Homem é preso pela morte de pelo menos 40 animais em Pernambuco

Um homem foi preso em flagrante na terça-feira (26) em Fernando de Noronha (PE) pela morte de pelo menos 40 animais, entre cachorros e gatos. Ele mora na ilha, é agente sanitário e trabalha no canil público. A prisão ocorreu após denúncias de envenenamento de cães.

Foto: Pixabay

“O procedimento inicial é pela morte de dois cães, mas temos informações que esse homem tenha assassinado pelo menos 40 animais. Ele fazia uma espécie de controle de cães e gatos, que eram abandonados. O acusado matava sem autorização, na rua e nas dependências do canil”, afirma o delegado Luiz Alberto Braga. As informações são do G1.

De acordo com as investigações, o homem variava a forma de matar os cachorros e gatos. “Ele matava com pauladas e também com injeções. Temos testemunhas e também imagens. Na casa do acusado, encontramos ração com veneno (chumbinho). Ele foi preso em flagrante pelos dois crimes do final de semana. Nós estipulamos uma fiança de R$ 10 mil, os familiares têm até quarta-feira (27) para fazer o pagamento para que ele seja liberado ”, diz o delegado.

Caso a fiança seja paga, explica o delegado, o homem irá responder ao processo em liberdade e deverá se apresentar ao juiz quando solicitado. Caso o pagamento não seja feito, ele será transferido para Recife, onde passará por audiência de custódia.

A assessoria de imprensa da administração da ilha afirmou que o governo está à disposição da Justiça para oferecer explicações, caso necessário, já que o canil é de responsabilidade do poder público.

Outro caso

Em outubro de 2018, o gato Back, conhecido por pegar objetos dos vizinhos e levar para casa, foi encontrado morto em Fernando de Noronha.

Escritório de arquitetura constrói e instala casinhas nas ruas para acolher cães e gatos

Foto: Reprodução/Natura Futura Arquitectura

É fácil se compadecer por um bichinho abandonado que vemos pelas ruas. Porém, só isso não protege da chuva e do frio. Nem oferece um lugar mais seguro para dormir. Assim, é preciso dar vivas à sustentabilidade de ações como a empreendida por um escritório de arquitetura no Equador. Ele constrói casas para animais que vivem na rua.

É na cidade de Babahoyo que o escritório Natura Futura Arquitectura desenvolveu seu projeto de abrigos para animais sem lar.

Foto: Reprodução/Natura Futura Arquitectura

E eles são muitos na América Latina. Só no Brasil, por exemplo, o número de cães e gatos abandonados chega a 30 milhões. E muitos sofrem por desnutrição e maus-tratos.

As casas para animais de rua da Natura Futura possuem 60 cm². São feitas de madeira e possuem beirais de proteção contra a chuva. Suas aberturas favorecem a ventilação cruzada.

Esses abrigos, fabricados tanto para gatos como para cachorros, incluem uma bandeja em que ficam tigelas de comida e de água. Afinal, acolher também é matar a fome e a sede, que são tão perversas para os bichinhos quanto a falta de amor do abandono.

Foto: Reprodução/Natura Futura Arquitectura

 

Fonte: Catraca Livre

Obesidade pode diminuir expectativa de vida de cães e gatos

Foto: Pixabay

Você já ouviu falar em obesidade animal? O sobrepeso também pode prejudicar a qualidade e a expectativa de vida de muitos dos nossos bichinhos domésticos. De acordo com especialistas, o animal é considerado obeso quando ultrapassa 20% do peso ideal.

“Além dessa porcentagem, o excesso de peso também pode ser avaliado de acordo com o acúmulo de gordura em algumas regiões principais do corpo, como costelas, base de cauda e região abdominal”, explica a veterinária especializada em Endocrinologia e Metabologia de Cães e Gatos, Camila Canno Garcia, da Petz.

A veterinária Paula Genuíno, colaboradora da Hercosul, avalia que a obesidade compromete a qualidade de vida e longevidade dos animais. “O excesso de peso prejudica a função respiratória, sobrecarrega as articulações dificultando o andar e ainda leva a distúrbios metabólicos. Além disso, a obesidade pode estar associada a enfermidades graves como hipertensão arterial, diabetes mellitus, pancreatite e outras”, ressalta.

