ele entrar de volta.

Elizabeth Loflin disse que o incidente, em 18 de julho, aconteceu por volta das 3:30 da tarde – e ela não tinha conhecimento dos visitantes inesperados até que eles deixaram o cão sair para o quintal.

“No segundo em que ele saiu, ele começou a latir e implorar para entrar de volta. Achamos aquilo estranhamo, mas nem cinco minutos depois, uma mamãe ursa e três filhotes sobem na nossa varanda e roubam comida de cachorro”, disse Loflin.

No vídeo, a mãe caminha pela varanda dos fundos da casa da família, seguida por seus três filhotes.



A mãe imediatamente fareja alguns alimentos para cães que estão próximos e mergulha diretamente na direção da comida.

De dentro de casa, um homem tenta espantar os ursos gritando e fazendo barulhos altos.
Isso assusta a família de ursos momentaneamente, fazendo com que eles debandem.

Os filhotes, em seguida, seguem em direção a um caminho para a floresta nas proximidades, mas a mãe urso certifica-se de pegar a tigela de comida de cachorro antes de correr atrás de seus bebês.

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Rindo, a família assiste enquanto os ursos desaparecem na floresta.

“Não importa!”, o homem diz de dentro da casa referindo-se a tigela.

Thomas Loflin disse à WSOCTV: “Eu achei a cena incrível. As pessoas imaginam que, no lugar onde vivemos, em meio a natureza e os animais selvagens, você os veria o tempo todo, mas isso é muito mais raro do que você pensa”.

A Carolina do Norte Wildlife Commission relata que os ursos são comuns na Carolina do Norte.

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Pessoas assustam elefante que tentava atravessar estrada

Por Rafaela Damasceno

A interferência humana na natureza é algo preocupante há muito tempo. O impacto que as construções, o desmatamento e o lixo provocam no mundo é de conhecimento geral – e os animais são diretamente afetados.

Recentemente, uma estrada no meio de uma floresta na Índia foi palco para um evento que poderia ter acabado em tragédia. Um vídeo divulgado por espectadores mostra um elefante sacudindo um jeep, assustado e confuso. Uma multidão de pessoas correu e três homens ficaram feridos.

O elefante só queria atravessar a rua e chegar à floresta do outro lado, mas ficou relutante em passar devido a presença das pessoas. Quanto mais ele esperava, mais curiosos se aglomeravam, e alguns contataram oficiais da Vida Selvagem. Quando chegaram, eles perseguiram o animal com sons altos de sirene.

Uma multidão corre do elefante na estrada

Foto: News lions TV

Os sons, as pessoas e a perseguição tiveram o efeito contrário do que todos esperavam e assustaram o elefante, que só queria passar tranquilamente para o outro lado. Ele, então, avançou em direção à estrada e sacudiu o jeep que transportava os oficiais. Três homens ficaram feridos.

A interferência humana é sempre cruel com os animais, afetando suas vidas direta ou indiretamente. Seus habitats são destruídos, suas famílias são desfeitas, sua paz é perturbada. Os animais merecem muito mais respeito do que a espécie humana dedica a eles.


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Onça resgatada em pet shop se recupera e deve ser solta na natureza na Argentina

Uma onça-pintada que foi resgatada em agosto de 2019 em uma pet shop em Sorriso (MT), quando ainda era filhote, recuperou-se após passar por um período de reabilitação. O animal deve ser levado para a Argentina para ser devolvido à natureza.

Foto: Rauzito Coimbra

Os funcionários da pet shop chamaram o Corpo de Bombeiros após um morador da cidade levar o filhote, que tinha entre 2 e 3 meses, até o estabelecimento. Na época, os militares cogitaram a possibilidade da mãe da onça ter sido morta por um caçador. As informações são do G1.

