ONG paga recompensa por informações sobre responsável por envenenar cães

Após mais de 20 cachorros terem sido envenenados em Alta Floresta, no Mato Grosso, a ONG Amamos Animais passou a oferecer R$ 1,2 mil como recompensa para quem fornecer informações sobre o responsável por matar os cães.

Foto: Arquivo pessoal

O valor da recompensa, segundo a entidade, foi doado por advogados. O crime é investigado pela Polícia Civil, que ainda não identificou nenhum suspeito e pede para que a população faça denúncias caso tenha informações sobre o caso. Até o momento, 24 cachorros e um gato foram encontrados mortos. As informações são do portal G1.

Nos quintais das casas onde os animais foram envenenados havia restos de carne, que tiveram amostras coletadas e encaminhadas para a Perícia Oficial e a Identificação Técnica (Politec), em Cuiabá. Não há, no entanto, previsão para conclusão do laudo. Isso porque a Politec aguarda a manutenção de um equipamento para realizar a análise.

Quatro Boletins de Ocorrência foram registrados na delegacia por tutores de animais mortos.

Bombeiros resgatam gato que ficou enroscado em concertina

Gato sofreu cortes no pescoço e no rabo — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Os bombeiros resgataram um gato que ficou enroscado na concertina de uma casa em Montes Claros. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, moradores do Bairro Vera Cruz acionaram os militares para que desprendessem o animal dos ganchos do instrumento cortante; ele havia subido no muro e ficado com o rabo e pescoço presos.

Os moradores não conseguiram fazer resgate sem intervenção dos bombeiros. De acordo com os militares, foi necessário cortar a concertina e foram utilizados escadas e apetrechos de segurança para retirada do gato. O animal adulto e sem raça definida sofreu ferimentos no pescoço. O responsável pelo felino foi orientado a procurar uma clínica veterinária para que fossem feitas avaliações do ferimento.

Fonte: G1 

Cadela surpreende tutores ao adotar e amamentar filhote de gato

Uma cachorrinha de 2 anos de idade surpreendeu os tutores ao “adotar” uma gata e amamentá-la, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Eles afirmam que, antes de conhecer o bichano, Luma, como é chamada, latia só de ver um felino passando pelo muro. Agora, as duas não se desgrudam mais.

Cadela amamenta gata em Senador Canedo, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/ Geraldo Gomes

“Vi que a gata estava deitada junto com a cachorra, cheguei perto e vi que estava amamentando. Antes, eu estava dando leite de vaca para a gatinha, agora ela só pega leite da cachorra”, conta Geraldo Gomes.
O corretor de imóveis tem Luma há 2 anos. Já a gata apareceu na casa da família dele há 20 dias. Geraldo explicou que o filhote subiu no muro, passou para o telhado e ficou a noite toda miando. Quando amanheceu, ele a resgatou.

“Coloquei a gatinha para tomar leite na vasilha, a cachorrinha já quis pegar pelo pescoço, muito amorosa”, relata o corredor.

Gravidez psicológica

A veterinária Andrea Ribeiro afirmou que a cachorra possui gravidez psicológica. “Se ela adotou e está produzindo leite, tem pseudociese, o corpo entende que ela está prenhe. Ela também tem uma alta habilidade materna”, explica.

Cadela amamenta gata em Senador Canedo, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/ Geraldo Gomes

De acordo com a veterinária, é necessário que Geraldo desmame a gatinha para evitar que Luma desenvolva um tumor mamário.

“Existem leites industrializados específicos para filhotes e receitas que o veterinário pode fazer para amamentar a gatinha a cada três horas, aquecendo-a e, depois, precisa passar papel no períneo para que estimule a defecação da gatinha”, detalhou.

Fonte: G1

Vídeo mostra resgate de filhote de gato preso em parede de hospital

Reprodução

Uma gata, ainda filhote, foi retirada de uma das paredes do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, no Vale do Itajaí. A equipe da unidade de saúde não mediu esforços para salvar o animal e realizou uma verdadeira operação de resgate na última sexta-feira (11).

O animal ficou pelo menos um dia preso no local e estava em uma área que fica na passarela de acesso a administração do hospital. Ele foi localizado por conta do forte som do miado, que foi percebido por um dos funcionários.

Resgate

Segundo o hospital, foi necessário quebrar a parede e fazer uma abertura de 25 centímetros de espessura nos tijolos maciços para encontrar o animal. Os trabalhos levaram cerca de 80 minutos.

