Vídeo mostra funcionários de fazenda jogando galinhas em baldes de urina

Foto: AJP

Uma investigação secreta em duas fazendas de criação de galinhas classificadas como “éticas” – uma das quais responsável pelo abastecimento de grandes redes de supermercados – revelou abusos de animais chocantes.

A ONG Animal Justice Project (AJP) realizou as investigações durante três meses nas fazendas Trees Farm e Brome Grange em Suffolk, na Inglaterra. Ambas as fazendas são credenciadas pelo selo Red Tractor (que alguns dizem se tratar apenas de um esquema de marketing), que afirma que oferece alimentos que são ‘produzidos de forma responsável para alguns dos padrões mais abrangentes e respeitados do mundo’. A Trees Farm também é credenciada pela RSPCA.

Mas os vídeos e as imagens obtidas por AJP mostram galinhas sendo chutadas e jogadas com toda força. Os trabalhadores foram documentados quebrando o pescoço de galinhas e deixando uma delas para morrer jogada durante um período de oito horas. Além disso, um trabalhador foi filmado urinando em um balde e depois jogando pássaros vivos, mas seriamente ferido dentro do objeto.

Suspensão

De acordo com um porta-voz da rede de supermercados, a cadeia de lojas suspendeu como fornecedor a fazenda Brome Grange, e diz que está “investigando caso a caso e continuará comprometida e confiando nas autoridades competentes sobre os padrões de bem-estar na fazenda”.

A RSPCA suspendeu a Trees Farm de seu esquema de credenciamento, dizendo: “Estamos chocados e enojados. Estamos investigando esses incidentes perturbadores”.

O selo da Red Tractor, que estava nas manchetes do mundo todo semana passada, depois que investigações em três fazendas credenciadas de Lincolnshire revelaram abusos, disse que ambas as fazendas de Suffolk foram “suspensas com efeito imediato”, dizendo que leva a sério “alegações de violaçõesde seu código de conduta”.

Abuso, crueldade e sofrimento

“Esta extensa investigação sobre a vida de frangos de crescimento lento e supostamente acima do normal – desde a colocação de pintos até o momento em que aves jovens com nove semanas de idade são mortas – revela que as galinhas criadas ‘por sua carne’ estão sujeitas a abuso, crueldade, dor, e sofrendo imensamente independentemente de qualquer selo ou rótulo”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Nós registramos cenas de aves tendo seus pescoços quebrados por trabalhadores da fazenda e jogados no chão com desprezo ou em um balde cheio de urina, frangos jovens sendo chutados, pisados e tendo seus pescoços esticados ao extremos nas linhas de alimentação, uma violação costumeira de seu bem-estar.

“[Nós documentamos] a potencial quebra da lei, trabalhadores que falham em biossegurança, negligência por parte dos trabalhadores em verificar o bem-estar das aves que resultou em frangos coxos, doentes e moribundos, sendo deixados para sofrer por dias, e uma área livre”, disse a fundadora da AJP.

“O público está sendo enganado pela indústria, pela RSPCA e até mesmo por outras organizações de bem-estar animal. As aves sofrem absurdamente nas fazendas de criação. Elas ainda são submetidas a terríveis abusos nas mãos de equipes que possuem certificados da RSPCA. Animal Justice Project defende uma alimentação vegana para os consumidores como a única solução para realmente proteger os animais”.

A Animal Justice Project levará suas descobertas para seminários e conselhos no centro de Londres em 4 de julho, e fará campanha nas ruas e universidades em toda a Grã-Bretanha para promover uma dieta vegana como parte de sua nova campanha ‘The Foul Truth’ (A verdade dos tolos, na tradução livre).

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Empreendedor neozelandês investe pesado na produção de frango à base de vegetais

Foto: PETA

Foto: PETA

Lienhard é o fundador da Blue Horizon Corporation. O grupo procura as empresas veganas em ascensão para seus investimentos.

O investidor recentemente reuniu-se com a Bloomberg News na Alemanha para discutir o crescente mercado de alimentos veganos.

“É sobre o hambúrguer no momento”, disse ele à Matt Miller da Bloomberg. Especificamente, são duas marcas que despontam no momento: a Beyond Meat e sua rival Impossible Foods, nas quais a Blue Horizon investiu.

