Instagram emite avisos de crueldade em publicações relacionadas a aquário em Dubai

Por Rafaela Damasceno

O Instagram começou a emitir um alerta para os usuários que acessam conteúdo sobre a Dubai Dolphinarium, avisando que as publicações podem conter crueldade contra os animais.

Dois golfinhos saltando em um tanque

Foto: Paulo Vecina / The National

A atração popular de Dubai foi alvo de protestos recentemente, após imagens de uma mulher sentada nas costas de um golfinho no chão de uma piscina serem divulgadas. O governo de Dubai declarou estar investigando o ocorrido.

“Abuso e venda de animais em extinção, ou suas partes, não são permitidos no Instagram”, dizia o aviso sempre que alguém procurava a #dubaidolphinarium. “Você está procurando uma hashtag que pode estar associada com postagens que encorajam comportamentos prejudiciais aos animais ou ao meio ambiente”.

Esse esquema foi introduzido à rede social em 2017, passando a impedir que os usuários vissem imediatamente as postagens que possam conter abuso de animais ou contra o meio ambiente. O aviso permite que os usuários escolham cancelar a pesquisa da hashtag, saber mais sobre a política de preservação animal do Instagram ou continuar a exibir as publicações possivelmente ofensivas.

“Encorajamos todos a serem responsáveis com o meio ambiente e cuidadosos em interações com animais selvagens, para ajudar a evitar a exploração”, comunicou o Instagram.

O vídeo divulgado levou diversas pessoas a criticarem o comportamento da mulher e protestarem a favor dos animais.

“Se as pessoas fossem mais informadas sobre o que os animais são, sua biologia, sua vida social, capacidade de entender e sentir, tenho certeza que se comportariam de maneira diferente”, afirmou Ada Natoli, bióloga e fundadora do Projeto Golfinho, que liderou os protestos contra o Dubai Dolphinarium.


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Golfinhos e outros animais são resgatados de cativeiro em hotel onde eram explorados para entretenimento

Foto Meka Hotel

Foto Meka Hotel

Após a morte de um golfinho, que estava sendo mantido como atração turística em um hotel na cidade de Lovina, no norte de Bali, no sábado, uma investigação da agência de conservação do país foi iniciada resultando no resgate de dois outros golfinhos, assim como uma série de outros animais que eram mantidos no mesmo local. A operação aconteceu ontem (6), após anos de alegações de abuso de animais.

O Projeto Dolphin, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA que trabalha para proteger golfinhos em todo o mundo, publicou em seu site que foram resgatados dois golfinhos e mais outros animais ontem, que segundo as autoridades estavam “sofrendo e sendo mantidos em condições deploráveis”.

Foto Meka Hotel

Foto Meka Hotel

Autoridades do Centro de Conservação de Recursos Naturais do governo indonésio (BKSDA) em Bali, bem como membros da Rede de Ajuda a Animais de Jakarta (JAAN), participaram da missão de resgate dos animais.

O Projeto Dolphin disse que o resgate foi planejado antes da morte de um dos golfinhos no sábado. A maioria dos animais mantidos no Hotel Melka, incluindo três crocodilos de água salgada, dois macacos de folhas (lutungs), assim como cobras e porcos-espinhos, foram todos removidos das instalações do hotel.

“A evacuação dos animais no Hotel Melka no norte de Bali começou ontem, [depois] a equipe realizou um exame de saúde de todos os animais. Todos eles eram mantidos dentro de instalações horríveis, de concreto, estéreis, úmidas [e] pequenas”, escreveu JAAN. um post no Instagram.

Foto: JAAN / Facebook

Foto: JAAN / Facebook

O grupo ativista animal disse que ainda há mais dois golfinhos sendo mantidos no hotel, mas eles disseram que também serão resgatados em breve.

“Com base em seu exame de saúde ontem, apenas dois [dos golfinhos] estavam aptos para o transporte. O resgate dos outros dois está atualmente adiado porque eles não estavam saudáveis o suficiente”, disse Sumarsono, da BKSDA Bali, conforme citado pelo Detik.

O coordenador de Mamíferos Marinhos da JAAN, Amang Raga, disse ao Detik que os golfinhos que ainda estavam no cativeiro, chamados de Rocky e John, eram cegos.

