Noiva abandona festa de casamento pela mais bela das razões

Uma noiva fugindo no meio do dia do casamento pode ser um ato interpretado como sinal de má sorte.

Mas o que fez Carla Reilly Moore sair de sua festa estava longe de ser motivo de azar.

Enquanto Moore e seu noivo estavam realizando o sonho de ter um santuário, se acostumando a cuidar de tantos animais e estavam no meio do planejamento de seu casamento, que aconteceria no próprio santuário, o destino deu uma virada repentina.

“Naquele mesmo ano, enquanto dirigia para o trabalho, eu estiva em um acidente de carro devastador”, disse ela. “Isso causou danos permanentes nas minhas costas.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Moore teve que passar por uma reabilitação longa e intensiva. “Passei horas com os animais, uma vez que isso aliviou a minha dor e ajudou-me ao longo do caminho para a recuperação”, disse ela.

Quando o dia do casamento chegou, e Moore já estava muito mais forte e melhor, ela sabia que os animais seriam uma grande parte da celebração.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para realizar nossas núpcias do que aqui no santuário”, disse ela, “o lugar que me deu paz e cura, e o lugar que ajudamos a curar os outros. Queríamos estar cercados por tudo nós amamos: natureza, família e, claro, os animais”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Dois porcos, Franklin e Sylvester, ajudaram a inspecionar a propriedade enquanto a cerimônia estava sendo organizada. E, depois que os votos foram trocados, Daphne, a cachorrinha da raça chihuahua resgatada por eles se juntou a Moore e seu novo marido para a primeira dança.

Em troca de toda a sua ajuda, Moore sabia que teria de aguentar o fim do acordo.

“Enquanto a maioria das pessoas depois de dizer que ‘eu aceito’ é levada para fotos, bailes, jantares e festas, tivemos que fazer uma pausa para cuidar dos convidados mais vulneráveis do nosso casamento – nossos residentes de animais”, lembrou Moore. “Eu não pensei duas vezes em descer para verificar todo mundo, e até mesmo alimentá-los, mesmo com meu vestido de noiva.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Os porcos e patos pareciam muito satisfeitos em ver a sua salvadora, mesmo que ela estivesse vestida de forma um pouco diferente do normal.

“Enquanto cuidava dos animais, meu marido cuidava dos convidados da festa”, disse Moore. “E então nós trocamos!”.

Moore sabia que seu sonho seria um trabalho 24/7 (24 horas por dia/sete dias por semana), mas ela vê os animais como parte da família.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Quando você é um cuidador de tantas vidas, não é como se você pudesse simplesmente se ausentar e sair”, disse ela. “Eles confiam em você para tudo.”

Os votos de amor vêm claramente em muitas formas – e Moore se considera feliz por poder incluir tantos indivíduos em sua vida.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Nós tivemos nossa lua de mel aqui!” ela disse. E desde então, o casal não troca por nada a atividade de cuidar dos animais e relaxar ao sol com eles.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para compartilhar nosso amor um pelo outro”, disse ela. “Parece que já foi feito para ser assim.”

Estudo afirma que 99% dos animais de criação vivem em fazendas industriais

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Estima-se que 99% dos animais criados nos EUA estejam vivendo atualmente em fazendas industriais, de acordo com uma análise do Sentience Institute (SI).

O que significa sofrimento, maus-tratos, cativeiros minúsculos, privação de sol e liberdade entre outras violências que os animais sofrem submetidos à indústria do lucro e da ambição humanos.

O estudo de onde a informação foi trada, utiliza dados do USDA Census of Agriculture de 2017, que foi divulgado este mês, estima-se que 70,4% das vacas, 98,3% dos porcos, 99,8% dos perus, 98,2% dos frangos criados para os ovos e mais de 99,9% dos frangos criados para a carne são criados em fazendas industriais.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

A SI também afirma que praticamente todas as fazendas de peixes dos EUA são adequadamente descritas como fazendas industriais – embora haja dados limitados sobre as condições das fazendas de peixes e nenhuma definição padronizada.

Pesquisas globais também conduzidas pela organização sem fins lucrativos SI, sugerem que mais de 90% dos animais cultivados no mundo vivem em fazendas industriais.

Ultraje público

“Apesar da indignação pública em relação ao bem-estar animal e as conseqüências ambientais da agropecuária industrial, este ainda é o sistema predominante na criação de animais”, disse o diretor executivo Kelly Witwicki em referência a uma pesquisa de 2017 realizada pela SI.

