População de golfinhos está sendo dizimada na Austrália

Foto: Marianna Boorman

As mortes dos filhotes têm provocando preocupações de que toda a população possa desaparecer.

Nos últimos dois anos, 11 dos 13 bebês nascidos no rio Port morreram – alguns deles atropelados por barcos.

Mike Bossley, da Sociedade de Conservação de Baleias e Golfinhos, disse à ABC Radio Adelaide que um filhote chamado Merlin foi encontrado morto no último domingo (17). Ele foi o quarto jovem golfinho a morrer na área perto de Port Adelaide neste verão. Na semana passada, um filhote chamado Sparkle também foi encontrado sem vida.

No dia 3 deste mês, um bebê com apenas um dia de vida foi encontrado morto por uma hemorragia grave, mas os cientistas não acreditam que ele foi atingido por um barco, porque não haviam feridas na parte exterior de seu corpo. Ele foi o terceiro filhote de ‘Ripple’ a morrer entre 2015 e 2019. As informações são do ABC News.

Foto: Marianna Boorman

Cath Kemper, cientista pesquisadora do South Australian Museum, disse que muito pouco se sabe sobre problemas de parto em golfinhos e que investigações são necessárias para confirmar a causa da morte.

Alerta
“Se essa taxa de mortalidade dos filhotes continuar, eventualmente a população vai desaparecer e isso é realmente triste para os golfinhos e para as pessoas que os amam”, disse Bossley.

“É também uma questão econômica bastante significativa, porque há muito turismo construído em torno dos golfinhos e eles se tornaram um verdadeiro ponto de venda para Port Adelaide localmente e até mesmo internacionalmente.”

Cerca de 50 golfinhos vivem no rio Port, que leva ao porto interno de Adelaide.

O Dr. Bossley disse que os golfinhos foram atraídos para Port Adelaide, apesar de seus perigos, porque era uma área de reprodução de peixes e era protegido de tubarões.

Medida emergencial

O governo da Austrália do Sul planeja introduzir um limite de velocidade de 7 nós dentro de parte do Santuário de Golfinhos de Adelaide.

Em novembro, o Ministro dos Transportes, Stephan Knoll, anunciou que seu departamento introduziria o limite na maior parte do Barker Inlet, a leste do Rio Port, a maioria dos quais atualmente não tem limite de velocidade. O mesmo limite já está em vigor no rio do Porto.

Foto: Sue Holman

Knoll, disse à ABC que os regulamentos para introduzir o limite de velocidade serão introduzidos nas próximas semanas.

O Dr. Bossley disse que a velocidade do barco era uma das poucas ameaças aos golfinhos que poderiam ser consertadas.

“Algumas das outras ameaças são doença e poluição e assim por diante, que são muito difíceis de mitigar, mas certamente a velocidade do barco é algo que o governo pode facilmente fazer, o que ajudaria a situação”, disse ele.

Em janeiro, a Autoridade de Proteção Ambiental (EPA) aprovou a Flinders Ports para dragar o rio Port para ampliar o canal de navegação. O trabalho deve começar em junho.

Golfinhos salvam cão de afogamento ao gritar por ajuda

Foto: Pinterest/Reprodução

Foto: Pinterest/Reprodução

Golfinhos estão entre os animais não-humanos mais inteligentes do planeta, sua capacidade de cognição associada a sua sensibilidade e doçura os tornam seres especiais e únicos. Mas além disso tudo, eles ainda são solidários, se não fosse por eles a vida de um cachorro teria chegado ao fim.

Ninguém notou quando ou como o cão da raça dobermann caiu no canal de Marco Island, na Flórida (EUA). Sem humanos por perto, o destino do pobre cão parecia estar selado. Mas, então, de repente, magníficos golfinhos vieram em seu socorro.

Eles notaram que o cachorro estava lutando para sair da água, o que era praticamente impossível, já que estava preso no canal e as paredes que separavam a água da terra eram altas demais para serem escaladas.

O animal estava se debatendo e isso foi o suficiente para os golfinhos perceberem que ele estava com problemas.

