Empresa de tecnologia desenvolve linguiça a partir de células de porco cultivadas em laboratório

Salsichas feitas a partir de células de porco cultivadas em laboratório | Foto: New Age Meats

Salsichas feitas a partir de células de porco cultivadas em laboratório | Foto: New Age Meats

Empresa de tecnologia de alimentos New Age Meats desenvolve salsichas partir das células de um porco chamado Jessie.

Ao contrário de milhões de porcos que são mortos na indústria da carne a cada ano, Jessie – nomeada no site da New Age como Chief Sausage Officer – não é machucada ou prejudicada no processo de fazer as salsichas.

Os cientistas extraíram e depois multiplicaram as células de seu corpo. Estas células foram induzidas em músculo e gordura. O resultado final é um produto que parece, tem o mesmo sabor e textura que uma tradicional linguiça de porco, mas é livre de morte ou crueldade.

De acordo com o site This Is Money, a New Age Meats é a primeira empresa de carne limpa (termo usado para produção de carne que não envolve morte ou crueldade) a desenvolver linguiça.

Foto: StoryBlocks

Foto: StoryBlocks

A Agronomics – uma empresa de investimento em carnes limpas, presidida pelo fundador da Innocent Drinks, Richard Reed – investiu na empresa, avaliando-a em 10 milhões de dólares.

“A carne cultivada aborda simultaneamente três grandes questões: a saúde humana, o meio ambiente e o bem-estar animal”, disse o fundador da New Age, Brian Spears, em um comunicado, de acordo com o This Is Money. “Este é o primeiro pequeno passo que estamos dando para reverter a mudança climática, parar de criar animais em uma vida que não vale a pena viver e ajudar os seres humanos a se tornarem mais saudáveis”.

Espera-se que as linguiças da New Age Meats estejam comercialmente disponíveis até 2021. Mas elas já foram testadas com sucesso, com jornalistas e colegas cientistas concluindo que as linguiças à base das células de Jessie têm o mesmo sabor da carne tradicional.

O site da New Age Meats diz: “Cerca de 7,4 bilhões de humanos vivem na Terra. Nós mantemos cerca de 40 bilhões de animais para alimentação. Alguns deles vivem vidas felizes, mas a grande maioria não. Nossas primeiras linguiças de porco foram feitas a partir de algumas células de uma porca chamada Jessie. No futuro, não precisaremos de células ou carne de animais, permitindo que eles vivam suas próprias vidas, livres na natureza”.

A ascensão da carne limpa

A indústria de carne limpa está se expandindo, mais e mais empresas estão investindo no desenvolvimento do cultivo de carne animal sem matar ou ferir nenhum animal.

A Agronomics espera construir um portfólio de dez a 15 empresas de carne limpas A New Age é seu segundo investimento, o primeiro foi a BlueNalu, uma empresa de carnes limpas especializada em frutos do mar.

A BlueNalu espera atender este ano peixes silvestres e mahi-mahi cultivados em laboratório, e espera ser a primeira empresa a lançar produtos de frutos do mar limpos em escala industrial. Lagosta, caranguejo, peixe-relógio e robalo chileno são os próximos na agenda da empresa.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Aplicativo incentiva crianças a preservar as espécies ameaçadas de extinção

Foto: Sky News

Foto: Sky News

O aplicativo Seek ajuda os usuários a identificar uma espécie da vida selvagem, ao filmá-la em um smartphone.

Espera-se que a tecnologia incentive os jovens a se envolverem mais com a natureza e descobrirem mais sobre os insetos, plantas e animais que vivem ao seu redor.

As informações coletadas no aplicativo podem ser enviadas para um banco de dados global para ajudar os cientistas a mapear espécies diferentes em todo o mundo.

Imogen, de 9 anos, encontrou bichos-de-conta, bicha-tesoura e aranhas em seu playground da escola usando o aplicativo.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ela disse: “É realmente emocionante porque se você tirar uma foto de uma flor, o app diz que tipo de flor é aquela.

“Você aprende o que as espécies são, passa a saber mais sobre elas, para que você possa tentar protegê-las caso elas sejam raras ou ameaçadas de extinção.”

