Jovem luta para cuidar de quase 300 animais em Lajedo (PE)

Foto: Arquivo pessoal

Quando crianças, muitas meninas gostam de brincar de boneca e sonhar com contos de fada, finais felizes e muitas coisas mágicas e encantadoras, mas não a pernambucana Rafaela Sullivan, que quando tinha apenas sete anos teve sua vida marcada para sempre após ver um gatinho em situação de completo abandono nas ruas de Lajedo, uma pequena e esquecida cidade no Agreste de Pernambuco.

Mesmo convivendo com animais domésticos desde a infância, o encontro foi inesquecível, mas, infelizmente, não teve um final feliz. Rafaela não pode adotar o gatinho e isso não saia de seus pensamentos. Ela passou a cuidar dele de forma imaginária e o chamou de Mimi. A menina fez uma caminha, dava alimento e brincava com ele como se fosse real. Ali nascia aos poucos o desejo de fazer algo para impedir que mais animais fossem abandonados nas ruas.

Foto: Arquivo pessoal

Essa sensibilização cresceu junto com Rafaela e quando ainda era uma adolescente e estudante do ensino médio conheceu a cadelinha Lisa. Uma peludinha pretinha sem raça definida muito magra e debilitada que foi encontrada deitada em uma avenida em meio a carros que passavam velozmente.

A cachorra estava tão fraca que mal conseguia se levantar. Rafaela cuidou dela da melhor forma possível, a alimentou, medicou e mesmo com rotina corrida de estudos e preocupações com o vestibular, deu a Lisa uma família de verdade. A cadelinha viveu ainda oito anos em seu novo lar e faleceu naturalmente devido à idade avançada.

Foto: Arquivo pessoal

Ver a reabilitação de Lisa foi o que Rafaela precisava para tomar uma ação em prol dos animais da cidade onde vivia. Ela prestou vestibular para Medicina Veterinária na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e passou, mas a partir daquele momento suas verdadeiras provações começariam.

Rafaela se dedicava a alimentar e medicar os animais em situação de rua, mas sabia que isso não era o suficiente para combater os maus-tratos e o abandono. Ela começou a delinear a possibilidade de ter um centro de reabilitação, onde os animais pudessem ser recuperados, esterilizados e disponibilizados para adoção responsável, mas na prática, as coisas não aconteceram como o esperado.

Foto: Arquivo pessoal

A jovem conta que os resgates se tornaram mais frequentes que as adoções e assim o projeto começou a exigir cada vez mais dela. “Isso (adoções) só acontece com mais frequência em capitais, cidades grandes, porque aqui no interior de Pernambuco é completamente diferente, as pessoas não têm essa noção”, disse em entrevista à ANDA.

Os obstáculos não a desanimaram e assim nasceu a Associação de Resgate e Proteção aos Animais de Lajedo (ARPAL), que atua há quase 10 anos sendo uma das principais referências sobre proteção animal na cidade. Abrigando hoje cerca de 250 animais, entre cães e gatos, a ONG sobrevive com a ajuda de doações, trabalho voluntário e um pequeno apoio da prefeitura, que garante 15 dias de alimentação para os animais.

Foto: Arquivo pessoal

A ARPAL nasceu em meados de 2007 com o objetivo de amparar os cães e gatos em situação de rua da cidade. “É um descaso total, ninguém liga para a causa animal aqui. É muito difícil conscientizar as pessoas. Elas não têm a mente aberta para isso”, desabafa a jovem.

A associação ganhou seu CNPJ em 2013 e já contou com a participação de muitas pessoas desde sua criação, mas a colaboração é sempre temporária, muitos têm interesse em ajudar, mas possuem compromissos pessoais que os impedem de se dedicar ativamente e rapidamente se dispersam.

Foto: Arquivo pessoal

Além das dificuldades de cuidar dos animais no dia a dia, Rafaela também explica que muitas vezes depende de doações de pessoas que mal possuem o suficiente para se sustentar. “As pessoas que menos têm sãos as que mais ajudam, são as que mais dividem suas comida com eles (os animais), que mais se sensibilizam, por saber o que é passar fome, por saber o que é estar doente e não ter um socorro. Graças a essas pessoas a gente consegue fazer o nosso trabalho”, conta.