Camila Canno Garcia afirma que não existem muitas diferenças em relação à obesidade em cães ou gatos: “Na verdade, são as consequências da obesidade para cães e gatos que podem variar um pouco. Em gatos, por exemplo, o risco de desenvolver diabete secundário à obesidade é quatro vezes maior do que em cães. Já em cães observam-se doenças articulares com maior frequência”.

Diagnóstico preventivo 

O método mais utilizado para diagnosticar a obesidade é o Escore de Condição Corporal (ECC). A partir do exame físico, os estoques de gordura depositados pelo corpo são avaliados.

“É fundamental que o veterinário auxilie nessa avaliação verificando não apenas o peso, mas também observando a circunferência abdominal, apalpando as costelas e identificando a existência de gordura no dorso e/ou início da calda. Após diagnosticada a obesidade, será traçado um plano de emagrecimento para que o animal perca peso de forma equilibrada e saudável”, avalia a veterinária Paula Genuíno.

Como tratar a obesidade?

A manutenção do peso adequado do seu bichinho começa na alimentação saudável, na opinião da veterinária especializada em Endocrinologia e Metabologia de Cães e Gatos, Camila Canno Garcia, da Petz: “O melhor caminho é evitar que o animal se torne sedentário e não oferecer petiscos de forma excessiva. O tutor deve oferecer uma alimentação balanceada, seguindo a quantidade diária recomendada e estimulando o animalzinho a brincar e a praticar atividades físicas”.

Para cães, caminhadas pela manhã ou fim de tarde e estímulo com brinquedos podem ajudar. Já para gatos, distribuir prateleiras, arranhadores, brinquedos e vários potes de comida e água pela casa em locais de difícil acesso os estimulam.

A veterinária Paula Genuíno, da Hercosul, relata que muitos tutores tendem a ser resistentes quando a obesidade é diagnosticada, afinal muitos ainda pensam que animais ‘fofinhos e gordinhos’ são os mais saudáveis.

Para se evitar o ganho de peso, algumas dicas são de grande valia, segundo a profissional:

– Seguir a recomendação de quantidade diária a ser oferecida, informação que normalmente está nas embalagens ou é fornecida pelo veterinário;

– Delegar o fornecimento de alimento a apenas uma pessoa da casa, assim a quantidade não vai variar;

– Evitar petiscos em excesso, dando sempre prioridade aos naturais como frutas e legumes;

– Quando deixar os animais sozinhos, disponibilizar brinquedos que estimulem o movimento, assim eles ficam ativos;

– Resistir aos ‘pedidos’ dos cães por mais alimento, sem ceder à carinha fofa que eles fazem;

– Iniciar uma rotina de exercícios com os cães.

Você verá que pequenos passeios ou caminhadas diárias são importantes para manter a disposição e evitar o ganho de peso do seu animalzinho.

Fonte: Estadão

Abrigo de animais abandonados faz festa para arrecadar fundos

Foto: Facebook | Reprodução

Criado para ser um centro de cuidados com animais abandonados ou feridos, o Lar Vitório inaugurou ontem (23) um gatil. O espaço feito sob medida para oito felinos foi financiado pela idealizadora, a funcionária pública Aline Machado, 45 anos, que gastou o 13º salário para a construção. Essa é a tônica do abrigo, criado há cerca de um ano e que cuida, ainda, de 42 cães: disposição e voluntariado. Mas, para sobreviver, o espaço precisa de ajuda. O evento contou com lanches, bingo, rifa e bazar para arrecadar donativos.

A ideia era antiga, mas foi posta em prática por Aline e a auxiliar de enfermagem Sandra Graciele Alves, 32, após o resgate do cão Vitório, na Estrutural. O animal foi atropelado, sofreu uma fratura na coluna e foi desenganado por veterinários. As duas se conheceram na clínica onde ele foi operado. O diagnóstico era de que ele não voltaria mais a andar e precisaria ser virado de duas em duas horas para sobreviver. Uma precisaria da outra para garantir a recuperação do bicho.

