‘Olhar com cuidado para um animal que sofre não precisa ser causa de poucos’, diz protetora

A protetora Rose Vieira, que se envolveu recentemente no resgate de dois filhotes de cachorro encontrados dentro de um bueiro em Caratinga (MG), aproveitou o caso para incentivar as pessoas a tomar atitude frente a casos de abandono e maus-tratos.

Foto: Divulgação

“É preciso se importar, ter consideração sobre os direitos desses animais, porque eles não têm como lutar por si mesmos. Olhar com cuidado para um animal que sofre, buscar ajuda, isso não precisa ser causa de poucos. Todo mundo pode e deve ajudar, até mesmo aqueles que não têm afinidade com animais, afinal, se conseguimos mais adoções e castrações, significa menos animais soltos na rua. Isso beneficia a todos. Espero que esse caso ajude a sensibilizar as pessoas”, disse Rose, que integra o grupo Protetores do Floresta. As informações são do G1.

Lua e Billy foram salvos no dia 1º de junho. Graças a intervenção de pessoas sensíveis à causa animal, eles tiveram um final feliz. Os dois foram retirados de um bueiro pelo Corpo de Bombeiros, que quebrou o asfalto e cavou um buraco até conseguir ter acesso aos cães. Outro filhote também estava no local, mas no momento em que os militares chegaram, ele já havia sido salvo por moradores.

“A mãe dos cachorrinhos mora na rua. Ela pariu em um lote vago próximo, eles devem ter se afastado e caíram no buraco. Um deles estava mais perto da borda, ao alcance da mão, e foi resgatado primeiro. Acharam que não tinha mais nenhum lá, mas a mãe continuava parada ao lado do buraco. Quando me abaixei perto do bueiro, ouvi o choro dos que ainda estavam lá embaixo”, contou a protetora.

Desde o dia em que o primeiro filhote foi salvo até o resgate dos outros dois, três dias se passaram, o que foi motivo de preocupação para os moradores da região, que temiam pela saúde de Lua e de Billy. Assim que foram salvos, os dois foram levados para uma clínica veterinária.

“Imaginávamos que eles estariam desidratados, mas descobrimos que não. Havia algum pequeno curso d’água lá embaixo e eles conseguiram ficaram saudáveis, embora com fome. Depois que tomaram banho e receberam os primeiros cuidados, eles vieram para minha casa e em seguida foram adotados”, disse Rose.

Foto: Divulgação

O bancário Taylor Calais e a prima dele, Millena Calais, adotaram os filhotes. “Eu estudei com o filho da Rose, ele contou a história dos cachorrinhos no grupo da antiga turma e na mesma hora eu quis adotá-los. Já estava à procura de um cão filhote e quando soube desses não tive dúvidas. Acho que adotar é uma forma de fazer o bem”, disse Taylor.

Os dois foram levados para a cidade de Bom Jesus do Galho, onde passaram a viver com outros cães da família. “Aqui já tinha quatro cachorros. Três deles também foram resgatados das ruas: o Bob, a Pretinha e a Kyara. Esses adoraram a Lua e o Billy, estão cuidando deles e brincando muito. Tem também a Cristal, uma pinscher, que é a mais ciumenta, mas que em breve vai aceitar mais os novos companheiros”, disse Millena.

Protetores do Floresta

O grupo Protetores do Floresta alimenta e oferece água para animais em situação de rua no município. Os que adoecem também recebem atendimento veterinário e passam por tratamento.

Interessados em colaborar financeiramente para ajudar a manter as ações do grupo ou em adotar um animal devem entrar em contato com Rose pelo telefone (33) 9 9989-1114 ou com Isaura pelo número (33) 9 9964-9898.


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Ibram oferece duas mil vagas para castração no Distrito Federal

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) está realizando mais uma campanha de castração de cães e gatos no Distrito Federal. No total, serão oferecidas duas mil vagas para inscrições online e cadastros presenciais, divididos em cinco pontos: sede do instituto e nas administrações regionais de Ceilândia, do Paranoá, de Taguatinga e de São Sebastião.

(Foto: Shutterstock)

Os interessados poderão cadastrar até três animais (cães e/ou gatos). Pela internet, serão oferecidas 650 vagas, com início às 9 h de segunda-feira (17), por meio de um link que estará disponível no site do Ibram.

