Conheça os benefícios únicos de se conviver com um gatinho

Foto: Rover

Foto: Rover

No dia 8 de agosto é celebrado o Dia Internacional do Gato. Tudo começou em 2002 por uma iniciativa do International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, na tradução livre) e outros grupos de direitos animais que se uniram para celebrar o animal doméstico mais popular em todo o mundo.

Além de serem peludos, belíssimos e independentes, os gatos também fazem bem para nossa saúde, informação essa, já comprovada cientificamente. Tanto é verdade que, apenas ao assistir vídeos de gatos online você já começa a sentir-se feliz e encantado.

Foto: Rover

Foto: Rover

Estudos mostraram que apenas assistir vídeos de gatos na internet pode aumentar a energia de uma pessoa e criar emoções positivas em seu cérebro.

Em homenagem ao Dia Internacional do Gato, aqui estão alguns benefícios de saúde cientificamente comprovados de ter um companheiro de vida felino:

1 – Os gatos têm um impacto positivo na sua saúde mental:

Se você ainda não tem motivos suficientes para abraçar seu gato, aqui está outro. Um estudo de 600 pessoas onde cerca de metade tinha problemas de saúde mental, 87% dos tutores de gatos admitiram ter um impacto positivo no seu bem-estar. Outros 76% também revelaram que eles acham mais fácil enfrentar o estresse diário, graças aos gatos.

Foto: Pet Healthy

Foto: Pet Healthy

2 – A presença de gatos na casa pode ajudar crianças com autismo a se conectar com o mundo:

Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que a interação social de crianças com autismo melhorou drasticamente quando em torno de animais domésticos. No estudo, cerca de metade das famílias que participaram tinham gatos, com pais relatando fortes laços de apego entre eles e seus filhos.

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

3 – O ronronar dos gatos ajuda a curar ossos, tendões e músculos:

Se você é um amante de gatos, você sabe que o ronronar do seu felino é um dos sons mais reconfortantes do mundo, pois geralmente significa que seu gato está feliz e confortável. O som também tem sido associado há muito tempo a uma capacidade de cura terapêutica em ossos e músculos humanos.

Um estudo de 2006 conduzido pela Fauna Communications, descobriu que a frequência do ronronar de um gato é entre 25 e 140 Hz. Isto cobre as mesmas frequências que são terapêuticas para o crescimento ósseo e cura de fraturas, alívio da dor, redução do inchaço, cicatrização de feridas, crescimento e reparo muscular, reparo do tendão e mobilidade das articulações.

4 – Gatos significam menos alergias:

Um estudo realizado em cães e gatos revelou que o contato com esses animais no primeiro ano de vida pode fortalecer o sistema imunológico dos bebês, particularmente contra doenças respiratórias.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Isso pode resultar em uma melhor defesa contra a doença na infância, concluíram os pesquisadores. Outro estudo descobriu que o limpeza obsessiva e isolamento nem sempre são a melhor escolha; as crianças expostas a alérgenos de gatos estão em melhor situação em relação aos seus sistemas de defesa.

Crianças em ambientes urbanos com maior exposição a alérgenos e bactérias desenvolveram uma melhor sensibilização às alergias e respostas mais fortes de seus sistemas imunológicos.

5 – Os gatos podem diminuir o risco de doença cardíaca:

Um estudo de 10 anos de mais de 4 mil americanos realizado por pesquisadores do Instituto Stroke da Universidade de Minnesota em Minneapolis descobriu que ter um gato pode reduzir seus níveis de estresse, o que por sua vez terá um efeito secundário sobre o risco de doença cardiovascular. Possuir um gato pode diminuir o risco de várias doenças cardíacas, incluindo derrame, em cerca de 30%.

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Depois de tudo isso já não resta mais dúvidas de como esses seres peludos e encantadores podem fazer a diferença em nossas vidas. O amor, a dedicação, a felicidade e o privilégio de se conviver com um animal doméstico são incomparáveis.

