População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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Caçador tira fotos ao lado dos cadáveres de animais ameaçados de extinção

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Além de caçador, Carl Knight, de 45 anos, é dono de uma empresa de “turismo” que recebe hóspedes e proporciona caçadas a animais em extinção lucrando em cima da morte de elefantes, girafas, leões, leopardos, rinocerontes, crocodilos e demais espécies.

Acredita-se que ele seja o único caçador britânico conhecido por matar pelo menos um de cada espécie de animal em extinção pertencente ao grupo conhecido como “Big Five” (Cinco Grandes) da África.

Assim como leopardos e elefantes, Knight admite orgulhoso ter matado rinocerontes e búfalos ameaçados de extinção – cuja população está em declínio.

O leão, o leopardo e o elefante africanos são todos classificados como vulneráveis – enquanto o rinoceronte negro está criticamente em perigo segundo da classificação da IUCN.

Ativistas dizem que ele é o único caçador britânico a ter completado a lista de animais “Dangerous Seven” – que inclui ainda crocodilos e hipopótamos.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Surrey que é nascido Knight (Reino Unido) foi acusado esta semana de ajudar a conduzir “espécies ameaçadas ao extermínio”, relatou o Mirror.

Crise da extinção

A Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu disse que, em face de uma “crise de extinção”, matar animais por diversão era “um dos últimos males sociais”.

A indignação vem em seguida ao evento parlamentar na quarta-feira (03) no Reino Unido, que é um dos maiores importador de troféus de caça junto com os Estados Unidos, pedindo novas leis contra a indústria de troféus.

Knight, que é pai de dois filhos, insiste que ele e seus clientes ricos estão ajudando a salvar espécies em risco, caçando animais para se divertir.

Ele disse no site da empresa Take Aim Safaris que participou de mais de 400 caçadas na África.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Em uma foto, Knight, que vive hoje em Johanesburgo, é visto posando ao lado do corpo de um leão morto.

Outra foto mostra Knight com dois homens agachados atrás de um cadáver de leopardo – enquanto um terceiro é visto segurando sua arma ao lado de um elefante do sexo masculino morto.

Ele supostamente cobra até £ 30.000 para ajudar clientes ricos a rastrear feras em viagens pela África do Sul, Zimbábue e Namíbia.

Os “hóspedes” ficam em alojamentos luxuosos de cinco estrelas e podem até caçar rinocerontes, chitas, girafas, zebras e macacos.

E Knight se orgulha de seus assassinatos: “Eu tenho caçado os Big Five e Dangerous Seven como um cliente, a maioria das espécies desses grupos algumas vezes, sem mencionar os guiá-los muitas vezes mais”

Seu catálogo on-line acrescenta que os hóspedes podem “relaxar com um copo de vinho”, enquanto suas mortes são “preparadas profissionalmente pelo taxidermista”.

Matança patrocinada

Eduardo Gonçalves, da Campaign To Ban Trophy Hunting (Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu), criticou ferozmente o negócio do caçador que ele diz estar “encharcado de sangue”.

Ele disse ao Mirror: “Knight não só mata animais selvagens raros por diversão, ele faz milhares de dólares dessas expedições doentias. Ele está literalmente fazendo uma matança patrocinada.

“As pessoas no Reino Unido ficarão com o coração partido ao saber que ele organiza caças de chitas, e indignados ao entender ele ganha a vida ajudando a matar rinocerontes ameaçados de extinção”.

“Knight organiza caçadas para matar girafas e zebras e guia os caçadores para atirarem em macacos, avestruzes e porcos-espinhos”.

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Com pureza e profundidade os animais respondem ao amor independente do sexo

Foto: littlethings

Foto: littlethings

O Dia Internacional do Orgulho LGBTI (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo) é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo. A data foi escolhida com base nos acontecimentos que se desenrolaram no bar gay Stonewall Inn, em Nova York em 1969.

Ali o primeiro grito de revolta contra a intolerância à comunidade LGBTI foi dado, com pessoas se reunindo e opondo-se à repressão policial num confronto direto entre a população e as autoridades.

Mas não são só os seres humanos formam casais homoafetivos, no reino animal esta orientação não é rara e é tratada com naturalidade nas espécies.

