Festival vegano será realizado neste domingo em Belo Horizonte (MG)

A primeira edição do festival Paraíso Veg será realizada neste domingo (9), das 11 às 18h, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte (MG). O evento deve reunir expositores das áreas de gastronomia, artesanato, moda, cosméticos e plantas.

(foto: Galpão Paraíso/Facebook/Divulgação)

A entrada é gratuita e a presença de animais domésticos é bem-vinda. “O mercado para o público vegano tem conquistado franca ascensão nos últimos anos. Por isso, as feiras de economia criativa precisam, também, estar atentas a esta demanda”, pontua a microempresária Regina Hamagutti, sócia da Litta Massas Veganas, que participará do festival. As informações são do portal Uai.

Como o veganismo é uma filosofia de vida que vai além da alimentação, as barracas do festival irão comercializar, além de alimentos, peças de vestuário, itens de higiene e limpeza, entre outros.

O evento contará ainda com show do músico Dom Preto, além de uma roda de conversa com a nutricionista Graziela Paiva. ONGs de proteção animal também participarão do festival, inclusive a entidade O Lobo Alfa, que resgata animais e os disponibiliza para adoção.

Os organizadores do evento esperam que mais de mil pessoas passe pelo festival ao longo do dia.

Serviço

Paraíso Veg
Data: 9 de junho, domingo
Horário: de 11h às 18h
Local: Galpão Paraíso (Rua Cachoeira Dourada, 44, bairro Paraíso)
Entrada gratuita

Britânico faz sucesso com imitação de peixe à base de flor de banana marinada em algas

Por David Arioch

“Peixe vegano” com fritas, uma das opções oferecidas pela Sutton no leste de Londres (Foto: Reuters)

O britânico Daniel Sutton, proprietário da Sutton and Sons Fish & Chips, uma empresa familiar do ramo alimentício com diversas filiais pelo Reino Unido, decidiu incrementar o cardápio de opções veganas no início de 2019.

E o resultado em sua loja no leste de Londres foi tão positivo que de lá pra cá a sua maior dificuldade é atender a demanda. “Nós pensamos em produzir algo vegano e ver como é. O resultado foi muito bom, então introduzimos um cardápio completo”, diz Sutton.

Na realidade, o empreendedor decidiu ir um pouquinho além. Esta semana ele está abrindo uma filial da Sutton and Sons Fish & Chips dedicada aos veganos – e com uma cozinha onde não entra nada de origem animal.

A loja também fica no leste de Londres, que Daniel Sutton qualifica como uma região moderna e com a maior demanda por restaurantes veganos. Das opções no cardápio, o destaque da atualidade é o “peixe vegano” à base de flor de banana marinada em algas marinhas.

Esses ingredientes são à base do alimento, mas o sabor surge a partir de uma planta litorânea que os ingleses chamam de samphire, mas que no Brasil conhecemos como salicórnia – que se popularizou depois que Shakespeare a citou na tragédia “Rei Lear”.

Com essa combinação, Sutton tem feito sucesso entre os veganos, embora nem todo mundo concorde que o gosto seja de peixe.

“Não acho que tem gosto de peixe, mas eu definitivamente comeria mais. Tem um sabor melhor do que peixe com batatas fritas e é um bom alimento”, disse à gerente de arrecadação de fundos, Cat Thomas, que foi convidada a experimentar o prato, segundo a Reuters. A Sutton também oferece alternativas ao camarão, além de veggie burgers, “linguiças veganas”, etc.


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Veganismo está ganhando espaço na África do Sul

Por David Arioch

Scheckter’s Raw na Cidade do Cabo, na Regent Street, em Sea Point, uma das opções para veganos (Foto: Inside Guide)

De acordo com informações do Google Trends, a África do Sul é um dos 30 principais países onde o veganismo está se tornando mais popular atualmente. Ocupando a 23ª posição, a África do Sul é uma nação onde o veganismo está ganhando mais espaço.

Para se ter uma ideia, em 2014 a pontuação da África do Sul tratando-se de veganismo era de 14 e no ano passado já subiu para 27, ou seja, quase o dobro em quatro anos. Segundo o Google, as províncias do Cabo Ocidental e do Cabo Oriental concentram o maior número de veganos.

Entre as cidades mais indicadas para quem busca opções veganas na África do Sul, considerando pontuação de 100 a 54 pontos, estão Stellenbosch, Randburg, Cidade do Cabo, Sandton (na Região Metropolitana de Joanesburgo) e Porto Elizabeth.

Infelizmente, a capital sul-africana não está entre as cidades mais populares entre veganos, segundo o Google. Joanesburgo obteve apenas 35 pontos, ficando atrás de Roodepoort, Kempton Park, Centurião e Midrand.

Depois da África do Sul, há alguns países insulares do continente onde o veganismo não é uma filosofia de vida tão desconhecida – como Seychelles, Namíbia, Maurício, Ilha da Reunião e Botsuana.

Embora a Etiópia não apareça nas pesquisas, o país é conhecido por oferecer inúmeras opções alimentícias para veganos. Exemplos? Basta considerarmos alimentos como o Injera, um tipo de pão ázimo sem glúten; e Shiro, um prato à base de pó de grão-de-bico cozido com o típico molho berbere vermelho.