Há lições que somente os animais podem nos ensinar, não perca a oportunidade de amar e estar com seu companheiro de quatro patas o máximo possível. E se você ainda não desfruta dessa alegria, há muitos gatinhos a espera de um lar e uma família nos abrigos e ONGs de proteção animal.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Filhotes ficam órfãos após gata ser envenenada e ganham ‘mãe de leite’

Três filhotes de gato ficaram órfãos após a mãe deles ser envenenada em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A gata foi socorrida por uma protetora de animais, mas não sobreviveu. Inicialmente, os filhotes passaram a ser alimentados por meio de uma mamadeira, mas depois encontraram uma gata lactante que, agora, é a “mãe de leite” deles.

Os filhotes não tiveram contato com a mãe biológica após o envenenamento e, por isso, não foram afetados pelo veneno. Eles foram resgatados pela farmacêutica Graziella Judy, voluntária do grupo Animal Cat, que resgata e disponibiliza gatos para adoção em Peruíbe.

Filhotes ficaram órfãos após gata ser envenenada (Foto: Graziella Judy)

“A gata voltou para casa vomitando, com sinais de envenenamento. Ela entrou em contato para pedir ajuda. Eu resgatei a gata e levei ao veterinário. Mas, já era tarde demais. Infelizmente, a gata chegou morta no veterinário. O veterinário disse que sim, era veneno. Geralmente, colocam dentro de uma pedaço de carne ou frango”, disse Graziella ao G1.

Os filhotes haviam nascido dias antes da mãe deles ser envenenada. A tutora dos animais afirmou que não tinha condições de manter os gatos e, por isso, eles ficaram sob a responsabilidade da protetora.

Logo após resgatar os filhotes, Graziella os alimentou usando uma pequena mamadeira e leite industrializado específico para gatos. Eles mamavam a cada três horas.

“Publiquei nas redes sociais pedindo ajuda para quem tivesse uma fêmea amamentando para fazer uma ‘mãe de leite’. Fiz uma primeira tentativa, não deu certo. A fêmea rejeitou os filhotes. Uma outra pessoa apareceu com uma fêmea que estava amamentando e ela acolheu os bebezinhos”, contou.

Segundo ela, os filhotes estão se desenvolvendo bem e, inclusive, já abriram os olhos. Graziella acredita que os gatos estão saudáveis porque não tiveram contato com a mãe biológica após ela ser envenenada. Quando os animais completarem 60 dias de vida, a protetora os disponibilizará para adoção.

Filhotes foram adotados por “mãe de leite” (Foto: Graziella Judy)

Para a farmacêutica, a mãe dos gatos foi envenenada porque não era castrada e ficava solta. “Temos parcerias com clínicas, pegamos os gatos e devolvemos para o tutor castrado e medicado para evitar esse tipo de situação. Os gatos que não são castrados passeiam, fazem barulho, fezes na vizinhança e isso incomoda muita gente. Dai, elas compram veneno de rato e dão. É uma forma muito cruel de matar o animal. Infelizmente, a maldade humana fica acima de tudo”, lamentou.

É importante ressaltar, no entanto, que embora gatos castrados fiquem mais tranquilos e alguns, de fato, parem de sair à rua, muitos deles permanecem saindo, mesmo que para ir até a calçada ou apenas subir no telhado. Isso os expõe a riscos de atropelamento, envenenamento, agressão e contaminação por doenças. É necessário, portanto, não só castrar o gato, mas impedir que ele tenha acesso à rua, mantendo portas e janelas fechadas ou colocando tela nas janelas ou no quintal.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Gatinha jogada na rua por estar grávida encontra abrigo no vizinho do ex-tutor

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

Quando Grace Redmon e seu pai viram Athena pela primeira vez, a gatinha estava morando a duas casas do pai de Grace, com outra família. Ela costumava sair de casa para brincar do lado de fora e passava muito tempo no quintal do pai de Grace, observando pássaros e chamando a atenção de seu vizinho favorito.

“Ela era muito amigável e meu pai ia sempre alimentá-la e acariciá-la, então ela aparecia com mais frequência, especialmente quando ele chegava em casa do trabalho”, disse Grace. “Ela ficava do lado de fora da porta esperando ele chegar”.