O interessado deve realizar o upload de arquivos digitais contendo seus dados pessoais. No mesmo dia (17), também serão oferecidas 250 vagas para o cadastro presencial na sede do Ibram (SEPN 511, bloco C).

Na terça-feira (18), serão realizados cadastros nas administrações regionais de Ceilândia (QNM 13, Módulo B) e de Taguatinga (Praça do Relógio Lote A, St. Central). Cada local disponibilizará 300 vagas de castração.

Já na quarta-feira (19), os interessados podem procurar as administrações regionais do Paranoá (Praça Central – s/n lt. 1) e de São Sebastião (Quadra 101), que cadastrarão 250 vagas cada uma.

As senhas de atendimento serão distribuídas no local a partir das 8h. Para o cadastro presencial é necessário ter em mãos um documento de identidade (RG ou CNH) e comprovante de endereço em nome do responsável ou declaração de residência.

Fonte: Vegazeta


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Fotógrafa faz ensaio fotográfico para incentivar a adoção de animais pretos

Para incentivar a adoção de animais pretos, frequentemente preteridos pelos adotantes, a fotógrafa Emma O’Brien decidiu fazer um ensaio fotográfico. Os retratos exaltam a beleza de cães e gatos de pelagem preta.

Emma, que se apresenta no Instagram como uma “fotógrafa para as pessoas cujos animais são família”, quis sensibilizar seus seguidores sobre o drama vivido pelos cachorros e gatos pretos – os segundos, ignorados por adotantes que acreditam na falsa superstição de que eles dão azar. As informações são do portal Observador.

Moradora da África do Sul, Emma criou o ensaio fotográfico e deu a ele o nome de “Black Series Rescue”. Com os retratos, a fotógrafa espera conseguir aumentar as chances dos animais pretos encontrarem novos lares.

Confira abaixo algumas fotos do projeto.


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Gatos se vêem todos os dias pela janela dos apartamentos e se apaixonam

Simon vendo Theo | Foto: Mackenzie Coffman

Simon vendo Theo | Foto: Mackenzie Coffman

Simon nunca esteve muito interessado em fazer amigos.

O gato laranja malhado tinha muitas oportunidades para se socializar com os outros gatos como residente do Crumbs & Whiskers, um café de gatos em Los Angeles (EUA). Em vez disso, ele escolheu se guardar em si mesmo.

“Ele está definitivamente acostumado com outros animais”, disse Mackenzie Coffman, a mãe de Simon, ao The Dodo, “mas nunca brincou com os outros gatos no café”.

Theo vendo Simon | Foto: Twitter/Theothecat5

Theo vendo Simon | Foto: Twitter/Theothecat5

Mas tudo mudou quando Simon colocou os olhos em seu vizinho do outro lado da rua.

“Eu estava na cama e acordei com Simon choramingando e miando em frente a janela”, disse Coffman.

Olhei para cima e, para minha surpresa, vi um gato sentado na janela do meu vizinho. Eu moro neste apartamento há dois anos e nunca havia visto o gato deles”.

Simon ficou instantaneamente apaixonado pelo misterioso felino, mas não ficou claro se o objeto de sua afeição sentia o mesmo. Essa indiferença inicial não impediu Simon de tentar conquistar o carinho do outro gato.

“O outro gato nunca olhou para Simon ou prestou atenção nele, era totalmente indiferente”, disse Coffman. “Então Simon pulava para cima e para baixo no peitoril da janela para tentar chamar sua atenção”.

Coffman nunca tinha visto Simon se comportar assim antes, e decidiu intervir como uma espécie de relações públicas para seu animal doméstico apaixonado.

Inspirada no videoclipe de “You Belong With Me”, de Taylor Swift, Coffman colou um pequeno cartaz com uma mensagem, na brincadeira, no vidro de sua janela.

Mensagens trocadas pela janela | Foto: Mackenzie Coffman

Mensagens trocadas pela janela | Foto: Mackenzie Coffman

Logo depois, inesperadamente os vizinhos penduraram seus próprios cartazes em resposta. Coffman descobriu que a adoração de Simon não passara despercebida.

“Eles abriram a janela, se apresentaram e eu disse a eles que Simon sempre espera por Theo”, disse Coffman. “Eles disseram que sempre vêem Simon, mas não sabem como chamá-lo, então o chamam de Chester”.