A formação de pares do mesmo sexo no reino animal é frequente. Estudos sugerem que cerca de 1.500 espécies de animais são conhecidas por se unir a companheiros do mesmo sexo. Conheça dez belos exemplos de espécies de animais que fazem parte da gigantesca família LGBTI do reino animal:

Girafas

Foto: Imago/Nature Picture Library

Foto: Imago/Nature Picture Library

Entre as girafas, há mais atividade sexual com casais do mesmo sexo do que do sexo oposto. De fato, estudos dizem que as relações entre indivíduos do mesmo sexo é responsável por mais de 90% de toda a atividade sexual observada em girafas. E essas belas criaturas não vão direto ao assunto. Girafas machos sabem flertar, primeiro se esfregando – isto é, esfregando suavemente o pescoço ao longo do corpo do outro. Essas preliminares podem durar até uma hora.

Golfinho-nariz-de-garrafa

Foto: Picture-Alliance/Mary Evans Picture Library

Foto: Picture-Alliance/Mary Evans Picture Library

Os golfinhos-nariz-de garrafa do sexo feminino e masculino exibem comportamento homossexual, incluindo movimentos em que um golfinho estimula o outro com o focinho. No mundo dos golfinhos a atividade homossexual ocorre com aproximadamente a mesma freqüência que a heterossexual. Os golfinhos-nariz-de-garrafa são geralmente bissexuais – mas passam por períodos exclusivamente homossexuais.

Leões

Foto: Artis/R. Van Weren

Foto: Artis/R. Van Weren

A homossexualidade é comum entre os leões também. Dois a quatro leões do sexo masculino geralmente formam o que é conhecido como uma “coalizão”, onde eles agem em conjunto para cortejar as leoas.

Eles dependem uns dos outros para afastar outras coalizões. Para garantir a lealdade, os leões fortalecem o vínculo entre eles fazendo sexo uns com os outros. Muitos pesquisadores referem-se a esse comportamento como o clássico “bromance” em vez de formação de pares homossexuais.

Bisões

Foto: Imago/Nature Picture Library

Foto: Imago/Nature Picture Library

O sexo entre os bisões machos é mais comum que a relação heterossexual. Isso porque os bisões do sexo femininos só se acasalam com machos uma vez por ano. Durante a época de acasalamento, os machos que sentem desejo se envolvem em atividades do mesmo sexo várias vezes ao dia. E assim, mais de 50% das relações entre jovens bisões masculinos acontece entre o mesmo sexo.

Macacos

Foto: Picture-Alliance/Robert Harding

Foto: Picture-Alliance/Robert Harding

Tanto os macacos do sexo masculino quanto os do sexo feminino praticam atividades com indivíduos do mesmo sexo. Mas enquanto os machos geralmente só o fazem por uma noite, as fêmeas formam fortes laços entre si e geralmente são monogâmicas. Em algumas populações de macacos, o comportamento homossexual entre as mulheres não é apenas comum, mas a norma. Quando não estão se relacionando sexualmente, essas fêmeas ficam juntas para dormir e se proteger, e se defendem de inimigos externos.

Albatroz

Foto: Imago/Mint Images

Foto: Imago/Mint Images

O albatroz de Layson, que nidifica no Havaí, é conhecido por seu grande número de parcerias homossexuais. Cerca de 30% dos casais na ilha de Oahu são compostos de duas mulheres. Eles são monogâmicos e geralmente permanecem juntos por toda a vida – o que leva dois pais do mesmo sexo a criar um filhote com sucesso. Os filhotes geralmente são criados por aves do sexo masculino que já estão comprometidos em outro relacionamento.

Bonobos

Foto: Picture-Alliance/R. Lanting

Foto: Picture-Alliance/R. Lanting

Os bonobos são considerados os parentes vivos mais próximos dos seres humanos e são conhecidos por buscar prazer sexual. Eles tem ralações sexuais freqüentemente, inclusive com o mesmo sexo. Esses primatas o fazem por prazer – mas também para se unirem, subir na escala social e reduzir a tensão. Cerca de dois terços das atividades homossexuais acontecem entre as mulheres da espécie, mas os homens também desfrutam de prazer sexual um com o outro.

Cisnes

Foto: Sputnik/Владимир Вяткин

Foto: Sputnik/Владимир Вяткин

Como muitos pássaros, os cisnes são monogâmicos e ficam com um parceiro por anos. Muitos deles escolhem um parceiro do mesmo sexo. De fato, cerca de 20% dos casais de cisnes são homossexuais – e eles geralmente criam famílias juntos. Às vezes, um cisne em um casal masculino terá relações com uma fêmea, e então a abandonará assim que ela colocar uma ninhada de ovos. Em outros casos, eles adotam ovos abandonados.