Mais de um milhão de espécies de animais e plantas estão em risco de extinção, segundo um importante relatório da ONU divulgado recentemente.

A pesquisa, publicada no mês passado, descobriu que a natureza está em um declínio contínuo a uma velocidade nunca antes vista.

O professor Alexandre Antonelli, diretor de ciência da Kew Gardens, diz que envolver crianças “será essencial para proteger nosso planeta”.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ele acrescenta: “A biodiversidade é essencial para medicamentos, a comida que comemos, os materiais que usamos.

“É muito importante expor as crianças à natureza desde a mais tenra idade, porque se os pais e educadores fizerem isso, elas também entenderão não apenas a natureza como um todo, mas também as diferentes espécies.

“Ao fazer isso, as crianças também se envolvem mais na biodiversidade e com a natureza e também trabalharão para proteger o fauna e a flora, porque eles serão os tomadores de decisão no futuro.”

Colin Buttfield, da WWF, diz que a tecnologia será fundamental para envolver os jovens nas questões que afetam o planeta.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

“Somos a primeira geração de pessoas a saber o impacto do que estamos criando no planeta e a última que tem a chance de fazer algo a respeito”, disse ele.

“Os jovens estão exigindo cada vez mais que nossos líderes tomem medidas para proteger a Terra”.

“Recursos como o aplicativo Seek são vitais para ajudá-los a aprender mais sobre as maravilhas do nosso mundo natural e fazer parte dos esforços científicos para entender o impacto e a responsabilidade que teos em relação ao meio ambiente”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Papa diz que as mudanças climáticas são uma grande ameaça ao futuro

Por David Arioch

Papa Francisco: “São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática” | Foto: Divulgação

Na sexta-feira, durante encontro do “Diálogos do Vaticano” voltado à discussão sobre fontes de energia e o futuro do planeta, o papa Francisco recebeu executivos de multinacionais, incluindo empresas petrolíferas, e disse que a crise ecológica, especialmente as mudanças climáticas, são uma grande ameaça ao futuro.

O papa lembrou que no ano passado o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas advertiu que os efeitos serão catastróficos se ações mais enérgicas não forem tomadas: “Devemos agir de acordo, a fim de evitar perpetrar um ato brutal de injustiça para com os pobres e as futuras gerações. São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática.”

Segundo o Vatican News, o pontífice observou que uma transição justa para uma energia mais limpa, que é exigida no preâmbulo do Acordo de Paris, pode, se bem gerida, gerar novos empregos, reduzir a desigualdade e melhorar a qualidade de vida das pessoas mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Ele declarou que “o tempo está se esgotando e que é preciso ir além da mera consideração do que pode ser feito e se concentrar no que precisa ser feito.” E concluiu dizendo que a crise climática exige nossa ação decisiva, aqui e agora e que a Igreja Católica está totalmente comprometida em fazer sua parte. “Ainda há esperança e resta tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, desde que haja uma ação rápida e resoluta…”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cientista e empresário afirma que a criação de animais para consumo pode acabar até 2035

Foto: Adobe

Foto: Adobe

O fundador da Impossible Foods diz que é sua missão remover definitivamente os animais do sistema alimentar até 2035.

Pat Brown, que além de empresário é cientista biomédico e trabalhou na Universidade de Stanford antes de começar a Impossible Foods, falava na conferência EAT Food Forum, em Estocolmo, quando ele fez o anúncio.

Segundo Brown, é imperativo que a criação de animais para consumo termine devido ao “impacto catastrófico dos alimentos de origem animal” no meio ambiente

Acabando com a criação de animais para consumo

“Nossa missão é substituir completamente os animais no sistema alimentar até 2035. As pessoas riem, mas nós falamos absolutamente sério sobre isso e é factível”, disse ele na conferência.

“Desde o momento em que a primeira câmera digital de baixa qualidade chegou ao mercado até que a Kodak basicamente encerrou seu negócio de filmes, demorou cerca de 10 anos. Se você pode fazer algo que supere o que os consumidores querem, o mercado pode funcionar rápido”.