Os dois já haviam sido fruto de uma tranferência, eles vieram do Dolphin Lodge Bali, no sul de Denpasar, enquanto os outros animais haviam vindo do Zoológico de Bali e do Bali Safari e Marine Park, e é nestes locais que ficarão por enquanto.

Foto Meka Hotel

Foto Meka Hotel

“Nós [continuaremos] a monitorar sua saúde e bem-estar, e planejamos o melhor para os animais: significando sua potencial reabilitação e liberação de volta à vida selvagem”, disse JAAN.

Segundo a BKSDA, o Hotel Melka possui uma licença de conservação, que permite abrigar animais protegidos, como os golfinhos.

O Melka Hotel descreve-se como um “Hotel Dolphin” (Hotel dos Golfinhos, na tradução livre) e oferece aos seus hóspedes a oportunidade de assistir ao seu show diário de golfinhos ou nadar com golfinhos nas piscinas de água salgada do hotel (este último por um custo adicional, de acordo com seu site).

Agora, o hotel está prestes a perder sua permissão, e pode até enfrentar acusações criminais se a agência determinar que há sinais de negligência, Ketut Catur Marbawa, do BKSDA de Bali, disse ao Detik na segunda-feira.

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AAA Northeast, empresa de turismo dos Estados Unidos, corta parceria com SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

AAA Northeast, empresa de turismo, anunciou que irá deixar de vender ingressos para o SeaWorld. A ação foi tomada sob influência de protestos organizados pela PETA e a Protest SeaWorld NY.

Duas baleias pulando do mar em uma atração do parque

Foto: Plant Based News

“Nenhum negócio decente deve querer estar ligado a um parque que cria golfinhos e os monta como se fossem pranchas de surf em shows estilo circo”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

Ela ainda disse que a agência fez a coisa certa ao se desvincular do SeaWorld, e a PETA está incentivando outras empresas a fazerem o mesmo.

A AAA Northeast agora faz parte de uma lista crescente de empresas de turismo que pararam de vender ingressos para o SeaWorld – incluindo a AAA Arizona, AAA Washington e Virgin Holidays, assim como as companhias aéreas United, Alaska, Delta, JetBlue, Southwest, Spirit, Sunwing e WestJet.

Mudança

A organização PETA afirma que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

No mês passado, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Pescadores usam golfinhos como isca para capturar tubarões no Peru

Por Rafaela Damasceno

Os golfinhos são animais sencientes, extremamente inteligentes e sensíveis. Eles também possuem uma cognição avançada, ou seja, uma alta capacidade de percepção e aprendizado, e costumam criar fortes laços familiares.

Três golfinhos nadando no meio de um cardume de peixes

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

Infelizmente, os golfinhos não estão livres da indústria de pesca. Apesar da carne de golfinho não ser mundialmente comercializada, eles são mortos para servir de isca.

Segundo o One Green Planet, uma quantidade entre 5.000 e 15.000 de golfinhos são mortos por ano, apenas no Peru. O relatório Pequenos Cetáceos, Grandes Problemas, feito pelo Instituto de Bem-Estar Animal (AWI, na sigla em inglês), expõe os problemas que os cetáceos do mundo todo estão enfrentando. A indústria de pesca do Peru foi considerada uma das principais culpadas.

DJ Schubert, biólogo de vida selvagem da AWI, explicou que, em muitas regiões, as mortes dos cetáceos evoluiu de capturas acidentais à caça comercial. “É ultrajante que muitos países tenham leis que protejam as espécies, mas a fiscalização é fraca ou inexistente. Isso permitiu que um mercado negro se desenvolvesse”, afirmou.

Os golfinhos mortos para serem explorados como isca sofrem mortes agonizantes. Normalmente, eles são esfaqueados com facas ou arpões, e então são deixados para morrer lentamente. As caças à espécie são proibidas por lei no Peru desde 1996, mas investigações comprovam que os assassinatos são constantes em toda a costa peruana.

Uma petição foi criada pedindo para que o vice-ministro Javier Fernando Miguel Atkins Lerggios faça a lei ser respeitada, punindo os criminosos responsáveis. Você pode contribuir assinando aqui.