Cerca de 10 meses atrás, a família de Athena recebeu dois cães que não se davam muito bem com a nova irmã gata – e então Athena foi expulsa de casa e obrigada a viver do lado de fora. Athena também estava grávida o que foi o motivo usado pelos antigos tutores para se livrarem da gatinha, mas seus vizinhos não sabiam disso até aquele momento.

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

Confusa e de coração partido, Athena começou a dormir sob a varanda do vizinho e logo eles começaram a notar sinais de que ela poderia estar grávida.

“Era difícil dizer, no entanto, já que ela estava muito magra”, disse Grace.

Um dia, o pai de Grace ouviu pequenos miados vindos de algum lugar debaixo de sua varanda, mas quando ele foi tentar encontrar Athena e seus gatinhos, ele não conseguiu chegar até eles. Athena os tinha guardado muito bem escondidos, e o pai de Grace estava um pouco perdido sobre o que fazer.

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

Depois de várias semanas, o pai de Grace foi para o quintal dele e ficou chocada ao ver Athena e três gatinhos indo dar um passeio juntos. Ele rapidamente tirou uma foto para sua filha, que é uma ávida amante de animais, e ela imediatamente se ofereceu para vir e ajudá-lo a pegá-los todos e trazê-los para dentro.

No início, o sr. Redmon estava relutante, já que ele já tinha dois gatos veteranos e não sabia como reagiriam a uma família de gatinhos. Grace não tinha espaço em sua própria casa também, mas ela convenceu o pai de que precisavam cuidar da pequena família para que pudessem ficar protegidos.

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

“Provavelmente no dia mais quente e mais úmido do verão, eu fui até lá e lutei com seus três gatinhos, que ficaram muito indignados por terem sido pegos e provavelmente tinham 8 semanas de idade naquele momento”, disse Grace.

“Athena nos seguiu toda feliz, e preparamos um pouco de comida para todos. Os gatinhos eram muito nervosos, mas Athena estava como sempre foi: amorosa e feliz”. Mesmo depois de tudo pelo que passara, Athena parecia completamente despreocupada com tudo e se instalou fácil e alegremente no cômodo designado para ela e seus filhos na casa de seu vizinho. Era como se, de alguma forma, ela soubesse que ali era onde ela deveria terminar o tempo todo.

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

Grace conseguiu a ajuda de uma ONG para que toda a família fosse esterilizada, castrada e vacinada, e ela os manteve num cômodo na casa de seu pai no início, antes de introduzi-los lentamente junto aos outros gatos da casa. Ela nomeou os gatinhos Zeus, Artemis e Apollo, e mesmo que ele não quisesse admitir, seu pai lentamente começou a se apaixonar por todos os três.

Infelizmente, Grace foi incapaz de adotar a pequena família porque ela já tinha gatos demais em sua casa, dessa forma ela sabia que a única maneira de mantê-los na família era convencer seu pai de que eles já haviam encontrado o lar a que estavam destinados.

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

“Inicialmente meu pai queria apenas manter Athena e colocar os gatinhos para adoção, então ele resolveu que queria manter Athena e Artemis, então no final queria manter Apollo também”, disse Redmon.

“Ele hesitou por um tempo, mas eu finalmente disse que não era justo apenas mandar Zeus embora. Evidentemente, eu coloquei um sentimento de culpa enorme nele e de forma muito forte, mas eu sabia que ele queria mantê-los e estava apenas colocando uma resistência simbólica”.

Finalmente, o pai de Grace percebeu que ele amava todas as quatro novas adições à sua casa e admitiu para si mesmo e para sua filha que haviam encontrado o lugar a que pertenciam.

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

A pequena família está em sua nova casa há cerca de seis meses e nenhum deles poderia ser mais feliz se tentassem. Os gatos mais velhos que já moravam na casa adoram tomar conta de seus novos netos gatinhos, e todos estão tão satisfeitos – especialmente Atena.

“Ela ainda gosta de olhar para trás para observar os pássaros, mas, por outro lado, ela costuma ficar no colo do meu pai dormindo ou seguindo-o pela casa”, disse Redmon. “Athena agora é uma gata muito feliz e saudável – ela não perdeu a simpatia em toda a transição dolorosa pela qual passou.”