Foto: MSPCA

Foto: MSPCA

“O público tem sido capaz de empurrar a indústria a fazer algumas mudanças na direção certa, por exemplo, começando a tirar galinhas poedeiras de gaiolas, mas infelizmente temos visto pouca mudança na porcentagem de animais que vivem em fazendas industriais em anos recentes”.

Uma catástrofe moral

Witwicki acrescentou: “Entre o sofrimento desses animais e os impactos devastadores da agrpecuária em nosso clima e na sustentabilidade do sistema alimentar, essa é uma catástrofe moral que não podemos mais negligenciar”.

Justiça proíbe “pega galinha” e “pega leitão” em tradicional evento em Estrela (RS)

Na data de hoje (17/05), a Juíza Caren Leticia Castro Pereira da 2ª Vara Cível de Estrela, RS, concedeu liminar para suspender duas modalidades dos Jogos Germânicos, “galinha caipira” e “pega o leitão”.ao considerar que os eventos com exposição de animais a situações como as submetidas no evento em voga devem ser revistas a fim de permitir a evolução como ser humano e sociedade.

Prova “pega a galinha” (Foto: Divulgação)

Os Jogos Germânicos se propõem a promover o resgate das dificuldades físicas dos colonizadores alemães quando chegaram em terras brasileiras. Programado para acontecer amanhã, os jogos incluem outras modalidades como as provas da “canastra”, “carregar tora”, “carrinho de mão”, “cabo de guerra”, “rachar lenha”, entre outras.

Os advogados animalistas Rogério Rammê e Renata Fortes, que representam o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), argumentaram que as provas com uso de animais são atentatórias à norma constitucional que assegura proteção aos animais contra todas as formas de crueldade, seja ela física ou psicológica. Explicam, que no caso dos Jogos Germânicos, a crueldade é do tipo intrínseca, e consideram que este tipo de crueldade, muitas vezes, é imperceptível para os organizadores e mesmo participantes das provas que usam animais por desconhecerem a ciência do Bem-estar Animal.

A prova que utiliza galinhas é disputada pelas mulheres, e com porcos por homens. Em ambas, o objetivo é perseguir os animais e capturá-los, vence quem conseguir prender o maior número em uma gaiola ou cesta.

Prova “pega a o leitão” (Foto: Divulgação)

O Movimento Gaúcho de Defesa Animal trouxe aos autos dois laudos técnicos que analisam o uso de galinhas e porcos em jogos de captura, sob o ponto de vista da ciência do Bem-estar Animal. Para o veterinário, Dr. Renato Silvano Pulz, docente da disciplina de Bem-estar Animal do Curso de Medicina Veterinária da ULBRA-RS é importante salientar que apesar de parte da sociedade não enxergar nos suínos (incluído aqui o javali) e nos frangos animais inteligentes e com capacidade de sofrerem psicologicamente, isto já é completamente reconhecido pelas ciências veterinárias. Estas espécies demonstram todas as respostas fisiológicas: físicas, neuroendócrinas e comportamentais compatíveis com o estresse causado pelo medo de uma ameaça gerada por fatores ambientais.

Ainda sobre o que sentem a galinhas e porcos, a veterinária, Dra. Dríada Cannes, explica que os animais utilizados nas atividades, ao serem perseguidos entendem que estão em situação de perigo e precisam acionar seus mecanismos hormonais de sobrevivência: o chamado “mecanismo de fuga”, e conclui que é importantíssimo que nenhum animal seja submetido a esse nível de estresse, pois aqui chegamos ao limite entre vida e morte.

Galinhas presas em gaiola durante prova (Foto: Divulgação)

Para a presidente do MGDA, Maria Luiza Nunes, o uso de animais deve ser combatido em todas as finalidades, já que todas já se mostram desnecessárias para a nossa sociedade, e conclui o uso de animais deve ser combatido em todas as suas formas e finalidades, pois são desnecessárias e crueis, e conclui: a Juíza foi muito positiva em sua análise, deixar de usar os animais é uma questão de evolução individual e da sociedade.

A pedido dos advogados, a Juíza determinou o valor de R$ 50.000,00 de multa em caso da Prefeitura não cumprir a decisão de suspensão das provas com uso de animais.