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Treinadora de golfinhos é acusada de maus-tratos após sentar em cima dos animais

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Uma “treinadora de golfinhos” do Dubai Dolphinarium está sendo investigada por abusos de animais após um vídeo ter sido divulgado nas redes sociais mostrando a instrutora sentada nas costas de um dos animais.

As imagens, filmadas nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, mostram a treinadora sentada nas costas de um golfinho por cerca de seis segundos antes de mergulhar em uma piscina.

Especialistas dizem que o golpe poderia facilmente ter danificado os órgãos do golfinho pois os mamíferos não suportam o próprio peso do corpo fora da água, portanto, acrescentar o peso de um ser humano a esse risco pode causar sérios danos aos mamíferos marinhos.

Ativistas identificaram duas treinadores que foram acusadas de serem as responsáveis pelo vídeo, as quais, desde então, excluíram suas contas na rede social.

Um porta-voz do Dolphinarium, inaugurado em 2008, confirmou que uma investigação estava em andamento, mas se recusou a discutir mais.

“A gerência está investigando o vídeo. Não podemos falar sobre as imagens enquanto a investigação estiver em andamento “, disse a atração em um comunicado.

Elsayed Mohammad, diretor regional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, disse ao Gulf News: “É bem sabido que o corpo dos golfinhos é muito sensível”.

“O corpo do golfinho não é adaptável a qualquer pressão fora da água. Pressionar o abdômen do golfinho no chão pode facilmente prejudicar seus órgãos internos”.

“Se você der um soco no abdômen de uma pessoa, pode imaginar como é doloroso”.

“Independentemente de saber se são alguns segundos ou não, está errado. É crueldade contra animais”.

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

O Dubai Dolphinarium é uma pretensa atração turística que explora os animais vendendo ao público “a chance de assistir a golfinhos e focas realizarem truques em estilo de circo em shows diários”. O que a maioria das pessoas ignora é que esses animais realizam os truques em troca de comida, vivem famintos, infelizes, presos e sob tortura, privados da imensidão do oceano e da companhia de seus iguais.

Esses animais muitas vezes desenvolvem doenças compulsivas de fundo mental como a zoocose. O sofrimento desses seres é tamanho que eles batem suas cabeças nos portões ou mesmo nas grades de seu cativeiro, auto mutilando-se. A repetição de movimentos compulsivos sem finalidade, como nadar a deriva nos taques também esta entre os sintomas da doença.

As apresentações de 45 minutos incluem os animais dançando, cantando, fazendo malabarismo, jogando bola e pulando através de aros.

Os hóspedes também podem pagar mais por uma experiência de “nadar com golfinhos”, que envolve ser transportado segurando nas barbatanas da barriga do animal ou na barbatana dorsal.

Os clientes também são informados de que conseguirão abraçar, beijar e dançar com os animais.

Nascidos livres no oceano, esses animais jamais serão felizes em cativeiro. Acostumados a nadar quilômetros em altas velocidades, ao ficarem confinados a tanques artificiais eles perdem a vontade de viver e muitos morrem porque param de comer ou mesmo de respirar.

Foto: Gulf News

Foto: Gulf News

Animais extremamente inteligentes e capazes de vínculos sociais sólidos e profundos, seu sofrimento só se torna ainda maior em função de suas habilidade cognitivas e da compreensão do mundo ao seu redor.

Grupos de defesa dos direitos animais pedem o fim de todos os shows de animais em cativeiro, denunciando a crueldade e o abuso por trás desses espetáculos.

No mês passado, a Virgin Holidays anunciou que deixaria de oferecer viagens de férias organizadas para cinco resorts que incluem experiências com baleias e golfinhos em cativeiro.

Enquanto isso, a Seaworld anunciou em 2016 que estava cancelando os espetáculos com orcas e acabando com seu programa de reprodução em cativeiro após a reação em massa do público pedindo o fim das atividades.

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Mais de 30 golfinhos morrem na Itália por possível infecção viral

Por Rafaela Damasceno

Trinta e quatro golfinhos morreram este ano ao longo da costa da Toscana, região italiana. A maior parte das mortes foi registrada no verão – 18, dos 34 corpos, foram encontrados desde junho.

