Confeitaria fundada há 150 anos se torna totalmente vegana

Foto: Ladurée

Foto: Ladurée

A cadeia de confeitarias francesa Ladurée está transformando sua loja em Beverly Hills (EUA) em um estabelecimento 100% vegano.

Fundada em Paris em 1871 por Louis Ernest Ladurée e sua esposa Jeanne Souchard, a Ladurée já foi um centro de encontro para mulheres na alta sociedade parisiense.

Atualmente, a cadeia tem lojas em todo o mundo, atendendo aos amantes de Macaron (doce francês), de Luxemburgo às Filipinas e à Califórnia.

A culinária francesa é tradicionalmente carregada de produtos de origem animal – manteiga, leite e ovos, em particular, representam grande peso nas receitas. De acordo com a Bloomberg, quando a co-presidente Elisabeth Holder – que herdou a cadeia junto com seu irmão David Holder – solicitou que uma salada de couve fosse adicionada ao cardápio em Paris, o chef foi cínico, informando que aquilo era “comida de coelho”.

Mas ela persistiu. A salada foi adicionada, tornando-se rapidamente um best-seller no estabelecimento. Agora, Elizabeth está levando as coisas um passo adiante.

A filial da confeitaria Ladurée, em Beverly Hills, deixará de lado os produtos de origem animal do menu. Em seu lugar disso, uma nova seleção vegana de alimentos será oferecida, feita com manteiga de amêndoas e óleo de coco

Foto: Ladurée

Foto: Ladurée

A cadeia de confeitarias teve uma pequena ajuda na criação do novo cardápio, de um dos chefs e donos de restaurante de maior sucesso da indústria de alimentos veganos, Matthew Kenney.

O famoso chef e autor de livros de receitas tem 35 restaurantes de comida baseados em vegetais – ou já abertos ou em andamento – em todo o mundo, e recentemente abriu um estabelecimento com conceito de salão de alimentos, totalmente baseado em vegetais em Providence, Rhode Island.

Macarons veganos para Todos

As opções veganas na Ladurée não serão exclusivas para os clientes de Los Angeles. A partir de setembro, juntamente com suas ofertas normais, os parisienses também poderão colocar em suas mãos macarons veganos e outros pratos à base de vegetais, o que é uma surpresa de muitos, diz Holder.

Ela explicou à Bloomberg: “quando eu lhes disse em Paris, que teríamos o macaron vegano e o croissant vegano, eles me olham como ‘O que ela está dizendo?’. É uma revolução”, diz Elizabeth.

Após o lançamento de Paris, as opções veganas estarão disponíveis em 80 filiais da confeitaria ao redor do mundo.

“Não pretendemos desviar-nos do espírito que tornou a Ladurée um sucesso global”, continuou Holder. “Em vez disso, nosso foco será a reinterpretação da essência de Ladurée enquanto emprega alimentos veganos em direção a esse objetivo”.

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Startup francesa pretende lançar o foie gras livre de crueldade em 2023

A nova startup francesa de tecnologia de alimentos, Suprême, decifrou o código para criar foie gras (ou patê de fígado de ganso) através do uso da agricultura celular, sem a necessidade cruel e repugnante de alimentar forçadamente patos e gansos até que seus fígados fiquem hipertrofiados.

“Tudo começa por um ovo de pato ou ganso”, descreve a empresa em seu site. “Pegamos algumas células desse ovo e lhes abastecemos com todos os recursos que são necessários para crescer. Finalmente, nós ajustamos a combinação desses nutrientes para replicar naturalmente o efeito da alimentação forçada no nível das células”.

A empresa planeja estrear seus primeiros produtos de foie gras até 2023.“Queremos reinventar a mais controversa delicadeza francesa— foie gras”, disse o fundador da Suprême, Nicolas Morin-Forest.

“Hoje, 67% dos consumidores franceses rejeitam a maneira como é produzido o foie gras.” Além do patê, as startups do setor de carnes baseadas em células estão trabalhando para criar versões livres de morte de muitos produtos animais de considerados de luxo, incluindo o bife japonês wagyu, lagosta e atum rabilho.

Como é feito o foie gras

A produção deste patê tido como “iguaria francesa” é um dos exemplos mais cruéis de exploração e violência contra os animais. Para arrancar o fígado de patos e gansos e fazer o famigerado prato, os exploradores primeiro precisam deixar o órgão doente e hiperatrofiado para isso as aves são engordadas de maneira forçada, várias vezes por dia, tendo um tubo de metal de 20 a 30 centímetros enfiado na garganta até o estômago.

A ave tem de que engolir em somente alguns segundos uma quantidade tão grande de milho, que o fígado acaba por atingir praticamente dez vezes o seu tamanho normal, e desenvolve uma doença chamada esteatose hepática.

Pouco após este choque diário da engorda, a ave sofre imediatamente de diarreias e vômitos. Além disso, as dimensões do seu fígado hipertrofiado tornam a respiração difícil e o movimento doloroso.

Se este tratamento continuasse, provocaria a morte dos animais engordados. Mas os executores agem antes e tiram a vida desses animais indefesos. Os mais fracos chegam muitas vezes à sala de matança já moribundos, e outros tantos nem conseguem resistir até lá: a taxa de mortalidade dos patos é de dez a vinte vezes mais elevada durante o período de engorda.

Essa rotina cruel e desumana a que são submetidos esses pobres seres é inaceitável. O boicote desse tipo de alimento é imperioso e além de ser a atitude ética e compassiva correta a ser tomada é uma luta que precisa ser abraçada em favor do bem-estar e das vidas desses animais indefesos.

Francesa é multada por adotar porco resgatado do matadouro e matá-lo para consumo

O tribunal ainda foi informado de que parte da carne seria destinada à venda (Foto: Daniel Acker/Reuters)

Uma mulher de 40 anos, de Vannes, na França, foi condenada a pagar 500 euros por adotar um porco resgatado do matadouro e matá-lo para consumo.

A francesa assinou um contrato de adoção do animal resgatado pela organização de direitos animais Le Paradis, assumindo a responsabilidade de zelar pela vida do suíno, segundo edição da semana passada do jornal francês Le Télégramme.

No entanto, o animal que se chamava Babe foi reduzido a 110 quilos de carne empilhada em caixas na casa da ré. O tribunal ainda foi informado de que parte da carne seria destinada à venda.

A mulher alegou que o “animal era grande demais, comia muito e havia escapado várias vezes de sua ‘gaiola’”, o que significa que o animal era mantido em um espaço similar ao de uma fazenda industrial enquanto estava vivo.

Em sua defesa, ela disse também que havia confiado o animal ao ex-marido que chamou um açougueiro para matá-lo com tiros de espingarda.

Porém, o homem desmentiu a versão dizendo que desde que o porco chegou em casa ela já tinha a intenção de matá-lo para consumo.

Também alegou que a mulher nunca mencionou a existência de um contrato de adoção que a condicionava a zelar pela vida do animal.