Galinhas lutam para andar, respirar e recorrem ao canibalismo em fazendas de criação

Imagens angustiantes divulgadas na segunda feira última, 13 de maio, mostram galinhas sofrendo maus-tratos, vivendo em condições desumanas, em ambientes super lotados e sujos, doentes e famintas, comendo umas as outras em fazendas de criação fornecedoras de grandes mercados.

Vídeos e fotos mostram as aves feridas e aflitas vivendo em condições precárias nos locais usados para criação em larga escala que ficam em Northamptonshire (Inglaterra), e que servem alguns dos principais supermercados do Reino Unido.

A filmagem foi divulgada pela ONG Animal Equality, que afirma que os trabalhadores podem ser vistos quebrando os pescoços das aves e deixando-as para morrer por vários minutos jogadas no chão.

O grupo também alega que as aves foram deixadas para morrer, agonizantes antes de serem bicadas e comidas por outras galinhas além de terem sido chutadas e pisadas por trabalhadores agrícolas da fazenda.

Imagens divulgadas pela ONG mostram as galinhas com as pernas abertas e batendo as asas em aflição.

As filmagens foram gravadas nas fazendas Evenley, Pimlico e Helmdon, em Northamptonshire, todas certificadas pela Red Tractor (selo de bem-estar animal) e administradas pela Avara Foods.

Investigadores dizem que encontraram sacolas cheias de galinhas mortas em uma das três fazendas durante visitas de janeiro a março, após uma denúncia.

A Animal Equity afirma que dezenas de pássaros desmoronaram sob o peso de seus “corpos anormalmente grandes” e não conseguiam nem ficar em pé, batendo as asas freneticamente em uma tentativa desesperada de se levantar.

Segundo a ONG, as aves mortas ficavam apodrecendo entre as vivas, levando as galinhas ao canibalismo em pelo menos uma das fazendas, enquanto os pássaros que já estavam morrendo eram jogados em uma pilha e deixados para sofrer por horas enquanto os funcionários limpavam o galpão para realizar mais mortes.

A ONG também disse que os trabalhadores estavam “violentamente quebrando os pescoços das aves e deixando-os a convulsionar em meio às demais”.

Pode-se ver pelo vídeo outras aves morrendo jogadas em uma pilha, deixados para sofrer por horas enquanto os trabalhadores limpavam o galpão.

O grupo também alega que funcionários estavam deliberadamente chutando e pisando em algumas galinhas repetidamente.

Um gerente de campanha pelo bem-estar animal da Woodhurst World Animal Protection disse: ‘Infelizmente, este material perturbador é típico das baixas práticas de bem-estar em muitas fazendas industriais onde galinhas são amontoadas e tratadas de maneira tão cruel que seus corações, pernas e pulmões mal conseguem aguentar a pressão.

“Algumas morrem antes de serem assassinadas pelos funcionários das fazendas devido a exaustão ou insuficiência cardíaca”.

“Ao adotar uma alimentação vegana e abrir mão da carne, as pessoas podem ajudar a terminar com o sofrimento desses animais”, disse o ativista.

Após a liberação no vídeo a Agência de Saúde Animal e Vegetal (APHA) do país realizou uma inspeção ao local sem aviso prévio. O órgão público relatou estar satisfeito com a saúde e o bem-estar das aves.

Enquanto a mentalidade especista de objetificação dos animais persistir, o sofrimento animal continuará. Galinhas são seres sencientes, extremamente inteligentes, capazes de realizar até operações matemáticas segundo cientistas, quem dirá compreender o que se assa ao seu redor.

Submetê-las a esse sofrimento é uma violência psicológica e física da qual a humanidade deve se envergonhar e eliminar o quanto antes.

Ao alimentar-se de forma vegana deixamos de alimentar essa indústria cruel e assassina.

Ex-funcionária de matadouro conta porque virou vegana e ativista pelos direitos animais

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

A ex-funcionária de um matadouro Susana Soto costumava matar galinhas para ganhar a vida, mas agora ela mudou totalmente e luta pelos direitos animais.

Originalmente na Cidade do México, Soto era funcionária de matadouro que matou “milhares de frangos”. Agora, uma ativista em defesa dos direitos animais, ela usa “todas as oportunidades para falar em apoio aos que são abusados”.

Susana conta que podia ver o medo nos olhos das aves, o clima no ambiente era pesado e triste. Todos os funcionários se sentiam mal trabalhando ali.