Nos mais de 10 anos de atuação da ARPAL Rafaela coleciona muitas histórias de desamor e desamparo. Em entrevista à ANDA por telefone, ela compartilha muitas das dificuldades pelas quais passou. A jovem lembra que no início do projeto, com a ajuda da prefeitura, conseguiu acesso a uma casa abandonada para abrigar 45 cães, entre eles, animais especiais, deficientes, doentes e sem nenhuma chance de sobreviver nas ruas.

Foto: Arquivo pessoal

Infelizmente, muitos moradores do entorno se incomodaram com a presença e latidos dos animais e a denunciaram ao Ministério Público. Ela foi intimada e obrigada a retirar os animais em apenas 15 dias. A promotora responsável pelo caso demonstrou completa insensibilidade pela situação dos cães. Felizmente, graças a ajuda de amigos, ela conseguiu alocar os animais em uma propriedade rural distante.

Rafaela dividiu também, que após a morte de sua mãe, enquanto ela ainda era universitária, foi expulsa de casa devido a quantidade de animais que abrigava. A jovem encontrou refúgio na casa de familiares e ainda hoje, já formada, tem dificuldade de ser independente, pois o seu pequeno salário como médica veterinária em uma clínica particular é totalmente revertido para o cuidados dos animais.

Foto: Arquivo pessoal

No entanto, ela não lamenta seu passado e agradece sempre pela oportunidade de evoluir como ser humano. “Não foi fácil, ainda não é fácil falar sobre isso, mas faz parte de tudo que eu passei e passo para manter a causa viva aqui na cidade e manter esses animais protegidos, porque são muitos maus-tratos e o amor que a gente sente quando conhece profundamente um animal… Eles falam tudo no olhar deles. Precisei passar por tudo isso para me tornar forte”, disse.

Rafaela conta que a rotina é pesada e as dívidas se multiplicam exponencialmente. Para a construção de um local acessível e e confortável para os animais, ela financiou a compra de terrenos em seu próprio nome. As prestações estão atrasadas e ela ainda não conseguiu recursos para construir baias, casinhas, colocar piso e outros detalhes.

Foto: Arquivo pessoal

A jovem não possui carro e seu único meio de locomoção é uma bicicleta que é utilizada para recolher doações de materiais de limpeza, comidas doadas em baldes por restaurantes, além de catar papelão e garrafas pet para vender. Todo o trabalho de limpeza, medicação e alimentação dos animais é feito com a ajuda de dois voluntários, que são seus braços direitos.

A veterinária não tem vida social, todo o seu tempo é dedicado a cuidar de animais. Ela é a favor da vida e contrária ao sacrifício de animais, independente do motivo. Sua conscientização sobre o valor da vida animal veio após resgatar a cadelinha Cindy, que foi covardemente abandonada em frente a um dos locais onde ela teve um canil improvisado.

Foto: Arquivo pessoal

A cadelinha não andava e precisava de cuidados 24h por dia. Cindy precisava ser mantida em uma maca e usava fraldas, que precisam ser trocadas regularmente para evitar feridas e assaduras. Apesar de ver o sofrimento da cadelinha, Rafaela sabia que existia um motivo para o animal estar vivo e ela jamais poderia abreviar a natureza submetendo Cindy à morte induzida.

“As pessoas sacrificam os animais achando que eles estão sofrendo, mas não, tudo que eles é estar até seu último suspiro de vida deles ao nosso lado. Ninguém tem o direito de tirar a vida, o sofrimento físico é um estado que precisamos para evoluir, eu acredito nisso, tendo cura ou não”, diz a veterinária.

Foto: Arquivo pessoal

Agora, Rafaela luta para manter os animais acolhidos pela ARPAL, as suas maiores necessidades no momento são ajuda para alimentação dos cães e gatos, vacinação para evitar mortes em massa de animais por doenças infecto-contagiosas, ajuda para custear materiais de construção e mão-de-obra para construir instalações para os animais e também recursos para contratar e oferecer um salário para os voluntários, pois um dos maiores receios da veterinária é que eles, por necessidades financeiros, se recoloquem no mercado de trabalho e não possam mais ajudar os animais.

