Moradores da Nova Zelândia salvam 2 golfinhos encalhados

Três moradores de Wellington, na Nova Zelândia, desceram por íngremes penhascos para resgatar dois golfinhos encalhados na Baía de Houghton.

Foto: Melissa Prowse

Melissa Prowse estava assistindo a um grupo de cerca de 50 golfinhos nadando entre a Princess Bay e Houghton Bay, na manhã da última terça-feira. Todos eles chegaram até bem perto de uma pequena alcova no pé das falésias.

“Eles todos nadaram e os dois ficaram presos”, contou Prowse.

Seu parceiro Zane Burn, seu irmão Daniel Prowse e sua amiga Hanna Van der Giessen desceram o penhasco até os dois golfinhos, libertando-os rapidamente das águas baixas.

“Eles estavam realmente estressados ​​quando os socorristas chegaram lá pela primeira vez … quando perceberam que não eram ruins, se acalmaram”, disse Prowse.

Durante o resgate, os golfinhos pareciam fazer contato visual com seus salvadores, em seguida, voltaram para o mar e juntavam-se novamente ao grupo.

A curadora da NZ Whale e Dolphin Trust, Liz Slooten, aplaudiu as ações do grupo.

“É fantástico que essas pessoas estivessem lá. É ótimo ver que as pessoas realmente ajudaram esses animais desse jeito.”

A história se repete

Moradores da Nova Zelândia tem dado exemplo de como ajudar e respeitar a vida marinha e, principalmente, os golfinhos.

Ano passado, cerca de 40 golfinhos nadavam perto demais da praia de Tokerau, na Península KariKari.
Preocupadas com o possível encalhe dos animais, duas pessoas espantaram os golfinho para longe da areia praia.

Foto: TVZN

Uma porta-voz do Departamento de Conservação disse que quatro golfinhos foram encontrados encalhados na praia no início daquele dia , mas foram colocados de volta ao mar por alguns moradores locais.

Mais um aquário de golfinhos está prestes a ser construído nos Estados Unidos

Os planos para a construção de uma nova instalação para exploração de golfinhos, na Costa do Golfo dos Estados Unidos, estão em andamento. Se aprovados, os animais viverão em sofrimento nos pequenos e solitários tanques de concreto até o fim de suas vidas.

Foto: Divulgação | Sea World Califórnia

O “Bama Bayou” é um projeto de 300 milhões de dólares que visa a reconstrução de uma grande propriedade em Orange Beach, no Alabama . O projeto está atualmente sendo considerado pelo Orange Park City Council e incluirá um centro de convenções, um parque aquático, hotéis e uma “experiência” com mamíferos marinhos. As informações são do World Animals News.

Os aquários de golfinhos em cativeiro são nada mais do que prisões deprimentes para os animais e, além do sofrimento causado a eles, ensinam as pessoas incorretamente sobre como devem interagir com eles. Nenhum animal merece ser aprisionado e impedido de viver em paz no seu habitat.

Foto: Pixabay

Nestas instalações, os golfinhos são frequentemente remediados com drogas antidepressivas e são mantidos com fome perpétua, a fim de obrigá-los a realizar truques semelhantes aos de circos para o público humano. Na natureza, os golfinhos podem viver mais de 50 anos, mas em cativeiro, a expectativa de vida pode ser metade disso. Os golfinhos são cronicamente estressados, sofrem problemas de pele e podem vivem mentalmente exaustos, o que pode levar à autoagressão.

Documentários como Blackfish e The Cove destacam o sofrimento ao longo da vida que os cetáceos enfrentam em cativeiro e a luta contra a indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em todo o mundo.

O SeaWorld, líder global da indústria de mamíferos marinhos em cativeiro, concordou em eliminar progressivamente a prática e interromper as performances circenses das atrações.

Foto: Pixabay

Possivelmente à luz destes desenvolvimentos recentes, Rachel Carbary, diretora executiva da Empty the Tanks , disse em um comunicado: “Parece que a prefeitura também é cautelosa sobre a questão de ter golfinhos em cativeiro na comunidade”, depois que ela falou com o Orange Beach City Council sobre o projeto Bama Bayou.

A organização internacional de proteção animal In defense of Animals criou uma campanha para tentar deter a concretização dos planos do Bama Bayou e impedir que mais animais sejam capturados e privados da liberdade para servirem como entretenimento humano.

O que há por trás do recorde de mortes dos golfinhos mais famosos do Brasil

O professor de biologia marinha Pedro Volkmer de Castilho, coordenador do Programa de Monitoramento de Praias da Universidade do Estado de Santa Catarina, anda preocupado com o aumento de mortes de golfinhos (que, na região, eles chamam de “botos”) na cidade de Laguna, em Santa Catarina.