Segundo os funcionários do hospital, a suspeita é de que a gata tenha entrado por um pequeno buraco que fica perto de um dreno pluvial, para não acumular água embaixo das instalações do hospital. Ela teria caído e não conseguiu sair mais do local.

O filhote foi retirado com pequenos arranhões no focinho e levado para atendimento veterinário.

A gata ganhou o nome de Vida e foi adotado pela diretora do hospital.

Fonte: G1

Morador de rua com 18 cães e 16 gatos é despejado de ponte em que mora há 10 anos

Um morador de rua, de 59 anos, recebeu uma ordem de “despejo” da Prefeitura de Goiânia, para que ele deixe, em até cinco dias, a ponte em que mora há 10 anos. José Antônio Ananias vive no lugar junto com 18 cães e 16 gatos que ele adotou ao longo dos anos. O homem afirma que não sai do local sem ter um lar para onde possa levar seus animais, que ele considera sua “família”.

“É a minha família. Minha família humana um pouco está no cemitério, o restante está espalhado pelo Brasil. Minha família aqui são meus gatos, minhas, capivaras, meus peixes, meus cachorros. Eu vivo de doação, catando latinha”.

“Se não arrumar um lugar para mim que não caiba meus animais, eu não vou”, disse Ananias.

A ponte em que Ananias mora fica na Avenida 24 de outubro, sobre o Córrego Cascavel, no Setor Campinas, e é às margens do afluente que mora Ananias. Ele improvisou uma morada com colchões, pedaços de madeira, um varal onde ele estende suas roupas após lavar no rio e várias caixas de papelão, onde moram seus animais.

Ele conta que notou, há alguns meses, que percebeu que um buraco começou a se formar em uma das colunas de sustentação da ponte. A partir disto, resolveu montar uma “casa provisória”, junto com os animais, debaixo de uma árvore no Parque Campininha das Flores, ao lado da ponte.

De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o órgão foi acionado por moradores da região que reclamaram de poluição do local, que teria sido constatado pela agência. Os vizinhos disseram também que o animal do morador estaria avançando nas pessoas.

O médico veterinário Cesmar, que atende de forma voluntária todos os 34 animais de Ananias, afirma que todos os animais estão saudáveis e a maioria deles estão castrados. Disse ainda que alguns estão em tratamento para combater doenças, mas nenhum deles oferece risco à comunidade.

“Hoje, se você puder olhar, mediante as condições em que o senhor Ananias, vive, que ele tem, a saúde dos animais em geral está boa. Eles estão todos em tratamento, boa parte já foi castrada. A gente espera o fim deste tratamento para poder castrar os que ainda não foram. Fazemos tudo de graça com ajuda de parceiros para garantir qualidade de vida para estes animais”, disse o médico.

José Antônio Ananias mora há 10 anos debaixo de ponte com cachorros e gatos, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O que diz o poder público?

A ordem para que o homem deixe o local, conforme informou a Amma, foi expedida depois que a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) teria oferecido um abrigo para ele, mas o mesmo não teria, segundo o órgão, aceito. A partir de então, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) passou a acompanhar o caso.

“Em acordo, ontem, a gente conseguiu este prazo, de 5 dias, que se esgota segunda-feira. Se não encontrarmos um local para que ele seja encaminhado com seus animais, nós podemos presenciar uma situação aqui de desastre, então, enquanto Comissão de Direitos Humanos, nós estamos acompanhando, estamos fazendo tratativas com a Defensoria Pública para ver qual encaminhamento que pode ser dado, de forma que o estado possa garantir os direitos a este senhor que é totalmente carente”, disse a advogada Natasha Gomes Moreira Abreu.

Em nota à TV Anhanguera, a Semas informou que, conforme relatado, já ofereceu ajuda a José Antônio para levá-lo a um dos abrigos da Prefeitura de Goiânia, mas ele teria rejeitado. “Vale lembrar que as equipes de abordagem social não podem obrigar a pessoa em situação de rua a aceitar qualquer encaminhamento”, diz a posicionamento.

Em relação ao problema na ponte que o morador de rua relatou, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) informou que monitora diariamente as pontes da capital, incluindo citada. Disse que a estrutura da 24 de Outubro não representa nenhum risco para as pessoas que circulam pelo o local.

