Câmara de Araras (SP) aprova projeto que permite entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Araras (SP) aprovou um projeto de lei, em votação realizada na segunda-feira (22), que permite a visita de animais a pacientes internados em hospitais da cidade.

Foto: Divulgação/PUCRS

O texto da proposta determina que a visita só poderá ser feita havendo autorização do médico responsável pelo paciente. Além disso, o animal deverá estar com a vacinação em dia e será preciso apresentar um laudo que ateste as boas condições de saúde e de higiene dele.

O projeto estabelece ainda que o animal seja colocado em caixa de transporte adequada. No caso de cachorros e gatos, será necessário o uso de coleira e guia e, se preciso, de focinheira. As informações são do G1.

As normas e procedimentos de visitas, como tempo e local, deverão ser estabelecidas pelos próprios hospitais, seguindo suas políticas internas.

O projeto de lei segue agora para análise do prefeito, que tem 60 dias para optar pela sanção ou pelo veto.


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Moradores denunciam envenenamento de 10 animais em Linhares (ES)

Moradores do bairro Santa Cruz, em Linhares (ES), denunciam o envenenamento de pelo menos 10 animais encontrados mortos nas últimas semanas. Ao menos sete cachorros e três gatos teriam sido vítimas.

Um dos animais mortos foi a rottweiler Shakira, tutelada pelo comerciante Amilton Silva. “Minha esposa foi a primeira pessoa que encontrou ela ensanguentada, babando muito. Ela morreu nos braços da minha esposa. Está acontecendo uma onda de envenenamentos aqui no bairro, foram vários envenenados”, relata Silva ao G1.

Shakira morreu nos braços da tutora (Foto: Arquivo Pessoal/ Amilton Silva)

Com medo de que Thor, o outro cachorro da família, também seja envenenado, Silva passou a deixar o animal dentro de uma casinha.

A dona de casa Giliane Matos também presenciou a morte de animais tutelados por ela. Três cachorros que viviam com ela foram mortos. Agora, a tutora passou a impedir que os dois gatos da casa saiam para a rua para que não sejam mortos também.

“Eu fiquei muito triste e fiquei até uma semana sem me alimentar direito, porque eu gostava muito deles. Eu estou com medo e segurando meus gatos para eles não irem para rua”, contou.

Uma audiência pública foi realizada na noite de segunda-feira (22) para discutir uma forma de combater crimes contra animais registrados no município. A Polícia Civil não informou se está investigando os casos de envenenamento e disse que recebe denúncias através do telefone 181.

Coordenadora de uma ONG de proteção animal, Roziane Scandian defende a criação de uma diretoria de bem-estar animal para a criação de leis específicas e fomento de ações de combate aos maus-tratos. Segundo ela, há cerca de 4 mil animais em situação de rua em Linhares.


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Acariciar animais reduz níveis de estresse, revela estudo

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que acariciar animais diminui os níveis de estresse das pessoas. Apenas 10 minutos fazendo carinho em um cachorro ou gato são suficientes para reduzir o cortisol, principal hormônio ligado ao estresse.

Foto: Pixabay

Para o estudo foram observados 249 universitários, divididos em quatro grupos. Um deles interagiu com animais por 10 minutos, outro apenas observou. O terceiro grupo viu fotos de animais em um slideshow e o quarto ficou na lista de espera sem ter contato com os animais, mas tendo ciência de que se aproximariam deles em breve.

Os pesquisadores analisaram a saliva dos participantes antes e depois de instruções serem passadas a eles. Todos os grupos registraram redução do cortisol, mas o que apresentou maior diminuição dos níveis do hormônio foi o que teve contato direto com os animais. As informações são do portal Metrópoles.

“Nós já sabíamos que os alunos gostam de interagir com os animais e que isso os ajuda a experimentar emoções mais positivas”, disse a coautora do estudo Patricia Pendry, em entrevista ao site oficial da universidade.

Segundo ela, a novidade do estudo está em mostrar que o contato com animais tem efeitos que não são apenas subjetivos. “Isso é empolgante porque a redução dos hormônios do estresse pode, ao longo do tempo, ter benefícios significativos para a saúde física e mental”, afirmou.

Os pesquisadores consideraram os resultados do estudo bastante positivos. Eles pretendem publicar um artigo sobre o assunto até o final de 2019.


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Nova York proíbe procedimento de extração de unhas de gatos

O procedimento de extração de unhas de gatos foi proibido em Nova York. Trata-se do primeiro estado americano a aplicar a proibição, que já existe em várias cidades dos Estados Unidos e também em outros países, inclusive no Brasil.

Foto: Pixabay

Desde 1987, quando o convênio europeu para proteção dos animais domésticos foi aprovado pelo Conselho Europeu, a retirada de garras e dentes dos animais foi proibida em 24 países do velho continente.

Durante a cirurgia, a primeira falange dos dedos dos gatos é amputada para que as garras sejam retiradas. O procedimento costuma ser feito por tutores que, de maneira cruel, querem impedir que os gatos usem as unhas para, por exemplo, arranhar móveis. As informações são da agência AFP.

