Zoo de hotel desativado é notificado e deve provar que consegue manter 230 animais

Após fiscalização feita pelo Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (Ipaam) e pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema) no Tropical Hotel, resort do Amazonas fechado após crise financeira, o Ipaam notificou o estabelecimento para que comprove, num prazo de 15 dias, que tem condições de arcar com os gastos necessários para manter os 230 animais que vivem em um zoológico do hotel. No local há onças, araras e macacos.

Foto: Eliana Nascimento/G1

Os animais e as jaulas que os mantém aprisionados têm recebido manutenção desde o fechamento do hotel. No entanto, devido ao prazo de validade dos recursos, o estabelecimento foi notificado. As informações são do G1.

Durante a fiscalização feita pela Dema e pelo Ipaam, equipes estiveram no local para observar a situação dos animais. Em rede social, um alerta que dizia que os animais estariam passando fome viralizou. No entanto, de acordo com os especialistas, não foram encontradas irregularidades no zoológico, mas concluiu-se que os recursos estão limitados.

Uma reunião foi realizada entre representantes dos órgãos e a equipe responsável por cuidar dos animais. O hotel foi notificado para apresentar documentação que comprove disponibilidade orçamentária para manter as atividades e as condições necessárias aos animais.

“As informações oficiais nós já temos: os animais estão seguros. A necessidade de notificar o Tropical Hotel foi para que eles mantenham ou forneçam a segurança de que as garantias de que eles estão alegando sejam oficialmente registradas. A notificação é uma garantia de que o hotel se posicione, que diga que tenha um plano que contemple um orçamento. Esse orçamento deve prever a garantia da alimentação dos animais. Tudo isso porque a guarda é privada e o Ipaam só atua no controle”, explicou o diretor-presidente do IPAAM, Juliano Valente.

Se o hotel alegar que não tem condições ou que se encontra sem dotação orçamentária para os cuidados necessários aos animais, o estabelecimento deverá apresentar um plano de destinação dos animais e de encerramento das atividades.

Trabalham atualmente no local um cinco funcionários, entre biólogo, veterinário e tratadores. “O hotel se compromete a estar mantendo alimentação, quadro estrutural e funcional do zoológico”, afirma o biólogo do zoológico, Nonato Amaral.

O especialista explica que os animais são alimentados duas vezes por dia durante o período da manhã, com todos os índices de proteína animal necessários para cada espécie, e que recebem um complemento alimentar à tarde.

“Nós temos todo o cuidado também de trazer um veterinário para nos acompanhar para que possa fazer um laudo”, certifica a delegada titular da DEMA, Carla Biaggi.

Audiência pública

Uma audiência pública, sobre a qual o hotel foi informado através de uma notificação, deve ser realizada no próximo dia 12, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, para que a Comissão de Proteção dos Animais debata questões como manutenção e estratégia de funcionamento do zoológico.

“Justamente para gente envolver todo mundo e encontrar uma solução. O hotel vai conseguir garantir recurso para manter o zoológico. Ele vai responder para o Ipaam que notificou hoje o zoológico. Se vão encerrar as atividades aqui e vão destinar esses animais para outro lugar, isso é uma possibilidade”, anunciou a deputada Joana D’arc (PR).

Nota da redação: a ANDA faz um apelo aos leitores para que não frequentem zoológicos e aquários e para que conscientizem seu círculo social acerca do horror que é manter um animal aprisionado em uma jaula ou tanque de água, tratando-o como um objeto em exposição. Animais são seres sencientes – isso é, capazes de sentir – que devem ser vistos como sujeitos de direito, não como atrações. Todo animal existe por propósitos próprios, não para ser explorado para entretenimento humano. Tal exploração é uma afronta aos direitos animais e deve ser combatida com veemência. 


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Senado vota projeto que prevê dedução de gastos veterinários no Imposto de Renda

O projeto de lei 3.407/2019, de autoria do senador Mecias de Jesus (PRB-RR), que autoriza que gastos veterinários sejam deduzidos no Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Foto: Pixabay

Mecias defende que a aprovação do projeto é importante porque permitirá que os tutores busquem atendimento veterinário adequado para os animais. A proposta tramita em caráter terminativo na CAE.