Se você mora em Lajedo e região e tem interesse em ajuda a ARPAL basta colaborar depositando qualquer valor em um dos cofrinhos que foram disponibilizados em diversos comércios da região. Também é possível ajuda depositando qualquer quantia na conta da associação: Agência: 2244-6, Conta Corrente: 24.483-0. Para entrar em contato com a ARPAL basta enviar uma mensagem por inbox para a Rafaela clicando aqui.

Foto: Arquivo pessoal

Sem doações o trabalho da associação pode ser interrompido a qualquer momento. Uma vez, devido à escassez de ração, os cães tiveram que se alimentar com biscoitos de canela, os únicos à venda em um mercado local, para não passarem fome. Apenas cinco pessoas doam regularmente e os cofrinhos arrecadam poucos valores. Os animais precisam emergencialmente de ajuda para sobreviver. As portas da ARPAL estão abertas para todos que queiram conhecer a situação real dos animais e ajudá-los.

As dificuldade são muitas, mas Rafaela ainda nutre sonhos de viver em mundo melhor, para ela, a maior realização seria “não existir animal abandonado, não presenciar maus-tratos, não ver animal passando fome. Mais pessoas conscientes, pessoas que se sensibilizam com o sofrimento do próximo”, revela.

Ela conclui ainda afirmando que cuidar dos animais não é apenas uma questão de compaixão, é também uma forma de preservar a saúde da população impedindo que a proliferação de doenças. “Cuidar dos animais, é também cuidar das pessoas”, finaliza.

 

 

 

 

Autor das Aventuras Tom Sawyer, Mark Twain, era apaixonado por gatos

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

As aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn de Mark Tawain marcaram a vida de muitos jovens. Romances considerados clássicos americanos, os livros mostravam a natureza brutal dos tempos, abordando temas como alcoolismo e racismo com leveza e pertinência.

O nome verdadeiro de Twain era Samuel Clemens, e sua vida foi tão cheia de aventuras quanto a vida de seus personagens mais famosos.

Nascido logo após o aparecimento do Cometa de Halley, ele previu que “partiria com ele” também. O autor morreu exatamente no dia seguinte ao retorno do cometa. Elogiado como sendo o “maior humorista já produzido pelos Estados Unidos”, e referido como “o pai da literatura americana”, o autor era celebrado por público e crítica.

Uma característica talvez não tão conhecida sobre Twain foi seu amor imenso por gatos, a quem ele respeitava muito mais do que pessoas. “Se o homem pudesse ser cruzado com o gato”, ele escreveu certa vez, “isso melhoraria o homem, mas deterioraria o gato”.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Ele chegou a ter em sua companhia até 19 gatos ao longo de vários períodos de sua vida, dando-lhes nomes imaginativos como Apollinaris, Belzebu, Blatherskite, Buffalo Bill, Satã, Sin, Sour Mash, Tammany, Zoroastro, Soapy Sal, Pestilence e Bambino.

O afeto felino de Twain foi transmitido para sua escrita também, os gatos aparecem em algumas de suas obras mais conhecidas. Em As Aventuras de Tom Sawyer, a história sobre um gato chamado Peter, é na verdade uma experiência real da infância de Twain. Houve até mesmo um livro chamado Concerning Cats: Two Tales, da autoria de Twain, que foi publicado muito depois de sua morte em 1910. Este livro conta duas histórias sobre gatos que ele costumava ler para suas filhas para fazê-las dormir.

Dizem que Twain simplesmente não podia viver sem seus gatos, então enquanto estava de férias, ele perguntava se podia “alugar” alguém. De acordo com um artigo no New England Today, o mais famoso episódio de aluguel de gatos ocorreu em Dublin, New Hampshire, em 1906.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

O biógrafo de Twain, Albert Bigelow Paine, estava lá quando o autor “alugou” três gatinhos para o verão. Um ele nomeou Sackcloth. Os outros dois eram idênticos e ficaram sob o nome comum de Ashes. “Ele não podia levá-los, mas por outro lado, também não queria deixá-los sem ter quem cuidasse deles”, explicou Paine, “por isso preferiu alugá-los e pagar o suficiente para garantir os cuidados com eles após sua partida”.