A obsessão de Simon por Theo só ficou mais forte desde a troca de mensagens nos cartazes, mas Theo ainda insiste em jogar duro com Simon.

Mensagens trocadas pela janela | Foto: Mackenzie Coffman

Mensagens trocadas pela janela | Foto: Mackenzie Coffman

“Quando Simon vê Theo, ele toca na janela, se cola no vidro e anda pelo peitoril”, disse Coffman. “Theo, por outro lado, olha para Simon talvez duas vezes no máximo e depois continua a olhar na direção oposta indiferente”.

Coffman então resolveu compartilhar a história de amor de seu gato no Twitter, escrevendo: “Meu gato Simon está apaixonado pelo gato do meu vizinho e espera o dia todo por ele. Manterei a todos atualizados”.

Em apenas dois dias, seu post recebeu mais de 200 mil curtidas e quase 100 mil retweets. E, a partir dos comentários, parece que todas as mídias sociais estão torcendo pelos dois gatos.

A repentina popularidade do tweet levou Coffman a colar outro cartaz na janela – dessa vez dizendo a Theo que o relacionamento deles se tornou viral. Theo escreveu de volta, e os dois se tornaram amigos no Twitter.

Agora, depois de semanas de saudade através da vidraça, Simon finalmente encontrará seu amado.

Coffman e seus vizinhos organizaram um meet-and-greet (encontro para se conhecerem) para os gatos, e Simon não poderia estar mais animado.

Acho que teremos que esperar e ver se o amor é mesmo real.

Lei que pune maus-tratos com perda da guarda do animal é sancionada em Palmas (TO)

A prefeita de Palmas (TO), Cinthia Ribeiro (PSDB), sancionou uma lei que define o que são maus-tratos a animais e pune tal prática com a perda da guarda do animal maltratado. A legislação foi publicada no Diário Oficial de terça-feira (11).

Foto: Pixabay

“Define-se como maus-tratos e crueldade contra animais as ações diretas ou indiretas, capazes de provocar privação das necessidades básicas, sofrimento físico, medo, estresse, angústia, patologias ou morte”, diz o texto da lei. As informações são do G1.

A legislação proíbe: abandono em vias públicas, em residências fechadas ou inabitadas; agressões diretas ou indiretas de qualquer tipo, tais como: espancamento, uso de instrumentos cortantes ou contundentes, uso de substâncias químicas, tóxicas, escaldantes e fogo; privação de alimento ou de alimentação adequada; confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado; uso de cadeado para o fechamento da coleira.

Os animais devem, segundo a lei, ficar em ambientes limpos, com incidência de sol, luz, sombra e ventilação e com tamanho adequado às necessidades e ao porte deles. Os tutores devem também fornecer alimento e água limpa aos animais, além de atendimento veterinário.

A nova norma determina que animais maltratados devem ser resgatado pela Prefeitura Municipal ou por ONGs de proteção animal.

A administração municipal foi questionada sobre como cumprirá a lei, já que não há estrutura no município para abrigar animais e o Centro de Controle de Zoonozes recebe apenas animais doentes.

A prefeitura alegou que “a Lei sobre a proibição da prática de maus-tratos e crueldades contra animais é considerada um avanço para a gestão pública municipal, pois a partir da legalidade sobre o ato, a Prefeitura de Palmas vai buscar parcerias, apoios e convênios para melhor se estruturar e atender esta pauta” e disse que a legislação será regulamentada e instrumentos para permitir que ela seja executada serão criados.

Gatinha leva seus brinquedos em suas aventuras fora de casa

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Esta linda gata mancha de preto e branco tem 12 anos vive no Reino Unido com sua humana, Beth Wilson.

Mas Pixie não é apenas uma gata linda e carinhosa quando se trata de humanos – ela também é muito generosa com objetos inanimados.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Curiosa como todos os gatos são por natureza, Pixie gosta de explorar. Dentro ou fora, Pixie está sempre de olhos arregalados e interessada no que está por vir na próxima esquina. E parece que a Pixie também quer passar esse espírito de aventura para seus muitos brinquedos de pelúcia.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Por exemplo, se Pixie gosta de deitar de costas no jardim, ela parece deduzir que um membro de seu acervo recheado de bichinhos pelúcias também poderia gostar disso, então ela o traz junto com ela.