O que esses golfinhos espertos fizeram em seguida foi inesperado e surpreendente. Todos eles começaram a fazer barulho ao mesmo tempo, juntos, esperando que alguém os ouvisse e viessem ver o que estava acontecendo.

“Na verdade, eles fizeram tanto barulho que algumas pessoas que moravam ali perto ouviram e se aproximaram para ver porque eles estavam sendo tão barulhentos”, relata Snackay. “Então eles viram o cão preso logo abaixo da parede, na água do canal.”

Em questão de minutos, após descobrir que o cachorro que estava se afogando, os bombeiros foram chamados e entraram em cena, retirando o dobermann da água. O cão aparentava estar muito assustado, com muito medo, pois o animal não conseguia parar de tremer, segundo informações do The Science News Reporter.

Segundo a equipe dos bombeiros, o cachorro passou cerca de 15 horas na água. É realmente incrível que ele tenha conseguido permanecer vivo por tanto tempo. O cão também estava desidratado porque ficou sem tomar agua e caso bebesse água salgada do canal apenas levaria a uma desidratação ainda mais grave.

Tanto as pessoas presentes ao resgate, como vizinhos e a própria equipe de salvamento estavam de acordo que, sem a ajuda dos golfinhos, o cão não teria sobrevivido

Há também muitos casos documentados de golfinhos salvando vidas humanas.

São esses animais notáveis, espertos e solidários que o ser humano mantém presos em cativeiros minúsculos de parques aquáticos, explorando suas habilidades para entretenimento, por dinheiro e os privando da possibilidade de percorrer o oceano, conviver entre os seus e desfrutar de sua liberdade.

Para conhecer a história do resgate do cão com a ajuda dos golfinhos clique aqui.

Estudo científico condena a exploração de baleias e golfinhos em cativeiro

Foto: Reprodução/WAN

Foto: Reprodução/WAN

De acordo com um relatório produzido pelo Animal Welfare Institute (AWI) e WorldAnimal Protection (WAP) a situação dos mamíferos marinhos em cativeiro esta mudando, mas operações de captura ao vivo, shows itinerantes com golfinhos, mares poluídos e mortes de animais desnecessárias continuam a manchar a indústria exploratória desses animais em todo o mundo, especialmente na Ásia.

A quinta edição do relatório “O Caso Contra Mamíferos Marinhos em Cativeiro”, divulgada na conferência da ITB em Berlim (Alemanha), pretende ser material de referência para aqueles que desejam entender porque é inaceitável confinar e explorar mamíferos marinhos em exibições públicas e entretenimento.

Citando evidências científicas sólidas e argumentos éticos, o relatório de 156 páginas investiga a realidade dos bastidores de zoológicos, aquários e parques temáticos marinhos que exibem esses animais, que apesar de garantirem a “segurança e conforto” das instalações, não fornecem informações essenciais ou mesmo precisas a respeito dos recursos de conservação ou educacionais. Mamíferos marinhos sofrem problemas de saúde física e mental como consequência do confinamento em tanques pequenos. A falta de avaliação científica aprofundada e rigorosa sobre o bem-estar desses animais em cativeiro usados nessas operações é uma questão de preocupação global.

“Mamíferos marinhos simplesmente não podem ser mantidos em cativeiro”, disse a dra. Naomi Rose, principal autora do relatório e cientista especializada em mamíferos marinhos da AWI, em um comunicado. “Quase todas as espécies de mamíferos marinhos são predadores de grande alcance e o melhor que esta indústria exploratória faz por eles são tanques de concreto ou pequenos currais marítimos cercados”.

A quinta edição deste relatório – produzido pela primeira vez em 1995 – é especialmente oportuna considerando o recente anúncio feito pelo Dolphinaris Arizona de que encerraria seu show com golfinhos depois que quatro golfinhos morreram em menos de 18 meses. Desde a publicação da última edição em 2009, a controvérsia sobre os mamíferos marinhos em cativeiro se intensificou, em grande parte devido a documentários de alto impacto como “The Cove” e “Blackfish”, garantindo que cada nova proposta para construção de um dolphinário em todo o mundo terá que lidar com maior escrutínio e ceticismo.