Morsas

Foto: Imago/Nature n Stock

Foto: Imago/Nature n Stock

As morsas do sexo masculino só atingem a maturidade sexual aos 4 anos de idade. Até lá, são quase exclusivamente gays. Quando atingem a maturidade, a maioria dos homens da espécie é bissexual e tem relações sexuais com as fêmeas durante a época de reprodução – enquanto faz sexo com outros machos no resto do ano. Não é apenas sexo gay – os machos também se abraçam e dormem perto um do outro na água.

Ovelhas

Foto: Getty Images/M.Cardy

Foto: Getty Images/M.Cardy

Estudos sugerem que até 8% dos indivíduos do sexo masculino em rebanhos de ovelhas preferem outros machos, mesmo quando há fêmeas férteis estão por perto. No entanto, isso ocorre apenas entre ovelhas domésticas. Estudos descobriram que essas ovelhas homossexuais têm uma estrutura cerebral diferente de suas contrapartes heterossexuais e liberam menos hormônios sexuais.

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Caçadora que postou foto com girafa morta se gaba de ter caçado o “delicioso” animal

Foto: Facebook

Foto: Facebook

Além de matar, tirar uma foto sorrindo ao lado do cadáver do animal e postar imagem de forma desrespeitosa no Facebook, se gabando do feito – e causando revolta nas redes sociais – a caçadora americana responsável pela morte da girafa idosa em um “safari dos sonhos”, disse que estava orgulhosa de ter caçado o animal, que ela afirmou ser “delicioso” de se comer.

A texana Tess Talley, de 38 anos, provocou uma onda de revolta on line no verão passado, quando postou os registros fotográficos de seus atos covardes durante uma viagem de caça no ano anterior na África do Sul.

“As orações pela minha caçada dos sonhos fizeram com que ela se tornasse realidade hoje” ela escreveu ao lado da imagem. – “Vi essa imensa girafa negra e a persegui por um bom tempo. Eu sabia que era a único. Ela tinha mais de 18 anos, 4.000 libras (quase 2 mil kg) e fui abençoado por poder extrair 2.000 (cerca de 900 kg libras) de carne dela”.

Tallley recentemente defendeu ainda mais suas ações, aparecendo na rede de televisão americana CBS para dizer que caçadores como ela contribuem para a preservação a longo prazo dos animais, gerenciando populações e financiando a conservação da vida selvagem. Ela também disse que a girafa macho idosa, cuja pele ela tinha usado para fazer capas de almofada e um estojo de rifle, era deliciosa de se comer.

“É um hobby, é algo que adoro fazer. Tenho orgulho de caçar. E eu tenho orgulho de ter matado dessa girafa”, disse ela, dizendo que a caça da girafa era um desejo antigo.
Quando foi questionada por estar claramente sorrindo nas imagens que ela postou com o animal, ela disse: “Você faz o que gosta de fazer. É alegria. Se você não ama o que faz, não vai continuar a fazer isso”.

Ela confessou ainda que embora gostasse de caçar, sentia uma pontada de remorso.

Mostrando completa alienação ou apreço pelo valor da vida da girafa a caçadora diz: “Todo mundo acha que a parte mais fácil é puxar o gatilho. E não é”, ela disse. “Essa é a parte mais difícil. Mas você ganha muito respeito e muito apreço pelo animal porque sabe o que esse animal está passando. Eles são colocados aqui para nós. Nós os pegamos, nós os comemos”.

Em um comunicado, Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International, disse: “A caça ao troféu da girafa mostra um desrespeito absoluto e arrogante pelo status ameaçado de uma espécie icônica.

“Uma estimativa de 2015 descobriu que menos de 100 mil girafas permanecem em estado selvagem na África, e nossa investigação de 2018 revelou que quase 4 mil troféus derivados de girafas foram importados para os EUA na última década.”

Ela disse que as girafas estão enfrentando “uma série de ameaças, incluindo a caça e a fragmentação de habitats”.

Ela acrescentou: “O péssimo estado de conservação jamais poderia ser agravado pelo horror dos caçadores de troféus empenhados em matar esses animais ameaçados por troféus insensatos e macabros”.

A presidente da PETA, Ingrid Newkirk, afirmou que caçadores de troféus como Talley tinham “buracos onde seus corações deveriam estar e uma conexão de empatia faltando em sua conexão cerebral”.