Aline conta que sempre militou como protetora dos animais e fez diversos resgates. “Os veterinários consideraram a eutanásia, mas eu quis insistir. Mas para ele sobreviver, ele precisaria de cuidados que o meu trabalho como funcionária pública não permitiria. Estávamos no auge da crise financeira e a Sandra, que estava cuidando dele na clínica, foi demitida”, lembra Aline. A solução foi pôr o sonho de criar um abrigo em prática. “Eu pedi para a Sandra me ajudar. A gente fazia um abrigo da casa dela e eu daria uma ajuda de 1.000 reais.”

Graças à parceria, Vitório voltou a andar. Aline bancava o investimento, inicialmente, do próprio bolso, enquanto Sandra não só disponibilizava o espaço como dedicava quase 100% do próprio tempo para cuidar dos primeiros animais depois de Vitório. Com o boca a boca de amigos e ajuda de alguns voluntários, o abrigo cresceu e as amigas alugaram a residência ao lado, para abrigar os cachorros maiores e menos tolerantes a outros cães. “Precisamos de ajuda. Temos espaço, mas não temos dinheiro para aumentar o projeto. Não somos Organização Não Governamental e não temos nenhum tipo de isenção”, explica Aline.

Manutenção

O cuidado com os animais, que são tratados, alimentados, castrados e colocados para a adoção é de cerca de 6.700 reais por mês. Aline desembolsa cerca de 1.800 reais. A forma com que ela e Sandra encontraram para conseguir manter o espaço foi contar com o engajamento de quem ajuda a resgatar animais e os leva para o abrigo. É preciso se comprometer e ajudar nas contas. Quem se voluntaria assina contrato e paga de 200 a 300 reais por mês dependendo do estado de saúde do bicho. Depois, decide se vai levá-lo para casa ou se ele irá para outro lar.

“No começo, levamos alguns calotes. Algumas pessoas deixavam o animal e desapareciam. Um fator que nos fez pensar nesse modelo é que temos um número certo de animais que podemos cuidar. Algumas vezes, até buscamos o animal a pedido dos voluntários. Só não podemos resgatar cães com cinomose e gatos com Aids e câncer felino, que são doenças muito contagiosas e não temos estrutura para recebê-los”, detalha a protetora de animais. Para evitar surpresas, antes de levarem os animais para os abrigos, é preciso um exame de sangue.

Sandra se apaixonou pelo trabalho e toda a família dela se envolveu. Ela é mãe de uma menina de nove anos e um menino de seis, e conta que as crianças adoram o trato com os animais. “Eu era técnica de enfermagem e deixei a profissão para cuidar dos animais. Acho que é um trabalho que nos humaniza e meus filhos estão aprendendo com isso. Até mesmo meu marido se envolveu e leva animais para o veterinário quando não posso. Virou um trabalho em família. Todo dinheiro que entra, investimos para eles (os cães e gatos)”, conta.

O próximo projeto é investir em novas obras para os canis, para conseguir separar os animais por tamanho. Segundo Aline, se não conseguirem os recursos, ela custeará os trabalhos no fim do ano, com o próximo 13º.

Fonte: Correio Braziliense

Mulher corre para resgatar um gatinho sangrando e tem uma enorme surpresa

Foto: Honeyflowers

O que parecia ser mais um caso de atropelamento, acabou se tornando uma situação muito engraçada e típica de um legítimo gato.

Uma usuária da comunidade Imgur, chamada “Honeyflowers”, publicou fotos de um gatinho imóvel, deitado em poças de sangue, aparentemente muito machucado, em um estacionamento. As informações são do One Green Planet.

Ao se aproximar do animal, ela percebeu que o “sangue” era apena tinta vermelha seca e respingada no chão e que o felino estava apenas tirando um cochilo no meio do caminho (eles amam fazer isso!) .

Foto: Honeyflowers

Tipicamente como um gato, ele parecia mais chateado por ter sido acordado de seu cochilo do que pelo aparente pânico da humana diante dele.

“Sim, o gato estava muito vivo. Mas ei, nós teríamos feito exatamente a mesma coisa”, escreveu Honeyflowers.

“Wellp, parece que vou precisar de um novo ponto de soneca …”, brincou ela em nome do gatinho.