Outras opções são o Atkilt Wot, um combinado de repolho, cenoura e batatas cozidas em um molho leve; Azifa, uma salada de lentilhas; e Gomen, à base de couve e especiarias cozidas, além de muitos outros pratos.

Claro, embora os dados do Google Trends sejam uma boa referência para viajantes e curiosos, é possível encontrar mais opções em outros países e regiões do continente africano que não entram nas estatísticas do Google.

Pesquisa revela que 17 espécies de tubarão estão ameaçadas de extinção

O apetite humano é um dos principais fatores que tem levado os tubarões à beira da extinção, alertam os cientistas após uma nova avaliação do status de conservação da espécie.

Dezessete das cinquenta e oito espécies avaliadas foram classificadas como ameaçadas de extinção, de acordo com o Grupo Especialista em Tubarões da União Internacional para a Conservação das espécies (IUCN) na quinta-feira passada, em uma atualização da Lista Vermelha de Animais e Plantas Ameaçados, referência para o mundo todo.

“Nossos resultados são alarmantes”, disse Nicholas Dulvy, que preside o grupo de 174 especialistas de 55 países.

“Os tubarões são animais de crescimento particularmente lento, bastante procurados e desprotegidos por leis, tendem a ser os mais ameaçados”.

Essa categoria inclui o tubarão-mako shortfin, cuja velocidade de cruzeiro de 40km/h (25km/h) – pontuada por explosões de mais de 70km/h – torna-o o mais rápido de todos os tubarões.

Junto com seu primo, o longfin, os dois tubarões-makos são altamente valorizados por sua carne e barbatanas, consideradas uma iguaria pelas tradições chinesas e outras culinárias do paladar asiático.

“Hoje em dia, um dos animais mais pescados em alto mar é o tubarão-mako”, disse Dulvy à AFP. “É também um dos menos protegidos.”

Em maio, as nações participantes do tratado, votarão uma proposta feito pelo México para colocar o tubarão-mako shortfin no Apêndice II da CITES, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas.

O fato entrar para o Apêndice II da CITES, infelizmente não proibiria a pesca ou o comércio desses animais, mas o regularia, o que já seria algum ganho no sentido de proteger a espécie.

Seis das espécies analisadas foram listadas como “criticamente em perigo”, três delas pela primeira vez: o tubarão whitefin swellshark (Cephaloscyllium albipinnum), o cação-anjo argentino (Squatina argentina), tubarão-anjo (Squatina oculata)

O grupo de especialistas em tubarões da IUCN está conduzindo uma revisão de dois anos com mais de 400 espécies de tubarões.

Para os animais terrestres, os biólogos da conservação concentram-se no tamanho da população e alcance geográfico para fazer a avaliação da ameaça de extinção.

Para os tubarões e outros animais marinhos, eles usam outra abordagem, procurando, em vez disso, a rapidez com que as populações diminuem.

Pior do que pensávamos

Mas isso requer uma referência, especialmente para espécies pelágicas ou das que vivem em oceano aberto, explicou Dulvy.

Apenas nos últimos 10 anos os cientistas conseguiram estabelecer uma referência, em parte com a ajuda das pescarias de atum que começaram a manter contagens de tubarões que eram pegos por acaso.

“Uma década depois, sabemos agora que a situação é muito pior do que imaginávamos”, disse Dulvy.

Ironicamente, as organizações de controle da pesca, que tem feito um bom trabalho policiando as capturas de atum, aumentaram o incentivo para que os pescadores mirassem nos tubarões para obter uma renda extra.

“No Oceano Índico” – ao longo das costas do Mar da Arábia e da Baía de Bengala – “a pesca do atum é na verdade uma pesca de tubarão, com capturas eventuais de atum”, disse Dulvy.

À luz de suas novas descobertas, o Shark Specialist Group (Grupo de Especialistas em Tubarões) está pedindo por “severas normas de vigilância e proteção para esses animais no que diz respeito a pesca nacional e internacional, incluindo proibições completas de captura das espécies avaliadas como ‘ameaçadas’ ou ‘criticamente ameaçadas'”, disse Sonja Fordham, vice-presidente do grupo e membro da The Ocean Foundation.

Os tubarões dominaram os oceanos do mundo por cerca de 400 milhões de anos, desempenhando um papel fundamental nas cadeias alimentares globais.

Mas esses “reis dos mares” se mostraram especialmente vulneráveis à predação humana: crescem lentamente, tornam-se sexualmente maduros relativamente tarde e produzem poucos filhotes.

O tubarão esporão de olho verde (Squalus chloroculus) – recém classificado como ameaçado de extinção – tem um período de gestação de quase três anos, que é o mais longo no reino animal.

Um estudo de revisão por pares de 2013 estimou que mais de 100 milhões de tubarões são capturados todos os anos para alimentar a demanda de um mercado de barbatanas, carne e óleo de fígado.

Mais da metade das espécies de tubarões e seus parentes são categorizados como ameaçados ou quase ameaçados de extinção.