Dois golfinhos nadando no mar

Foto: Getty

A necrópsia mostrou que 8 deles não se alimentavam há dias. Os especialistas acreditam que eles sofriam de algum tipo de doença, possivelmente causada por um vírus. Eles sugerem que a doença tenha sido causada pelo morbillivirus, que pode matar golfinhos e baleias-piloto.

O vírus afeta os pulmões e cérebros dos golfinhos, causando problemas respiratórios e lesões na pele. Os especialistas ainda não sabem se ele teria sido levado até o mar pela poluição ou por outros fatores relacionados aos seres humanos – houve um surto do vírus na costa da Toscana, em 2013.

Pesquisas estão sendo realizadas nos corpos para tentar chegar a alguma conclusão. Os especialistas estão procurando por sinais de ingestão de plástico, que pode ter obstruído o intestino dos animais, e realizarão testes de toxicologia nos órgãos.

As mortes são ainda mais preocupantes porque ocorreram no mar Tirreno, que constitui um santuário para os cetáceos. Os cientistas esperam ter resultados em suas pesquisas até o final de agosto, para que possam entender o que está causando as mortes.


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Golfinhos são explorados como pranchas de surf em atração turística

Por Rafaela Damasceno

Investigação descobre que animais são forçados a exibir comportamentos antinaturais e participar de atrações humilhantes, forçados a aprender truques que resultam em uma vida toda de sofrimento. Elefantes são forçados a jogar basquete em um zoológico, golfinhos são utilizados como pranchas de surf (o que prejudica suas colunas), chimpanzés são obrigados a andar de moto etc.

Elefantes jogando basquete

Foto: WAZA

Pesquisadores da Fundação Mundial de Proteção Animal e da Change for Animals descobriram irregularidades em instalações que são membros da Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), que foi criada com o objetivo de incentivar e apoiar o bem-estar animal.

“O que pode ser visto como uma simples atividade agradável para uma família, significa uma vida toda de sofrimento para esses animais”, afirmou o Dr. Neil D’Cruze, conselheiro da vida selvagem da World Animal Protection.

A investigação descobriu que, dos 1.200 membros da WAZA, 75% possuíam alguma atração ou atividade prejudiciais para os animais envolvidos. Os pesquisadores orientam os visitantes a reconsiderar sua ida a lugares onde ocorrem práticas irresponsáveis e cruéis contra os animais.

Os investigadores descobriram que, no começo deste ano, um bebê elefante desnutrido foi forçado a performar danças sob ameaças em um zoológico tailandês. Imagens gravadas mostraram o filhote acorrentado e sugando sua tromba repetidamente, em sinal de aflição. Um mês depois da criação de uma petição para salvá-lo, o elefante de 3 anos morreu de uma infecção que nunca foi tratada.


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United Airlines para de vender atrações do SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

Mais uma empresa entrou para a lista das companhias que cortaram parceria com o SeaWorld. United Airlines se juntou a Virgin Holidays, Delta, JetBlue, SouthWest, Spirit, Sunwing e WestJet depois de uma campanha organizada pela organização PETA.

Baleias performando em um show no SeaWorld

Foto: SeaWorld

Além de deixar de vender qualquer coisa relacionada ao parque, a empresa ainda retirou todas as menções do SeaWorld de seu site United Vacations.

“United Airlines fez a coisa certa ao cortar laços com um parque que confina orcas e golfinhos em tanques de concreto que, para eles, são como banheiras”, afirmou a vice-presidente da PETA, Lisa Lange, em entrevista a Plant Based News.

A organização disse que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

Foto: Golfinhos performando no SeaWorld

Foto: SeaWorld

No início deste mês, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

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Vídeo flagra grupo de mais de 100 golfinhos nadando junto a barco

Um grupo imenso de golfinhos foi filmado nadando em conjunto ao longo da costa da Califórnia no domingo, emocionando os espectadores que tiveram a sorte de testemunhar a rara visão, com suas acrobacias e mergulhos.

Chuck Patterson e seus amigos pegaram o barco para sair para uma sessão de hydrofoil surf quando os golfinhos apareceram nas águas perto de Laguna Beach. O grupo começou a seguir o barco e cercou a embarcação. Os golfinhos nadaram ao lado do barco e saltavam para fora da água enquanto corriam ao lado do barco.