Falando sobre o impacto da pecuária no planeta, ele acrescentou: “Eu percebi que o problema era o impacto ambiental catastrófico do uso de animais como uma tecnologia de alimentos. Nada chega nem remotamente próximo”.

Missão

Esta não é a única vez que Brown falou publicamente sobre sua missão. Ele falou pela primeira vez sobre seus grandes planos em uma coletiva de imprensa em 2017, anunciando: “Queremos substituir completamente os animais como alimentos até 2035. Estamos trabalhando na produção de alternativas à todos os alimentos que consumimos de origem animal”.

Rachel Konrad, diretora de Comunicação da Impossible Foods, acrescentou: “Não somos uma empresa de hambúrgueres. Somos uma plataforma tecnológica para alimentação. Nosso primeiro produto foi uma ‘prova de conceito’. Podemos ter produtos de diversas categorias depois disso comprovado”.

Impossible Burguer

A Impossible Foods teve um ano excelente até agora, lançando a versão 2.0 do seu hambúrguer de vegetais há vários meses. Em abril, foi revelado que a gigante do fast food Burger King estaria usando o produto em uma versão sem carne de seu principal sanduíche, The Whopper.

O Whisper Impossible apresenta a mesma compilação de hambúrgueres da tradicional opção de carne bovina da loja, substituindo a carne de origem animal pelo hambúrguer à base de vegetais da Impossible Foods. O lanche também possui tomate, alface, maionese, picles e cebola branca em fatias no pão de gergelim. A mionese pode ser removido para tornar a opção totalmente livre de ingredientes de origem animal.

Inicialmente, a cadeia de fast-food experimentou o Impossible Whopper em 59 localidades em St. Louis, Missouri (EUA). Agora, a marca tem planos de disponibilizá-lo em mais regiões durante o verão e nacional até o final de 2019.

Controvérsia

A trajetória da Impossible Foods não ocorreu sem controvérsias. A empresa descreve sua carne como baseada em vegetais, em vez de vegana, porque um de seus ingredientes – leghemoglobina de soja, também conhecido como “heme” – era usado em ratos para testar sua segurança. Mais de 180 ratos foram mortos como resultado do teste.

Quando o teste se tornou de conhecimento público, Pat Brown, CEO da Impossible Foods, um vegano de mais de 16 anos, publicou um comunicado intitulado “O Dilema Agonizante dos Testes em Animais”.

Nele, Brown disse que o núcleo da missão de sua empresa é “eliminar a exploração de animais no sistema alimentar”, bem como reduzir o impacto da pecuária no meio ambiente.

“Entre as milhares de espécies de animais pesquisadas a cada década pelo World Wildlife Fund, o número total de animais silvestres vivos hoje é menos da metade do que era 40 anos atrás”, escreveu ele.

“Esta perda de vida selvagem é esmagadoramente devida à exploração de animais para alimentação, incluindo a caça, a pesca e especialmente a substituição do habitat da vida selvagem pela criação de animais”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cerca de 60% da “carne” consumida em 2040 não virá de animais mortos

Um relatório lançado recentemente pela consultoria global AT Kearney concluiu que cerca de 60% da “carne” consumida em 2040 não virá de animais explorados e mortos para consumo humano. O estudo foi feito com base em entrevistas com especialistas e analisado pelo jornal “The Guardian”.

Foto: Marco Massimo / Pixabay

De acordo com os autores do relatório, a “carne” será cultivada em laboratório ou será proveniente de produtos à base de vegetais com aparência e gosto de carne de origem animal, mas sem que tenha vindo de animais mortos. As informações são da Revista Planeta.

Essas alternativas, de acordo com os pesquisadores, são mais eficientes que a carne convencial – além de, conforme reforçam ativistas pelos direitos animais, serem éticas do ponto de vista do respeito à vida animal.

O estudo concluiu que 35% de toda a carne consumida em 2040 será cultivada e outros 25% serão substituições vegetarianas e veganas.

Essas alternativas também são éticas do ponto de vista ambiental, já que a exploração de animais para consumo humano é responsável, segundo estudos científicos, por emissões de gases de efeito estufa, destruição de habitats e poluição de rios e oceanos.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, observa Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney. “Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguem desfrutar da mesma dieta que sempre têm, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado”, completou.