Outras vezes, quando Pixie está procurando algo um pouco mais emocionante do que ficar deitada de costas com as patas para cima, ela também traz um de seus brinquedos consigo – seja um pequeno leão, um tigre ou um mini gatinho de pelúcia que se parece com ela.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Se ela percebe que eu estou olhando para ela, ela pára e coloca o brinquedo no chão”, disse Wilson ao The Dodo. Mas às vezes Wilson consegue tirar uma foto antes que Pixie perceba.

“No verão, ela gosta de levá-los ao jardim”, explicou Wilson. “Às vezes, ela apenas os leva para uma turnê e depois volta para casa. Outras vezes, eles são deixados na estufa. Se eu colocar um cobertor na grama para sentar, ela colocará brinquedos nele.”

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Só porque o tempo fica mais frio não significa que as aventuras de Pixie com seus brinquedos vão parar.

“No inverno ela apenas os carrega em volta da casa mesmo”, disse Wilson. “Ela pode levar vários deles para um quarto”.

Uma vez por semana, quando uma faxineira chega, Pixie mostra o quão conscienciosa ela é com seus companheiros de aventura de pelúcia.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Ela coloca todos os brinquedos de volta na caixa”, disse Wilson. “Assim que a faxineira sai, ela tira vários deles da caixa e os coloca em volta da casa.”

As aventuras de Pixie não são apenas pura diversão e brincadeiras – mas elas realmente têm um impacto positivo nas pessoas ao seu redor.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Eu a peguei ainda um gatinho filhote há 12 anos”, disse Wilson. “Ela mudou totalmente minha vida … Ela cuida de mim quando me sinto mal e ela sempre me anima”.

Certamente seus brinquedos se sentiriam da mesma maneira, se pudessem.

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Projeto que proíbe retirar garras de gatos é aprovado em Nova York

Um projeto de lei que proíbe a retirada das garras de gatos foi aprovado na terça-feira (4) por parlamentares no estado de Nova York, nos Estados Unidos. A proposta segue agora para análise do governador Andrew Cuomo.

Foto: Ralchev Design / Getty Images/iStockphoto

Gatos têm suas garras retiradas por tutores que querem evitar arranhões nos móveis da casa onde vivem. No entanto, alerta a Humane Society, a retirada das garras é um procedimento doloroso, no qual o último osso de cada dedo do animal é tirado, e que não beneficia os gatos. A ONG defende o procedimento apenas em caso de saúde.

O projeto é de autoria da democrata Linda Rosenthal. Ao jornal The New York Times, ela afirmou que a proposta é para os tutores “que pensam que o móvel é mais importante que seus gatos”. “É desnecessário, é doloroso e causa problemas aos gatos. É apenas brutal”, disse. Rosenthal, que é autora de outras leis em prol dos animais, como a proibição deles em lojas e a criação de um registro de abusos cometidos contra animais.

Cidades norte-americanas, como Los Angeles e Denver, já possuem leis que proíbem a retirada das garras de gatos. Mas não há, ainda, nenhum estado que tenha sancionado uma legislação do tipo. Além de Nova York, outros estados, como Califórnia e New Jersey, cogitam a aprovação de um projeto de lei neste sentido, segundo a Humane Society.


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Dezenove gatos são abandonados presos em carrinho de supermercado

Uma câmera de segurança de uma pet shop flagrou o abandono de 19 gatos no bairro Rebouças, em Curitiba, no Paraná. O caso aconteceu no último domingo (2) e os animais foram deixados dentro de um carrinho de supermercado, presos por uma tela de arame. O carrinho foi colocado embaixo de uma cobertura da Casa do Produtor. Os proprietários da pet shop vão registrar o crime em uma delegacia da Polícia Civil.

Foto: Adriane de Melo/Reprodução

Usando um guarda-chuva para impedir que o rosto fosse filmado pela câmera, uma pessoa passa em frente ao estabelecimento comercial empurrando o carrinho. Após caminhar até metade da quadra, ela volta e abandona os gatos.

“A pessoa foi até a metade da quadra para ver se não tinha ninguém na loja ou no estacionamento ao lado”, conta o dono da pet shop, Adriani de Melo, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo. “Quem deixou os gatinhos aqui sabia que tínhamos câmeras de segurança. Por isso usou um guarda-chuva para esconder o rosto”, completa.