“Com oportunidades ilimitadas para diversão, fala-se muito que este pequeno subgrupo da população humana se diverte em tirar a vida de outros seres que não pedem nada da vida, além da chance de viver em paz”, disse ela ao The Independent.

“Essas tentativas desses seres humanos insensíveis de ceder sua sede de sangue em alegações ridículas de conservação (ênfase no engodo) dizem ainda mais sobre suas personalidades vazias”.

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Visitante joga maços de dinheiro para alimentar girafas em zoo

Câmeras flagram cédulas de dinheiro no cativeiro das girafas | Foto: Yunnan Wildlife Park

Câmeras flagram cédulas de dinheiro no cativeiro das girafas | Foto: Yunnan Wildlife Park

Girafas são animais selvagens, naturais das savanas africanas, belas, esbeltas e únicas, esses animais peculiares carregam o status de seres mais altos do planeta, podendo chegar a medir 6 metros de altura (aproximadamente o correspondente a uma casa de dois andares).

Acostumadas à liberdade e a percorrem grades extensões de terra em seus habitats naturais esses animais podem atingir a velocidade de 56 km/h ao correr de predadores.

Dada sua natureza social e suas longas pernas, esses animais sofrem terrivelmente sendo mantidos em cativeiro onde os ambientes são limitados e eles nada mais fazem que servir de atração para seres humanos omissos.

Além da perda de liberdade as girafas ficam expostas a uma série de riscos, muitas vezes inesperados e cruéis que acabam levando-as a morte como sacolas de plástico jogadas nos ambientes em que elas ficam presas ou alimentos que não combinam com sua alimentação e podem lhes fazer mal.

Há ainda casos mais grotescos e assustadores como o que ocorreu neste zoológico chinês onde um visitante do local tentou alimentar várias girafas com dinheiro jogando maços de notas em seus cativeiros.

Foram os guardas e os funcionários responsáveis pela manutenção dos animais do Yunnan Wildlife Park que notaram um grande número de cédulas no chão do cercado de girafas quando foram fazer a limpeza do local de manhã.

Ao notarem a presença do material estranho aos animais , eles rapidamente levaram as girafas para longe do local onde estavam as cédulas antes que elas pudessem pegar as numerosas notas de papel, que somadas chegaram a quase 10.000 yuanes (aproximadamente 6 mil reais), de acordo com informações do zoológico.

Nenhuma girafa ficou ferida como resultado do gesto absurdo, disse o zoológico em uma declaração publicada nas mídias sociais. O parque também divulgou imagens de trabalhadores limpando o dinheiro do chão no cativeiro dos animais.

O zoológico suspeita que as notas tenham sido jogadas por visitantes ricos que queriam oferecer comida para as girafas.

O Parque de Vida Selvagem de Yunnan, local do ocorrido, está situado em Kunming, a capital da província de Yunnan, no sul da China.

Foto: Yunnan Wildlife Park

Foto: Yunnan Wildlife Park

O parque importou mais de 30 girafas desde 2013 e elas são amplamente exploradas desde então, distantes de seus lares e como atrações principais do zoológico.

Depois de analisar as imagens das câmeras de vigilância, a gerência disse que o culpado havia jogado o dinheiro de um ponto cego do equipamento de filmagem, portanto, eles não tinham como rastreá-lo ou saber a aparência do criminoso.

O zoológico afirma na declaração que no momento esta procurando a pessoa para devolver o dinheiro.

O parque alertou o público contra dar “coisas estranhas” aos animais no mesmo comunicado.

Faz-se desnecessário e redundante ressaltar que esse tipo de exposição e riscos desnecessários jamais ocorreriam se os animais estivessem na natureza, de onde jamais deveriam ter sido tiradas.

Esta não é a primeira vez que animais mantidos presos no zoológico foram vítimas de abuso pelo público.

Os outros eventos nefastos consequências mais sérias. Em 2016, dois pavões morreram em decorrência de trauma e choque com apenas dias de diferença entre um e outro, depois que turistas os retiraram de seus recintos para tirar fotos com eles e arrancaram suas penas “como recordação”. A agressão ocorreu em duas ocasiões diferentes.

Em outros locais da China, girafas morreram em zoológicos em Xangai e Wuxi depois de comerem sacolas plásticas oferecidas pelos visitantes.

Foto: Yunnan Wildlife Park

Foto: Yunnan Wildlife Park

Três anos atrás, trabalhadores do zoológico de Wuxi fizeram uma escultura gigante usando o corpo preservado da girafa que morreu ao comer plástico para alertar o público contra a alimentação de animais.