Em junho deste ano, após 10 meses de cuidados no hospital veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a onça foi levada para um centro de reabilitação de animais em Goiás (GO). A transferência foi realizada, segundo a médica veterinária do hospital Elaine Dione, porque o animal já havia crescido o suficiente para retornar à natureza. No período em que a onça que esteve em Mato Grosso, uma parceria foi firmada entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e uma clínica para garantir os cuidados ao animal, que foi monitorado por vídeo e câmeras noturnas.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

A onça-pintada foi levada para Goiás para receber um tratamento de aprendizagem para que a reintrodução ao habitat possa ser feita. A operação de transferência contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Atualmente, o animal está sendo mantido em cativeiro, mas deve ser transferido em breve para uma floresta na Argentina.

De acordo com Elaine, a onça tem cerca de um ano de vida e integra um programa do ICMBio que reabilita animais para reintegrá-los à natureza, contribuindo para o desenvolvimento da espécie, que que está ameaçada de extinção.

Foto: Arquivo pessoal


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Guaxinim quase perde a pata ao prendê-la em lata de refrigerante jogada na floresta

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Um guaxinim ficou com a pata imensamente inchada e quase perdeu o membro após prendê-lo em uma lata de de refrigerante que foi irresponsavelmente descartada em uma floresta.

O pobre animal foi encontrado na mata lutando para andar e comer com a pata presa na lata afiada.

Equipes de resgate de animais foram chamados para a floresta em Collins, Nova York, EUA, e o guaxinim foi levado às pressas para um veterinário.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Sua pata foi cuidadosamente liberada, fotos mostram como o membro ficou vermelho e inchado em até quase quatro vezes o seu tamanho normal.

Os guaxinins usam suas patas para caminhar, escalar e comer, por isso, precisam de assistência médica contínua antes de poderem ser devolvidos à natureza.

Em um apelo ao público, voluntários da Fox Wood Wildlife Rescue disseram que este é um “lembrete valioso” do dano que o lixo pode causar aos animais.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Eles escreveram nas redes sociais: “Se você trouxer algo para a floresta, leve-o consigo, não jogue no chão. Esta lata foi deixada em terras florestais do Estado de Nova York em Collins”.

“Um guaxinim do sexo feminino curioso e saudável, ao cheirar e tentar lamber os restos do conteúdo doce, tornou-se uma vítima do lixo dercartado de forma irresponsável”

“Um morador da região notou o guaxinim lutando para andar, subir nas árvores e comer com a lata presa em sua pata”.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

“Ele contatou a Fox Wood Wildlife Rescue e um plano para capturar e ajudar o guaxinim foi colocado em prática”.

“Uma vez capturada, ela foi levada para o Dr. Reilly no Springville Animal Hospital em Springville, que gentilmente ofereceu ajuda.

“Ela foi anestesiada e a lata foi cortada e retirada de sua pata com todo cuidado”.

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Bolsonaro prossegue com desmonte ambiental ao dizer que dados sobre desmatamento são mentirosos

Ao abordar os recentes dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que tem “a convicção que os dados são mentirosos”. A declaração do presidente configura mais um dos desmontes ambientais promovidos pelo governo. Ao negar estatísticas levantadas por um instituto conceituado e respeitado, Bolsonaro reforça em parte da população a ideia de que não há desmatamento e, com isso, abre espaço para que áreas continuem sendo desmatadas sem qualquer ação de combate.

Em junho, segundo dados do Inpe, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira chegou a 920,4 km² – o que representa 57% de aumento em relação ao mesmo período do ano anterior.

(luoman/Getty Images)

O presidente disse ainda, em entrevista à imprensa estrangeira na última sexta-feira (19), que parece que quem está à frente do Inpe “está a serviço de alguma ONG”, mais uma vez tentando deslegitimar uma questão que atinge seu governo usando a desculpa infundada da ideologia, sem qualquer prova que a fundamente.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ricardo Magnus Osório Galvão, rebateu as declarações de Bolsonaro. Segundo ele, as críticas feitas são inaceitáveis e parecem mais “conversa de botequim”. Para Galvão, a atitude do presidente foi “pusilânime e covarde”.

No domingo (21), Bolsonaro voltou a criticar o Inpe ao afirmar que o desmatamento tem que ser combatido, mas que não se deve “fazer campanha contra o Brasil”.