Foto: Grace Redmon

Foto: Grace Redmon

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Estudo revela que os gatos estão mais gordos agora que no passado

Foto: Getty Images/Stockphoto

Foto: Getty Images/Stockphoto

A popularidade de gatos “gorduchos e fofinhos” nas mídias sociais apontam para um fenômeno confirmado por um novo estudo que comprova que os companheiros felinos de tantos humanos, estão de fato, mais gordos agora do que no passado.

No que foi considerado como o primeiro estudo em grande escala sobre a mudança de peso dos gatos ao longo do tempo, os pesquisadores descobriram que o peso médio dos gatos castrados, esterilizados e adultos nos últimos anos permaneceu mais alto do que há 20 anos.

Os gatos continuam a acumular os quilos a mais na idade adulta, revelam as descobertas da equipe, com os números subindo em média até os oito anos de idade.

“Como seres humanos, sabemos que precisamos nos esforçar para manter um peso saudável, mas para os gatos, não há uma definição clara do que é isso”, diz a professora Theresa Bernardo, da Universidade de Guelph.

“Nós simplesmente não tínhamos os dados. Estabelecer o padrão de pesos de gatos ao longo de suas vidas nos fornece importantes pistas sobre sua saúde”.

Foto: Getty Images/Stockphoto

Foto: Getty Images/Stockphoto

No novo estudo publicado no Journal of American Veterinary Medical Association, pesquisadores da University Veterinary College de Ontário analisaram 54 milhões de medições de peso de um total de 19 milhões de gatos.

Isso revelou diferenças que variam conforme o sexo, raça e status de esterilização.

Os gatos machos, por exemplo, tendem a pesar mais do que os gatos fêmeas, e os gatos castrados e esterilizados são geralmente mais pesados do que os seus homólogos inalterados.

Para a maioria dos gatos domésticos, os pesquisadores descobriram picos de peso em cerca de oito anos. Este ponto se alinha com o início da meia-idade, a equipe observa, significando que certos riscos para a saúde devem ser considerados.

“Nós temos preocupações com a obesidade na meia-idade, porque sabemos que isso pode levar a doenças em gatos, como diabetes, doenças cardíacas, osteoartrite e câncer”, disse o principal autor do estudo, Adam Campigotto.

Foto: Getty Images/Stockphoto

Foto: Getty Images/Stockphoto

“Agora que temos esses dados, podemos ver que os pesos dos gatos tendem a seguir uma curva. Ainda não sabemos a trajetória de peso ideal, mas é pelo menos um ponto de partida para começarmos mais estudos”.

Segundo os pesquisadores, o peso médio dos gatos de oito anos parece ter aumentado entre 1995 e 2005, e estabilizou nos dez anos subsequentes.

Existem alguns desafios relacionados aos dados, no entanto.

Mais da metade dos gatos do grupo de estudo (52%) tinha apenas uma medição de peso corporal no arquivo, sugerindo que os tutores não estão trazendo seus animais omésticos para check-ups regulares ou trocaram de veterinário.

Mas a equipe observa também, que as flutuações no peso de um gato podem ser um importante indicador de um problema de saúde subjacente.

“Os gatos tendem a ser ignorados porque escondem seus problemas de saúde e não vêem um veterinário com tanta frequência quanto os cães”, disse Bernardo.

“Então, um dos nossos objetivos é entender isso para que possamos ver se há intervenções que possam proporcionar mais anos de vida saudável aos gatos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cadela Lassie rodeada pelos gatinhos

Gatinhos são adotados por cadela no Piauí

Por Rafaela Damasceno

Uma gata deu à luz a quatro gatinhos na cidade de Piripiri, no Piauí, mas rejeitou a ninhada e fugiu pouco tempo depois. A cadela Lassie, que nunca tinha sido mãe, resolveu adotá-los e lutou para que sobrevivessem. Infelizmente, mesmo após seus esforços e os de sua tutora, Daniela Silva, três deles faleceram.

Em entrevista ao G1, Daniela conta que começou a alimentar a ninhada através de uma seringa, até que os gatinhos começaram a chegar perto de Lassie. “Ela ficava lambendo eles. Ela lambe eles todinhos, dá banho igual a um gatinho mesmo”, relatou.