Animais que vivem em cativeiro sofrem de distúrbios nervosos já catalogados pela medicina veterinária. Zoocoses são desequilíbrios sintomáticos que fazem com que o animal se auto mutile, adquira comportamentos repetitivos e sem finalidade, como bater a cabeça contra as paredes do cativeiro ou a famosa e triste, “dança dos elefantes”, em que os animais ficam se movendo sem para e sem sair do mesmo local, apenas trocando o peso de uma pata para outra.

Todos esses comportamentos são sintomas de sofrimento mental e cedo ou tarde resultam na morte ou na incapacidade total desses animais.

Risco de Extinção

Populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Um grupo de 30 estados africanos preocupados com a situação está fazendo pressão para que as girafas recebam proteção especial sob o CITES, um tratado internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas de extinção.

Os membros da Coalizão de Elefantes Africanos – incluindo estados de ocupação de girafas, como Quênia, Chade e Níger – estão pedindo à UE que apoie sua proposta.

Abba Sonko, líder das atividades da CITES na coalizão representando o Senegal, disse que um item (apêndice II) da regulamentação já estabeleceria “o tão necessário controle” sobre o comércio internacional de produtos de girafa.

“Queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a proteger as girafas em nossos países e impedir a extinção da espécie”, disse ele. “A extinção das girafas já se tornou uma realidade no Senegal, infelizmente.”

Do jeito que está, o grupo não deve convencer a maioria necessária de dois terços na próxima reunião da CITES em maio para apoiar o movimento, mas o apoio do bloco europeu pode fazer a campanha ganhar força.

“A EU (União Europeia) é um influenciador de peso para que qualquer proposta seja aprovada”, disse o especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional, Adam Peyman, que apoia a proposta.

A classificação da CITES não significa uma proibição total do comércio de produtos de girafa, mas permitiria que as autoridades rastreassem seus movimentos e garantissem que eles não estivessem contribuindo para o declínio das populações selvagens.

Até agora, a relutância da UE em apoiar a medida baseia-se, em parte, na falta de apoio de todos os países africanos e no fato de que o comércio de partes de girafas geralmente se origina em nações onde as populações são relativamente estáveis.

No entanto, a HSI disse que há evidências de produtos de girafas sendo transferidos de países com baixa população (de girafas) para países com população elevada antes de serem enviados para mercados estrangeiros.

Durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

Ao contrário de outros produtos exóticos, como o marfim – que tem sido objeto de proibições muito rigorosas no Reino Unido e na UE – os ossos e a pele de girafa não estão sujeitos a controle.

“A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”, disse Peyman.

Governo dos EUA vai avaliar inclusão de girafas em lista de espécies ameaçadas

A US Fish and Wildlife Service, um departamento do governo dos Estados Unidos, atendeu a um pedido feito durante dois anos por ONGs ambientais e anunciou que irá revisar uma petição de 2017 para avaliar se as girafas devem ser incluídas na lista da Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

Foto: Pixabay

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

O processo de revisão deve durar cerca de 12 meses. O departamento realizará também consultas públicas. As informações são da revista Galileu.

Estimativas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) indicam que a população de girafas diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016.

Adam Peyman, do Humane Society International, explica que os Estados Unidos não possui quase nenhuma restrição à importação de produtos originários da caça e da exploração de girafas. Caso a Lei de Espécies Ameaçadas começasse a proteger essa espécie, a importação seria dificultada.

De 2006 até 2015, foram importadas para os Estados Unidos, mortas ou vivas, 39.516 girafas. Fazem parte desse número 21.402 esculturas ósseas, aproximadamente 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

Processo judicial pede a inclusão das girafas na lei americana de proteção às espécies ameaçadas

Foi preciso que grupos de conservação entrassem com uma ação judicial, para que o governo americano considerasse incluir as girafas na lista de espécies protegidas pela lei americana. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou ontem (25) que a espécie pode se qualificar para proteção sob a Lei de Espécies em Perigo (Endangered Species Act) da América.

O processo de 2018, foi elaborado em conjunto pelo Centro de Diversidade Biológica, Humane Society International, Humane Society dos Estados Unidos e Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, busca uma resposta à sua petição legal de abril de 2017 para a proteção das girafas na Endangered Species Act (ESA, na sigla em inglês).

A espécie está gravemente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, aumento populacional humano e caça, assim como pelo comércio internacional de esculturas, peles e troféus de ossos de girafas.