Ponte onde o José Antônio Ananias mora, no Setor Campinas, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Fonte: G1

Gato ‘cego’ finalmente abre os olhos após ser resgatado

Cotton foi abandonado nas ruas da Flórida, Estados Unidos, faminto e com muita dor. O pequeno gato branco contraiu sarna e a doença se espalhou por todo o seu corpo, incluindo os olhos.

cotton

Foto: Carmem Morales

“Ele nem ao menos conseguia ver ou abrir os olhos de tão grave que era sua situação”, disse Carmen Morales, fundadora do Animal Friends Project, ao The Dodo. “Deve ter sido tão assustador para ele, não poder ver. Ele estava sozinho e muito magro porque não conseguia encontrar comida.”

Morales, que abrigou dezenas de gatos doentes ao longo dos anos, criou uma ala de quarentena para o gato em seu banheiro, onde ela começou a alimentá-lo regularmente e tratá-lo com vários antibióticos. Cotton se coçava muito ainda, mas depois de alguns dias de tratamento, ele finalmente começou a sentir algum alívio.

“Nós podíamos ver seu corpo tenso começar a relaxar com o passar dos dias”, disse Morales. “Ele foi finalmente capaz de descansar sem sentir coceiras.”

cotton

Foto: Carmem Morales

Embora Cotton não pudesse ver, ele instantaneamente confiou em Morales. Ele era paciente, enquanto Morales trabalhava para aplicar pomada e óleo de coco na pele irritada todos os dias, e estava ansioso para vê-la e receber carinhos e comida. A condição de Cotton continuava melhorando.

Depois de algumas semanas de cuidados constantes, Cotton conseguiu abrir os olhos e enxergar. O que foi uma surpresa para Carmen, pois ela achava que o animal era cego. Cotton tinha heterocromia, uma condição em que animais e pessoas possuem olhos de cores diferentes um do outro.

cotton

Foto: Carmem Morales

Com o passar dos meses, Cotton finalmente se recuperou de seus problemas de saúde e parecia um gato completamente diferente.

Morales ficou chocada – e pelo que parecia, Cotton também estava. Ele tinha uma nova energia para finalmente explorar o mundo ao seu redor depois de ser incapaz de ver por tanto tempo. Ninguém sabe quanto tempo ele passou sem a visão, mas provavelmente foram muitos meses.

“Achamos que ele era cego e que ele seria cego para sempre”, disse Morales. “O veterinário pensou que, mesmo quando seus olhos se recuperassem, eles poderiam estar danificados, mas eles não estavam. Foi uma surpresa tão maravilhosa. Seus olhos eram simplesmente lindos.”

Depois de três meses completos em recuperação, Cotton, de 6 anos, era como um gato completamente novo, e ele formou um vínculo especial com Morales. Onde quer que ela fosse, ele a seguia, e ela era a única que podia acariciá-lo por mais de alguns segundos. Com outras pessoas, ele era nervoso e tímido – mas com Morales ao seu lado, ele lentamente se tornou confiante e se acostumou.

cotton

Foto: Carmem Morales

“Se eu for para outra sala, ele espera do lado de fora da porta”, disse Morales. “Ele dorme comigo, fica do meu lado o tempo todo. Ele e eu temos um relacionamento maravilhoso. Ele gosta de conversar e miar para mim.”

Depois de todo o sofrimento que Cotton suportou, ele está vivendo uma ótima vida agora, e Morales é grata por tê-lo encontrado e resgatado.

“Recebemos tantos pedidos de adoção para ele devido à sua aparência, mas no final eu percebi como ele estava ligado a mim”, disse Morales. “Eu não tive coragem de fazê-lo passar por outra grande mudança. Ele já tinha passado por tanta coisa.”

Cotton estava tão feliz em se tornar um membro permanente da família, e agora passa seus dias relaxando, brincando e seguindo sua tutora em todos os lugares que ela vai.

“Ele é tão bonito e é o companheiro perfeito para nossa família”, disse Morales. “Gatos como o Cotton dependem de pessoas para se curar, porque nem sempre podem pedir ajuda. Tenho certeza de que muitas pessoas o rejeitaram enquanto ele estava doente, mas ele estava apenas esperando que alguém lhe desse uma chance.”

Fotógrafa faz registros fascinantes das aventuras de seu gato sem olhos

Quando uma organização local de resgate de animais na Áustria encontrou Kazou na rua, com apenas oito semanas, o gato já não tinha um dos olhos. O outro estava infectado e pouco tempo depois teve também de ser retirado cirurgicamente. Para prevenir mais infecções, as pálpebras do gato foram costuradas.