Mas a maior preocupação não é a quantidade de mortes (que chegou a uma dezena no ano passado — o dobro do ano anterior), e sim o que isso pode representar para o futuro da população de botos da cidade.

“A maioria dos botos que apareceram mortos eram indivíduos jovens e isso tende a refletir lá na frente, porque haverá menos adultos naquele grupo para procriar”, explica o professor Volkmer. “Se as mortes fossem de botos adultos eu não me preocuparia tanto, porque eles já teriam cumprido o papel de gerar filhotes. Mas a morte de botos juvenis pode virar um problema bem sério para o grupo dentro de alguns anos, porque faltarão novos adultos para procriar”, diz.

A preocupação maior do professor é com a espécie daquele tipo de golfinhos, a Tursiops truncatus, de inteligência acima da média e que pode passar dos dois metros de comprimento.

O último caso aconteceu na semana passada, quando uma jovem fêmea apareceu morta na Praia do Mar Grosso, vizinha ao canal onde os botos atuam com os pescadores.

A causa da morte do animal ainda está sendo analisada, através de exames em laboratório, mas seu corpo apresentava estranhas manchas na pele, que poderiam indicar contaminação ou infecção causada por poluentes nas águas, já que a lagoa de Laguna recebe os efluentes do rio Tubarão, que, por sua vez, sofre intensamente com atividades industriais e resíduos agrotóxicos da região.

“A poluição causa, no mínimo, a diminuição na imunidade dos botos e os deixam mais vulneráveis a doenças”, explica o professor Volkmer, que acrescenta que “cerca de um quarto dos botos de Laguna já apresentam algum tipo de lesão de pele”.

Embora a poluição seja uma das hipóteses para o número recorde de golfinhos mortos em Laguna no ano passado (foram dez, contra cinco em 2017), é certo que ela não é a principal causa para a mortandade dos adoráveis cetáceos na cidade, mas sim as redes de pesca, que se espalham ao longo da lagoa.

Essas redes causaram, apenas no ano passado, a morte de quatro golfinhos. Os restos de fios de náilon enroscados nas suas caudas não deixavam dúvidas sobre a causa da morte dos animais.

O caso mais chocante do gênero aconteceu tempos atrás, com um boto macho apelidado de “Eletrônico”, já que vivia em constante e intenso movimento. Durante dois anos, ele conviveu com um pedaço de rede entalado na cabeça, o que lhe rendeu um profundo corte na pele e, certamente, muitas dores. “Acho que ele não parava na água porque ficava o tempo todo tentando se livrar daquele sofrimento”, arrisca o fotógrafo Ronaldo Amboni, que também há décadas acompanha os botos de Laguna com suas lentes. “Até que, um dia, ele sumiu daqui. O mais provável é que tenha morrido também”, diz o fotógrafo, que sempre que vê um dos botos da cidade morto se emociona.

As redes são fixadas, muitas vezes, de uma margem a outra da lagoa, não dando chance aos peixes – nem, às vezes, aos botos menos experientes. “Eles são bem menos precavidos que os golfinhos adultos”, lamenta o professor Volkmer. “Às vezes, não conseguem identificar nem driblar as redes e morrem afogados, já que, embora vivam na água, golfinhos respiram o mesmo ar que a gente”, explica.

As redes vêm sendo combatidas pela Polícia Ambiental de Laguna, que, no entanto, não dá conta de todos os casos. Além disso, muitas destas redes são abandonadas dentro d’água e continuam gerando vítimas entre os próprios golfinhos mais jovens, como os que apareceram mortos nos últimos meses na cidade – o que tanto preocupa o professor especializado no assunto.

Os golfinhos de Laguna são os mais famosos do Brasil e a diminuição na sua população preocupa, também, a população local. As imagens dos alegres cetáceos decoram quase tudo na cidade e são uma espécie de símbolo informal, além de terem sido declarados oficialmente como Patrimônio Municipal.

O movimento segue no mesmo sentido das cidades do Cabo Hatteras, no estado americano da Carolina do Norte, onde, no passado, um certo golfinho albino fez história (e virou marca de tudo na região, até hoje) ao guiar, voluntariamente, os barcos que chegavam ao porto através dos perigosos canais.

Fonte: Blog Histórias do Mar / UOL

Fotos: Ronaldo Amboni Fotografia, Unesc e Elvis Palma Fotografia

Blogueira é multada por mergulho irregular com golfinhos em Pernambuco

O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) divulgou que multou a blogueira carioca Luiza Sobral em R$ 5 mil. No dia 29 de dezembro, a influenciadora digital mergulhou com golfinhos na Praia da Conceição, em Fernando de Noronha (PE), o que é proibido por lei.

Foto: Instagram

Luiza fazia um passeio de barco e postou nas redes sociais o mergulho com os cetáceos com a legenda “tentando fazer amizade”. O ICMBio aplicou a multa com base na lei ambiental.