Twain não é o único gigante literário que gosta de gatos. Seus companheiros autores dos séculos XIX e XX, Ernest Hemingway, T.S. Eliot e Patricia Highsmith compartilhavam sua paixão pelos felinos. Talvez haja algo sobre a sensibilidade literária que combina bem com a natureza perspicaz, porém gentil do gato.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

A revista Smithsonian diz que o maior amor felino de Twain foi Bambino, um gato que originalmente era de sua filha Clara. Depois que Bambino desapareceu, Twain escreveu um anúncio em um jornal local oferecendo uma recompensa, com a seguinte descrição artística e cheia de estilo “Grande e intensamente negro; pelo espesso e aveludado; tem uma franja rala de pelo branco no peito; difícil de ser vista na luz comum”.

Uma citação do romance de Twain de 1894, Pudd’nhead Wilson, resume bem seu sentimento pelos felinos: “Uma casa sem um gato – e um gato bem alimentado, bem acariciado e devidamente reverenciado – jamais será um lar de verdade”

Parceria garante castração a preços populares em BH

Silvia Amorim
mariasilviabh304@gmail.com

Foto: Pixabay

A Associação Social Acreditar Brasil fechou uma parceria com a PUC Minas para a realizar castrações de animais tutelados pela população carente de BH e região pelo valor simbólico e único de R$60,00.

Para realizar o procedimento basta levar seu cãozinho ou gatinho no Hospital Veterinário que fica Praça da Liberdade. O valor precisa ser pago no momento da cirurgia em dinheiro.

Um cão e três gatos buscam adoção após morte de tutor em Belo Horizonte (MG)

Um cachorro e três gatos estão à procura de novos lares em Belo Horizonte (MG). O tutor deles morreu recentemente e eles foram levados para um lar temporário. No entanto, os animais não poderão ficar por muito tempo onde estão e, por essa razão, buscam novos tutores com urgência. Todos estão vacinados e castrados.

Eles eram tratados com muito amor e carinho pelo tutor e precisam encontrar agora alguém que cuide deles com a mesma dedicação e nunca os abandone ou os negligencie.

Interessados em adotá-los devem entrar em contato com a pessoa responsável por eles através do WhatsApp no número 31 988419430.

Marca de produtos de beleza doa refeições veganas para cães resgatados

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

A marca de maquiagem vegana 100% Pure, com sede na Califórnia (EUA), lançou recentemente o programa “Purchase with a Purpose” (Compra com Propósito, na tradução livre), que oferece apoio contínuo a cães abandonados, em situação de rua, resgatados durante todo o ano.

Para cada produto da 100% Pure comprado, a marca doará uma tigela de ração vegana para cães. O programa está em sintonia com a missão da marca de melhorar a vida dos animais e combater a crueldade contra eles em todo o mundo para além da indústria da beleza.

“Embora tenhamos feito doações para vários grupos e ONGS ligadas ao bem-estar animal todos os anos, este programa é o próximo passo para fazer uma diferença ainda maior a longo prazo”, disse Ric Kostick, fundador e CEO da 100% Pure, à VegNews.

“Esperamos não só salvar e colaborar com as vidas dos inúmeros cães de abrigo que foram maltratados ou abandonados, mas também inspirar mudanças globais positivas em todas as indústrias para uma vida sem crueldade para todos os seres do planeta”.

De acordo com o site Plant-Powered Dog, uma tigela de comida vegana pode economizar cerca de 60 pés quadrados (aproximadamente 5 m de floresta tropical, 90 libras de grãos, 2.000 galões de água, a vida de pelo menos dois animais que poderiam ser mortos, e um cão faminto a cada dia.

“Não é só muito mais sustentável para o meio ambiente do que a alimentação baseada em animais, mas uma dieta vegana rica em vitaminas também traz muitos benefícios à saúde para os cães”, disse Kostick. Até o momento, a marca doou 10.129 refeições para animais por meio do programa.