As duas empresas estão obtendo grande sucesso com os hambúrgueres veganos que competem com a carne bovina; os hambúrgueres se parecem, cozinham e têm gosto de carne de origem animal. E comedores de carne aprovaram e tem consumido o produto em abudância.

A Beyond Meat foi intensamente aclamada e virou notícias nos principais veículos de economia e mercado no início deste mês, quando se tornou a primeira empresa de carne vegana a abrir o capital. Os preços de suas ações dispararam mais de 160% no dia da abertura, tornando-se um dos maiores IPOs nos EUA nas últimas duas décadas.

O Beyond Burger, da Beyond Meat, é vendido em cadeias de supermercados enormes como A & W, TGI Fridays e Carl’s Jr. A empresa também produz salsichas e carne moída de forma realista à bse de vegetais.

A Impossible Foods chegou no cardápio do Burger King no mês passado.O “Impossible Whopper” foi lançado em 1º de abril com uma campanha temática do Dia da Mentira, em que os “comedores de carne” ficaram agradavelmente surpresos ao saber que seus Whoppers eram livres de carne. As lojas do Burger King que vendem sanduíches sem carne registraram aumentos de dois dígitos nas vendas desde o lançamento.

Lienhard diz que é apenas o começo em relação ao potencial da carne vegana. Ele prevê que o produto vai seguir os mesmos passos dos lançamentos livres de laticínios no mercado. “A interrupção no consumo de produtos lácteos já ultrapassa 15% nos EUA”, disse ele a Miller.

As vendas de leite feito à base de vegetais e sem laticínios explodiram na última década. Entre 2012 e 2017, o mercado cresceu mais de 60%, enquanto as vendas de laticínios tradicionais diminuíram de forma substancial.

Estudos revelam que a ingestão de frango frito está ligada à morte prematura

Foto: eatplant-based.com

Foto: eatplant-based.com

O estudo, publicado no BMJ (British Medical Journal) no início deste ano, avaliou as dietas de 106.966 mulheres na pós-menopausa com idades de 50 a 79 anos que se inscreveram na Women’s Health Initiative (Iniciativa pela Saúde das Mulheres) nos anos 90. De acordo com os dados, 31.588 mortes ocorreram entre o início do estudo e o acompanhamento até janeiro de 2017: Sendo que 9.320 delas relacionadas ao coração, 8.358 relacionadas ao câncer e 13.880 de outras causas.

Os pesquisadores analisaram fatores como estilo de vida, nível de escolaridade, renda e a frequência com que os participantes ingeriam alimentos fritos como frango, marisco, batatas fritas e salgadinhos. Alimentos fritos tendem a ser mais ricos em gordura saturada, que diversos estudos ligam a vários problemas de saúde relacionados ao coração.

Aqueles que comeiam uma ou mais porções de frituras por dia descobriu-se que tinham um risco 8% maior de ter uma morte prematura.

Como as frituras afetam a saúde?

O fator de risco para quem come frango frito diariamente foi ainda maior em comparação com a média. Uma ou mais porções diárias estavam associada a um risco 12% maior de morte relacionada ao coração, mas nenhum alimento frito estava ligado a um risco maior de morte por câncer.

“Nós identificamos um fator de risco para mortalidade por problemas cardiovasculares que é facilmente modificável pelo estilo de vida”, escreveram os autores do estudo.

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Os dados mostram que as mulheres que freqüentemente comiam frituras eram tipicamente mais jovens e não brancas, com menos escolaridade e menor renda.

“Reduzir o consumo de alimentos fritos, especialmente frango frito e peixe frito ou marisco, pode ter impacto clinicamente significativo em todo o espectro da saúde pública”, conclui o estudo.

A pesquisa mostrou que uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais é uma das maneiras mais eficazes para prevenir problemas crônicos de saúde, como doenças cardíacas, pressão alta, diabetes tipo 2 e certas formas de câncer.

Para alguns, adotar uma estilo de vida e uma alimentação mais saudável e baseada em vegetais pode não ser tão simples. O acesso à saúde é um problema em muitos países, incluindo os Estados Unidos, onde 2,3 milhões vivem em desertos alimentares (uma área urbana em que é difícil comprar alimentos frescos a preços acessíveis ou de boa qualidade), muitos dos quais vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo.

