ONG pede a liberdade de ursos expostos em jaulas como atração turística em restaurante

Foto: Express.uk

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A International Animal Rescue (IAR, na sigla em inglês) está pedindo que o proprietário do restaurante Ashtaraki Dzor, localizado perto da capital Yerevan, na Armênia que entregue os ursos imediatamente e uma petição exigindo a libertação dos animais já foi assinada por mais de 5 mil pessoas.

Os animais ficam presos em uma pequena gaiola estéril do lado de fora do restaurante no que parece ser usado como estacionamento do local. Vídeos e imagens comoventes mostram os ursos presos atrás das barras de metal.

Um visitante do restaurante descreveu a jaula como “imunda”, enquanto turistas também foram filmados zombando da situação triste em que se encontram os animais.

Alan Knight, diretor-executivo da IAR, disse: “A crueldade e a negligência com animais não são motivo de riso, são crime”.

“Estes ursos merecem ser tratados com dignidade e respeito, não como objetos de ridículo. E eles merecem a liberdade de viver e se comportar como ursos”.

“É nossa responsabilidade acabar com esse abuso e ir até as últimas consequências para resgatá-los, então poderemos podemos movê-los para o nosso centro de animais, onde serão tratados com compaixão e respeito”.

“Nossa equipe tem uma vasta experiência na reabilitação de ursos resgatados e dará a eles todo o tratamento e cuidado que precisam para se recuperar de seus anos miseráveis em cativeiro”

Um dos visitantes do restaurante acrescentou que o proprietário deveria estar “envergonhado” e pediu que os ursos fossem libertados.

Foto: Express.uk

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Eles disseram: “Os ursos estão enjaulados no canto do que é essencialmente um estacionamento. Eu os localizei pelo cheiro vindo de sua jaula imunda. Ninguém parece se importar com eles”.

“Estamos pedindo a todos que assinem e compartilhem a petição pois no texto do documento exigimos que o dono do restaurante faça a coisa certa e desista dos ursos”.

“O responsável por isso deveria ter vergonha de explorar esses pobres animais dessa maneira”.

“O mínimo a ser feito é aproveitar a oportunidade oferecida pela ONG e tomar a atitude bondosa e compassiva de libertar os ursos”.

Foto: Express.uk

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A IAR espera que sua petição pressione o dono do restaurante para que ele os deixem resgatar os ursos que estão em sofrimento e que caso estivessem livres viveriam nas montanhas em estado selvagem.

A entidade recebeu o apoio de celebridades que atuam pelos direitos animais, incluindo Ricky Gervais, Fearne Cotton, Peter Egan e Lucy Watson.

E a banda de heavy metal System of a Down, cujo vocalista Serj Tankian é armênio, também está apoiando a campanha.

Vídeo flagra porcos filhotes deixados à beira da morte entre corpos em decomposição

Foto: PETA

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Uma investigação secreta da ONG que atua em defesa dos direitos animais, PETA, revela porcos morrendo lentamente enquanto cercados por corpos apodrecendo em uma fazenda canadense imunda.

O vídeo mostra imagens feitas na fazenda Excelsior Hog Farm, que fica em Abbotsford, no Canadá e é uma das maiores fazendas industriais da Colúmbia Britânica, de propriedade de um diretor da BC Pork Producers Association.

Atenção o vídeo abaixo possui imagens fortes:

As imagens mostram porcos em agonia e outros morrendo lentamente em gaiolas cheias de fezes, urina e outras imundices. A maioria dos animais também esta cercada por cadáveres de porcos já em decomposição que não foram removidos pelos trabalhadores da fazenda, embora alguns animais mortos sejam vistos sendo jogados em lixeiras cheias de sangue.

“Mais de mil porcos passam a maior parte de suas vidas nessa fazenda, dentro dessas gaiolas”, disse a ONG. “Esses animais inteligentes não recebem qualquer estímulo psicológico, muito menos alguma chance de sentir o chão ou ver o sol.”

As porcas exploradas para reprodução podiam ser vistas dentro de gaiolas de metal ou caixas tão pequenas que não conseguiam se mexer nem mesmo se esticar por inteiro. Elas também não puderam acariciar ou ajudar seus bebês, sendo que alguns deles morriam lentamente devido falta de atenção e cuidados.

Foto: PETA

Foto: PETA

“Inseminadas repetidamente, as porcas são confinadas em gaiolas ainda mais restritivas quando vão dar à luz”, explicou a ONG.

“Esses animais indefesos não têm nada a fazer senão olhar para uma parede de blocos de concreto que fica bem na frente de seu nariz. Eventualmente, após vários anos dessa prisão extrema, seus corpos se desgastam e eles morrem”.

A investigação secreta também descobriu que os filhotes de porcos com idade suficiente para serem desmamados são transferidos para gaiolas pequenas, mas lotadas, em estilo industrial, com piso de ripas até serem levadas para sombrias.