“A questão ambiental aí fora é na verdade psicose ambiental. Você tem que combater se tiver desmatamento, não é justo aqui dentro fazer campanha contra o Brasil. No mínimo, se o dado for alarmante, ele [Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe] deveria, em tom de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro e dizer: olha ministro, temos uns dados aqui, vamos divulgar, devemos divulgar, o senhor se prepare. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. […] Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente”, declarou Bolsonaro.

Apesar do presidente afirmar que se deve combater o desmatamento, as declarações e ações de seu governo dizem o contrário. Desde o período da campanha eleitoral, Bolsonaro bate na tecla de que há uma indústria de multas no Ibama – o que nunca aconteceu, já que as multas aplicadas pelo órgão são justas e tem como objetivo combater, entre outros crimes, o desmatamento. Em abril, o presidente assinou um decreto para converter multas em ações de compensação ambiental. De acordo com o jornal O Globo, o documento prevê “a conversão de multas simples em serviços de preservação do meio ambiente e descontos de até 60% no valor da multa em audiências de conciliação”. Se o intuito de Bolsonaro fosse, de fato, agir contra desmatadores, ele apoiaria as multas, não o contrário.

Ao se referir ao diretor do Inpe, Bolsonaro afirmou que seus ministros falarão com ele. “Ele tem mandato, eu não vou falar com ele. Quem vai falar com ele é o Marcos Pontes e, talvez, o Ricardo Salles. O que nós não queremos é uma propaganda negativa para o Brasil. Não queremos fugir da verdade. Aqueles dados pareceram muito com os do ano passado e deram um salto. Então, eu fiquei preocupado com aqueles números, obviamente, mas também fiquei achando que eles poderiam não estar condizentes com a verdade, então, ele vai conversar com esses dois ministros e toca o barco”, declarou Bolsonaro.

“Chamar de manipulação é uma ofensa inaceitável”

O diretor do Inpe afirmou, em entrevista à TV Vanguarda, que chamar os dados do Inpe de manipulação é uma “ofensa inaceitável” e que ele não deixará o cargo.

“O sr. Jair Bolsonaro precisa entender que um presidente da República não pode falar em público, principalmente em uma entrevista coletiva para a imprensa, como se estivesse em uma conversa de botequim. Ele fez comentários impróprios e sem nenhum embasamento e fez ataques inaceitáveis não somente a mim, mas a pessoas que trabalham pela ciência desse País. Ele disse estar convicto de que os dados do Inpe são mentirosos. Mais do que ofensivo a mim, isso foi muito ofensivo à instituição”, disse.

Galvão falou ainda sobre a importância do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e sobre sua própria trajetória como cientista. “O Inpe permitiu ao Brasil ser o terceiro país do mundo a receber imagens de satélite para monitoramento de desmatamento, do Landsat. Começamos isso em meados da década de 1970. Íamos a reuniões internacionais que só tinham Brasil, Canadá e Estados Unidos. O Inpe tem credibilidade internacional inatacável”, afirmou. “Quanto a mim, fiquei realmente aborrecido, porque acho que ele fez comigo o mesmo jogo que fez com Joaquim Levy (que pediu demissão do BNDES após também ser criticado em público por Bolsonaro). Ele tomou uma atitude pusilânime, covarde, talvez esperando que eu peça demissão, mas não vou. Eu espero que ele me chame a Brasília para eu explicar o dado e que ele tenha coragem de repetir, olhando frente a frente, nos meus olhos. Eu sou um senhor de 71 anos, membro da Academia Brasileira de Ciências, não vou aceitar uma ofensa dessas. Ele que tenha coragem de, frente a frente, justificar o que está fazendo”, completou.