“Uma vida em cativeiro para mamíferos marinhos, como os golfinhos, é tão contrária ao seu ambiente natural – que simplesmente não pode ser chamada de vida”, disse Nick Stewart, líder global da campanha sobre turismo na vida selvagem na World Animal Protection. “Os turistas e a indústria global de viagens criam e fornecem demanda por instalações com mamíferos marinhos em cativeiro existentes e novas, e é por isso que escolhemos lançar o relatório em um dos maiores shows de viagens do mundo. Os argumentos e evidências do sofrimento estão aqui em linguagem simples para as empresas de viagens verem”, declara ele.

Outros pontos em destaque do relatório:

• Embora esteja ocorrendo uma mudança de paradigma, com muitos países proibindo a exibição ou criação de cetáceos para entretenimento, ou proibindo e restringindo o comércio de cetáceos vivos, a captura ao vivo de mamíferos marinhos na natureza, particularmente os cetáceos, continua. Os pontos altos de captura em 2019 são a Rússia (belugas e orcas) e o Japão (várias espécies de golfinhos). O principal mercado hoje é a China, onde o número de parques temáticos de vida marinha saltou de 39 em 2015 para 76 no início de 2019.

• Considera-se que os cativeiros marinhos (cercados) de golfinhos na Ásia e no Caribe correm um risco extremo de serem atingidos por furacões e tsunamis. Sua construção também degrada o habitat da costa, destruindo mangues e danificando os recifes de corais. Várias instalações desse tipo foram severamente danificadas durante a temporada de furacões de 2017 no Caribe.

A principal preocupação em relação aos mamíferos marinhos mantidos em cativeiro é a natureza artificial e estéril do ambiente, particularmente a quantidade de espaço fornecido. Na natureza, os cetáceos podem viajar 40-100 milhas por dia cerca de (64 a 160 km), atingir velocidades de 30 milhas por hora (cerca de 48km/h) e mergulhar centenas de metros de profundidade. Mesmo nas maiores instalações, os cetáceos recebem menos de um décimo de milionésimo de 1% do seu habitat natural. Um estudo de 2014 descobriu que uma orca macho em cativeiro passou quase 70% do seu tempo totalmente imóvel. No entanto, os padrões globais para o tamanho do cativeiro não foram revisados ou melhorados.

• As condições inadequadas em que são mantidos os mamíferos marinhos em cativeiro dão origem a uma infinidade de impactos negativos sobre o seu bem-estar. A maioria deles é um predador de larga escala – o confinamento em pequenos tanques ou cercados os leva ao estresse, o que, por sua vez, leva a vários problemas de saúde, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade.

• Golfinhos nariz-de-garrafa enfrentam um aumento seis vezes maior no risco de mortalidade imediatamente após sua captura na natureza e transferência entre as instalações. As taxas anuais de mortalidade de orcas diminuíram ao longo dos anos, mas ainda não correspondem as populações saudáveis na natureza.

• A preocupação com a segurança e o bem-estar dos golfinhos tem levado várias empresas de turismo, incluindo o TripAdvisor e a Virgin Holidays, a acabar ou restringir a promoção de atrações envolvendo nado com golfinhos. Esses animais belos, inteligentes e únicos jamais vão se adaptar ao cativeiro e mantê-los dessa forma é um crime contra a natureza.

Campanha pede a liberdade de baleias em cativeiro

Foto: PETA/Divulgação

Foto: PETA/Divulgação

Bem a tempo das multidões que chegam com a primavera, um caminhão enorme da PETA percorre a cidade americana de San Diego na Califórnia, sede do Sea World, dando a ilusão de que está transportando uma orca apática em um tanque apertado, para incentivar as pessoas a não irem ao famoso parque de shows, onde os mamíferos marinhos que deveriam estar livres, nadando até 140 milhas por dia no oceano, são mantidos prisioneiros em caixas de concreto apertadas.

O letreiro escrito sobre a imagem extremamente realista alerta:

“Nadadeiras atrofiadas, dentes quebrados, cativeiro minúsculo. Prisioneiro do Sea World. Não vá!”

