Mortes de gatos por suspeita de envenenamento são investigadas em MT

O Juizado Volante Ambiental (Juvam) está investigando as mortes de gatos por suspeita de envenenamento em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, em Mato Grosso. O caso foi denunciado ao órgão por moradores da cidade que encontraram gatos mortos em diferentes bairros.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após gatos da rua onde vive o aposentado Raimundo de Jesus sumirem, cerca de cinco animais foram encontrados mortos em um bueiro.

“Comecei a sentir o cheiro e sabia que os animais tinham morrido. Quando fui ver eles estavam dentro do bueiro”, disse Raimundo ao G1.

Em Rondonópolis, 35 denúncias de maus-tratos a animais são registradas por mês.

Envenenar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605 de 1998). A pena para quem maltrata animais silvestres, domésticos ou exóticos é de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos, a pena pode aumentar de um sexto a um terço.

No entanto, como a infração é considerada de menor potencial ofensivo, não há pena de prisão e a punição é substituída, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

Perícia particular conclui que animais foram envenenados em Mato Grosso

Um laboratório particular contratado pelo grupo de voluntários “Amamos Animais” concluiu que os animais encontrados mortos em Alta Floresta (MT) foram vítimas de envenenamento. Uma substância encontrada dentro de pacotes jogados nos quintais de casas e terrenos, analisada pela perícia, foi a responsável por matar os animais. Amostras de alguns animais já mortos também foram analisadas. Mais de 35 cães e gatos foram mortos.

Foto: Reprodução / Mato Grosso Ao Vivo

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda o resultado da perícia feita pelo laboratório da POLITEC. A Polícia Judiciária Municipal não conseguiu identificar o responsável pelo crime ainda. As informações são do portal Mato Grosso Ao Vivo.

Para Leir, do grupo Amamos Animais, seria possível chegar aos suspeitos mais rapidamente. “A polícia está trabalhando, o trabalho está sendo bem feito, porém não tem nenhuma pista”, disse. O autor do crime ficou conhecido como “Maníaco dos Pets”.

Devido às dívidas feitas para a realização da perícia, o grupo de proteção animal está arrecadando latinhas para vendê-las e comercializando adesivos para carros a R$ 5 com a frase “Eu freio para animais”, como forma de, também, conscientizar a população, além de levantar recursos financeiros.

Os voluntários também aderiram à campanha Abril Laranja, de combate aos maus-tratos a animais, e estão entregando lacinhos de cor laranja para a população para incentivá-los a proteger e respeitar os animais. Interessados em adquirir o lacinho, de forma gratuita, devem se dirigir ao Hotel Mato Grosso ou ao escritório Eliane Hammoud, na avenida Ludovico da Riva, 3690.

Animais abandonados sofrem pela carência de cuidados básicos e irresponsabilidade humana

Foto: Canal Motivacional/Youtube

Foto: Canal Motivacional/Youtube

No dia 07 de abril, comemora-se o Dia da Saúde, data criada para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a mente e o corpo e também abordar de problemas de saúde globais, alertando sobre os riscos e ensinando sobre a prevenção.

Porém a saúde dos animais domésticos também carece de muita atenção, reconhecimento e cuidados especiais.

São mais de 30 milhões, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, a quantidade de cães de gatos abandonados pelas ruas. Sendo eles 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Esses animais são covardemente largados por seus donos irresponsáveis que criaram expectativas absurdas e que muitas vezes levam um animal para casa sem ter conhecimento do que de fato significa se comprometer com um companheiro de quatro patas.

São muitos os motivos que alegam para abandonar um animal, dos mais variados possíveis, entre eles estão: mudança de cidade ou viagens, aparecimento de alguma deficiência física ou doença e problemas; o trabalho e as despesas geradas pelo animal; casos em que o animal foi comprado de um criador sem certificação e não são da raça esperada; e problemas de comportamento.

Foto: Expresso MS

Foto: Expresso MS

Muitos outros acabam nascendo e se criando na rua mesmo – os que sobrevivem – a fragilidade das políticas de castração e falta de investimento público no setor causam o aumento da população desses seres desprotegidos que vivem marginalizados pelas cidades.

Na falta de um lar com uma família amorosa para protegê-los, ou prestar-lhes o atendimento básico, padecem esquecidos nas ruas, privados de comida, cuidados médicos e muitas vezes perdem suas vidas sem ter quem os acolha e socorra.

Com políticas públicas quase nulas de proteção socorro a esses animais alguns protetores independentes e ONGS resgatam esses animais e fazem o possível para recuperá-los e dar-lhes um lar.

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Sem castração para evitar o aumento da população de cães em situação de rua ou promoção da adoção em vez da compra, os animais permanecem vítimas do abandono humano também de forma legal.

A atual legislação prevê penas mínimas para o abandono de animais e mesmo assim, situações especiais precisam estar configuradas junto à denúncia, como filmagem ou foto do ato. A maioria desses crimes ocorrem silenciosamente e os tutores se livram dos animais inocentes de forma escusa e obscura.