Atualmente, já existem empresas voltadas para esse ramo. Entre elas está a Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods. De acordo com a AT Kearney, US$ 1 bilhão foi investido em produtos veganos – parte desse valor veio de empresas que trabalham, também, com carne advinda de animais.

Já existe, também, o desenvolvimento em laboratório de células de carne em cultura, feito com o intuito de fabricar carne com sabor, textura e aparência da carne convencional, mas sem precisar criar, explorar e matar animais.

De acordo com a AT Kearney, a carne cultivada em laboratório vai conquistar o mercado em longo prazo, já que conseguirá sabores e sensações mais próximos da carne convencial do que as alternativas à base de plantas.

Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Um quarto dos britânicos será vegano em 2025 e metade será flexitariano

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

A gigante britânica de supermercados Sainsbury lançou um estudo sobre o futuro dos alimentos para comemorar seu aniversário de 150 anos. O relatório de 34 páginas faz previsões sobre os próximos 150 anos de alimentos, incluindo leite com leite de algas e carne de celular como um “concorrente genuíno de mercado para a carne de criação”.

O “Relatório sobre o Futuro da Alimentação” discute quais hábitos de consumo, “impulsionados por uma consciência sem precedentes sobre bem-estar animal, preocupações com a saúde e eco-ansiedade”, serão adotados em 150 anos, oferecendo cenários nos anos 2025, 2050 e 2069, com base em análises de tendências de compras e estatísticas e oferecendo uma visão de vários especialistas em alimentos.

“Espera-se que um quarto de todos os britânicos sejam vegetarianos em 2025 (de um em cada oito britânicos hoje) e metade da populção se identifique como flexitarianos (acima do quinto de hoje). Só a Sainsbury já notou um aumento de 24% nos clientes que pesquisam produtos veganos on-line e um aumento de 65% nas vendas anuais de produtos vegetais, já que os consumidores consideram cada vez mais um estilo de vida vegano, vegetariano ou flexitário”.

Proteína à base de vegetais em ascensão

Com relação as proteínas alternativas, o relatório diz que entre “2016 a 2019, dezenas de empresas foram lançadas, com muitas delas atraindo investimentos de alto perfil.” Segundo esses resultados, o “mercado de proteínas não tradicionais ou alternativas (4,2 bilhões de dólares em 2016) espera-se que cresça mais de 25% até 2025”.

O Sainsbury’s cita a jaca como um exemplo de uma proteína baseada em vegetais que tem obtido enorme sucesso nos últimos três anos e discute suas próximas inovações neste campo, incluindo flor de banana, leite de alga e vários produtos derivados de cogumelos.

Carne cultivada em laboratório (agricultura celular)

Em termos de carne cultivada, a Sainsburys antecipa o ano de 2050 e prevê que esses produtos sejam uma parte normal da vida do consumidor, e apresenta ao leitor leigo o conceito de “proteínas celulares”, tecido carnudo “cultivado independentemente de animais usando células-tronco”, afirmando que “em 2050, não há dúvida de que este será um genuíno concorrente de mercado para a carne proveniente de animais de criação”.

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

“Em vez de obter um corte de carne no supermercado, os consumidores podem obter seus próprios ingredientes para carne, peixe, ovos, leite ou gelatina cultivados em casa, por uma fração do custo que existe hoje. A proteína celular pode ser uma ferramenta para nos ajudar a atender às necessidades de proteína, de uma população global que cresce continuamente, no futuro”.

Nova grife de roupas vegana anuncia revolução na indústria da moda

Foto: Legends and Vibes

Foto: Legends and Vibes

A proprietária da butique de moda vegana com sede em Los Angeles, Vegan Scenerecently, lançou uma grife de moda totalmente vegana, de origem sustentável, dirigida por mulheres, gerida de forma também de forma sustentável.