“O corpo e a mente complexos e capazes que as orcas possuem desmoronam quando elas são forçadas a nadar em círculos intermináveis, dia após dia, nos tanques apertados do Sea World”, diz Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A imagem da orca, extremamente real utilizada pela PETA na campanha, chamará a atenção para o profundo sofrimento que esses animais enfrentam em cativeiro e, espera-se que inspire as pessoas a evitar o Sea World até que eles parem de manter orcas e outros animais em cativeiro”, diz ele.

“Os animais não são nossos para que os usemos como entretenimento”, diz uma parte do lema da PETA, essa visão se opõe ao especismo, doutrina supremacista e dominante no planeta, que vê o homem ser superior aos animais, podendo assim dispor deles como bem entende.

Na natureza, as orcas podem viajar até 140 milhas por dia em bandos que tem estruturas familiares.

Mas no Sea World, eles nadam sem propósito dando pequenas voltas, em águas cheia de substâncias químicas, dentro de tanques estéreis que, para elas, são do tamanho de uma banheira.

Muitos desses cetáceos têm os dentes severamente danificados, na maioria das vezes causados por roer as barras de metal dos tanques devido ao estresse (zoocose).

Mais de 40 orcas – incluindo Kayla de 30 anos – morreram sob os cuidados do Sea World, de causas como trauma grave, gangrena intestinal e insuficiência cardiovascular crônica.

Nenhuma delas sequer chegou perto da expectativa de vida máxima da espécie na natureza.

A PETA vem pedindo há muito tempo ao Sea World que desenvolva santuários para as orcas, destacando que o National Aquarium atualmente está construindo um santuário de golfinhos e que um parque marinho na China tem planos de transferir duas baleias para um santuário de águas abertas na Islândia.

Diversas organizações e empresas – incluindo Miami Dolphins, STA Travel e JetBlue, Southwest e United Airlines – encerraram suas ligações com o Sea World.

Governo australiano enfrenta pressão para proibir golfinhos em cativeiro

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Uma ONG internacional que atua em prol bem-estar animal está pedindo ao governo de Queensland (Austrália) que proíba definitivamente a criação de golfinhos em cativeiro no Sea World, na Gold Coast.

A World Animal Protection lançou uma petição pública que será posteriormente apresentada ao governo de Queensland.

“Nós queremos que esses golfinhos que ficam Sea World sejam a última geração mantida em cativeiro em Queensland. A aceitação de lugares como esse está em vias de extinção ”, afirmou o gerente sênior de campanha da World Animal Protection, Ben Pearson, ao canal de notícias australianas Nine News.

O SeaWorld da Gold Coast é apenas um dos dois locais que mantêm golfinhos em cativeiro na Austrália, e com mais de 30 golfinhos no mesmo local, é um dos maiores do mundo.

O outro local é o Dolphin Marine Magic em Coffs Harbour.

“Não estamos falando em fechar o Sea World, não estamos falando de prejudicar a economia de Queensland, estamos dizendo que não há justificativas a reprodução”, disse Pearson.

“Um dos problemas na criação de animais em cativeiro é que você não pode liberá-los na natureza”.

Mas o Sea World defende o seu programa de criação de golfinhos justificando que o foco dele é a “conservação”.

O parque aquático alega que alguns desses animais já estão na terceira geração em cativeiro. Ou seja, jamais viram o mar, desfrutaram da liberdade ou percorrem diversos quilômetros nadando a toda velocidade como nasceram biologicamente adaptados para fazer.

Pearson disse que o programa de criação do Sea World vai contra o princípio básico de conservação das espécies e derrubou o argumento do parque lembrando que os golfinhos não estão ameaçados de extinção para serem “conservados”.

Não há nada de conservação no que eles fazem ali”, disse ele.

Se eles resgatassem os golfinhos na natureza, os reabilitassem em seguida, e os devolvessem ao mar, eles teriam o nosso apoio, mas a criação em cativeiro não faz isso”, esclarece Pearson.

O gerente da ONG também apontou que nenhum cativeiro jamais satisfará satisfazem as necessidades dos animais e indiretamente esse programa endossa a caça aos golfinhos.

“Um golfinho em cativeiro pode viver 50 anos. Na natureza, um golfinho nariz de garrafa nadaria 100km por dia e poderia mergulhar até 450 metros. Eles têm um ambiente rico no mar. Não há como uma pequena piscina de concreto no Sea World conseguir se igualar a isso” definiu ele.