Em Nova York, a medida foi aprovada pelo Parlamento em junho e ratificada pelo governador do estado, Andrew Cuomo, nesta segunda-feira (22).

“É uma operação cruel e dolorosa, que pode provocar problemas físicos e de comportamento em animais indefesos”, afirmou o governador. “Ao proibir esta prática arcaica, nos asseguramos de que os animais não serão mais submetidos a estas intervenções desumanas e desnecessárias”, acrescentou.

A lei autoriza que as garras dos gatos sejam retiradas apenas por razões de saúde. A Sociedade Veterinária de Nova York, no entanto, se opôs à medida durante sua revisão sob o argumento de que extirpar as unhas desses animais é um procedimento justificado em determinadas condições.

A ONG internacional de defesa animal PETA comemorou a decisão do governador de ratificar a nova norma. “Vitória!”, escreveu a entidade no Twitter.

De acordo com dados da Associação Americana de Veterinária, colhidos entre 2017 e 2018, 25% dos lares têm um gato nos Estados Unidos, o que corresponderia a mais de 30 milhões de animais.


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Cães e gatos não vão receber vacina contra raiva este ano em Alagoas

Os cachorros e gatos de Alagoas não irão receber vacina contra a raiva este ano. A campanha de vacinação não tem data para ser realizada, mas deve acontecer apenas no primeiro trimestre de 2020.

O Ministério da Saúde (MS) suspendeu o envio de um novo lote de vacinas, conforme foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Foto: Pixabay

O órgão é o responsável por adquirir e distribuir as vacinas para os estados brasileiros. O motivo que levou à suspensão não foi declarado. As informações são do portal OP9.

De acordo com a Sesau, o estoque de vacinas antirrábicas em Alagoas é de 20 mil doses. O número está bem abaixo da quantidade necessária para realizar a campanha, de 350 mil doses.

A Secretaria de Saúde afirmou que o último registro da doença em animais domésticos no estado foi registrado há 11 anos e que a suspensão da campanha não coloca a saúde dos cães e gatos em risco.

Essa proteção que a secretaria garante existir em Alagoas, no entanto, não funcionou em Minas Gerais. O estado não havia registrado raiva em gatos desde 1984 e em cães desde 1989. Mesmo assim, neste mês um gato diagnosticado com a doença morreu em Itaú de Minas, cidade que não tinha registro da doença em gatos há 16 anos.


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Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


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Animais dão exemplo de amizade e lealdade aos seres humanos

Foto: Tail and Fur

Foto: Tail and Fur

O Dia do Amigo é comemorado em 20 de julho, a data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro (1924-2008) em 1999, que considerou a chegada do homem à Lua como um símbolo de união entre todos os seres humanos.

Por meio das campanhas de divulgação realizadas por Febbraro, aos poucos, o Dia do Amigo celebrado também como Dia Internacional da Amizade, passou a ser comemorado em outras partes do mundo, e hoje quase todos os países festejam esta data.

E quem disse que a amizade precisa se restringir às relações humanas? Alguns dos exemplos mais belos e sinceros de amizade estão entre os animais: cabras órfãs adotadas por cachorras, bezerrinhos cegos guiados por pit bulls solidários, potrinhos órfãos adotados por cães altruístas, gatos protegidos por cães, ambos em situação de rua, patas e gatinhas sendo companheiras de brincadeira uma da outra e tantos outros exemplos pelo mundo todo.

Foto: Funny Pets

Foto: Funny Pets

Capazes de um amor incondicional e de uma entrega incomparável, os animais ensinam lições preciosas ao seres humanos, mantendo sua lealdade mesmo depois que seus tutores faleceram, como no caso do famoso cão japonês Hachiko que ganhou uma estátua em homenagem à sua lealdade na cidade de Shibuya.

O cão da raça akita esperou todos os dias durante anos em uma estação de trem, pelo retorno de seu tutor que havia falecido de hemorragia cerebral durante o trabalho e nunca mais voltou pra casa. Mas isso não impediu Hachiko de se manter fiel e nem o fez perder as esperanças. Até o dia de sua morte.

Assim como ele muitos outros exemplos de cães dedicados e fiéis chegam ao nosso conhecimento todos os dias. Assim como gatos, vacas, cavalos, esquilos e tantos outros animais que criam vínculos verdadeiros entre si, com outras espécie e com humanos também.

Foto: Tail and Fur

Foto: Tail and Fur

Sempre dispostos a perdoar, companheiros em todo tipo de aventuras, esses seres sencientes são capazes de decodificar nossas emoções, sentir quando estamos tristes e oferecer uma “pata” amiga a qualquer momento.

Diferentes dos seres humanos, os sentimentos de inveja, ganância, prepotência ou qualquer outro que ameace uma amizade verdadeira estão longe do coração dos animais que apenas oferecem seu amor e carinho, sem nada pedir em troca.