Não só atos de abandonos são cometidos contra animais, maus tratos infelizmente também são frequentes. Dentre os mais comuns estão: agressões físicas como mutilar e envenenar; manter o animal preso por corrente ou corda; manter o animal em local impróprio sem condições sanitárias; não alimentar; não levar ao veterinário; submeter o animal a atividades exaustivas; utilizar animais em espetáculos sem condições adequadas; capturar animais silvestres, entre muitos outros.

Foto: Meus Animais/Reprodução

Foto: Meus Animais/Reprodução

Algumas ONGs, mesmo com recursos limitados, realizam o resgate de animas em situação de vulnerabilidade, muitos com fraturas expostas, desnutridos, abandonados em locais de perigo, entre muitas outras situações. Eles são levados para centros veterinários, onde recebem o tratamento necessário, são castrados, vermifugados, reabilitados e depois de todo esse processo, são postos para a adoção na esperança de encontrar um lar e uma família que os acolha.

Vítimas de uma sociedade que os vê como seres “menores” ou “inferiores”, os vende como produtos e os abandona como objetos descartáveis, os animais seguem com pouco acesso aos direitos básicos, como saúde e bem-estar. Com certeza, não há muito o que se comemorar, da parte dos nossos irmãos não-humanos, nessa data especial.

Gatos são encontrados mortos e tutora suspeita de envenenamento

Quatro gatos foram encontrados mortos no Bairro Jardim Valência, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá (MT). Segundo a tutora dos animais, que preferiu não se identificar, a suspeita é que os gatos tenham sido envenenados.

Foto: TVCA/Reprodução

Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito do crime havia sido identificado ou preso.

Os animais começaram a morrer na quarta-feira (3).

Segundo a tutora, ao chegar do trabalho ela notou um dos animais passando mal.

“Olhei dentro da minha casa e a gata estava se debatendo. No dia seguinte, levei até o veterinário e ela disse que foi envenenamento mesmo. Depois disso, os outros animais começaram a morrer também com os mesmos sintomas”, contou.

A pena para maus-tratos a animais é de três meses a um ano de prisão e multa. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Fonte: G1

Gatos são capazes de reconhecer o próprio nome, comprova estudo

Gatos são conhecidos por muitas vezes ignorarem os humanos. E não pense que é porque eles não entendem quando são chamados. Uma nova pesquisa desenvolvida por japoneses traz evidências de que gatos são perfeitamente capazes de reconhecer seus nomes quando os ouvem.

Embora muitos tutores de gatos tenham certeza de que seus amados animais os entendem, não havia até agora evidências científicas para comprovar isso.

Foto: Ralchev Design / Getty Images/iStockphoto

Para desvendar isso, uma equipe liderada por Atsuko Saito, da Universidade Sophia, no Japão, recrutou 78 gatos para fazer experimentos.

“Os gatos são sensíveis às diferenças das características da voz humana”, escreveram os autores em seu artigo, publicado na “Scientific Reports”. “Alguns tutores insistem que seus gatos podem reconhecer seus próprios nomes e palavras relacionadas à comida”.

A equipe, então, investiu em testar a hipótese de que os gatos sejam capazes de discriminar palavras diferentes, particularmente seus próprios nomes.

Como foi feito o estudo

Para cada gato, quatro palavras diferentes foram faladas através de uma gravação dos pesquisadores ou dos tutores falando. Depois de falarem essas quatro palavras, eles pronunciavam o nome do gato.

Os cientistas consideravam que houve algum reconhecimento quando havia uma resposta perceptível, em que o animal movia suas orelhas, cabeça ou cauda, ​​ou fazia barulho.

Enquanto a maioria dos gatos inicialmente reagiu às palavras que estavam sendo faladas, o interesse diminuiu à medida que a lista era lida. No entanto, eles tinham tendência de se entusiasmar quando o cientista lia a palavra final — o nome do animal.

A pesquisadora Kristyn Vitale, que estuda o vínculo entre humanos e gatos na Universidade do Estado do Oregon e não participou do experimento, disse que os resultados “fazem todo sentido”.

No entanto, ela afirmou à Associated Press que não considera que os resultados signifiquem que os animais atribuem um sentido profundo ao seu próprio nome — como uma noção de “eu”. Para ela, eles simplesmente aprender a reconhecer um som.

A equipe da pesquisa concordou que, apesar da aparente compreensão demonstrada pelos gatos, eles provavelmente aprendem a associar o som de seus nomes a algo positivo, como comida, ou a algo negativo, como uma viagem iminente ao veterinário. Por isso, sempre que ouvem esse mesmo som, mostram alguma reação.

Os autores também notaram que os felinos que vivem junto com muitos outros animais têm mais dificuldade de estabelecer uma diferença entre seus nomes e os de seus colegas.

Isto provavelmente acontece porque, quando eles estão ao lado de dezenas de outros gatos, associam todos os nomes sendo chamados com recompensas ou punições familiares.