Nota da Redação: Esperamos que iniciativas como esta sirvam como exemplo para que empresas brasileiras adotem o mesmo posicionamento sustentável e compassivo que inspirado grandes marcas pelo mundo todo.

Moradores denunciam abandono de gatos recolhidos pela Prefeitura de Laranjeiras (SE)

Moradores de Laranjeiras, município de Sergipe, denunciam o abandono de gatos recolhidos pela prefeitura. Segundo eles, os animais foram retirados de uma casa e estão sendo mantidos em condições precárias. Alguns deles morreram.

Moradores denunciam abandono de gatos recolhidos pela prefeitura (Foto: Reprodução / TV Sergipe)

Valquíria Leite era a tutora dos gatos, que foram retirados da casa dela em atendimento a um pedido do Ministério Público. Os 50 animais foram recolhidos pela prefeitura após queixas de vizinhos. As informações são do portal G1.

Ainda de acordo com ela, a administração municipal alegou que levaria os gatos para um abrigo. Valquíria denuncia, entretanto, o abandono dos gatos, que, segundo ela, foram encontrados sem comida em um prédio do Centro de Convivência para Idosos do município.

O abandono é confirmado pela professora Rosilene dos Santos Santana. “Colocaram os gatos lá dentro e foram embora. Só deram ração no primeiro dia. Depois os gatos começaram a miar de fome e um vizinho arrombou a porta e encontrou eles sem água e comida, alguns já tinham morrido”, contou.

A professora afirma ainda que a falta de alimentação tem feito os gatos entrar em residências próximas do prédio onde foram abandonados para buscar comida.

Gato encontrado morto (Foto: Reprodução / TV Sergipe)

O motorista Edvaldo Santos Chagas cobra uma atitude da administração municipal. “Foi acordo da Prefeitura com o Ministério Público para que eles fossem para um abrigo”, lembrou.

A presidente da ONG de Educação e Legislação Animal (Elan), Nazaré Moraes, está acompanhando o caso. Ela informou que irá registrar um Boletim de Ocorrência para que a situação de abandono dos animais seja apurada.

A Prefeitura de Laranjeiras, por meio da assessoria de comunicação, afirmou ter comprado alimentos e remédios para os gatos e disse que, em virtude de uma ordem judicial, a mulher que antes abrigava os gatos não pode entrar no local no qual eles estão sendo mantidos atualmente. A administração municipal informou que voltará a discutir o assunto na próxima segunda-feira (11).

Visita ao mercado de carne de cães e gatos na Indonésia choca ator de Downton Abbey

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Massacrados na frente de seus companheiros de gaiola, cães aterrorizados esperam a sua vez de serem espancados, queimados, desmembrados e mortos no mercado de carne de cachorro da Indonésia, onde os filhotes são servidos em espetos.

Cães com olhares de extremo pavor aguardam amontoados em gaiolas pequenas e apertadas de arame. Dali eles só saem para apanhar até a morte, enquanto na barraca mais a frente gatos são queimados vivos, esta é a realidade assustadora do comércio de carne de animais na Indonésia.

Há mais de 200 mercados de carne “viva” nos países do sul da Ásia, o ator de Downton Abbey, Peter Egan, viajou para dois dos mais conhecidos, a fim de trazer a luz o sofrimento dos animais condenados a esse destino.

Essas cenas profundamente perturbadoras foram filmadas no “Extreme Market” de Tomohon e no Langowan Traditional Market, ambas localizadas na província de Sulawesi do Norte.

Esses mercados não só vendem carne de cães e gatos, como também oferecem répteis como pítons e lagartos aos clientes mais ávidos.

No entanto, é a carne de cães e gatos que parece ser essencial nesses locais e nunca faltar, infelizmente por trás disso mais de um milhão de animais são mortos por ano na Indonésia.

Vídeos dos dois mercados visitados por Egan, em companhia do grupo responsável pela campanha Dog Free Meat Indonésia (Indonésia Livre de Carne de Cachorro, na tradução livre), mostram animais apertados em gaiolas pequenas, num clima extremamente quente, aguardando o seu destino.