Em um vídeo no Facebook, Soto conta sua história. Ela explica que não foi apenas o abuso de animais – que incluia pendurar as aves de cabeça para baixo para que eles não pudessem lutar quando chegasse a hora de cortar seus pescoços – o que tornou o trabalho insuportável.

Violência contra os animais gera violência contra humanos, o que Soto explica que foi o caso com o proprietário do matadouro, que abusava diariamente da esposa dele com agressões verbais e físicas. Percebendo o impacto que o trabalho teve em sua filha, os pais de Soto recomendaram que ela se mudasse para a Califórnia.

Soto agora vive com seus filhos, a quem ela ensina o poder da compaixão e faz campanha por “um mundo melhor [para eles]”.

Mudança radical na indústria agropecuária

Soto não está sozinha em virar as costas à agricultura animal. Muitos pecuaristas, criadores e trabalhadores da indústria de animais estão optando por sair do ramo; há até um site inteiro dedicado a contar histórias da vida real daqueles que escolheram um estilo de vida mais ético.

A organização de defesa dos animais Free From Harm publica uma seção separada em seu site chamada “Sowing Change”. Ela apresenta perfis sobre os agricultores que costumavam dirigir ou trabalhar em fazendas de carne e laticínios, mas agora optam por cultivar somente as lavouras. O site observam que “[os perfis] são provas cheias de esperança de que mesmo aqueles que mais perdem ao renunciar à exploração animal são capazes de uma enorme mudança de opinião”.

Abraçando um futuro vegano

Independentemente de terem rejeitado totalmente a indústria de carne e laticínios ou não, muitos agricultores reconhecem que a demanda do consumidor por mais alimentos à base de vegetais está crescendo.

Recentemente, uma votação na Oxford Farming Conference revelou que 40% dos agricultores acreditam que a comida vegana é o futuro.

O produtor de leite irlandês Darragh McCullough é particularmente vocal sobre a inovação na indústria agrícola. Em um editorial para o Irish Independent, ele escreveu: “Eu não tenho tempo para a comunidade agrícola se interessar pelo veganismo”.

Ele acrescentou: “qualquer um que ignora os enormes problemas enfrentados pela pecuária não deveria estar no gado. As forças combinadas da mudança climática, do bem-estar animal e das preocupações com a saúde sobre os altos níveis de consumo de carne são impossíveis de evitar ”.

Animais são explorados a vida inteira em fazendas industriais para abastecer o apetite humano

Foto: humanesociety

Foto: humanesociety

O Dia do Campo ou dia da fazenda é comemorado anualmente em 10 de maio. Em algumas regiões do Brasil, no entanto, a data pode ser celebrada no dia 5 de maio. A data surgiu com o objetivo de homenagear e conscientizar a população sobre a importância do campo.

Infelizmente para os animais como vacas, bois, porcos, galinhas, tidos como animais “de fazenda” não há motivos de comemoração, o campo, que deveria ser seu habitat natural, fonte de alimento e desenvolvimento tem se convertido em sinônimo de tortura de escravidão.

Muitos desses animais jamais vão sentir a grama do campo em seus pés, a brisa orvalhada do vento nas manhã ao ar livre e o calor do sol esquentando sua pele. Nascidos em confinamento e para um único fim, só encontrarão a liberdade com a morte.

Os seres humanos tem convertido os campos em verdadeiras fazendas industriais de produção de carne, leite e ovos. Num modo de operação que despreza deliberadamente qualquer valor à vida desses seres sencientes e capazes de amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em alguns países, como os EUA, mais de 99% dos animais se encontram em fazendas de criação, sendo explorados como produtos para gerar lucro e ao não servirem mais são descartados e mortos.

Foto: pasadosafehaven

Foto: pasadosafehaven

Vacas são exploradas por seu leite, passando sua vida inteira presas a equipamentos desenvolvidos especialmente para sugar seu leite, o leite de seus filhos, retirado de suas mamas diariamente.

Após o nascimento de seus filhos em uma sequência cruel de reprodução sem intervalos, essas mães sequem podem ver seus recém-nascidos, sendo afastadas deles antes mesmo que sintam seu cheiro.

Caso sejam do sexo femininos essas vacas vão encontrar pela frente o mesmo destino de suas mães, um vida inteira de exploração confinadas a alojamentos mínimos e super lotados, sem qualquer possibilidade de interação ou liberdade.