De acordo com as informações no processo, os Estados Unidos representam um enorme mercado para partes de girafas com mais de 21.400 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça importados na última década.

Limitar a importação e o comércio nos EUA proporcionaria às girafas proteções importantes, e um lugar na lista da ESA (Endangered Species Act) também ajudaria a fornecer financiamento essencial para o trabalho de conservação na África.

“Só os EUA, importam em média mais de um troféu de girafa por dia, e milhares de peças desses animais são vendidas internamente a cada ano”, disse Anna Frostic, advogada da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International. “O governo federal deve agora avaliar rapidamente o papel que estamos desempenhando no declínio da espécie e como podemos trabalhar para salvar esses animais únicos.”

A população de girafas da África despencou quase 40% nos últimos 30 anos. Atualmente, são apenas cerca de 97 mil indivíduos.

“Este é um grande passo para proteger as girafas do uso crescente de seus ossos pelos fabricantes de armas e facões dos EUA”, disse Tanya Sanerib, diretora jurídica internacional do Center for Biological Diversity, em comunicado. “É repugnante que tenha sido necessário um processo para levar a administração Trump a agir. Salvar da extinção todos os animais deveria ser a decisão mais fácil do mundo”.

Com menos girafas do que elefantes restando na África, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), elevou o nível de ameaça das girafas de “menos preocupante” para “vulnerável” em sua “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” em 2016. Essa descoberta foi confirmada em 2018 juntamente com uma avaliação do status de “criticamente ameaçada” de duas subespécies de girafa e uma avaliação de “ameaçada” para outra.

“Os Estados Unidos há muito tempo são cúmplices no comércio de peças de girafas, então é hora do governo federal fazer algo para ajudar na preservação dessa espécie”, disse Elly Pepper, da NRDC. “O país tomou medidas para ajudar a limitar o comércio de numerosas espécies em perigo. Infelizmente, agora é hora de agir para garantir que as girafas permaneçam no planeta. Elas precisam das proteções da Lei de Espécies Ameaçadas e precisam delas agora”.

Conhecidas por seus pescoços de dois metros de comprimento, padrões de estampa na pele distintos e longos cílios, as girafas atraem a atenção humana há séculos. Novas pesquisas revelaram recentemente que elas vivem em sociedades complexas, muito parecidas com as em que vivem os elefantes, e têm características fisiológicas únicas, incluindo a pressão sanguínea mais alta de qualquer mamífero terrestre.

A IUCN atualmente reconhece uma espécie de girafas e nove subespécies: África Ocidental, Cordofão, Núbio, reticulado, Masai, Thornicroft, Rothchild, Angolano e Sul-Africano. A petição legal pede que toda a espécie seja protegida.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem 12 meses para decidir se a listagem das girafas na Lei de Espécies em Perigo está garantida.

Em menor número e menos protegidas que os elefantes, girafas são dizimadas pelos caçadores

Foto: Aryanna Gourdin/Facebook

Foto: Aryanna Gourdin/Facebook

Belas, esbeltas e únicas, as girafas carregam o status de animais mais altos do planeta, podendo chegar a medir 6 metros de altura (aproximadamente o correspondente a uma casa de dois andares).

A estampa original com manchas em tons ocre de sua pele causa cobiça em olhos vaidosos, assim como seu porte e beleza despertam o desejo doentio de matar (e de documentar) de alguns caçadores de troféus.

Correndo o risco de desaparecer em breve, esse magnífico animal tem sido vítima de interesses maliciosos, graças a uma brecha irresponsável, mas real e muito utilizada, nas leis de caça aos troféus.

Partes do corpo de girafas tem sido comercializadas para serem transformadas em bolsas, tapetes e até pulseiras – facilmente encontradas à venda no Reino Unido, na Europa e no mundo todo.

Apesar de estar na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, com cerca de apenas 97 mil sobreviventes da espécie, essas criaturas soberanas, ainda estão sendo mortas por um esporte hediondo em que caçadores sanguinários posam ao lado de seus corpos sem vida para tirar selfies e divulgar nas redes sociais.

Como resultado, os números de populações do mamífero mais alto do mundo, despencaram cerca de 40% nas últimas três décadas, mas há pouca consciência de sua situação real.

Atualmente há menos girafas do que elefantes na África – uma espécie quase destruída graças ao tráfico de animais e a caça.