Isso tem um efeito negativo na saúde individual: aqueles que vivem em desertos alimentares têm 55% mais chances de ter uma dieta de boa qualidade.

Francesca Chaney, fundadora do restaurante Sol Sips, no Brooklyn (EUA), assumiu a missão de fornecer à sua comunidade comida vegetariana saudável e acessível.

“A comunidade do bem-estar alimentar pode ser realmente classista”, disse ela à Essence em fevereiro de 2018, acrescentando que muitos podem querer comer de forma saudável, mas só têm acesso a fast food frito.

Vídeo revela como ficam os músculos de frangos obrigados a ingerir hormônios de super crescimento

Foto: CIWF

Foto: CIWF

De acordo com especialistas, o fenômeno origina-se na criação seletiva de aves alimentadas para crescer de forma tão antinaturalmente maciça e tão rapidamente, que mal conseguem suportar o seu próprio peso.

Um vídeo realizado por uma ONG que atua em prol do bem-estar animal revelou um fenômeno, na verdade é um distúrbio degenerativo, conhecido como “carne de espaguete”.

Descrita como um ‘fenômeno repugnante’, pela Compassion in World Farming (CIWF), a carne de espaguete é um distúrbio muscular que afeta as fibras do músculo do peito das aves expostas aos hormônios. Os feixes de fibras que compõem o tecido muscular do músculo peitoral se separam e se assemelham ao longo aparência fina e cilíndrica de fios de espaguete.

De acordo com a CIWF, essa questão se origina em função da ingestão compulsória de estimuladores químicos que fazem com que os músculos cresçam além do que as aves conseguem suportar, o que se revela uma fonte de sofrimento imenso para elas.

Bem estar animal

“Esse crescimento perigosamente rápido tem conseqüências desastrosas para o bem-estar dos animais: as galinhas frequentemente lutam para andar e podem sofrer de deformidades nas pernas, problemas respiratórios e ataques cardíacos”, diz o CIWF.

“Pior ainda, eles podem passar a ter dor crônica desde o momento em que têm apenas duas semanas de vida – dor associada a distúrbios musculares degenerativos”.

A carne de espaguete – muito parecida com a sua igualmente desagradável prima: a “estria branca” (depósitos de gordura nos músculos causados por hormônios de crescimento acelerado), é o resultado direto desses distúrbios musculares. E a má notícia para os consumidores de carne é que a carne resultante de frangos que sofrem desses distúrbios está associada a menos proteína e gordura”.

O vídeo da CIWF mostra o que chama de “fenômeno repugnante”

Campanha

A CIWF lançou uma petição condenando as empresas de alimentos por essa prática e afirmando que esses distúrbios musculares degenerativos e o sofrimento que eles causam aos animais – são inaceitáveis.

“Até o momento, as soluções abordaram a nutrição, o manejo da ração, o processamento pós-produção e a incorporação de carne degradada aos produtos processados. Em suma, o foco tem sido tratar os sintomas, em vez de tratar o problema por sua causa”.

Frangos e galinhas são seres sencientes, capazes de sofrer, sentir e compreender conforme já foi atestado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, assinada por especialistas de várias áreas do conhecimento científico do mundo todo.

Esses animais são nossos companheiros de planeta e não inferiores aos humanos. Nada justifica o sofrimento dessas aves privadas de sua liberdade, submetidas a condições desumanas, trancadas em gaiolas superlotadas, separadas de seus filhos e morrendo das formas mais hediondas.

Uma alimentação livre de produtos de origem animal além de evitar o sofrimento desses e de tantos outros seres indefesos, ainda ajuda na sobrevivência do planeta, tão ameaçada por nossos atos irresponsáveis e ambiciosos.

Impossible Foods está desenvolvendo ‘carne de porco e frango’ veganos

Imagem ilustrativa | Shitake Crocante (Bacon Vegetal).  Foto: vireivegetariano.blogspot.com

Até agora, a Impossible Foods concentrou a maior parte de sua atenção no desenvolvimento e comercialização da carne vegana “que sangra”. Seus esforços foram bem sucedidos; o Impossible Burger está disponível nos cardápios do restaurante nos EUA, Hong Kong, Cingapura e na Air New Zealand , onde é tão popular entre os viajantes quanto a carne bovina.