Cadela Lassie rodeada pelos gatinhos

Os gatinhos passaram a se aproximar de Lassie | Foto: Arquivo Pessoal

A tutora ainda disse que, quando os gatinhos tinham fome, miavam até que Lassie se deitava para deixá-los mamar. Mesmo sem ter sido mãe, ela conseguia alimentá-los.

A gatinha que sobreviveu ganhou o nome de Rajada e vai continuar morando com Daniela.

Rajada deitada em um potinho de plástico

Rajada continuará com Lassie | Foto: Arquivo Pessoal

São diversos os casos documentados de animais adotando e criando outras espécies como se fossem seus próprios filhotes. Patrícia Monticelli, professora de etologia da USP, explica ao Uol que há alterações hormonais nas fêmeas de todas as espécies. Essas alterações desencadeiam um comportamento materno que deixa as fêmeas mais sensíveis aos cuidados. Os filhotes, por sua vez, reconhecem o melhor cuidador e estabelecem um vínculo.

Um estudo da revista Naturalist apontou que as fêmeas de alguns mamíferos respondem a choros e gritos de filhotes, mesmo os de espécies diferentes. Os pesquisadores afirmam que o choro de um filhote implica em uma situação grave, o que faz as fêmeas responderem rapidamente. “A vantagem de garantir a sobrevivência da sua prole supera o potencial erro”, declara a pesquisadora Susan Lingle à revista New Scientist.

Gatinhos são despejados e precisam de um lar em Niterói (RJ)

Divulgação

Uma gatinha em situação de rua deu à luz cinco bebês no estacionamento de um hospital em Niterói, Região Metropolitana do RJ. A administração do local os expulsou à própria sorte. Três filhotes já conseguiram lares responsáveis, mas dois ainda estão à espera da chance de serem adotados.

Um veterinários que se comoveu com a situação ofereceu castração gratuita, então os bebês terão esterilização garantida e sem nenhum custo. Precisam encontrar um lar o quanto antes, pois não não têm onde ficar. Têm cerca de dois meses e são muito fofos.

Interessados em adotá-los entrem em contato com a Lourdes através do telefone (WhatsApp): 21 – 97105-8900.

Gato acolhe e abraça novos gatinhos que chegam em abrigo

Benny foi covardemente abandonado quando era apenas um recém-nascido. Ellen Carozza, uma técnica veterinária, o resgatou das ruas e o adotou, levando-o para seu abrigo particular, onde mantém centenas de animais salvos.

Reprodução / Razões Para Acreditar

Quando resgatado, Benny estava doente. Ele passou por um longo processo de recuperação envolvendo medicação adequada, alimentação balanceada e a aplicação de injeções contra doenças.

Ellen afirma que, mesmo doente, Benny era um amorzinho. “Ele tinha tanto amor para dar que se tornou o pai adotivo de todos os outros animais do abrigo”, diz.

A veterinária costuma levar gatinhos recém-resgatados para casa de modo a cuidar deles até que estejam grandes e fortes o suficientes para serem encaminhados para outras famílias.

E Benny leva seu papel muito a sério ao lidar com os filhotes.

Reprodução / Razões Para Acreditar

Certo dia, Ellen trouxe Winnie para casa. A pequena nasceu com apenas metade do peso normal de um gatinho. Benny não perdeu tempo e já embrulhou Winnie em seus braços, carregando-a de amor, calor e proteção!

“Quando os gatinhos não estão com Benny, eles ficam aconchegados em uma mãe artificial com um batimento cardíaco simulado para o conforto do filhote”, observa Carozza. “Mas algo artificial não ronrona. Não limpa você. Não ajuda você a ser um gato. Benny preenche essas lacunas.”

“O papel de Benny é conforto e socialização”, disse Ellen. “Ser capaz de aconchegar-se contra outro gato e não contra um bicho de pelúcia faz maravilhas para o bem-estar mental deles.”

“Ele fica muito deprimido quando não temos gatinhos. Eu gosto de pensar que ele está nos devolvendo o favor que lhe fizemos há alguns anos “, disse Ellen.

Reprodução / Razões Para Acreditar

Fonte: Razões Para Acreditar