“Todos os diretores dessas unidades de pesquisa não são escolhidos por indicação política ou porque o pai deles quis dar um filé mignon pra eles. Eles são escolhidos por um comitê de busca nomeado pelo governo, por cinco especialistas de renome nacional, tanto na área científica quanto na área tecnológica”, reiterou Galvão ao fazer uma referência à indicação de Eduardo Bolsonaro, feita pelo presidente, para o cargo de embaixador do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. Ao ser acusado de praticar nepotismo, Bolsonaro negou e disse que pretende, sim, beneficiar o filho e que se “puder dar um filé mignon ao meu filho, eu dou”.

O cientista abordou ainda a transparência dos dados divulgados à população brasileira. “O presidente não entende que não somos nós que fornecemos os nossos dados para a imprensa. Os nossos alertas de desmatamento são fornecidos ao Ibama. Isso começou ainda na gestão da ministra Marina Silva (2003-2008) por demanda do Ministério do Meio Ambiente. Os dados são acessados pelo Ibama na nossa página na internet. Estão abertos para todo mundo poder verificar. São publicados em revistas científicas internacionais. Então chamar de manipulação é uma ofensa inaceitável”, reforçou.

Ao ser questionado sobre o posicionamento de Ricardo Salles, que colocou em dúvida a veracidade dos dados do Inpe antes mesmo de Jair Bolsonaro, Galvão disse que entendia que o ministro fazia essas críticas por falta de conhecimento, mas que não sabe quais as intenções dele. “O ministro Ricardo Salles vem atacando, desde o começo do ano, os dados do Inpe. Realmente não sei com que intenções. Algumas pessoas dizem que ele tem intenção de transferir esse trabalho feito pelo Inpe para empresas privadas. Não sei se é verdade, porque ele aparentemente desmentiu”, explicou.

Galvão citou também o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que, segundo o cientista, “sempre manifestou que as questões do desmatamento e das mudanças climáticas são questões científicas e não políticas” e “sempre demonstrou grande respeito pelo Inpe”. O diretor do Instituto disse que, antes de Bolsonaro se pronunciar sobre o tema, havia enviado um ofício a Pontes por meio do qual propôs a abertura de um canal de comunicação para explicar os dados do Inpe e criar ferramentas para que o governo pudesse usar essas informações de forma mais clara e transparente. “Mandei para o ministro Marcos Pontes, mas acho que ele estava viajando”, disse.

SBPC se manifesta em apoio ao Inpe

Após o presidente criticar o Inpe, o Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) se manifestou, no domingo (21), publicando um manifesto em apoio ao Instituto.

De acordo com o SBPC, as críticas feitas pelo presidente são “ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico.” O Conselho afirmou ainda que “em ciência, os dados podem ser questionados, porém sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza”.

Confira abaixo a nota na íntegra:

O Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, em reunião realizada no dia 20/07/2019, deliberou por unanimidade manifestar seu apoio integral ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, dirigido pelo Dr. Ricardo Galvão, face às críticas do trabalho do INPE de monitoramento do desmatamento da Amazônia brasileira, apresentadas em entrevista à imprensa internacional pelo Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro.

Conforme carta das principais entidades nacionais representativas da ciência brasileira, enviada ao Presidente Bolsonaro no dia 10/07/2019 (OF. ABC-97/2019), a ciência produzida pelo INPE está entre as melhores do mundo em suas áreas de atuação, graças a uma equipe de cientistas e técnicos de excelente qualificação, e presta inestimáveis serviços ao País. O Diretor do INPE, Dr. Ricardo Galvão, é um cientista reconhecido internacionalmente, que há décadas contribui para a ciência, tecnologia e inovação do Brasil. Críticas sem fundamento a uma instituição científica, que atua há cerca de 60 anos e com amplo reconhecimento no País e no exterior, são ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico.

Em ciência, os dados podem ser questionados, porém sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza. Desmerecer instituições científicas da qualificação do INPE gera uma imagem negativa do País e da ciência que é aqui realizada. Reafirmamos nossa confiança na qualidade do monitoramento do desmatamento da Amazônia realizado pelo INPE, conforme a carta anteriormente enviada ao Presidente da República, e manifestamos nossa preocupação com as ações recentes que colocam em risco um patrimônio científico estratégico para o desenvolvimento do Brasil e para a soberania nacional.


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