Os animais foram filmados a ponto de serem mortos bem à vista dos companheiros de gaiola, tornando a experiência o mais aterrorizante possível.

Depois de receberem várias pancadas na cabeça com enormes pedaços de madeira, os animais são queimados com maçarico para facilitar a retirada dos pelos.

No entanto, muitos dos pobres animais ainda estão se movendo ou se contorcendo enquanto as chamas são aplicadas em seus corpos.

“Nada até aqui me preparou para o horror doentio que eu testemunhei nesse mercado”, desabafou o Egan chocado.

O ator conta que, a parte visitada por eles, da Indonésia é mundialmente famosa por suas belas e únicas paisagens com montanhas vulcânicas, águas para mergulho perfeitas e praias lindíssimas, mas “a brutalidade monstruosa do comércio de carne de cães e gatos é o que vai permanecer comigo e me assombrará pelo resto da minha vida”.

“A absoluta indiferença ao sofrimento animal era chocante e dolorosa”, desabafa ele.

Egan conta que assistiu a inúmeros cães e gatos esperando para serem mortos e perder suas vidas da maneira mais brutal e cruel. “Não havia nada que eu pudesse fazer para tirar a dor deles, mas seus olhos suplicantes e o cheiro de virar o estomago de sangue e pêlo de cachorro em chamas são componentes de cenas do inferno que nunca esquecerei”.

O ator se assume um compromisso e se declara comprometido a expor todos os horrores que presenciou além de trabalhar junto a comunidade indonésia e mundial para “acabar com a crueldade abominável do comércio de carne de cães e gatos.”

Enquanto esteve lá, o Egan pagou a um comerciante para salvar quatro cachorros da morte certa, mas não conseguiu resgatar mais nenhum.

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Apenas uma minoria de indonésios come carne de cachorro ou gato, mas aqueles que o fazem justificam-se alegando que elas têm propriedades curativas ou defendem o costume como uma tradição do país.

Ativistas dizem que a prática é cruel, dissemina doenças fatais como por exemplo a raiva e leva os ladrões a roubar cães domésticos para vendê-los aos comerciantes de carne.

Dog Free Meat Indonésia está lutando pela proibição total dessa prática cruel em toda a Indonésia, seguindo o exemplo de outros países da região, como Taiwan, Hong Kong, Filipinas e Tailândia.

Lola Webber, co-fundadora da Change For Animals Foundation e representante da DMFI que acompanhou Peter Egan aos mercados, disse: “Milhares de cães e gatos são mortos nos mercados de Sulawesi Norte a cada semana, e estima-se que 90% deles tenha sido roubados, sejam animais domésticos ou cães em situação de rua.

“Cerca de 80% são importados de outras províncias, o que é ilegal de acordo com a lei antirrábica do país que proíbe qualquer movimentação de cães através das fronteiras provinciais em áreas endêmicas da doença”.

A ativista conta que mesmo tendo visitado os mercados de carne de cães e gatos no norte Sulawesi inúmeras vezes, os horrores nunca deixam de levá-la ao desespero.

“Apesar de todas as denúncias da DMFI sobre a crueldade cometida nesses locais, dos alertas sobre os perigos para a saúde pública e do risco de transmissão de raiva, da condenação nacional e mundial e ainda das promessas de ação dos governos locais e centrais, os negócios continuam ocorrendo como sempre”, desabafa ela.

Cerca de 20 gatos e 7 filhotes de capivara aparecem mortos em universidade no MT

Sete filhotes de capivara e aproximadamente 20 gatos foram encontrados mortos no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. ONGs de proteção animal suspeitam de envenenamento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

A universidade publicou nota por meio da qual repudiou casos de maus-tratos a animais e afirmou que está aberto ao diálogo com todos os setores para buscar soluções para o problema. As informações são do G1.

“As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas”, diz a UFMT.

O campus da UFMT é foco não só de mortes de animais, possivelmente envenenados, mas também de abandono. Em períodos de feriados prolongados, como o carnaval, o abandono de gatos aumenta no local.