A Legends & Vibes nasceu do desejo de criar alternativas veganas ao vestuário derivado de animais produzido em massa. “Como proprietária de uma boutique vegana, eu me esforcei para encontrar marcas de roupas veganas que não apenas cumprissem nosso alto padrão de qualidade, estilo e modelo de conduta ética, mas que pudessem oferecer um preço que nossos clientes pudessem pagar”

A proprietária da marca Vegan Scene, Amy Rebecca Wilde, disse ao VegNews. “Se os consumidores não conseguem encontrar ou comprar moda vegana e sustentável, qual é o objetivo disso tudo? Foi aí que ficou claro que tínhamos que lançar nossa própria linha de moda”. A etiqueta oferece estilos que combinam uma moda sofisticada e um glamour feminino com uma suave vibração do sul da Califórnia.

As peças incluem o macacão, Oakwood Romper, com um recorte de gola em v, longas mangas de ombro solto e bolsos; o vestido, Valencia Dress, possui um ajuste fluído e relaxado e um decote redondo; e a jaqueta, Eastwood Jacket, é feita de veludo cotelê com uma gola destacável de pele de ovelha falsa. Os designs de Wilde foram inspirados em matéria-prima veganas – de excesso de tecido de fábricas, confecções de roupas e marcas maiores que sempre compram mais do que precisam.

“Em vez de criar mais desperdício, transformamos esses retalhos de tecido em coleções limitadas”, disse Wilde. “Usar tecidos em estado morto significa que, às vezes, as tiragens da produção serão muito pequenas, mas em um mundo de fast fashion e vestuário produzido em massa, há algo realmente especial em saber que poucas mulheres conseguirão ter essa peça de roupa”.

Após dois anos de preparação, a campanha de lançamento da Legends & Vibes Kickstarter é o primeiro passo no plano de Wilde para começar a produzir em escala e aumentar a produção de forma sustentável e para disponibilizar seu produto em uma mistura de pequenas butiques locais e grandes varejistas em todo o país. Wilde não é tímida sobre suas intenções: ela quer criar uma moda totalmente sustentável e vegana no futuro.

“Nosso objetivo é revolucionar a indústria da moda, de cima para baixo, criando uma mudança sistêmica ao fazer escolhas conscientes e éticas que começam com os materiais que escolhemos usar, como os identificamos, onde os transformamos em vestimentas e como os trabalhadores são tratados”. Disse Wilde. A primeira coleção da Legends and Vibes estará disponível para pré-encomenda até 20 de abril.

Agricultura orgânica é chave para alimentar o mundo, dizem os cientistas

Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington concluíram que alimentar a população global, em constantemente crescendo, com metas de sustentabilidade em mente é possível.

A equipe de estudiosos realizou uma revisão de centenas de estudos publicados que fornece evidências de que a agricultura orgânica pode produzir rendimentos suficientes, ser lucrativa para os agricultores, proteger e melhorar o meio ambiente e ser mais segura para os trabalhadores agrícolas.

O estudo de revisão, intitulado “Agricultura Orgânica no Século 21”, é apresentado como matéria de capa da edição de fevereiro da revista Nature Plants e é de autoria de John Reganold, professor de ciência do solo e agroecologista e do doutorando Jonathan Wachter, segundo informações do Science Daily.

É o primeiro estudo desse tipo a analisar 40 anos de ciência comparando a agricultura orgânica e a convencional entre os quatro objetivos de sustentabilidade identificados pela Academia Nacional de Ciências: produtividade, economia, meio ambiente e bem-estar comunitário.

“Centenas de estudos científicos mostram agora que a agricultura orgânica deve desempenhar um papel na alimentação do mundo”, disse Reganold, principal autor do estudo. “Trinta anos atrás, havia apenas alguns poucos estudos comparando a agricultura orgânica com a convencional. Nos últimos 15 anos, esse tipo de estudo disparou”.

A produção orgânica atualmente representa apenas um por cento de todas as terras usadas para agricultura no mundo, apesar do rápido crescimento nas últimas duas décadas.

Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Os críticos argumentam há muito tempo que a agricultura orgânica é ineficiente, exigindo mais terras para produzir a mesma quantidade de alimentos. O artigo de revisão descreve casos em que os resultados do cultivo orgânico podem ser superiores aos métodos convencionais de cultivo.