Foto: List25

Foto: List25

Celebremos o Dia da Amizade com nossos amigos animais e se você ainda não teve essa experiência maravilhosa, adote um animal, há muitos cães, gatos e outros bichos à espera de um lar para compartilhar sua vida e sua amizade. Basta dar o primeiro passo.

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Conselho de Medicina Veterinária faz alerta sobre aumento do abandono de animais nas férias

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) faz um alerta sobre o aumento do número de animais abandonados durante o período de férias. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há atualmente 30 milhões de animais abandonados no país, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

Foto: Pixabay

“Eu vejo como um grande problema o descaso das famílias que têm um animal dentro de casa, que dizem que criam um gato ou um cachorro, e aí chega num momento de viagem, simplesmente soltam o animal”, alerta a médica-veterinária Cristiane Schilbach Pizzutto, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do CRMV-SP.

Atualmente, serviços de hospedagem em hotéis para animais e de pet sitter – uma espécie de “babá” que cuida do animal na casa do tutor – são soluções viáveis para famílias que querem viajar e não têm com quem deixar o cachorro ou gato.

“Tem muitos animais que ficam doentes por problemas psicológicos, consequências do abandono, da falta, da tristeza, quase uma depressão. Então, o abandono é muito prejudicial para os animais”, afirma Thomas Faria Marzano, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP. As informações são do portal Itu.

Além disso, após ser resgatado e tratado, o animal pode sofrer algum tipo de dificuldade de adaptação ao novo lar, o que demanda paciência dos novos tutores. “Ele consegue se adaptar, mas existe realmente uma memória, uma lembrança do que ele passou no momento de abandono, que pode dificultar o processo em uma nova casa. E o que agrava demais é quando o animal é abandonado pela segunda vez. Aí, realmente, fica muito complicado. Ele tem uma grande dificuldade de se adaptar numa terceira família. É claro que é possível, mas o trabalho da família, que vai envolver toda esta adaptação, é maior”, explica Cristiane.

“Geralmente, abandonam os animais por agressividade, por exemplo, o animal que mordeu alguém da família. Ou que traz algum tipo de transtorno, como latir demais, ou que frustra as expectativas dos tutores. Às vezes, a pessoa compra, adota ou cria um animal tendo uma expectativa sobre aquela espécie, aquela raça, e quando vai ver, tem um comportamento completamente diferente e a pessoa não quer mais, abandona. Então, são vários os fatores pelos quais as pessoas ‘devolvem’, não somente um específico”, conta a profissional.

Animais doentes também são vítimas frequentes de abandono. No momento em que mais precisam dos tutores, eles são descartados. “A gente vê muito isso em universidades, principalmente naquelas que têm curso de Medicina Veterinária. As pessoas levam o animal ao hospital, pagam o médico-veterinário e descobrem alguma doença que vai exigir tratamento, às vezes mais oneroso, então preferem descartar o animal”, diz.

“Para quem está decidindo ter um animalzinho em casa, uma das coisas que tem que saber é que é um ser vivo, ele é dependente. Ele não vai pegar comida sozinho, não vai tirar o cocô sozinho, não faz xixi na privada. Ele precisa do ser humano. Então, é muito importante as pessoas terem consciência disso”, aconselha Marzano.

O profissional lembrou ainda que, ao resgatar um animal da rua, muitas vezes debilitado, é preciso ter cuidado para garantir a saúde do animal. “Sempre que se adota um animal ou pega da rua, de alguma ONG ou abrigo, é muito importante que leve a um médico-veterinário. Assim, mesmo não conhecendo o histórico, os tutores poderão saber, mais ou menos, a idade que o animal tem, fazer os exames, para aí sim poder cuidar bem dele. Muitas vezes, o animal pode estar desidratado, desnutrido, com alguma doença bacteriana ou até mesmo viral. Por isso, até mesmo antes de colocar ele para morar junto com outro animal, se já tiver um, ou alguma criança em casa, o ideal é ter esse cuidado”, orienta Thomas Marzano.


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Projeto de lei visa criminalização do comércio de carne de cães e gatos no Brasil

Por David Arioch

“Vale dizer que a tendência em abominar tais práticas é mundial. Visto que mesmo países que adotavam tal cultura, estão abandonando-a, como tem acontecido nos países da Ásia” | Pixabay

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei que visa a criminalização do comércio de carne de cães e gatos no Brasil.

De autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), o PL 3017/2019 estabelece multa de R$ 2 mil para quem comercializar carne de cães e gatos.

Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado. Caso haja uma terceira infração o estabelecimento perde a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

O deputado defende que o consumo de carne de gatos e cachorros é algo que não deve ser admitido no cenário brasileiro atual, e justifica que o projeto de lei é necessário porque há casos em que a carne desses animais é encontrada em mercados populares.

“Vale dizer que a tendência em abominar tais práticas é mundial. Visto que mesmo países que adotavam tal cultura, estão abandonando-a, como tem acontecido nos países da Ásia”, declara Célio Studart.

A proposta deve ser analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB


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