Foto: Sabine Fallend

Em novembro de 2014, ele foi adotado por Sabine Fallend, que era amiga de sua mãe adotiva. “Eu tenho que conhecê-lo lá. Eu estava preocupado com sua deficiência no início, mas como eu o conheci, todos os medos e preocupações se foram e meu marido e eu decidimos adotá-lo. Após sua recuperação, ele se mudou conosco,” disse Fallend.

Foto: Sabine Fallend

“Sua mãe adotiva o descreveu como um gato muito calmo para mim – mas depois de sua cirurgia ocular, ele se tornou um gato muito ativo e aventureiro.

Foto: Sabine Fallend

“O que estou tentando dizer é que ter seus olhos removidos foi como uma liberação para ele. Toda a dor se foi e ele começou a ‘florescer’.”

Foto: Sabine Fallend

“Eu suponho que ele nunca foi capaz de ver de uma maneira boa, então ele cresceu com essa desvantagem.”

Foto: Sabine Fallend

“Ele age como qualquer outro gato, não há nada que ele não possa fazer.”

Foto: Sabine Fallend

“A única diferença está em descer dos lugares. Ele precisa de algo para tocar com suas patas dianteiras para encontrar o caminho para baixo.”

Foto: Sabine Fallend

“Quando ele está estressado (por causa de ruídos altos e estranhos), você percebe que é mais difícil para ele navegar pelos objetos.”

Foto: Sabine Fallend

Apesar de sua deficiência, Kazou, de quatro anos, é um gato que abraça a vida.

Foto: Sabine Fallend

Sabine acrescentou: “Ele é um gato muito autoconfiante. Ele sabe exatamente o que ele quer (e o que não quer) e ele é um pouco teimoso e atrevido, mas de uma forma encantadora e fascinante.”

Foto: Sabine Fallend

“Ele é curioso e gosta de explorar e aprender coisas novas.”

Foto: Sabine Fallend

Kazou criou uma página no Facebook com fotos de todas as coisas que ele faz e ela disse que espera que ajude outros animais.

Foto: Sabine Fallend

Ela disse: “Ele é muito inspirador para muitas pessoas e, claro, para mim. Ele teve um grande efeito na minha vida e no meu modo de pensar. Essa também é a razão pela qual criei esta página e continuo falando sobre ele.”

Foto: Sabine Fallend

“Minha expectativa é que ele se torne um embaixador para animais com necessidades especiais – para mostrar ao mundo como eles são incríveis e quanto eles têm para dar. Eles merecem uma chance.”

o gato da raça scottish fold

Homem é multado por tentar enviar seu gato doente pelo correio

Em Taiwan, um homem foi multado em mais de 2 mil libras por crueldade animal pela tentativa de enviar seu gato doente pelo correio. O homem de 33 anos, chamado Yang, disse que o gato da raça scottish fold sofria de problemas de mobilidade causados ​​por uma lesão na perna.

o gato da raça scottish fold

Foto: Daily Mail

Apesar de fazer tratamentos com acupuntura e remédios à base de plantas, o gato não conseguiu se recuperar e Yang disse que “não tinha mais tempo para cuidar dele”. Ele explicou aos funcionários do abrigo de animais que ele estava tentando levar o gato embora, mas ninguém aceitou sua desculpa.

Em vez de entregar o animal a um abrigo, ele decidiu confiná-lo a uma caixa de papelão e tentar enviá-lo pelo correio. Não está claro se ele fez buracos na caixa para o gato respirar, e nem para onde ele endereçou o pacote.

uma mulher de avental de enfermeira vacinando o gato, que está sentado e virado para a esquerda

O gato sendo tratado no abrigo. Foto: Daily Mail

A polícia usou imagens das câmeras de segurança e registros postais para rastrear Yang, que posteriormente admitiu ter cometido o ato. Ele foi em seguida multado em 1.500 libras pela violação das leis contra crueldade animal e em mais 750 libras depois que se soube que o gato não havia sido vacinado contra a raiva.

Chen Yuan-chuan, diretor do Escritório de Inspeção de Saúde e Proteção de Animais de Nova Taipei, disse: “Um animal pode sufocar em um recipiente insuficientemente ventilado, não tem acesso a água limpa e pode ficar angustiado.”

Ele instou as pessoas que acham que não são mais capazes de cuidar de seus animais domésticos para entregá-los a um escritório de proteção animal ou a um abrigo registrado.