“Em condições severas de seca, que devem aumentar com a mudança climática, as fazendas orgânicas têm o potencial de produzir excelentes colheitas por causa da maior capacidade de retenção de água dos solos organicamente cultivados”, disse Reganold.

No entanto, mesmo quando os rendimentos forem menores, a agricultura orgânica ainda é mais lucrativa para os agricultores pois os consumidores estão dispostos a pagar mais. Preços mais altos podem ser justificados como forma de compensar os agricultores por fornecer serviços ecossistêmicos e evitar danos ambientais ou custos externos.

Numerosos estudos na revisão também comprovam os benefícios ambientais da produção orgânica. No geral, fazendas orgânicas tendem a armazenar mais carbono do solo, têm melhor qualidade do solo e reduzem a erosão do solo.

A agricultura orgânica também cria menos poluição no solo e na água e reduz as emissões de gases de efeito estufa. Além de ser mais eficiente em termos energéticos porque não depende de fertilizantes sintéticos ou pesticidas.

Foto: Organicsnet/Reprodução

Foto: Organicsnet/Reprodução

O modo de produção também está associado à maior biodiversidade de plantas, animais, insetos e micróbios, bem como à diversidade genética. A biodiversidade aumenta os serviços que a natureza oferece, como a polinização, e melhora a capacidade dos sistemas agrícolas de se adaptarem às mudanças de condições.

Reganold disse que alimentar o mundo não é apenas uma questão de produção elevada, mas também requer o exame do desperdício de alimentos e a distribuição da comida.

“Se você analisar a produção de calorias per capita, estamos produzindo comida mais do que suficiente para 7 bilhões de pessoas agora, mas desperdiçamos de 30% a 40% disso”, disse Reganold. “Não é apenas uma questão de produzir o suficiente, mas tornar a agricultura ambientalmente correta e garantir que a comida chegue àqueles que precisam dela”.

Reganold e Wachter sugerem que nenhum tipo de agricultura pode alimentar o mundo. Em vez disso, o que é necessário é um equilíbrio de sistemas, “uma mistura de orgânicos e outros sistemas agrícolas inovadores, incluindo sistemas agroflorestais, agricultura integrada, agricultura de conservação, culturas mistas e sistemas ainda a serem descobertos”.

Reganold e Wachter recomendam mudanças nas políticas para lidar com as barreiras que impedem a expansão da agricultura orgânica. Tais obstáculos incluem os custos da transição para a certificação orgânica, falta de acesso a mão-de-obra e mercados, e falta de infraestrutura apropriada para armazenar e transportar alimentos. Ferramentas legais e financeiras são necessárias para incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis.

Beyond Meat está prestes a abrir capital na bolsa de valores

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

O CEO e fundador da marca vegana Beyond Meat, Ethan Brown, escreveu uma carta à Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos que acompanha o prospecto atualizado da empresa, submetido a uma Oferta Pública Inicial (IPO) na bolsa de valores.

O registro de informações mais recente, apresentado na semana passada, inclui as informações financeiras necessárias, avaliações e projeções (e todas essas métricas estão pendentes), mas vem acompanhada de um elemento humano fornecido pela carta pessoal tocante de Brown

Suas palavras falam da evolução da humanidade de uma forma que abrange os 12 mil anos de nossas lutas pela busca de alimentos até nossa batalha atual pelos direitos animais, contra os maus-tratos e abusos sofridos por estes seres-não humanos, a degradação ambiental e as epidemias de saúde de amplo alcance.

Brown esta na verdade “vendendo” a imagem de sua empresa para fechar o acordo do IPO; ele está oferecendo uma análise pungente da humanidade do ponto de vista de um agente de mudança. Como as palavras escritas aqui não podem fazer jus a ao teor completo da carta, clique aqui para ler o texto integral.

O testemunho de Brown é uma pequena parte de um insight maior, uma tomada coletiva de consciência de nosso tempo, que desponta de vários locais ao mesmo tempo, e também de uma companhia que ambiciona ser um dos mais importantes agentes da mudança de uma era, onde a tecnologia permite por fim ao sofrimento desses seres sencientes explorados há tanto tempo pela humanidade.