Foto: PETA

Foto: PETA

Alguns leitões podem ser vistos com tumores do tamanho de bolas de voleibol, assim como lacerações sangrentas que podem ser causadas por lutas entre os animais por estarem confinados em um ambiente apertado e estressante.

Além disso, alguns leitões não conseguiam andar mais, de modo que ficavam simplesmente deitados no chão imundo, enquanto alguns deles lutavam para andar ou ficar em pé usando as pernas dianteiras deformadas.

Deputado Vitor Lippi é contra PL que proíbe criação de pássaros em cativeiro

A justificativa do deputado é que o projeto de lei é prejudicial ao setor de criação de animais (Fotos: IMA-AL/Agência Câmara)

Ontem, o deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP) se manifestou contra o Projeto de Lei 3264/2015, que proíbe a criação de passeriformes nativos ou exóticos em cativeiro em todo o território nacional.

A justificativa do deputado é que o projeto de lei é prejudicial ao setor de criação de animais e pode inviabilizar “toda a atividade econômica relacionada às aves canoras e ornamentais, segmento que está se destacando cada dia mais no setor pet brasileiro e global”.

Em oposição à proibição, Lippi apresentou no último dia 17 um requerimento de redistribuição para análise na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços.

Na matéria do projeto de lei de autoria da deputada Shéridan Oliveira (PSDB-RR) consta que só deve ser permitida a criação de passeriformes em cativeiro com finalidade exclusivamente conservacionista, com o fim de salvar a espécie da extinção e promover sua reintrodução nos ambientes naturais.

“Os pássaros necessitam, para seu normal desenvolvimento, alimentação e reprodução, viver em liberdade. Os pássaros estão adaptados para voar e explorar vastos espaços. Confiná-los dentro de exíguas gaiolas, onde mal podem se mover, privando-os do contato com o diversificado e estimulante ambiente natural, é um ato de crueldade”, aponta o PL.

E acrescenta: “Não é necessário manter pássaros em gaiolas para desfrutar o canto dos sabiás, dos pintassilgos e dos canários, o voo dos beija-flores e dos pardais, o trabalho artesanal do joão-de-barro e a beleza da gralha azul e do bico-de-ferro, apenas para dar alguns pouquíssimos exemplos.” As aves da ordem passeriformes somam quase seis mil espécies.

Reino Unido pode proibir o uso de gaiolas na agricultura animal

Foto: Unsplash/Phil Hearing

Peter Egan pede ao governo do Reino Unido para proibir as gaiolas para todos os animais destinados ao abate, o que é altamente estressante, cruel e restringe os animais de expressarem seus comportamentos naturais.

O ator usou o Twitter para defender a causa.

“Por favor, junte-se a mim. Eu acabei de assinar esta petição: Fim da era de jaulas: proíbam gaiolas para todos os animais de fazendas”, escreveu ele.

Egan, recentemente expôs também a crueldade por trás do comércio de carne de gato e cachorro na Indonésia.

“Este não pode ser o futuro da agricultura britânica”, diz a petição.

“Pedimos ao governo do Reino Unido que acabe com essa prática desumana, proibindo todas as gaiolas para animais de fazendas. Gaiolas são cruéis”.

“Nós, abaixo assinados, solicitamos ao Secretário de Estado do Meio Ambiente para Assuntos Alimentares e Rurais que apresente legislação que altere os Regulamentos de Bem-Estar dos Animais Agrícolas de 2007 para proibir o uso de:

  1. Gaiolas para a criação de galinhas poedeiras, coelhos, frangos, codornas, faisões, perdizes, pintadas
  2. Cocheiras de partos para porcas;
  3. Baias de bezerros individuais

Mais de 25 mil pessoas já assinaram a petição. Quando a meta de 100 mil assinaturas for atingida, a petição será considerada para debate no Parlamento do Reino Unido, já que o governo promete responder a todas as petições que recebem mais de 10 mil assinaturas. As informações são do Vegan News

Granjas brasileiras

Estima-se que no Brasil cerca de 70 milhões de galinhas vivam confinadas em “gaiolas em bateria” superlotadas e sujas. Enquanto sua idade média em liberdade chega a 8 anos, no confinamento não passa de 20 meses.

Finalmente, isso pode estar perto do fim. Graças a uma iniciativa da ONG Mercy For Animals, a maior do mundo focada na proteção e defesa de animais considerados de consumo, a Companhia Beal de Alimentos anunciou seu o compromisso de eliminar a compra de ovos de galinhas confinadas em gaiolas para todas as suas marcas no Brasil (Festval e Beal).

Na empresa, que conta com 16 lojas no Paraná – e que já anunciou planos de expandir as operações com abertura de novas lojas ainda este ano, 70% do volume de ovos comprados já é proveniente de sistemas livres de gaiolas e alcançará 100% até 2022.