Recentemente, foi lançado o novo e melhorado Impossible Burger 2.0, que, de acordo com a marca, é ainda mais saboroso e delicioso do que seu antecessor. Mas ela não parou por aí.

De acordo com o diretor de expansão nacional da Impossible Foods, Jordan Sadowsky, novas carnes veganas – como frango e carne de porco – estão em desenvolvimento atualmente, embora não esteja confirmado quando novos produtos serão lançados. As informações são do Food Navigator.

“Quando se trata de alimentos à base de plantas, as pessoas procuram por uma razão para comê-las que não as comprometam como a carne bovina faz”, disse Sadowsky.

“Então, como podemos fornecer tudo o que eles gostam na carne, mas sem ter que envolver saúde ou questões ambientais, as pessoas estão muito ansiosas para experimentar isso”.

Além do frango e da carne de porco, o bife também está nos planos da empresa. O fundador Pat Brown revelou na Consumer Electronics Show (CES) de janeiro, em Las Vegas, que o lançamento de um ‘bife’ vegano é uma prioridade para a Impossible Foods, por causa de seu “enorme valor simbólico.”

Ele explicou: “Se pudermos fazer um incrível e delicioso bife de primeira classe … isso será muito perturbador não apenas para a indústria de carne bovina, mas para outros setores da indústria da carne”. Ele acrescentou que a indústria de alimentos precisa estar ligada com tecnologia , para evoluir.

“A comida é a tecnologia mais importante do nosso planeta. É literalmente exigido para a vida” , disse ele.

“Mas ela também está falhando em inovar por cerca de 10 mil anos – quando os humanos começaram a matar animais e a cozinhá-los como uma fonte barata de proteína.”

Cogumelo frango-da-mata pode ser uma alternativa à carne de frango

Depois de preparado, pode ser facilmente confundido com carne de frango (Fotos: Sow True Seed/ Fox Farm & Forrage)

Para vegetarianos ou veganos que sentem falta do gosto e da textura da carne de frango, uma boa alternativa pode ser o cogumelo Laetiporus sulphureus, conhecido popularmente como frango-da-mata. A espécie do Reino Fungi se destaca pela cor vibrante e, dentro de suas camadas aveludadas, há uma “carne vegetal” que tem gosto muito semelhante ao da carne de frango.

Originário da América do Norte e de algumas partes da Europa, o frango-da-mata tem sido utilizado cada vez mais na culinária vegetariana pela textura, sabor e versatilidade. O cogumelo pode ser preparado frito, cozido, assado, com molhos, etc. Em síntese, é considerado bastante maleável.

No entanto, segundo a revista online Atlas Obscura, é preciso ter cautela para não confundir as espécies, já que há outros cogumelos semelhantes ao Laetiporus sulphureus, mas que podem causar problemas gastrointestinais. “Ele normalmente cresce no verão e no outono. A textura deve ser firme e macia. Se desmanchar quando você tocá-lo, é porque está velho demais para ser consumido”, sugere a publicação.

Quase 165 toneladas de carne de frango da Perdigão podem estar contaminadas com salmonella

Animais mortos e reduzidos a cortes congelados de coxas e sobrecoxas, meio peito sem osso e sem pele, filé e coração Foto: BRF)

A BRF revelou hoje que 164,7 toneladas de carne de frango da Perdigão podem estar contaminadas com salmonella – o que inclui cortes congelados de coxa e sobrecoxa, meio peito sem osso e sem pele, filé e coração.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BRF informou que vai recolher não apenas os lotes afetados, mas 300 toneladas de carne. A alegação é de que a medida segue o princípio da precaução. Segundo a empresa, o incidente e o recolhimento dos produtos foram reportados ao Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A salmonella é uma bactéria transmitida principalmente pelo consumo de alimentos de origem animal, e pode causar diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e febre. Dependendo da gravidade, pode levar à morte. No ano passado, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) sequenciaram o genoma da bactéria salmonella e avaliaram 90 amostras.

A conclusão da pesquisa desenvolvida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) foi que a maioria das amostras é resistente a diferentes classes de antibióticos – o que pode colocar ainda mais a saúde em risco em caso de contaminação.

Fonte: Vegazeta