Fonte: Extra

‘Faz bem para o coração’, diz ator Rodrigo Lombardi sobre adotar animais

O ator Rodrigo Lombardi é uma das pessoas que defendem a adoção de animais no lugar do comércio de vidas. Apaixonado por cachorros e gatos, ele adotou animais e também já ofereceu lar temporário para eles até que se recuperassem do abandono e dos maus-tratos e pudessem ser disponibilizados para adoção.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

“Estamos felizes, temos 6 animais em casa, 3 gatos e 3 cachorros, todos adotados. Se você puder, adote”, incentiva Rodrigo. As informações são do Gshow, da Globo.

O ator contou também que um dos animais que ele adotou tinha ido para a casa dele para ficar no local temporariamente, mas acabou conquistando a família e sendo adotado de forma definitiva.

“Desisti quando adotamos o sexto animal. A gente se apaixonou e adotou. Eu falei ‘esse é o último e agora vamos parar’, porque você não para de se apaixonar pelos animais. Estamos sempre em contato e ajudamos, pedimos ajuda, arrumamos tutores”, conta.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Rodrigo lembra que o resgate de animais é um trabalho difícil, porém gratificante, o que faz valer a pena. “É duro, desgasta quando você vê a condição dos animais. Tem vezes que você nem pode oferecer para alguém, você fica com ele (o animal) na sua casa, trata, cuida até ele ficar saudável de novo”, diz

Segundo ele, cuidar de um animal e vê-lo progredir é o melhor presente do mundo. “Você vê aquele ser que está ali olhando para você e pedindo ajuda e de repente ele está bem, alegre, saudável, passeando. É muito gostoso, faz bem para o coração, faz bem fazer bem”, conclui.

Vereador propõe a proibição da venda de cães e gatos em SP

Foto: Pixabay

O vereador Celso Giannazi (PSOL) está pedindo apoio ao Projeto de Lei 115/2019, que visa proibir o comércio de animais de estimação em estabelecimentos comerciais em São Paulo.

“Esse projeto é um passo em direção a uma sociedade que respeite os direitos dos animais, especialmente desses que tanto nos acompanham. As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração, não são mercadorias, e adotar é um ato de amor”, justifica Giannazi.

Por meio do projeto, o vereador estabelece normas gerais sobre a proibição da comercialização de animais de estimação na capital paulista. “Expostos como mercadorias em vitrines, eles são alienados do convívio familiar e social, além de sofrerem abusos e maus-tratos. São inúmeras as denúncias, como o confinamento em jaulas ou locais pequenos e abafados”, aponta.

Para apoiar o PL 115/2019, assine o abaixo assinado – clique aqui.

Homem é denunciado por envenenamento de animais em Sinop (MT)

Um homem foi denunciado por envenenar e matar cachorros e gatos em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. Os crimes aconteceram no bairro Jardim Celeste e a denúncia foi feita por uma jovem.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Um boletim de ocorrência foi registrado em uma delegacia na última segunda-feira (1º). Segundo a denúncia, uma onda de envenenamento de animais tem ocorrido na região há alguns meses.

Os últimos casos de envenenamento levaram cinco cachorros a morte. Outro cão também foi envenenado, mas conseguiu sobreviver. As informações são do portal G1.

De acordo com a denúncia, o homem matou um gato de um vizinho no último dia 29 e, no dia seguinte, envenenou um cachorro, que também não resistiu ao veneno e morreu.

Relatos indicam que o homem teria falado que não gosta de animais e comentado que matava cães e gatos a tiros em uma cidade onde morou.

O boletim de ocorrência não informa se o denunciado foi procurado para prestar depoimento. O caso será investigado pela polícia.

Cientistas abandonam projeto que resultou na morte de milhares de gatos nos EUA

Desde 1982, o departamento vinha infectando gatos com toxoplasmose (Acervo: Alley Cat Rescue)

Cientistas do laboratório de Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciaram hoje que estão desistindo de um programa de pesquisa que custou a morte de milhares de gatos.

Desde 1982, o departamento vinha infectando gatos com toxoplasmose, como parte de um projeto que supostamente alegava combater doenças transmitidas por meio de alimentos.

Porém, a decisão só veio à tona depois que a NBC News revelou em uma reportagem que os cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola estavam comprando cães e gatos no mercado de carne asiática para usá-los como cobaias e sacrificá-los em um laboratório em Maryland.

Diante da repercussão, o Departamento de Agricultura disse que sua “pesquisa de toxoplasmose com animais foi descontinuada e não será restabelecida”. O senador do partido Democrata Jeff Merkley, do Oregon, qualificou as experiências extremamente perturbadoras.

O parlamentar também destacou que o departamento tomou a decisão correta. Ao longo dos anos, mais de três mil gatos foram mortos no projeto e mais de 22 milhões de dólares foram gastos.

Segundo o Serviço de Pesquisa Agrícola, nenhum gato foi sacrificado ou infectado com patógenos de toxoplasmose desde setembro do ano passado, e que os 14 gatos que continuam no laboratório serão enviados para adoção.