Caso sejam do sexo masculino outro destino aguarda os bezerrinhos, como não poderão dar leite para comercialização dessa indústria de laticínios são mortos aos montes, jogados em valas ou terão sua carne aproveitada na indústria de carne de vitela (novilhos), cujos tipos de morte são ainda mais assustadores e menos misericordiosos (sem balas para preservar a carne, morte a marretadas).

Galinhas são mantidas em compartimentos de “produção fordista” do tamanho de seus corpos, sem poder se mexer, sem poder caminhar, nada além de botar ovos para abastecer o consumo humano.

treehugger

Foto: treehugger

Os pintinhos do sexo masculinos são moídos em máquinas de grande porte, especialmente desenvolvidas para “descarte” desses seres inocentes. As pintinhas, assim como as vacas bebês, vão encontrar o mesmo destino da mãe: exploração e morte.

Da mesma forma se repete o círculo de exploração e crueldade com porcos e porcas, sendo que elas são mantidas em caixas de gestação de aço, frias e de proporções mínimas, com o único propósito de dar à luz e trazer ao mundo mais leitõezinhos prontos para serem “industrializados”.

Após nascerem, os bebês mal consegue chegar perto de sua mãe para mamar com uma parede se interpondo entre eles apenas com o espaço das mamas para que possam se alimentar do leite materno e por poucos dias.

Estes são apenas alguns exemplo de como o campo tem sido utilizado para explorar, usar, torturar e matar os animais.

Que a data sirva de reflexão para que os seres humanos possam se conscientizar de que os animais não são produtos. São vidas.

Companheiros de planeta, não são inferiores a humanidade, são sim sensíveis, inteligentes e amorosos e sofrem calados as duras penas que lhes impomos, tendo em vista nossa ganância, vaidade e falsa superioridade.

Casal de fazendeiros americanos abandona a criação de galinhas e passa a cultivar cogumelos

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

O casal de fazendeiro Jennifer e Rodney Barrett, agricultores do Arkansas (EUA), começaram recentemente a fazer a transição de suas fazendas de criação de frango e vacas para uma fazenda vegana de cogumelos depois de aprender sobre os benefícios de um estilo de vida baseado em vegetais.

Em 2011, o casal iniciou uma mudança de comportamento com o objetivo de melhorar sua saúde depois que Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa, e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Como parte de sua jornada, o casal aderiu a um programa de alimentação baseada em vegetais de três semanas. “Quando o programa foi concluído, senti-me como uma pessoa totalmente nova”, disse Jennifer. “Minha mente estava tão nítida e clara. Além disso, eu estava dormindo como um bebê. Eu tinha muita vitalidade, energia e alegria. Nós dois fizemos. Foi revolucionário, mas ao mesmo tempo surgiram milhões de perguntas na minha cabeça”.

À medida que aprendiam mais sobre o estilo de vida vegano, começaram a questionar seus últimos 18 anos trabalhando com criação de animais onde esses seres especiais e sencientes eram mortos para comidos. “Era tão frustrante saber que todo esse sofrimento, mortes e decadência – essa situação de holocausto – era tão desnecessária, mas ainda assim existia”, disse Jennifer.

“Comecei a ver as galinhas de maneira diferente. Eu nunca realmente olhei para eles como indivíduos antes, mas meu coração começou a doer de verdade quanto mais eu via seu terror e sofrimento. De repente, eu as vi como pássaros, não como produtos.

O casal cancelou seu contrato de produção de aves para consumo e parou de criar e vender bois e vacas, e iniciou a transição para a produção de cogumelos com a ajuda da ex-pecuarista Renee King-Sonnen, do Programa de Advocacy da Rancher’s – que oferece apoio e soluções inovadoras para os fazendeiros que estão abandonando a agropecuária.

Site reúne relatos de ex-fazendeiros que se tornaram ativistas veganos

Uma organização criou um site para que experiências de antigos fazendeiros de todo o mundo que reconheceram a crueldade cometida contra animais explorados para consumo humano e agora são ativistas veganos fossem publicados.

A iniciativa da organização Free From Harm de publicar perfis dos ex-fazendeiros foi uma maneira de expor a realidade das fazendas de criação, muitas vezes veladas pelos interesses das grandes indústrias de carnes e laticínios.