Foto: Honeyflowers

Quem é tutor de um ou de vários felinos sabe o quanto essas criaturas são, peculiarmente, adoráveis, encantadoras e especiais.

Filhotes de gato feridos são abandonados dentro de caixa lacrada em MT

Uma caixa lacrada com 18 filhotes de gato feridos foi abandonada na frente de uma ONG em Cuiabá, no Mato Grosso, no último final de semana. A entidade suspeita que os gatos, que estão doentes, tenham sido explorados em algum experimento científico ou ritual de magia.

Foto: TV Centro América/Reprodução

Vanessa Pinho Silva, uma das representantes da ONG, foi quem encontrou os filhotes. Eles tinham ferimentos na coluna e na cabeça e não demonstravam agitação, nem miavam quando foram encontrados. Todos os filhotes são fêmeas e aparentam ter entre dois e três meses de vida.

“Eles não miavam e nem tentavam sair da caixa. Normalmente gatos nessa situação tentam sair de qualquer jeito e querer fugir. Eles não se mexiam e ficavam parados. É muito triste e espantoso”, lamentou Vanessa, que acredita que os filhotes receberam algum tipo de produto injetável. As informações são do portal G1.

Os animais serão submetidos a exames e ficarão em um período de quarentena. A entidade disse que irá registrar uma queixa na delegacia e vai tentar identificar, através de imagens de câmeras de segurança, a pessoa que abandonou os filhotes.

Voluntários visitam animais resgatados e aliviam estresse de gatos

Das dificuldades que existem em cuidar de um animal, a falta de espaço ou o pouco tempo disponível podem fazer com que os tutores desistam de tutelar animais. Diante dessa situação, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) de Santos, no litoral de São Paulo, criou o Acolhimento Felino, um projeto que busca ajudar tanto os gatos resgatados quanto aqueles que desejam cuidar dos animais mas não podem dispor o tempo ou o espaço necessários para tal.

Foto: Gabriel Gatto/G1

A iniciativa começou a ser praticada em janeiro de 2019, afirma a coordenadora de projetos Luciana Simões. Segundo ela, a ideia visa abrir um espaço para que os voluntários possam ir até a unidade da Codevida e interajam com os animais em suas baias. A coordenadoria dispõe de brinquedos e outros apetrechos, tudo para que os visitantes ajudem a aliviar os estresse dos 25 gatos e dos quatro cães de idade avançada que vivem no gatil.

“Hoje, nós temos 25 gatos adultos que vivem na Codevida, e a falta de contato deixa eles estressados e carentes. A ideia é para quem não pode adotar mas quer ajudar de alguma forma, os gatos precisam desse contato com as pessoas e é muito bom quando os voluntários vêm e dispõe de meia hora, uma hora, pra eles é maravilhoso. Hoje temos cerca de 40 voluntários, mas com a divulgação desse projeto esperamos que mais pessoas queiram participar”, afirma Luciana.

A professora Mônica de Macedo é voluntária da coordenadoria há mais de três anos, e que conheceu os projetos pelas redes sociais: “Conheci pela internet, vi que eles estavam precisando de voluntários, então eu vim. Comecei passeando com os cachorros, dando banho neles, inclusive fiz um curso de banho e tosa para cuidar dos animais daqui, inclusive comprei todo o equipamento. Eu venho quase todos os dias, organizo a minha vida para ter a tarde para ajudar os animais”.

Foto: Gabriel Gatto/G1

De acordo com Luciana, o projeto é aberto para interessados de toda a região, e é necessário realizar um cadastro na Codevida. Os interessados precisam levar RG, CPF e comprovante de residência e preencher o cadastro para voluntários. Depois, podem visitar tanto o canil quanto o gatil das 13h às 16h. A unidade fica na Avenida Francisco Manoel, no Bairro Jabaquara, em Santos.

Segundo a designer Maria de Lourdes Lavorato, os gatos já dispõe dos cuidados básicos na instituição, no entanto, necessitam também do contato humano: “Por mais que às vezes a pessoa não consiga ter um animal, é muito importante que as pessoas tenham empatia e venham pelo menos conhecer o espaço, os animai precisam muito desse contato”, finaliza.

