Cachorrinho que tem medo de fogos de artifício se esconde na banheira com seus brinquedos

Foto: Sarah Schweig

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Conheça o Kimbo.

Kimbo é um cãozinho da raça golden retriever que viveu em Nova York (EUA) toda a sua vida, então ele está sempre pronto para uma nova aventura.

Serelepe e alegre, Kimbo desfruta de todas as atividades que a cidade e seus arredores têm a oferecer – desde longas caminhadas pelas ruas de paralelepípedos a visitas frequentes aos parques do Brooklyn até a natação para cachorrinhos nas piscinas de Nova Jersey até viagens para fazer caminhadas e trilhas no Vale do Hudson .

Foto: Sarah Schweig

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No passado, o barulho e a agitação da cidade nunca incomodaram muito Kimbo. Mas, recentemente, ele e seu tutor, Marco, mudaram-se para um novo bairro no Brooklyn – uma área animada que, como os dois acabaram de aprender, não recua ao comemorar os feriados.

Foto: Sarah Schweig

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Pela primeira vez na vida de Kimbo, do nada, ele ficou bem nervoso quando os barulhos altos dos primeiros fogos de artifício soaram.

Felizmente, como qualquer nova-iorquino experiente, Kimbo descobriu como se manter calmo em meio ao caos – e ele também ajudou um pouco.

Marco e Kimbo estavam tendo alguns amigos para jantar no Dia da Independência. Eles decidiram ficar exatamente no lugar do Kimbo – para evitar os fogos de artifício -, mas os sons estrondosos ainda podiam ser ouvidos no apartamento deles.

Foto: Sarah Schweig

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Enquanto os vegetais grelhavam do lado de fora, uma doce menina de 4 anos, filha de um amigo, resolveu manter Kimbo na companhia e acalmar seus nervos.

No começo, era difícil: Kimbo ficava latindo e Marco continuava tendo que ajudar Kimbo a garantir que tudo ficaria bem, esfregando as orelhas e dando-lhe guloseimas.

Foto: Sarah Schweig

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Mas de repente, o latido parou. Quando os adultos foram ver o que havia acalmado Kimbo, foi o que encontraram:
Kimbo tinha subido na banheira e a menina decidiu cercá-lo com todos os seus brinquedos favoritos – e parecia fazer o truque.

Kimbo descansou a cabeça e até se afastou um pouco enquanto os últimos fogos de artifício explodiam.
E logo, Kimbo voltou a ser o seu eu normal e feliz.

Bom menino, Kimbo.

Foto: Sarah Schweig

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Fogos e barulhos em geral podem causar desmaios e levar animais à morte

O estampido dos fogos de artifício e ruídos provocados de outras maneiras, como música em volume alto, podem levar animais à morte, especialmente os recém-nascidos e os idosos.

Cães, gatos, coelhos, hamsters, aves e animais de outras espécies correm sério risco. O estresse causado pelos barulhos os deixam nervosos, podendo levar a desmaios e à morte. Amarrá-los, durante a execução desses ruídos, é ainda pior, já que eles podem ficar ainda mais nervosos por estarem presos, além do risco de enforcamento.

Foto: Pixabay

Além desses riscos, alguns barulhos – até mesmo os mais sutis, como batidas de portas e janelas – podem agravar doenças pré-existentes. As informações são do portal IG.

De acordo com a médica veterinária e fundadora do grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, os sustos causados pelos barulhos podem ter efeitos graves sobre os animais

“Muito embora a evolução da espécie e a domesticação venham contribuindo com a adaptação, ainda é muito frequente casos de sincopes (desmaios), ou em casos mais raros a morte súbita de animais quando se assustam”, conta.

“Animais mais idosos, que podem ter doenças cardíacas, respiratórias ou neurológicas estão dentre os mais propensos às consequências graves de barulhos altos”, diz. “Em meio a uma situação de susto, agitação ou medo, o animal pode facilmente entrar uma crise, e se não for rapidamente socorrido, poderá ter seu óbito”, explica Caroline.

Apesar de correrem menos riscos que os animais idosos, os filhotes também podem sofrer as consequências dos ruídos altos. “Animais que não estão acostumados nem adaptados a esses episódios de barulho intenso podem sofrer com a situação. Essa mistura de animal não condicionado com tutores inexperientes pode agravar a situação”, diz a veterinária.