Embora existam várias razões para o seu declínio, incluindo a perda de habitat, doenças e caça para comércio de sua carne, o aumento alarmante de caçadores de troféus, especialmente vindos dos EUA, pode acabar com a espécie definitivamente.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) permite que as girafas sejam mortas indiscriminadamente, e seus corpo (ou partes dele, como cabeça e patas) exportadas como troféus.

Ironicamente, os Estados Unidos é o único país em que os dados de importação estão disponíveis, revelando que quase 40 mil “itens” de girafas foram enviados para lá – incluindo animais vivos.

Os caçadores auto-intitulados “turistas” entram armados pela selva, matando os animais por prazer, o que causa repugnância, e a situação é ainda mais grave se for levada em consideração o status da espécie de ameaçada, segundo informações do jornal The Mirror.

Mas tudo isso pode mudar dependendo do resultado de uma reunião da CITES em Colombo, no Sri Lanka, marcada para ocorrer em maio.

Os principais estados africanos de querem proibir o comércio internacional de produtos derivados de girafas se uniram para pedir ao CITES que inclua o animal em suas leis de proteção.

Este deve ser o ponto de virada para o início reversão no declínio dos números da espécie, mas a proposta tem poucas chances de sucesso sem o apoio do bloco de votação da UE – que até agora tem hesitado em apoiá-lo.

A Grã-Bretanha possui a posição ideal para assumir a liderança do pleito, com uma longa história de apoio ao bem-estar e conservação dos animais.

Será interessante ver se Michael Gove (secretário de estado do meio ambiente, alimentação e assuntos rurais do bloco) tomará posição e se unirá às nações africanas para garantir que as girafas estejam melhor protegidas, comenta o jornal do Reino Unido.

Banir esses produtos feitos de partes de girafas é um ato de responsabilidade para com essa espécie indefesa parante os interesses que movem o mercado paralelo de tráfico de animais. Se medidas urgentes não forem tomadas, logo não fará mais diferença proibir o comércio desses itens pois as girafas não mais existirão no planeta.

Celebridades se unem para pedir proteção para as girafas contra o tráfico de animais selvagens

Robert Muckley/Getty Images

Robert Muckley/Getty Images

Uma lista de celebridades escreveu ao comissário de meio ambiente da União Europeia, Karmenu Vella, pedindo a ele que apoie a proposta das nações africanas para proteger as girafas, espécie sem cobertura legal pela CITES e que teve uma queda significativa nos números das populações.

Entre as celebridades que assinam a carta aberta estão Alesha Dixon, Martin Clunes OBE, Deborah Meaden, Anneka Rice, Susan George, Virginia McKenna OBE, Brian Blessed OBE, Fiona Shaw CBE, Steve Backshall e Lucy Watson.

As populações de girafas diminuíram em até 40% nos últimos 30 anos. A proposta será discutida em uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES) em Colombo no Sri Lanka, a partir do final de maio, mas tem poucas chances de sucesso sem o apoio do bloco votante da UE.

Na carta aberta que foi assinada também pela Fundação Born Free, Humane Society International, Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, Pro Wildlife, Animal Defenders International, Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Centro de Diversidade Biológica, Animal Welfare Institute e Avaaz, as estrelas pedem à comissão da UE que “estique o pescoço um pouco mais pelas a girafas”, apoiando a inclusão da espécie no Apêndice II da CITES.

A carta diz: “O mamífero mais alto do mundo é amado por muitos por sua beleza e graça. Esses gigantes gentis são ícones da savana africana, e toda criança sabe que ´G´ é de girafa. Mas, infelizmente, esta espécie icônica está sofrendo uma ´extinção silenciosa´ porque poucos estão cientes da situação. As populações de girafas diminuíram aproximadamente 40% nos últimos 30 anos. Se não agirmos rapidamente, a girafa poderá desaparecer para sempre”.

A proposta foi apresentada pela República Centro-Africana, Chade, Quênia, Mali, Níger e Senegal, e é apoiada também pelos 32 membros da nação africana pertencentes a Coalizão do Elefante Africano, que divulgou uma declaração mês passado reconhecendo o declínio das populações de girafas. Uma petição da Avaaz também recebeu 1,3 milhão de assinaturas de apoio de pessoas do todo o mundo.