Fonte: G1

Empresa cria abrigo inteligente para proteger gatos abandonados do frio

Os animais em situação de rua sofrem bastante no frio, especialmente em regiões que nevam e são conhecidas por invernos rigorosos. Pensando especificamente nos gatinhos chineses, a empresa Baidu – famosa pelo buscador de mesmo nome e outras ferramentas de IA – decidiu criar um abrigo bastante interessante e único.

(Foto: Reprodução / Tecmundo / The Verge)

O abrigo oferece água e alimento e é automaticamente aberto quando o gatinho se aproxima da entrada. A Baidu desenvolveu uma inteligência artificial para verificar o animal em situação de rua e atestar se ele é um gato, só assim a porta é liberada. É um jeito de proteger os gatos do frio, ao mesmo tempo em que eles ficam longe dos cachorros.

Que ideia foi essa?

Um abrigo para animais que utiliza inteligência artificial não está exatamente entre os principais escopos da Baidu. A empresa disse que a ideia do abrigo inteligente partiu de um funcionário, Wan Xi, que encontrou um pequeno gato escondido em seu carro durante o inverno, e que a partir de então começou a simpatizar com os gatos abandonados.

Wan iniciou um projeto paralelo utilizando a IA da Baidu para criar o abrigo, até que a própria Baidu endossou a ideia e resolveu transformar o abrigo de gatos em realidade. É válido pontuar que a Baidu está localizada em Beijing, cidade que pode atingir temperaturas negativas extremas no inverno, deixando os animais bem vulneráveis.

Para se ter noção, somente 40% dos gatos em situação de rua sobrevivem ao inverno de Beijing, de acordo com informações da própria Baidu. Com tal contexto em mente, parece que o abrigo inteligente é de fato um bom uso da IA da empresa para proteger os animais do frio.

Além do scan na entrada do abrigo, as câmeras conseguem analisar o animal e verificar se ele está com alguma doença aparente. Todo o sistema é gerenciado por voluntários que se responsabilizam pela manutenção dos abrigos. Se as câmeras identificam um gato ferido ou doente, o voluntário mais próximo é acionado para ir ao abrigo.

O sistema criado pela Baidu pode identificar mais de 170 espécies de gatos e as câmeras são equipadas com visão noturna para identificar os animais até no escuro.

A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada com animais para os mais variados fins, sendo que uma das maiores dificuldades é fazer os animais olharem para a câmera. Felizmente, no caso do abrigo em questão, os gatos são curiosos e verificam a porta bem próximos, permitindo que o sistema os analise e libere a entrada. Pelo menos em Beijing, nenhum gato vai passar frio no inverno.

Fonte: Tecmundo / The Verge

Cidade espanhola reutiliza containers para abrigar gatos abandonados

Numa tentativa de solução elaborada pela Câmara Municipal e pela associação de Gatos del Puerto, a cidade de El Puerto de Santa María, na província espanhola de Cádiz, está reutilizando containers de lixo para abrigar colônias de gatos abandonados.

(Foto: Reprodução/ El Puerto de Santa Maria)

A ideia é tentar fazer uma melhor gestão e controle dos animais que vivem nas ruas da cidade. “Reutilizamos os caixotes do lixo como um refúgio para os gatos abandonados”, explicou José Luis Bueno, o vereador responsável pelo meio ambiente, ao El País.

Nas ruas de El Puerto vivem cerca de 900 gatos, distribuídos por 44 grupos, estima a presidente da organização animal Gatos del Puerto, María Heredia. Uma boa parte destes animais serão alvo desta iniciativa que teve início no final de janeiro com a instalação dos primeiros pontos, perto de um campo de futebol e numa urbanização, nos arredores da cidade.

As instalações serão repetidas em outros sete pontos da localidade. A autarquia usa antigos containers agora sem uso para um novo fim. Os caixotes são virados ao contrário, têm novos rótulos e várias portas nas laterais.

A manutenção das novas casas para os gatos fica a cargo da associação. “É um projeto piloto que já foi feito em cidades como Nova Iorque ou Barcelona, agora chega a Andaluzia”, disse a responsável com orgulho.