Para proteger o animal é importante mantê-lo fora de áreas de risco. “Lugares altos, onde o animal pode tentar fugir e facilmente se joga (sem calcular risco) ou então tutores que deixam o acesso à rua desprotegido, e na tentativa de fuga o animal pode ser atropelado. Outro caso comum é quando o tutor prende o animal de maneira inapropriada, acreditando ser a melhor opção, e na tentativa de escapar, eles pulam e contorcem a coleira tendo o risco grande de serem enforcados”, alerta Caroline.

A veterinária reforçou ainda que não são apenas cães e gatos que correm riscos, mas também animais como hamster, coelhos e chinchilas. Segundo Caroline, essas espécies podem morrer facilmente, inclusive se foram manuseadas de maneira errada pelo tutor. “Mexer no animal sem condicionamento adequado causa um tipo de estresse crônico, que pode ser fatal para esses animais extremamente sensíveis”, finaliza.


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Barulho de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas em animais

O barulho provocado pela soltura de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas nos animais, além de convulsões, fugas e da possibilidade de levá-los à morte, em caso de parada cardíaca. O alerta é feito pelo médico veterinário Tito Luiz devido ao aumento da soltura desses explosivos durante este período do ano, graças as festas juninas e julinas.

Os sons dos fogos podem ser ouvidos pelos animais a quilômetros, segundo Tito, já que eles têm uma audição mais aguçada que a humana. O especialista lembra que não é necessário provocar tamanho sofrimento aos animais, já que existem no mercado fogos que não omitem som. As informações são do Portal O Dia.

Foto: Pixabay

“Assim, podemos apreciar apenas as imagens criadas sem o incômodo do barulho, poupando dos transtornos tanto os animais como bebês recém-nascidos, pessoas doentes, entre outros”, comentou. Algumas cidades do país – como Tietê (SP), Araguari (MG), Rio de Janeiro, Vassouras (RJ), Sorriso (MT), Tatuí (SP), Araraquara (SP), entre outras – já proibiram fogos de estampido.

Aos tutores, o veterinário orienta realizar a dessensibilização de longo prazo para acostumar o animal com o barulho dos fogos. “Quanto mais cedo na vida do animal se iniciar esse processo, melhor o resultado. É importante lembrar que essa dessensibilização sempre deve ser acompanhada por um profissional em comportamento animal”, reforçou.

O veterinário recomenda ainda adotar medidas paliativas para reduzir o sofrimento do animal ao ouvir o barulho dos explosivos, como colocar algodão nos ouvidos do animal, deixá-lo em um ambiente fechado e, caso ele esteja acostumado, colocar um som ambiente interno, como música ou TV ligada, para distraí-lo. E nunca deixá-lo sozinho durante a soltura dos fogos.

Quanto à técnica de amarrar uma faixa no corpo do animal, o veterinário afirma que é preciso usa-la associada a outras medidas paliativas para aumentar a chance de sucesso. “Os cães aceitam melhor essa técnica do que os gatos, mas pode ser testada em ambos. O nome da técnica é Tellington Ttouch e consiste em passar uma faixa larga de tecido em volta dos ombros e tórax do animal, de modo que gere uma sensação de proteção”, explicou.

Tito lembra que o comportamento de cada animal diante do barulho dos explosivos terá relação com sua espécie e suas características, o que significa que os animais podem apresentar reações diferentes em situações semelhantes.

“No caso dos cães, eles demonstram mais medo e sentem necessidade de ter alguém por perto para se sentir seguro, enquanto que os gatos, por serem mais independentes, apesar de também sofrerem com o barulho dos fogos, podem apenas procurar um local seguro para se esconder”, finalizou o médico veterinário.


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Prefeito de Cotia (SP) promulga lei que proíbe soltura de fogos de estampido

Uma lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, além de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, foi promulgada pelo prefeito de Cotia (SP), Rogério Franco.

(Foto: Pixabay)

O descumprimento da lei, de autoria do vereador Edson Silva, acarreta em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor é dobrado. As informações são do Jornal Cotia Agora.

Não foi definido ainda como será realizada a fiscalização e quem a fará. Também não se sabe se haverá um telefone exclusivo para denúncias ou se elas deverão ser feitas à Guarda Civil.

A lei tem o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo barulho dos fogos, que prejudica animais domésticos e silvestres, em alguns casos levando-os à morte por ataque cardíaco, e atinge também idosos, crianças, pessoas com problemas psíquicos, autistas e bebês.

A proibição da soltura de explosivos que fazem barulho é uma tendência que outras cidades do país já aderiram. Em São Paulo, por exemplo, a comemoração de Ano Novo do ano passado não contou com fogos de estampido.