Estimativas de ONGs e protetores indicam que existam entre 700 e 800 gatos vivendo em situação de abandono no campus atualmente. Número que tende a aumentar cada vez mais, já que muitos deles não são castrados e, por isso, acabam se reproduzindo. Além do abandono, que não para de ocorrer.

Diretora do projeto Lunnar, Yedda Fonseca Vivela afirmou que a entidade sente falta do apoio da universidade no trabalho de resgate e ajuda aos animais abandonados, já que a instituição possui um hospital universitário que poderia ser usado em prol desses animais. A ONG se sustenta com a ajuda da sociedade e a partir da venda de frascos de desodorante recolhidos pelos membros.

Seis gatos são encontrados mortos em universidade em Cuiabá (MT)

Seis gatos foram encontrados mortos na última semana no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O caso foi denunciado por protetores de animais ligados ao Projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar), que cobrou um posicionamento da universidade.

(Foto: Reprodução / Olhar Direto)

A protetora Susielene Rodrigues Monteiro contou que não havia registros de envenenamento de animais na universidade desde o ano passado. “Isso já tinha parado de acontecer, mas só essa semana já encontramos seis gatos mortos lá no campus. As pessoas têm que saber que isso está acontecendo, são animais que estão sendo maltratados e mortos na UFMT. Gastamos em torno de R$ 2 mil por mês com ração e sabemos que tem gente lá dentro jogando as rações fora e olhando feio para os protetores que vão lá para ajudar os animais”, afirma.

Imagens feitas pelos protetores registraram corpos de gatos mortos no local. “No ano passado fizemos manifesto contra o envenenamento e inclusive pedimos uma ação da universidade em prol desses animais. Ação para tentar alimentar e castrar esses animais, ações em prol da adoção, contra o abandono e contra o envenenamento, mas não tivemos respostas, a reitora não quis se reunir conosco”, diz. As informações são do portal Olhar Direto.

Além dos casos de envenenamento e maus-tratos, muitos animais são abandonados na universidade, segundo a protetora. Na última semana, uma caixa com filhotes de gato foi deixada no local. “Diversos gatinhos recém-nascidos são abandonados lá, muitos morrem de fome por não terem a mãe para amamentar, é um desespero. Os que são abandonados junto com a mãe muitas vezes morrem atacados por gatos machos. Ficam na chuva, passam frio, é desesperador”, conta.

“Eles não fazem mal para ninguém, são abandonados lá, passam fome e sede, não merecem morrer. As pessoas precisam ter mais compaixão com os animais que não pediram para estar lá, essa gatinha preta que morreu envenenada era um amor, super dócil”, lamenta.

Além dos gatos mortos, a protetora lembrou que dois filhotes de capivara também foram encontrados sem vida na universidade. A suspeita é de que os animais tenham ingerido veneno. “É muito triste, olha essa mãe do lado do filhote morto. As pessoas precisam saber que isso está acontecendo e fazer alguma coisa, isso não pode continuar assim”, afirma.

A universidade se pronunciou sobre o caso e afirmou que as denúncias sobre crimes de maus-tratos contra animais dentro do campus serão apuradas. Confira a nota na íntegra:

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia quaisquer atos de maus tratos aos animais, que se configuram crimes, com pena de detenção e multa previstas em lei, e devem ser denunciados às autoridades competentes. As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas.

A Universidade também discute a temática, visando a promover conscientização e reduzir as ocorrências de violência, de qualquer espécie, contra animais. Como foi o caso da realização da palestra “Manejo de animais abandonados em campi universitários: o que fazer?”, ministrada por especialista convidado pela UFMT, que teve por objetivo ampliar a discussão e envolver a sociedade em geral nessa luta que é de todos. O referido evento foi resultado de grande mobilização da comunidade universitária, incluindo a Administração, o Hospital Veterinário (Hovet) da Faculdade de Medicina Veterinária, entidades e militantes de defesa dos animais.

A UFMT segue aberta ao diálogo com todos os setores – poder público, comunidade acadêmica e entidades não-governamentais – para buscar soluções para o abandono de animais no Câmpus de Cuiabá, uma vez que, além de um problema de responsabilidade social, é de saúde pública. Além disso, a Instituição pede a colaboração de todos para denunciar os maus tratos.”