Foto: Pixabay)

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Os criadores de animais são pessoas que veem diariamente com seus próprios olhos o que acontece com os animais criados para consumo de ovos, carne e laticínios. Essas experiências na agricultura animal transformaram muitos deles em defensores dedicados dos animais e os estimularam a adotar uma dieta totalmente vegana.

Como exemplo, Bob Comis relatou que transformou sua fazenda de porcos e ovelhas em uma fazenda de vegetais veganos. Howard Lyman também decidiu que o vasto terreno onde ele e seus familiares criavam gado para carne e laticínios seria muito melhor usado como um santuário de vida selvagem.

Estes são apenas dois exemplos das muitas transformações incríveis da vida real, disponíveis no siteda Free From Harm.

Além de lutarem pelo bem da justiça aos animais, essas pessoas lutam também para o bem das pessoas e do planeta. A agricultura animal é responsável por uma imensa quantidade de poluição, perda de habitat e destruição ambiental. O desmantelamento desta indústria será fundamental para garantir um mundo habitável para as gerações futuras.

Flexitarianos fazem venda de ovos bater recorde histórico

O Conselho Britânico da Indústria de Ovos diz que esse aumento pode estar ligado ao número também crescente de flexitarianos – pessoas que seguem uma dieta vegetariana, mas se permitem comer carne de vez em quando.

De acordo com o BEIC (Serviço de Informação do Ovo Britânico), as vendas de ovos ultrapassaram 13 bilhões pela primeira vez desde os anos 80, um aumento de 4% ou 240 milhões de ovos.

Esses dados alarmantes demonstram o quanto a cruel indústria dos ovos é desconhecida ou ignorada pela população. Em galpões escuros com gaiolas superlotadas e sujas, milhares de galinhas sofrem por toda a sua curta vida “útil” – após isso são mortas para consumo. A idade média de uma galinha em liberdade é de 5 a 8 anos, mas em cativeiro não passa de 20 meses.

Enquanto produtores comemoram os números crescentes, a caridade vegana caridade Viva! diz que, embora as pessoas possam reduzir sua carne por razões éticas, substituí-la por ovos não reduz necessariamente o sofrimento dos animais.

“Embora seja fantástico ver um aumento no número de pessoas escolhendo alimentos vegetarianos e fazendo a transição para o veganismo, estamos desanimados com o crescimento das vendas de ovos”, Lex Rigby, Viva!, gerente de campanhas. As informações são do Plant Based News .

“A indústria de ovos é incrivelmente cruel. A quantidade de sofrimento que as galinhas poedeiras suportam e as práticas bárbaras que ainda ocorrem no Reino Unido estão em pé de igualdade com as indústrias de carne e laticínios. As galinhas estão sujeitas a dores crônicas, galpões cheios, canibalismo por tédio e frustração, e depois uma morte brutal e violenta”.

“Além disso, cerca de 40 milhões de pintos machos ‘inúteis’ são mortos a cada ano – então, não importa se seus ovos são ‘free-range’ ou orgânicos, eles contribuem para o sofrimento em massa.”

Rigby acrescentou: “Infelizmente, poucas pessoas percebem o quão inteligentes e complexas são as galinhas. Isso porque, embora as características comportamentais encontradas em frangos selvagens estejam muito presentes em galinhas criadas – como foi demonstrado por abrigos de resgate de animais – a esmagadora maioria das galinhas nunca expresse esses comportamentos. Nas fazendas industriais, quase todos os comportamentos naturais são negados”.

“Existem tantas alternativas deliciosas e saudáveis para todos os produtos de origem animal, incluindo carne e ovos. Em última análise, a maneira mais eficaz de acabar com o sofrimento dos animais é tornar-se vegana”.

Milhares de animais sofrem confinados em megafazendas britânicas

Foto: Millon Dollar Vegan

De acordo com o Bureau of Investigative Journalism, uma megafazenda abriga pelo menos 125.000 galos, 82 mil galinhas, 2,5 mil porcos ou mil vacas.

Instalações maiores abrigam números assustadores – mais de 20 mil porcos ou 2 mil vacas leiteiras confinadas. Quando se trata de galinhas, os números são ainda piores – as duas maiores fazendas industriais têm capacidade para abrigar 1,4 milhão de aves.

Drones de uma organização de direitos animais registraram imagens destes locais e os animais podem ser vistos amontoados e em péssimas condições.

A SHOCKING reality of farming today from Plant Based News on Vimeo.