Pearce afirma que uma das maiores ameaças aos golfinhos na natureza é a caça, como a que acontece em Taiji no Japão, onde eles realmente capturam golfinhos na natureza para exibí-los em aquários.

“O Sea World não faz isso, eles não caçam golfinhos, mas exibindo esses animais em um tanque essas práticas são endossadas indiretamente”, disse ele.

O governo de Queensland apoia o Sea World, alegando que eles estão operando segundo a lei do país.

O Ministro da pasta de Agricultura e Pescaria, Mark Furner, alega que o Sea World mantém o número máximo de golfinhos que é permitido criar em cativeiro no país, e desde que eles não excedam esses números “esta tudo certo”.

No entanto, o governo de Queensland não comentou nada sobre a petição iniciada pela World Animal Protection.

A petição conseguiu 5.500 assinaturas desde o seu lançamento ontem. Ainda não foi definida uma data para o envio do documento ao governo.

“Esperamos que o governo de Queensland aja rapidamente nesse caso. Se eles se recusarem a fazê-lo, insistiremos e protestaremos até que isso aconteça”, concluiu Pearson.

Sea Shepherd encontra “depósito” de golfinhos mortos na França

“Trinta anos de reuniões e discussões com os comitês de pesca levaram à situação catastrófica em que estamos hoje” (Foto: Sea Shepherd France)

A Sea Shepherd anunciou ontem que encontrou um “depósito” de golfinhos mortos em Les Sables d’Olonne, na Baía de Biscaia, na França. Segundo a organização de conservação da vida marinha, o local está servindo como área de despejo de parte dos golfinhos mortos pela pesca comercial.

“É onde eles são despejados antes de serem enviados para uma usina de processamento”, informou. A denúncia foi feita pouco tempo depois que a Sea Shepherd revelou que cadáveres de golfinhos mutilados têm se multiplicado às centenas na costa atlântica francesa.

“Trinta anos de reuniões e discussões com os comitês de pesca levaram à situação catastrófica em que estamos hoje. O tempo para discussão acabou, há uma necessidade urgente de ação”, declarou a presidente da Sea Shepherd France, Lamya Essemlali.

Em fevereiro, a Sea Shepherd contabilizou mais de 600 golfinhos, a maioria mutilados, encontrados nas praias francesas, vítimas da pesca comercial. Os animais foram atingidos por redes de arrasto. “Embora esse número possa parecer enorme, está muito abaixo da verdadeira escala de mortes em curso”, garantiu a organização.

Segundo o Observatório Científico Pelagis, a estimativa é de que 80% dos golfinhos mortos na costa atlântica francesa afundam no mar e nunca chegam à costa. “Durante nossas patrulhas, encontramos diariamente muitos golfinhos nessa área particularmente sensível”, enfatizou Lamya.

A organização rejeita a tese de que os animais são mortos em consequência da “pesca acidental”. A justificativa é que as técnicas de pesca comercial utilizadas na região são sistemáticas. Ou seja, os pescadores assumem conscientemente o risco de matarem os golfinhos.

Milhares de golfinhos e baleias ainda sofrem em aquários

Em decorrência das muitas limitações impostas, eles desenvolvem precocemente problemas de saúde (Foto: Shutterstock)

Lançado na semana passada na ITB Berlim, uma das maiores feiras de turismo do mundo, o mais recente relatório da organização Proteção Animal Mundial informa que milhares de golfinhos e baleias ainda sofrem em aquários.

De acordo com o levantamento, os problemas na exploração desses animais como entretenimento vão desde instalações inadequadas a maus-tratos físicos e psicológicos.

O relatório também aponta que na natureza animais como baleias e golfinhos nadam de 50 a 225 km por dia, e mergulham centenas de metros de profundidade, o que é impossível em aquários, e como consequência isso afeta a saúde dos animais.

Em decorrência das muitas limitações impostas, baleias e golfinhos desenvolvem precocemente problemas de saúde que incluem estresse extremo, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade; e isso independe de terem sido retirados da natureza ou criados em cativeiro.