Outros casos de abandono já ocorreram no local, porém, segundo Melo, nunca tantos animais foram abandonados de uma só vez. “A população sabe que nós oferecemos os cuidados necessários e deixam aqui na frente para cuidarmos e doarmos”, afirma.

Até a manhã de terça-feira (4), 14 gatos já tinham sido adotados. Os outros 5 aguardam adoção. De acordo com Melo, os animais não estão doentes, o que agilizou a adoção. “A única coisa que constatamos é que eles estão um pouco desnutridos. Mas todos os exames de doenças deram negativos”, explica. Ele lembra que os gatos precisam de vacinação e de boa alimentação para que se recuperem da desnutrição.

Interessados em adotar os gatos que ainda procuram um lar devem comparecer a Casa do Produtor, na Rua Engenheiro Rebouças, 1826, no bairro Rebouças.

Abandonar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de três meses a um ano, além de multa.


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ONG pede ajuda para construir abrigo após receber ordem de despejo

Após receber uma ordem de despejo, a vendedora Mônica Aquino, fundadora da ONG Lar dos Animais, iniciou uma campanha para arrecadar, em menos de um mês, R$ 55 mil para construir um novo abrigo para 230 animais, entre cães e gatos. Mônica tem até o dia 28 para desocupar o imóvel, que será vendido pelo proprietário, em Goiânia (GO).

Quarenta e um cães da entidade já foram levados para uma chácara, que foi alugado por Mônica. O local, no entanto, não tem estrutura para abrigar todos os animais. Se não conseguir concluir a construção das baias, ela terá que manter os animais amarrados a árvores, sem proteção contra o sol e a chuva.

Foto: Paula Resende/ G1

“Preciso de R$ 55 mil, mas não consigo. Não sei o que fazer, nem dormir eu durmo e de dia corro atrás de ajuda. Eu não sei o que vai acontecer, não vou deixá-los na rua”, lamentou Mônica ao G1.

A protetora de animais recebeu a ordem de despejo no início do ano e, desde então, tem realizado uma campanha em uma rede social para a conseguir fundos para a construção da nova sede da entidade. Até o momento, porém, ela não conseguiu recursos nem para pagar o material para terminar a obra na chácara localizada no município de Aparecida de Goiânia.

Mônica conta que precisa construir um espaço coberto para que os animais fiquem protegidos das mudanças climáticas. “Precisamos de areia lavada, brita, telha de amianto, metalon, canos para fazer tubulação e cimento para a parte de alvenaria. Também precisamos de alambrado para poder fechar a chácara”, disse.

Além de construir o novo abrigo, a protetora terá que reformar a casa na qual os animais vivem atualmente, de onde os animais precisam sair até 24 de junho para que haja tempo hábil para a realização das obras.

Por não ter previsão de quando as obras da chácara serão concluídas, Mônica passou a pedir a doação de coleiras, correntes e cabos de aço para prender os animais, já que essa seria a única alternativa que impediria que eles ficassem soltos na rua e corressem riscos.

Foto: Paula Resende/ G1

Além do espaço coberto, o projeto do novo abrigo contempla uma área para atendimentos de emergência e berçários para os filhotes. Para conseguir executar os planos, a protetora precisa de doação de materiais, mão de obra e dinheiro.

Além dos gastos que surgiram devido à necessidade de transferência dos animais da sede atual da ONG, Mônica gasta ainda aproximadamente R$ 20 mil mensais para cuidar dos cães e gatos resgatados. Ela iniciou os resgates em 2016. No começo, cuidava dos animais na rua, já que morava em apartamento e não dispunha de espaço para abrigá-los. A ONG foi fundada quando Mônica decidiu alugar uma casa para abrigar os animais.

A protetora conta que é comum que pessoas resgatem animais, levem-os até o abrigo da ONG com a promessa de arcar com os custos de alimentação e tratamento, e depois sumam, deixando a responsabilidade do animal inteiramente sobre ela. Sem receber ajuda, a entidade sofre com o acúmulo de dívidas, o que já fez, inclusive, com que Mônica vendesse seu carro em 2017 para arcar com as despesas dos animais.

Interessados em ajudar com doações devem entrar em contato com Mônica através das redes sociais da ONG.


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Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adotivos que foram abusados antes de term sido adotados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adotados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

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