Bem-estar animal

O CEO da Million Dollar Vegan, Matt Glover, disse que as instalações ‘empanturram’ e ‘deixam que os animais sofram. As informações são do Plant Based News.

“Há um equívoco comum, particularmente no Reino Unido, que fazendas industriais só existem na América ou em outros países”, acrescentou.

“Infelizmente não é esse o caso e estamos vendo um aumento sem precedentes de megafazendas em toda a Grã-Bretanha – onde milhares e milhares de animais são amontoados em galpões e deixados para sofrer, ocultos da visão pública”.

“Houve um aumento de 26% dessas fazendas em todo o nosso campo nos últimos seis anos, mas cada vez mais evidências científicas estão ligando a agricultura animal como uma das principais causas da mudança climática”.

“Devemos agir agora para evitar que essas fazendas de continuar se quisermos ver um futuro para o nosso planeta e minimizar o sofrimento dos animais. A criação de animais é insustentável e é imperativo que todos nós procuremos adotar uma dieta baseada em vegetais para resolver essas questões”.

Investigações

Ativistas pelos direitos animais lutam incessantemente pelo fim da escravidão animal, do abuso e da crueldade praticada dentro de fazendas e matadouros de todo o mundo.

Porcos, galinhas poedeiras e bois são torturados e espancados para serem mortos ou apenas por ‘diversão’.

A Aussie Farms disponibiliza em seu site um banco de dados mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas na Austrália.

Outras denúncias deste tipo acontecem não só nos Estados Unidos ou no Reino Unido – Itália, Holanda e Brasil estão entre os países que cometem atrocidades contra os animais.
Recentemente, o curta metragem “M6nths” foi lançado e mostra o sofrimento de leitões em fazendas industriais.

Prepare-se para ficar apaixonado pelas galinhas mais lindas do mundo

Os dois amigos fotógrafos começaram o projeto que retrata um dos animais terrestres mais consumidos no mundo. Juntando esforços, eles querem mostrar o quão bonitas são as galinhas. A coleção apresenta mais de 200 fotos de espécies de frangos encontrados em todo o mundo.

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

Infelizmente, segundo um relatório da Agropec Consultoria, o consumo de carne de frango nos próximos dois anos deve crescer e se tornar a proteína mais consumida em todo o planeta.

“Nenhuma dessas belezas foi prejudicada, forçada ou presa”, observaram os fotógrafos em sua página no Kickstarter, onde já levantaram quase € 144.000 para o projeto. As informações são do Live Kindly.

Os fotógrafos “deram vida a esses filhotes”, observa a página do Kickstarter. “Você não vai acreditar, mas tudo que eles usaram foi apenas um simples conjunto de luzes, nada mais era necessário: esses meninos e meninas tomaram o centro do palco”.

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

 

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

Tranchellini começou a se interessar por frangos há vários anos, quando procurava por um animal doméstico. Um fazendeiro o apresentou às galinhas, nascendo ali o amor pelos pássaros. Esse sentimento é compartilhados por Monti e os dois decidiram começar a tirar fotos das aves em vários momentos.

“Nós sentimos que as galinhas estavam esperando por seu momento como o centro das atenções”, explicou a dupla em sua campanha no Kickstarter.

Dezenas de bilhões de frangos atualmente no planeta vivem principalmente em galpões escuros e lotados, com dezenas de milhares de outras aves, em péssimas condições de vida, de higiene e saúde para serem mortas pela indústria de corte ou viverem exploradas como galinhas poedeiras.

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

 

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

 

Foto: Moreno Monti e Matteo Tranchellini

Felizmente, essa terrível realidade está mudando. Mesmo que ainda lentamente, os consumidores estão deixando de lado a carne e seus derivados. Carnes veganas estão disponíveis na maioria dos grandes supermercados internacionais. A Just Foods da Bay Area está recriando carne de frango em um ambiente de laboratório – cultivando frango a partir de células animais ao invés de animais inteiros – e também está vendo sucesso com seu ovo baseado em feijão mungo vegano.

O livro de Monti e Tranchellini pode ajudar a desestigmatizar estes animais como apenas formas fontes de proteína com penas – que têm personalidades individuais e emoções assim como as pessoas.

A série britânica “Travel With a Goat” descobriu depois que começou a ser exibida que um em cada seis ingleses que a assistiram disseram que queriam reduzir a ingestão de carne.