Golfinhos nariz-de-garrafa, por exemplo, têm seis vezes mais chances de morrer após serem capturados na natureza e transportados de um local a outro. O que também tem gerado preocupação é que nos últimos quatro anos o número de parques temáticos aquáticos aumentou de 39 para 76 na China.

O relatório “O problema dos mamíferos marinhos em cativeiro” conclui que orcas e golfinhos não devem ser exibidos em parques e aquários. Em São Paulo, o vereador Reginaldo Tripoli (PV) protocolou recentemente na Câmara Municipal um projeto de lei que visa proibir a instalação de novos aquários na cidade.

Poluição e pesca ameaçam sobrevivência de golfinhos no Brasil

Duas espécies amazônicas de água doce são ameaçadas: o peixe-boi amazônico e o boto-rosa — Foto: Rudimar Narciso Cipriani/ TG

Quando o assunto é mamífero, o Brasil se destaca: casa para mais de 700 espécies reconhecidas cientificamente, o País possui uma das maiores riquezas de mamíferos do mundo. Dessas, 51 são marinhas, sendo 19 golfinhos, 24 baleias, sete espécies carnívoras e o peixe-boi-marinho.

Em águas brasileiras, os pintados-do-atlântico se destacam por ser a espécie mais comum no litoral norte paulista, onde também são observados nariz-de-garrafa, dentes-rugosos, golfinho-comum, boto-cinza e toninha.

Dentre as espécies listadas no Livro Vermelho do ICMBio, a toninha, também conhecida como boto-amarelo, é o Cetáceo mais ameaçado da América do Sul.

Tida como “Criticamente em Perigo”, categoria anterior a “Extinto na Natureza”, a espécie é vítima da pesca de emalhe – um tipo de rede -, diminuição do habitat e poluição.

De acordo com pesquisas realizadas em 2002, a espécie pode chegar a 10% do tamanho populacional em 23 anos no Sul do Brasil.

Endêmica do Atlântico Sul Ocidental, a toninha pode ser encontrada nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, no Uruguai e na Argentina. Comum em águas mais rasas, de até 30 metros, ocorre principalmente em ambientes marinhos e em alguns poucos estuários, como a Baía da Babitonga.

Atenção aos rios

De acordo com pesquisas do Livro Vermelho, os golfinhos fluviais são as espécies mais ameaçadas de extinção, resultado do conflito pelo uso dos recursos hídricos, captura direta por pescadores, captura acidental em redes de pesca e encalhes.

O desmatamento e a ocupação humana nas margens do rio também afetam a sobrevivência do boto-vermelho, o maior golfinho de rio, classificado como “Em Perigo” na categoria de risco de extinção.

De acordo com os especialistas, suspeita-se um declínio populacional da espécie de pelo menos 50% nas próximas três gerações, ou cerca de 30 anos.

No Brasil, o boto-vermelho ocorre em rios como o Negro, Solimões, Japurá, Purus, Juruá e Madeira, abrangendo a Amazônia, Acre, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá, além da bacia dos rios Araguaia e Tocantins, podendo ser avistado em Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

A poluição, mineração e a fragmentação do habitat, que resultam no assoreamento dos rios, são outras ameaças à espécie, que na última década foi muito usada como isca na pesca de bagre e piracatinga.

Fonte: G1

Pesca está matando golfinhos na França

Retrato da pesca comercial: golfinho morto depois de ficar preso em uma rede de arrasto (Foto: Sea Shepherd)

A pesca comercial está matando golfinhos na costa atlântica francesa. Na semana passada, a Sea Shepherd encontrou mais dois golfinhos mortos sendo içados por dois arrastões que pescavam na região. Não é a primeira vez este mês que a organização de conservação da vida marinha flagra golfinhos mortos ou feridos em consequência da pesca comercial.

Só nas últimas seis semanas, a Sea Shepherd contabilizou mais de 600 golfinhos, a maioria mutilados, encontrados nas praias francesas. Os animais foram atingidos por redes de arrasto. “Embora esse número possa parecer enorme, está muito abaixo da verdadeira escala de mortes em curso”, garante a organização.