“A Mercy For Animals reconhece a iniciativa da Companhia Beal de Alimentos, que demonstra estar atenta às novas demandas dos seus consumidores, cada vez mais preocupados com a origem dos seus alimentos e com a questão do sofrimento animal”, afirma Sandra Lopes, Diretora Executiva da ONG no Brasil.

Agora, reconhecendo a crueldade das granjas e a crescente oposição do público consumidor, a Beal se junta a quase 100 empresas já anunciaram políticas nesse sentido aqui no Brasil, entre elas McDonald’s, Burger King, Subway, Spoleto, Unilever, Danone, Nestlé, entre muitas outras.

Chanel é acusada de maus-tratos após prender cães em pequenas gaiolas

A grife Chanel foi acusada de maus-tratos a animais por prender dois cachorros em pequenas gaiolas em uma loja da marca em Londres, no distrito de Knightsbridge, na Inglaterra.

O caso foi denunciado pela estrela do reality-show Made In Chelsea, Tabitha Willett, que publicou uma foto e um vídeo em redes social no qual é possível ver os dois cachorros presos, impossibilitados de se movimentar, dentro de gaiolas. Os cães estavam na boutique Chanel’s Sloane Square.

(Foto: Tabitha Willett)

“Alguém sabe o que esses cachorrinhos estavam fazendo em gaiolas no @ChanelOfficial Sloane Street na noite passada? Chanel, por que há dois cachorros em pequenas gaiolas, em sua loja às 11 da noite?”, disse Tabitha. “Telefonei para Chanel, que disse que os cães estavam lá por motivos de segurança, o que não entendo, pois estão trancados em caixas que são pequenas demais para seus tamanhos”, completou.

Na imagem, não há qualquer indício de que os animais tenham água e comida à disposição, o que agrava a situação de maus-tratos. “Você nunca deve ver os animais enjaulados e restritos por seu tamanho, sem água ou espaço para sentar, levantar ou esticar-se, muito menos tarde da noite, sob iluminação fluorescente, na Sloane Street, em uma janela da Chanel. Fiquei ainda mais chocada quando soube que as circunstâncias eram para fins de segurança, já que os animais enjaulados seriam incapazes de proteger a loja”, afirmou Tabitha.

Em resposta aos questionamentos, a Chanel afirmou que o cães eram mantidos nas gaiolas por poucas horas e que havia uma pessoa para cuidar deles.

Indignada, Tabitha procurou a entidade de proteção animal Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), que também se preocupou com o caso, assim como outras ONGs, e pediu uma explicação para a Chanel.

“Esta imagem levanta algumas questões e gostaríamos de ouvir as razões destes cães serem mantidos em caixas desta maneira. Caixas de cães podem ser úteis para transportar animais, para uso em treinamento, ou para confinamento de curto prazo, quando a supervisão não é possível. E devem ser um lugar onde o cão se sinta seguro e confortável”, afirmou um porta-voz da RSPCA. “No mínimo, as caixas precisam ser grandes o suficiente para que o cão possa se sentar e ficar de pé em toda sua altura, virar-se, esticar-se e deitar-se em uma posição natural. Adicionar roupa de cama macia e confortável e brinquedos de morder seguros ajudam os cães à se sentirem confortáveis, seguros e protegidos. Os cães precisam ter acesso à água o tempo todo, então uma tigela de água deve ser fornecida, quando um cachorro estiver dentro da caixa. Isso pode ser feito usando uma tigela de encaixe, para evitar que ela seja derrubada”, completou.

A Chanel, por sua vez, respondeu que entende a preocupação das pessoas e que os cães são mantidos no local para proteger a loja. “Devido a dois recentes incidentes sérios na boutique da Sloane Street, a Chanel decidiu reforçar as medidas de segurança buscando os serviços de um adestrador de cães. Nós entendemos a preocupação daqueles que se importam com o bem-estar animal e a compartilhamos. Queremos assegurar-lhes que estes dois cães, que são especialmente treinados para este propósito, são liberados de suas caixas regularmente para se esticarem e se exercitarem, e há um suprimento regular de comida e água durante o tempo que eles ficam na boutique”, disse um representante da grife.

Nota da Redação: a ANDA é totalmente contra a exploração de cães para segurança de imóveis e ressalta que cachorros existem por propósitos próprios, não para servir aos seres humanos. Dessa forma, é preciso lembrar que é inaceitável que esses animais sejam submetidos a treinamentos anti-naturais para que sejam explorados para proteger imóveis – o que, aliás, é uma prática falha, já que criminosos podem oferecer veneno ou tranquilizante aos animais para que consigam assaltar esses locais sem grandes dificuldades. No mais, além da exploração inerente ao envolvimento de cães em ações de segurança, manter cachorros presos em gaiolas pequenas configura crueldade ainda maior.