Gato ferido precisa de resgate no bairro de Jabaquara, em SP

Monalisa Weber
monalisaweber@uol.com.br

Um gato ferido precisa de atendimento veterinário no bairro de Jabaquara, em São Paulo. As pessoas que tentaram resgatá-lo afirmam que ele não entra em gaiola. Diseram que chamaram o Centro de Controle de Zoonozes e os Bombeiros, mas eles não apareceram.

Estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo para arcar com as despesas veterinárias. O animal está com suspeita de microbactérias e se encontra na Vila Santa Catarina. Quem estiver interessado em ajudar, entre em contato com Monalisa através do número (11) 99102-3500.

Gatinho cego vira atração na praça deitado em rede enquanto tutor trabalha

Miau virou atração na praça: “Todo mundo que passa faz carinho nele, ele adora ser mimado!” — Foto: Ariovaldo Dantas/TV Morena

À sombra de uma árvore na praça Ari Coelho em Campo Grande (MS), a cena de um gato deitado tranquilamente em uma rede enquanto seu tutor faz macramê, chama a atenção. O gatinho é cego, e é tutelado pelo artesão Luiz Carlos Garcia, que passa seus dias ensinando artesanato. A rede foi tecida pelo tutor, para mantê-lo sempre por perto.

Os dois vivem em um carro, que fica estacionado ao lado da praça. O gato chama-se Miau Ceguinho, e tem pouco mais de 2 anos. Luiz conta que ficou com ele porque ajudou a mãe do animalzinho no parto, e percebeu que ele precisaria de ajuda:

“Vi que ele nasceu cego e imaginei o quanto seria difícil a vida desse gatinho se não tivesse alguém para cuidar dele. Nós salvamos a vida um do outro. Eu o adotei, e ele me curou da depressão.”

Miau virou atração: “Todo dia vem alguém pra tirar foto, fazer carinho nele, conversar um pouco. Às vezes ajudam a gente com ração, ou apenas dando atenção pro gatinho, ele gosta desse mimo”, comenta.

Miau passa os dias deitado em uma rede na praça em Campo Grande, e virou atração: “Somos inseparáveis”, diz dono — Foto: Flávio Dias/G1MS

Luiz conta que é portador do vírus HIV e estava muito triste quando adotou o gatinho: “Só Deus sabe o tamanho do meu amor pelo meu gato. Ele me ajudou muito, cuidar dele me fez querer viver. Somos inseparáveis”, relata, emocionado.

O artesão ensina macramê na praça, sem cobrar nada. Os produtos que ficam no local não estão à venda, servem para mostrar o que é possível fazer com as linhas. Luiz conta que aprendeu na escola, e faz questão de dividir sua arte com quem queira aprender: “Posso ajudar alguém a ter um novo meio de vida, ganhar dinheiro, se distrair. Isso já é retorno suficiente para mim”.

Perto do gatinho, um copo com água. Miau nunca enxergou, então, o que ele conhece do ambiente que o rodeia, é sempre orientado por Luiz. Comida e água ficam perto, e ele costuma se afastar apenas fazer as necessidades – que Luiz recolhe em seguida para não sujar a praça. Em seguida, Miau retorna à sua rede, para ficar perto do tutor.

Miau ceguinho e Luiz: “Somos inseparáveis”, conta dono do gatinho cego. — Foto: Flávio Dias/G1MS

Ele conta que a convivência no carro, onde vivem juntos, é tranquila. “Tínhamos um passarinho também que Miau sempre respeitou, mas ele cresceu e foi embora. Ficamos nós dois, sempre juntos. Nós somos uma família unida”.

Por conta da doença, Luiz recebe uma aposentadoria, que sustenta os dois. Ele conta que o pai chamou-o para viverem juntos, mas disse que não aceitaria o gato, por isso ele decidiu viver no carro. “O que tenho dá para mim e meu gato, e para que meu ofício sirva apenas para ensinar. Nós vivemos em paz, temos um ao outro. O importante, para mim, é poder estar sempre perto do Miau”.

Luiz comenta que uma demonstração de respeito e amor aos animais não deveria surpreender: “A condição de vida não é desculpa para abandonar um animal ou tratar mal qualquer animal. Eu cuido do meu ceguinho como se fosse um filho, inclusive enquanto trabalho. O amor pelos felinos, pelos animais, tem que ser multiplicado”, finaliza.

Miau Ceguinho conhece o ambiente que o dono apresenta, e se orienta do seu jeito. — Foto: Ariovaldo Dantas/TV Morena

Fonte: G1