 

Projeto que proíbe uso de fogos barulhentos é aprovado em Guarujá (SP)

A Câmara de Guarujá, no litoral de São Paulo, aprovou um projeto de lei que proíbe a queima de fogos de artifício barulhentos na cidade. A proposta segue para análise da prefeitura, que decidirá pelo veto ou pela sanção. O objetivo do projeto é proteger animais, idosos, pessoas doentes, bebês e crianças, que sofrem com o barulho dos explosivos.

(Foto: Pixabay)

De autoria do vereador Marcos Pereira de Azevedo, o Pastor Sargento Marcos, a proposta foi aprovada na terça-feira (4) e proíbe, além da queima, o manuseio, a utilização e a soltura de fogos que produzem ruído e de qualquer outro tipo de artefato pirotécnico com efeito sonoro. As informações são do G1.

O vereador justifica que os fogos barulhentos prejudicam a saúde de quem é sensível ao barulho, como animais domésticos. O parlamentar lembrou que muitas pessoas deixam de viajar durante as datas festivas para cuidar dos animais, que ficam assustados com os fogos e, em alguns casos, morrem em decorrência de paradas cardíacas.

Se for sancionado, o projeto se tornará lei e entrará em vigor na data da publicação no Diário Oficial.

Em Santos, também no litoral paulista, uma lei semelhante foi sancionada em 2017. Os fogos barulhentos também são proibidos em São Paulo, Campinas, Registro e Ubatuba, entre outras cidades. Em São Paulo, no entanto, a lei se encontra suspensa no momento devido a uma ação de um ministro do STF.

Pássaros são afugentados por fogos e jatos de água em Cianorte (PR)

Foto: Sirlei Tesla | Olhares

O Santuário Eucarístico de Nossa Senhora de Fátima de Cianorte, no Paraná, fica localizado entre dois bosques e no habitat de diversas aves e outras espécies. No local há uma praça ladeada por árvores e uma Via Sacra, em tamanho natural, esculpida pelo artista local, Aristeo Piovesan.

A paisagem bela e bucólica atrai pombas rolinhas que escolheram as árvores do entorno da matriz para viver e se reproduzir. A presença dos animais está causando conflitos entre membros da igreja e um grupo preocupado com a situação de vulnerabilidade das aves que vivem no local.

Segundo denúncias, iniciou-se uma verdadeira cruzada contra os pássaros usando métodos cruéis para afugentá-los, como estampido de fogos, jatos de água, algazarra com motocicletas, águias eletrônicas e destruição de ninhos.

Um vídeo postado na página Turma da Mel & Cães Comunitários mostra o uso de fogos para assustar os animais. O responsável pelo crime ambiental supostamente é um funcionário da Prefeitura de Cianorte. Uma outra postagem denúncia que ninhos estão sendo destruídos e filhotes pisoteados.

Segundo a página, já foram oferecida sugestões para remediar os conflitos entre as aves e os frequentadores e funcionários da igreja. “Os pássaros aninham-se nas árvores e, naturalmente, defecam no local, porque são seres vivos, não são de plástico. Já tentaram colocar telas nas árvores, com o aval da Prefeitura e é claro que isso não foi aceito. Já não chega a quantidade de árvores que todos os dias cortam em Cianorte, os pássaros não tem sossego nem para abrigarem-se nas árvores do Bosque que é público e protegido por lei”, diz uma postagem no Facebook da Turma da Mel & Cães Comunitários.

Outro alvo: os cães

Além de querer a expulsão das aves, supostamente os padres também se mostraram contrários à presença de cães comunitários em um bosque que fica a 300 metros do santuário. O receio de surgir uma nova ameaça à proteção dos animais fez nascer um abaixo-assinado que já conta com mais de mil assinaturas.

A petição online (veja aqui) pede a substituição dos padres que não querem os cães e pássaros no Bosque da Matriz de Cianorte e é dirigido ao Dom João Mamede Filho, OFM, Terceiro Bispo da Diocese do Divino Espírito Santo de Umuarama.

No texto, salienta-se que os cães estão protegidos pela Lei Estadual 17.422/12, que assegura o direito do Cão Comunitário; Lei Municipal de Cianorte 4597/2015 e Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/1988. Coincidentemente, o Bispo é vinculado à Ordem de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais.

Revitalização

Recentemente a Prefeitura de Cianorte anunciou a revitalização do entorno, com um projeto que prevê inclusive a implantação de uma fonte e a readequação dos estacionamentos. A comunidade teme que as obras afetem mais animais no local e já se preparam para futuros conflitos.