Segundo o Observatório Científico Pelagis, a estimativa é de que 80% dos golfinhos mortos na costa atlântica francesa afundam no mar e nunca chegam à costa. “Durante nossas patrulhas, encontramos diariamente muitos golfinhos nessa área particularmente sensível”, informa a presidente da Sea Shepherd France, Lamya Essemlali.

A organização rejeita a tese de que os animais são mortos em consequência da “pesca acidental”. A justificativa é que as técnicas de pesca comercial utilizadas na região são sistemáticas. Ou seja, os pescadores assumem conscientemente o risco de matarem os golfinhos.

Golfinhos sobreviventes do Dolphinaris Arizona são levados para outro cativeiro

Alia morreu no dia 22 de maio de 2018, no Dolphinaris Arizona. Foto: Dolphinaris Arizona

O Animal Welfare Institute (AWI) confirmou que os dois últimos golfinhos restantes do Dolphinaris Arizona foram transferidos para fora da instalação na última terça-feira (19).

De acordo com a organização, infelizmente, acredita-se que os golfinhos foram levados para um recém construído cais marítimo de golfinhos no Coral World Ocean Park em Water Bay, St. Thomas no Ilhas Virgens dos EUA. Ainda não é possível afirmar que será temporário ou não

“Ainda não estamos certos sobre o que causou a morte de quatro golfinhos em Dolphinaris dentro de um período de 18 meses”, disse a cientista de mamíferos marinhos da AWI, Naomi Rose, em um comunicado.

“Agora, os dois golfinhos nascidos em cativeiro, Sonny e Ping, que são potencialmente imunocomprometidos, serão mantidos em um cercado de baías de mar em uma baía conhecida por sua limitada circulação de água e má qualidade da água. Com base no monitoramento da Lei da Água Limpa, a Water Bay não é adequada para nadadores humanos em 40% do ano. Esses dois golfinhos viverão nesta água poluída o dia todo, todos os dias”.

O fechamento do Dolphinaris

No dia 5 de fevereiro, a instalação anunciou que fecharia temporariamente enquanto um painel externo de veterinários, patologistas, especialistas em qualidade de água e em comportamento animal avalia o aquário após a morte de um quarto golfinhos em menos de dois anos.

Outro dois outros golfinhos, Liko e Noelani, foram devolvidos à sua instalação de origem, a Dolphin Quest, no Havaí, que possui 12 golfinhos em cativeiro na Ilha Grande, em Kona.

Kai’nalu morreu no dia 31 de janeiro deste ano. Foto: Dolphinaris Arizona

O Dolphinaris ainda não declarou que seu fechamento é permanente, deixando em aberto a possibilidade de que a permanência de Sonny e Ping no Coral World seja apenas temporária.

“A indústria de exibição pública costuma dizer que os golfinhos nascidos em tanques de concreto, como Sonny e Ping, não conseguem lidar com os contaminantes e patógenos que encontrariam no oceano se fossem libertados. No entanto, colocá-los em uma caneleta marítima gera preocupações semelhantes usando essa lógica. A hipocrisia da indústria de exibição cativa aqui é digna de nota: não há problema em mandar os golfinhos nascidos em tanques para uma caneleta marítima quando for conveniente para o manejo, mas não quando for do melhor interesse dos golfinhos”, continuou a Dra. Rose.

“A AWI acredita que todos os golfinhos podem ser aposentados em santuários à beira-mar, mas esse santuário nunca estaria localizado em uma baía poluída”, continuou Rose.

Santuário para cetáceos

Anda este ano, a Islândia sediará o primeiro santuário de águas abertas para as baleias beluga, como parte de um projeto liderado pelo Sea Life Trust, em parceria com a Whale and Dolphin Conservation. A nova instalação de 32.000 metros quadrados abrigará duas baleias belugas de 12 anos que estavam sendo mantidas em cativeiro na China.  Little Grey e Little White Beluga em breve farão a viagem para sua nova casa, onde terão a oportunidade de viver no oceano pelo resto de suas vidas.

Acredita-se que o local poderá salvar a vida de muitos cetáceos mantidos em cativeiro por cruéis instalações aquáticas, já que a falta de um local adequado para libertá-los após anos de exploração é geralmente usada como desculpa para mantê-los presos pelo resto da vida.