“De modo análogo à saúde humana, cujas despesas podem ser abatidas da base de cálculo do IRPF, a legislação deve possibilitar a dedução dos pagamentos efetuados com vistas aos cuidados médicos necessários aos animais domésticos”, justifica o senador.

A proposta prevê também a criação de um cadastro nacional de tutores e respectivos animais domésticos, por parte do Executivo, para evitar o uso indevido do benefício. As informações são da Agência Senado.

A luta pelos direitos animais, no entanto, não convenceu o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Relator do projeto na CAE, o parlamentar recomendou a rejeição da proposta. Bezerra afirmou que o texto não prevê estimativa de impacto sobre a arrecadação, nem medidas de compensação para as perdas acarretadas pela medida, o que não é permitido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Fazendo uso de uma argumentação especista, por meio da qual coloca o ser humano como superior às demais espécies, Bezerra disse ainda que “a dedução pretendida fere a razoabilidade quando se sabe que os recursos que seriam renunciados para que os contribuintes beneficiados pudessem cuidar dos seus animais são fonte essencial de custeio, nos três níveis da Federação, para o já precário atendimento de saúde da população, sobretudo a mais necessitada”.

É fato, no entanto, que o poder público não pode se ater apenas às demandas humanas, já que os animais também integram a sociedade e precisam de cuidados adequados. O parecer do relator, portanto, não pode ser usado como justificativa.


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Falta de recursos pode levar animais de abrigo para a rua em Maceió (AL)

O Centro de Recuperação Animal Esperança (Crae), de Maceió (AL), pode encerrar as atividades devido à falta de apoio financeiro. O local abriga 270 animais, sendo 216 cães e 50 gatos, e funciona há cinco anos no bairro do Village Campestre II.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Representante do abrigo, Mary Nogueira afirma que o local necessita do apoio da população e de entidades públicas para se manter aberto. As informações são do portal Gazeta Web.

“Os animais precisam todos os dias se alimentar, precisam de remédio, de cuidados, não adianta acumular animais sem ter condições de mantê-los. Nós não temos condições nem de comprar remédio e nem dar comida de qualidade”, lamentou Mary.

No abrigo, são gastos cerca de R$ 11 mil mensais. Porém, Mary tem conseguido arrecadar por mês no máximo R$ 2 mil e, segundo ela, “às vezes nem isso”.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Sem ajuda para manter o abrigo, a fundadora do local lembra que os cães e gatos podem acabar voltando para as ruas. Ela critica o descaso da população e dos órgãos públicos diante do caso.

“Uma grande parte das pessoas não castra seus animais e acha que jogá-los nas portas do abrigo é uma solução. Conseguimos recursos para pelo menos transformar o Crae em instituto, mas não temos recursos para manter os cuidados dos animais. Já fomos no Ministério Publico, na prefeitura, já fui em todos os lugares”, disse.

Interessados em fazer doações ao abrigo, diretamente na unidade da entidade ou através de transferência bancária, pode entrar em contato com Mary através do número (82) 9929-0761.


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Protetora pede ajuda para arcar com gastos de animais resgatados

A protetora Mara Santos, de Canoas, no Rio Grande do Sul, está pedindo ajuda para conseguir arcar com os gastos dos animais resgatados por ela. Após pessoas que se dispuseram a contribuir mensalmente pararem de ajudar, ela ficou sem recursos para pagar as dívidas de mensalidades de animais hospedados, internações em clínicas e até ração.

Cadela com filhotes

Um dos cães está internado há três meses, com câncer. Outros dois casos são do Joaquim, um chow chow, e da Ana, cadela com problemas na coluna devido à atropelamento. Os dois são idosos e não podem voltar pra rua, por isso precisam de ajuda financeira.

Mara conta que tem muitos animais, mas que esses “são os que mais vão sofrer se tiverem que deixar o lugar onde estão sendo tratados”.

Interessados em ajudar devem entrar em contato com Mara pelo WhatsApp para solicitar os dados bancários da protetora. O contato deve ser feito pelo número 51 99470-4870.

Cão ferido resgatado pela protetora

Chow chow antes de ser resgatada