Segundo o Center for Biological Diversity os cientistas rotularam a situação das girafas como uma “extinção silenciosa” devido à falta de atenção e apoio que a espécie está recebendo. Assegurar o apoio do bloco de votação dos Estados-Membros da UE é fundamental para a proposta da girafa ter sucesso, mas até agora a UE tem hesitado em apoiar a proposta. Os representantes da UE devem se reunir e concordar com a sua posição sobre esta e outras propostas em 28 de março, então as celebridades e grupos em pros dos direitos animais vão se unir para aumentar o seu apelo à UE para agir.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora da The Born Free Foundation, disse: “Os itens triviais como alças de bolsas de ossos de girafas, uma capa da Bíblia feita do mesmo material, um pé de girafa como ornamento, deveriam ser objetos de vergonha. O mundo realmente enlouqueceu se as pessoas valorizassem mais isso do que as belas criaturas vivas que desempenham um papel vital na sobrevivência da savana africana. Os animais sofrem e sentem dor como nós – ou não nos importamos?”.

A cantora Alesha Dixon disse: “Me entristece pensar que nossos filhos ou netos possam crescer em um mundo sem girafas, então espero que os formuladores de políticas façam a coisa certa e apoiem a proposta de proteger esta bela espécie.”

Enquanto as populações de girafas continuam a diminuir, a espécie tornou-se comum no tráfico da vida selvagem. Um relatório da Humane Society International mostra que os Estados Unidos importaram cerca de 40 mil exemplares de itens de girafas entre 2006 e 2015, como troféus de caça, peças de decoração e cabos de facas, além de grandes carregamentos de animais vivos. A UE é também é um consumidor ativo dos produtos girafa, pesquisas online detalhadas na proposta, registram mais de 300 produtos de girafa a venda por vendedores de sete países da União Europeia: Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha e Reino Unido.

A proposta procura dar às girafas proteções que ao menos controlem o comércio internacional da espécie que atualmente esta desprotegidas. Uma listagem no Apêndice II da CITES exigiria que países exportadores provassem que espécimes de girafas foram legalmente obtidos e que a exportação não é prejudicial à sobrevivência da espécie. Além disso, a listagem forneceria aos pesquisadores e governos dados importantes para rastrear o comércio de girafas em todo o mundo, segundo o Center for Biological Diversity.

Populações de girafas caem cerca de 40% na África

Foto: AP Photo/Michael Probst

Foto: AP Photo/Michael Probst

Medidas urgentes são necessárias em caráter de urgência em relação ao comércio internacional de ossos e pele de girafa, de acordo com uma coalizão de países africanos.

Populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Um grupo de 30 estados africanos preocupados com a situação está fazendo pressão para que as girafas recebam proteção especial sob o CITES, um tratado internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas de extinção.

Os membros da Coalizão de Elefantes Africanos – incluindo estados de ocupação de girafas, como Quênia, Chade e Níger – estão pedindo à UE que apoie sua proposta.

Abba Sonko, líder das atividades da CITES na coalizão representando o Senegal, disse que um item (apêndice II) da regulamentação já estabeleceria “o tão necessário controle” sobre o comércio internacional de produtos de girafa.

“Queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a proteger as girafas em nossos países e impedir a extinção da espécie”, disse ele. “A extinção das girafas já se tornou uma realidade no Senegal, infelizmente.”

Do jeito que está, o grupo não deve convencer a maioria necessária de dois terços na próxima reunião da CITES em maio para apoiar o movimento, mas o apoio do bloco europeu pode fazer a campanha ganhar força.

“A EU (União Europeia) é um influenciador de peso para que qualquer proposta seja aprovada”, disse o especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional, Adam Peyman, que apoia a proposta.

A classificação da CITES não significa uma proibição total do comércio de produtos de girafa, mas permitiria que as autoridades rastreassem seus movimentos e garantissem que eles não estivessem contribuindo para o declínio das populações selvagens.

Até agora, a relutância da UE em apoiar a medida baseia-se, em parte, na falta de apoio de todos os países africanos e no fato de que o comércio de partes de girafas geralmente se origina em nações onde as populações são relativamente estáveis.

No entanto, a HSI disse que há evidências de produtos de girafas sendo transferidos de países com baixa população (de girafas) para países com população elevada antes de serem enviados para mercados estrangeiros.

Durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

Ao contrário de outros produtos exóticos, como o marfim – que tem sido objeto de proibições muito rigorosas no Reino Unido e na UE – os ossos e a pele de girafa não estão sujeitos a controle.

“A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”, disse Peyman.

A Comissão Europeia e os estados membros estão avaliando seu apoio potencial à proposta, com um prazo estabelecido para o final de março.