Desta forma, com os containers, será mais fácil para os voluntários localizarem os animais e dar-lhes comida e água. Em cada colônia está previsto que vivam entre 20 e 30 gatos.

A iniciativa ganhou uma proposta do orçamento participativo que lhes garantiu 29 mil euros para dar início aos trabalhos. O projeto inclui também a alimentação dos gatos.

Fonte: Notícias ao Minuto

Síndrome de Pandora: doença afeta sistema urinário dos gatos e pode levar à morte

Os gatos, assim como os cachorros, necessitam de todo cuidado do tutor para que tenham uma vida saudável e duradoura. Fugindo do ditado das sete vidas, os gatos podem apresentar diversas complicações que as vezes estão relacionadas a outras doenças. É o caso da Síndrome de Pandora, que tem muita semelhança com problemas urinários comuns, mas precisa de uma atenção redobrada do tutor para identificá-la.

Síndrome de Pandora pode atingir gatos de 1 a 10 anos — Foto: Mayara Fernandes/Divulgação

A doença é bem parecida com a cistite humana (infecção bacteriana na bexiga), como explica a veterinária Natália Dos Santos. “São várias anormalidades que acontecem que levam o animal a desenvolver a cistite. Normalmente essa cistite é idiopática, multi-fatorial e os pesquisadores falam que ela é psico neuro imuno mediada. Ou seja, tem fatores imunológicos e neurológicos envolvidos nessa síndrome, que é a inflamação do trato urinário inferior”, afirmou a médica.

Apesar de ter nomenclatura nova, a doença já vem sendo estudada desde o início dos anos 70 e, ao longo desses anos, recebeu diversos nomes pelos pesquisadores. De acordo com a veterinária, o maior empecilho da Síndrome de Pandora é a identificação. “Como a doença é multifatorial – ou seja, não há uma causa primária -, desconhecida e apresenta sinais clínicos muito comuns a doenças inflamatórias do trato inferior, se o clínico não tiver um olhar bom, ele acaba confundindo”, explicou.

Para acompanhar uma vida saudável do gato, é necessário que o animalzinho tenha sempre água por perto, uma alimentação rica em proteínas, além de diversão e higiene adequada para evitar o estresse, que causa a inflamação na vesícula urinária. A veterinária explica que a síndrome pode atingir gatos de 1 a 10 anos e é necessário o tutor estar atento às mudanças de comportamento. “O gato muda o hábito. Ele começa a urinar fora da caixa em locais não habituais, ter dor ao urinar, vai várias vezes à caixa de areia fazer xixi e não sai a quantidade habitual de urina, esse animal também pode apresentar sangue na urina” disse.

Foi assim com o gatinho Frajola, de 5 anos. A tutora Singred Soares percebeu a mudança de hábitos e descobriu que ele estava com a doença. “Acordei um dia e vi que ele estava fazendo xixi fora da caixa, fez no tapete da cozinha, achei estranho mas na hora não pensei que fosse sério e fui trabalhar. Quando cheguei do trabalho, meu esposo e eu vimos ele fazer xixi novamente fora da caixa e ele viu que o xixi saiu vermelho, com gotinhas de sangue”, contou a tutora.

Gatinho Frajola foi diagnósticado com Síndrome de Pandora — Foto: Singred Soares/Arquivo Pessoal

Singred diz que levou o gato imediatamente ao veterinário que o internou para exames e foi diagnóstico com Síndrome de Pandora. Ela conta que nunca tinha ouvido falar na doença e o Frajola está fazendo o tratamento.

Segundo a veterinária, a taxa de incidência dessa síndrome nos gatos é alta. “Cerca de 65% da população felina ou apresentou ou vai apresentar essa doença, que tem alto teor de reaparecimento. Então, os animais que precisam passar por um tratamento que não é convencional, tem que ter enriquecimento ambiental para gastar a energia dele, sair do status de ‘estresse’ porque a reincidência chega a ser de 30 a 50%”.

Ela explica que o gato que não for tratado pode acabar morrendo porque a bexiga vai inflamando e pode levar a obstrução por cálculo ureteral. Esse cálculo impedirá que a urina do gato saía, fazendo com que ele absorva metabólicos tóxicos, resultando em morte.

Fonte: G1