“Absolutamente incrível testemunhar este enorme grupo de jovens golfinhos nadando pela costa de Laguna Beach hoje”, escreveu Patterson no Facebook. “As maravilhas surpreendentes da Mãe Natureza nunca decepcionam.”

Patterson disse à Reuters que provavelmente havia mais de 100 golfinhos que nadaram junto ao barco pela costa oceânica.

“Eles pareciam super felizes, você realmente podia sentir a energia”, Patterson disse ao se referir aos golfinhos.

Embora incomuns, os observadores de baleias relataram alguns avistamentos de mega grupos de golfinhos, informou o Orange County Register.

“O sul da Califórnia tem a maior densidade de golfinhos por milhas quadradas que em qualquer outro lugar da Terra”, de acordo com o grupo de observação de golfinhos e baleias Capt. Dave’s Dolphin and Whale Watching, em Dana Point.

O site da organização diz que a área abriga quase 450 mil golfinhos comuns, com mega grupos que chegam a 10 mil golfinhos cada.

No Brasil

Imagens feitas por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na última sexta-feira (12) mostram mais de 500 golfinhos pintados do Atlântico nadando na orla da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o professor José Lailson, essa espécie de golfinho é comum no mar da cidade, mas os pesquisadores nunca tinham visto um grupo tão grande nadando junto.

Foto: Reprodução/ TV Globo

Foto: Reprodução/ TV Globo

Os animais acompanharam o barco dos pesquisadores e, durante o passeio, ainda encontraram uma baleia Jubarte e brincaram com ela em alto mar.

Ainda segundo o professor, a baleia tem cerca de três anos de idade e mede 11 metros. A espécie costuma passar pelo litoral fluminense nessa época do ano rumo ao Nordeste, onde vai se reproduzir. Apenas na sexta, os pesquisadores encontraram dez baleias.

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Vídeo mostra golfinhos presos em redes de pesca

Um vídeo postado na internet mostrando vários golfinhos capturados em uma rede por pescadores de atum na Tailândia atraiu não só a atenção dos internautas, mas de cientistas marinhos, do departamento de recursos naturais e também do ministro do Meio Ambiente do país.

O vídeo de cinco minutos publicado online pelo apresentador Anuwat Fuangthongdeng incluía a voz de um homem falando em tailandês que ordenava à sua tripulação que retirasse alguns golfinhos do mar e os carregasse a bordo do barco.

O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat também compartilhou o clipe e escreveu que ficou comovido com as imagens do grupo de golfinhos capturados em uma rede de pescadores de atum de cauda longa.

O ministro Varawut Silpa-archa, que será empossado na terça-feira, disse que viu o vídeo, em que pescadores transportavam cerca de 10 golfinhos presos em uma rede de pesca, carregando-os em seu barco de pesca e soltando-os no mar.

“Os golfinhos podem ter ficado presos quando seguiram o barco e tentaram comer o atum preso na rede”, disse ele.

“As autoridades deveriam agir contra os responsáveis e tentar conscientizar a população de pescadores sobre a importância da conservação das espécies”, completou o ministro.

Foto: Facebook/DMCRTH

Foto: Facebook/DMCRTH

Comentários nas mídias sociais condenaram fortemente os pescadores por permitir que os golfinhos fossem capturados em suas redes.

Tup Meesupwatana escreveu que, sob a regulamento das práticas internacionais, os pescadores teriam que abrir suas redes e libertar os golfinhos presos.

Duangruethai Reokarn escreveu em um comentário que ficou imensamente impactado pela imagem dos golfinhos imóveis e presos.

Cherry Bun escreveu em outro comentário que as leis não podem fazer nada sobre tal incidente.

Sureerat Thongsamrikthi comentou que não havia gentileza alguma para com os golfinhos.

O Departamento de Pesca disse que o vídeo mostra o barco de pesca Sor Pornthep Nawee 9. O proprietário tailandês vendeu o barco para um malaio em junho de 2017.

Ele deixou a província de Pattani, no sul da Tailândia, e foi registrado na Malásia. O barco agora operava em águas da Malásia, informou o departamento responsável.

Uma investigação foi instaurada para localizar e punir os responsáveis pelos maus-tratos.

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