Os administrados da página Turma da Mel & Cães Comunitários sugerem que a Prefeitura de Cianorte e o Santuário Eucarístico formem frentes de trabalho para conciliar a presença dos animais e o bem-estar dos frequentadores do templo. Uma solução apontada é a contratação de trabalhadores de baixa renda e vulnerabilidade social para realizar a limpeza do local e entorno.

A proposta visa ajudar a comunidade e criar uma convivência pacífica entre humanos e animais. A solução encontrou apoio entre os seguidores da página. “Se são capazes de usar jato de água para torturar as pombinhas, que usem a água de modo inteligente, para retira a sujeira e não cometer essa crueldade”, concluiu uma internauta.

Outro lado 

Tentamos contato com o Santuário Eucarístico de Nossa Senhora de Fátima de Cianorte através dos canais disponibilizados no site do templo, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.

 

Em prol dos animais, lei proíbe fogos barulhentos em Araguari (MG)

Um projeto de lei que proíbe a queima de fogos de artifício barulhentos foi sancionado em Araguari (MG). De autoria do vereador Jander Patrocínio (PSB), a lei foi publicada no Correio Oficial. O objetivo é proteger os animais, que sofrem com o barulho dos fogos, e também pessoas idosas e bebês. A lei passará a ser aplicada em 2020, com multa para reincidentes na infração.

(Foto: Pixabay)

No dia da votação do projeto, o parlamentar levou cachorros ao plenário para tentar conscientizar os demais vereadores a respeito do estresse que o barulho dos fogos causa neles devido à audição mais aguçada. Jander lembrou também do sofrimento dos autistas.

“As pessoas com autismo têm muitas dificuldades. Com barulho intenso precisam de acompanhamento”, afirmou o vereador. As informações são do portal G1.

O vereador lembra que a lei não impede o uso de qualquer explosivo, apenas os barulhentos. Sendo assim, os fogos com efeitos visuais, sem estampidos, permanecem liberados, assim como os que produzem pouca intensidade de barulho.

De acordo com a medida, os fogos exclusivamente do tipo colorido, com baixo impacto sonoro, poderão ser usados em comemorações esportivas e religiosas, festas juninas e similares, desde que, em nenhuma hipótese, ultrapasse o tempo máximo de duas horas, com intervalos mínimos.

A lei, segundo o prefeito Marcos Coelho, atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que sons com mais de 55 decibéis podem estressar e prejudicar a saúde. Os que estão acima de 85 decibéis podem causar perda da audição, especialmente acima de 120 decibéis. Os fogos de artifício com estampidos ultrapassam 150 decibéis.

Punição

Em caso de descumprimento da lei, a Polícia Militar Ambiental comparecerá ao local de soltura dos fogos e aplicará uma advertência. Em caso de reincidência, será aplicada multa de R$ 1 mil por cada fogos usado.

O dinheiro arrecadado será direcionado ao Conselho Municipal de Proteção aos Animais. “Até que a lei passe a valer, estamos trabalhando na conscientização”, completou Jander.

80% das araras monitoradas fugiram após queima de fogos da virada em MS

Quem anda pelas ruas de Campo Grande já deve ter notado a falta das araras-canindé, que antes da queima de fogos do réveillon, eram facilmente encontradas pela cidade. De acordo com o Instituto Arara Azul, responsável pelo monitoramento das aves na região, cerca de 480 delas ‘fugiram’ da capital em busca de áreas tranquilas, pois ficaram incomodadas com os fogos de artifícios.

Foto: Felipe Bastos/G1 MS

Há quatro dias, as aves ainda não retornaram, o que representa 80% das das araras monitoradas em Campo Grande. Segundo a presidente do Instituto Arara Azul e doutora em meio ambiente, Neiva Guedes, as araras-canindés têm uma audição bem desenvolvida e outros animais que vivem no perímetro urbano, também podem ter sido prejudicados pelo barulho dos fogos.

De acordo com o instituto, em 2018, 180 ninhos das araras foram monitorados. Foram contabilizados 150 nascimentos e a atualmente, a maioria dos filhotes já voaram.

Segundo Neiva, no dia 2 de janeiro deste ano, foram monitorados 21 filhotes e neste mesmo dia, os pesquisadores percorreram toda a cidade e conseguiram observar apenas 6 aves do período da manhã até o escurecer. Em dias normais, cerca de 40 animais poderiam ser vistos na capital.

