Cadela arrastada por enxurrada é encontrada no Rio de Janeiro

A labradora Gaia, de 14 anos, que havia sido arrastada por uma enxurrada que atingiu a cidade do Rio de Janeiro, foi encontrada nesta quinta-feira (11) em uma trilha no Horto, na Zona Sul do município. A cadela não se feriu e já voltou para casa.

Foto: Arquivo Pessoal

Gaia foi encontrada por Nana Carneiro da Cunha, amiga do irmão da tutora da cadela, a arquiteta Tatiana Castello Branco, que fez uma mobilização nas redes sociais para tentar localizar a labradora. As informações são do jornal Extra.

“Eu fiquei três sem dormir e ainda estou anestesiada. Ontem fui dormir já me preparando para uma notícia ruim. E hoje esse anjo que é a Nana achou a Gaia. E agora ela está aqui, andando pela casa, só com um arranhãozinho. Estou feliz demais, demais”, disse Tatiana.

Após a cadela voltar para casa, Tatiana agradeceu a todas as pessoas que se uniram a ela para tentar encontrar Gaia. “Os Cachorreiros da Paz, o GoDog, a veterinária Carolina, os seguranças do Jockey e mais tanta gente. São pessoas assim que fazem a gente voltar a ter fé no mundo”, afirmou.

Gaia estava na casa da avó de Tatiana, no Jardim Botânico, também na Zona Sul,quando uma galeria de águas pluviais que fica sob o imóvel transbordou e arrastou a cadela, na última segunda-feira.

Desde o desaparecimento, Tatiana passou a percorrer os locais nos quais, segundo testemunhas, Gaia havia sido vista.

Tutor de cadela levada pela enxurrada no RJ tem esperança de encontrá-la

O tutor da cadela Gaia, o comerciante Claudio Cappo, não desistiu de encontrar a cadela, que desapareceu após ser levada pela enxurrada que atingiu o município do Rio de Janeiro. O animal está desaparecido desde a segunda-feira (8). Com 12 anos, a labradora já está quase surda.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Gaia foi levada pela água após a mureta da casa onde ela mora se romper com a força da chuva, na rua Sara Vilela, no bairro Jardim Botânico.

“Veio uma cabeça d’água do morro destruindo portão, muros, e arrastou a cachorra. Não sabemos mais nada, só a informação de uma veterinária do Jockey, que disse ter visto Gaia por volta das 2 da manhã. Ficamos a madrugada inteira até de manhã entre Jockey e Gávea, mas, por ora, é só uma testemunha”, disse Claudio, em entrevista ao blog Lu Lacerda.

Com o sumiço da cadela, o tutor iniciou uma campanha nas redes sociais para tentar ter notícias sobre o paradeiro dela. Fotos de Gaia tem sido compartilhadas incessantemente por centenas de internautas e replicadas em diversos grupos.

Apesar de algumas pessoas terem dito que a cadela foi encontrada, a informação não condiz com a realidade. Gaia permanece desaparecida. Ela está usando uma coleira com plaquinha de identificação e é um animal muito dócil.

“Confesso que achei que ela não poderia ter sobrevivido ao que aconteceu, mas, como essa pessoa é uma veterinária e tem certeza que era ela, a gente está com uma certa esperança”, afirmou o tutor.

Informações sobre o paradeiro da cadela devem ser repassadas pelo telefone (21) 9 9209-5969.

Pamela Anderson parabeniza a proibição de peles e foie gras na Bélgica

Foto: Getty Images

Como ativista pelos direitos animais, Pamela Anderson escreveu para parabenizar Ben Weyts e o governo flamengo por sua decisão de proibir a criação de animais para peles e alimentação forçada para produção de foie gras. A criação de peles já está proibida na região da Valónia e em Bruxelas, embora nenhuma delas tivesse instalações de cultivo de peles.

Em julho do ano passado, o governo flamengo decidiu proibir as duas atividades e, na semana passada, a medida foi aprovada pelo parlamento flamengo.

“Fico feliz em ouvir de meus amigos do GAIA e da PETA que o governo flamengo decidiu proibir o cultivo de peles, bem como a prática cruel de alimentação forçada para a produção de foie gras.”

“Esta é realmente uma excelente notícia para as centenas de milhares de animais indefesos que foram vítimas de uma indústria implacável por tanto tempo. Saúdo os seus esforços duradouros, bem como as considerações éticas do governo flamengo. Ao fazer isso, a Bélgica se tornará um país livre de criação de peles, um exemplo para os governos e uma fonte de inspiração para inúmeros defensores dos direitos dos animais em todo o mundo, dedicados a uma sociedade livre de crueldade. Em nome dos animais, obrigado, Flandres. Obrigado, Bélgica.”

No início deste mês, ministros de bem-estar animal das três regiões belgas – Weyts, Bianca Debaets para Bruxelas e Carlo di Antonio para a Valônia – expressaram sua oposição à proposta de um novo centro europeu de referência para o bem-estar dos animais criados por suas peles.

O centro, proposto pela Comissão da UE, foi descrito por Michel Vandenbosch, presidente da Gaia na Bélgica, como “um centro de promoção da indústria de peles”. Com a oposição dos três ministros regionais, a Bélgica se junta a outros sete estados membros da UE – Áustria, Croácia, República Tcheca, Luxemburgo, Holanda, Reino Unido e Eslovênia – que se opõe à proposta.

Mais de 40% dos belgas são a favor da carne cultivada em laboratório

Foto: Memphis Meat

Enquanto muitas pessoas levantam questões negativas na produção de carne cultivada, como o aumento dos teste em animais, para a ONG GAIA “a carne cultivada é uma das grandes revoluções do século 21.”

“Estamos convencidos de que a agricultura celular, substituindo gradualmente a produção industrial de carne, contribuirá, sem dúvida, para reduzir o sofrimento dos animais em todo o mundo”, diz o presidente Michel Vandenbosch.

A carne cultivada é criada pela colheita indolor de células musculares de uma vaca viva. Os cientistas alimentam as células para que se multipliquem e criem tecido muscular, que é o principal componente da carne que comemos. É biologicamente exatamente o mesmo que o tecido de carne que vem de uma vaca.

Os resultados da pesquisa mostram que 42% dos belgas parecem ser a favor e 39% dizem que estão dispostos a comprá-lo se estivessem disponíveis ao mesmo preço que a carne de animais abatidos e um quarto (24%) estava disposto a pagar até 10% a mais.

A questão animal tem sido um fator decisivo para a aceitação da carne de laboratório, com 57% dos entrevistados afirmando que comeriam carne cultivada por ser livre de sofrimento animal e 52% são convencidos pela conservação do meio ambiente. As informações são do Brussels Times.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que a demanda por carne vai aumentar em mais de dois terços nos próximos 40 anos e os atuais métodos de produção não são sustentáveis. Em um futuro próximo, a carne e outros alimentos básicos provavelmente se tornarão itens caros de luxo, graças ao aumento da demanda por culturas para produção de carne, a menos que encontremos uma alternativa sustentável.