A especialista ainda explica que um grupo de pesquisadores observaram desde a virada de 2018 e notaram a diminuição das aves na região de Campo Grande nesse período em que é mais comum a queima de fogos. Ela ainda ressalta que a volta desses animais deve ser gradativa, ainda nos próximos dias.

Preservação

O projeto Arara Azul começou em 1989 no Pantanal, onde atualmente 108 ninhos de arara-azul são monitorados, principalmente, durante o período de reprodução, que vai até março. Neiva ressalta que o projeto recebe ajuda de voluntários e moradores que percebem a importância de preservar a natureza e os animais, e também orienta em casos de nascimento de filhotes em casas de moradores.

Para informações, o Instituto Arara Azul atende pelo telefone (67) 3222-1205, pelo site ou pela página no facebook.

Fonte: G1

Cadela morre devido a barulho de fogos e causa comoção na internet

Uma cadela morreu por causa do barulho de fogos de artifício no Engenho Novo, no município do Rio de Janeiro. A tutora, Christiane Neri, contou que o animal ficou mais agitado do que o normal ao ouvir os fogos. Após a soltura dos explosivos, Mila deitou no chão, quieta. Na manhã seguinte, ela estava morta.

(Foto: Reprodução / G1 / Globo)

Mila era tratada como filha. O desabafo publicado nas redes sociais por Christiane e o marido, Randel Silva, viralizou. Foram mais de 1,8 mil reações na publicação. O caso comoveu internautas, que se solidarizam com a morte da cadela.

O estresse provocado pelo barulho dos fogos pode, segundo o médico veterinário Fernando Ferreira, desencadear uma crise de pânico e ansiedade no animal.

“Isso pode levar à morte do animal, provavelmente por um distúrbio cardíaco ou um infarto, infelizmente. O que precisa é proporcionar ao animal um local confortável, um local onde ele se sinta acolhido, protegido de todo esse estresse que é causado pelos fogos de Ano Novo. E se possível, em algum momento, tentar fazer com que ele se acostume com o barulho estranho para que ele não sinta tanto, como aconteceu com essa cadelinha. É mais comum do que parece”, disse ao G1 o veterinário da Fazenda Modelo.

O veterinário indica que o tutor não tampe o ouvido do animal com algodão, já que não se tem conhecimento do tamanho do ouvido dele. E sedar animais sem o acompanhamento de um veterinário, de acordo com Ferreira, é completamente condenável, já que os coloca em risco.

A fabricação, comercialização e soltura de fogos que emitam som acima de 85 decibéis foi proibida na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito Marcelo Crivella assinou um decreto sobre o tema, publicado no dia 28 de dezembro no Diário Oficial do Município, em edição extraordinária.

Especialistas alertam que o barulho dos explosivos acima do limite imposto é prejudicial para a saúde de animais e pessoas, havendo, inclusive, risco de perda auditiva irreversível.

Cadela viaja 100 km presa a carro após se esconder em veículo para fugir de fogos

Uma cadela viajou cerca de 100 quilômetros presa em um vão na carenagem de um veículo após se esconder no carro para fugir do barulho dos fogos de artifício. O caso aconteceu em Cascavel, no Paraná, no Ano Novo.

Algumas horas antes da virada de ano, a cadela se escondeu embaixo do carro e acabou ficando presa. “Ela deve ter entrado por trás do pneu, quietinha, e não percebemos”, disse o dono do automóvel, Nelson Bonetti, que viajou com a família até a cidade vizinha, Toledo, e voltou para Cascavel sem perceber que a cadela estava presa entre o para-choque e uma das rodas do carro.

Foto: Arquivo Pessoal/Nelson Bonatto

“A gente se desesperou quando, na volta, viu que ela estava presa no carro”, contou Cristina Bonatto, que estava no carro. As informações são do portal G1.

Ao perceberem que a cadela havia fugido, os tutores de Branca, como é chamada, passaram a fazer buscas por ela. “A gente procurou ela pela cidade inteira e não encontrou”, disse o tutor Júlio Cézar Raizel. Cerca de 15 horas depois, a família reencontrou Branca.

Apesar do susto, a cadela sofreu apenas ferimentos leves em uma das patas. “O nosso quintal é fechado, com grades altas e ela escalou, ela pulou. Isso mostra o estado que o animal estava de medo por causa do foguetório”, afirmou o tutor da cadela.

De acordo com veterinários, o número de fugas de cachorros triplica durante as festas com fogos de artifício. Por isso, nessas ocasiões, o recomendado é nunca deixar o animal sozinho e propiciar um ambiente seguro para ele.