“A blogueira foi autuada por molestar de forma intencional os golfinhos, que é o ato de mergulhar e nadar com os golfinhos rotadares. Luiza esteve na sede do ICMBio, nos informou que não sabia que estava cometendo uma irregularidade e mostrou-se arrependida”, contou a servidora do ICMBio Silmara Erthal.

Foto: Instagram

Luiza Sobral tem 314 mil seguidores no Instagram e utilizou a rede social para falar do caso, mencionando que mergulhar com os golfinhos não era uma boa conduta. O Blog Viver Noronha tentou contato com ela por telefone, mas não obteve resposta.

Segundo o ICMBio, não foi constatada culpa da tripulação da embarcação pelo mergulho irregular, por isso nem os proprietários do barco nem os marinheiros foram multados.

Fonte: G1

Terceiro golfinho morre em aquário nos EUA em menos de 15 meses

Um terceiro golfinho morreu no Dolphinaris Arizona, uma instalação aquática perto de Scottsdale.

Khloe, uma roaz do Atlântico de 11 anos, morreu no dia 30 de dezembro por uma doença crônica, informou o Dolphinaris Arizona na última segunda-feira em seu site e página no Facebook.

Foto: Reprodução | Divulgação

Ela é o terceiro golfinho a morrer em cerca de 15 meses na instalação.

“Este é um dia extremamente triste para a nossa equipe no Dolphinaris Arizona”, disse o gerente geral Christian Schaeffer no comunicado.

Ele disse que antes de Khloe chegar às instalações em 2016, ela lutou contra uma doença crônica causada por um parasita chamado Sarcocystis. A infecção enfraquece o sistema imunológico e causa danos aos músculos e ao sistema nervoso central.

Foto: Reprodução | Divulgação

“Sua condição foi administrada com cuidados veterinários excepcionais por quase seis anos, quando pedimos aos especialistas em golfinhos em todo o mundo para determinar os tratamentos que prolongaram sua vida”, disse ele.

Ele acrescentou que tudo foi feito para tentar salvá-la. Ele disse que será realizada uma necropsia e as descobertas serão compartilhadas com a comunidade veterinária. Ele disse que os outros golfinhos estão bem.

Foto: Reprodução | Divulgação

A instalação foi inaugurada em outubro de 2016 com oito golfinhos-nariz-de-garrafa. Khloe é o terceiro golfinho a morrer desde então. A controvérsia seguiu todas as mortes.

Bodie, um golfinho de 7 anos de idade, morreu em 23 de setembro de 2017, vítima de uma doença muscular rara, de acordo com funcionários da instalação. Mais tarde naquele ano, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica divulgou um relatório à ativista Laurice Dee que disse que Bodie morreu de uma infecção por fungos, levando os ativistas a especular se as condições do deserto são apropriadas para os golfinhos. A porta-voz do Dolphinaris Arizona, Jen Smith, disse à The Arizona Republic em junho de 2018 que a doença muscular era secundária a uma infecção fúngica.

Alia, um golfinho de 10 anos morreu em 22 de maio de 2018, de uma infecção bacteriana aguda que, segundo autoridades, se espalhou rapidamente por todo o corpo. O Dolphinaris Arizona atraiu críticas e protestos de ativistas.

Foto: Reprodução | Divulgação

De acordo com o AZ Central, o local tem um habitat de 900 mil litros de água salgada que abriga os golfinhos que a instalação diz que nasceram e foram criados em cativeiro.

Foi o primeiro local dos EUA para a Ventura Entertainment, uma empresa sediada no México, e mais de 150.000 pessoas em todo o mundo assinaram uma petição online contra o projeto. Os manifestantes realizaram uma série de manifestações enquanto a exposição estava sendo construída e no dia da inauguração.

Críticos dizem que mamíferos marinhos grandes e inteligentes, como os golfinhos, não devem ser mantidos em cativeiro para entretenimento humano.

Foto: Reprodução | Divulgação

Mas os funcionários das instalações sustentam que os animais nascidos em cativeiro se beneficiam do amor e da compaixão de seus cuidadores. Eles dizem que a exposição é uma oportunidade para ensinar as crianças sobre os animais marinhos e os esforços de conservação.

Laurice Dee, ativista e administradora da página no Facebook Defensores Contra o Cativeiro dos Golfinhos no Arizona, escreveu que estava profundamente entristecida pela morte de Khloe.

“Khloe realmente não merecia isso”, escreveu ela. “Se ela estiva doente, ela não deveria estar se apresentando.”

Golfinhos são colocados fora d’água em nome das “selfies” na Indonésia

Uma família de quatro pessoas – um homem, uma mulher e seus dois filhos pequenos – posa para uma foto com dois golfinhos em um piso de plástico seco ao lado de uma piscina.

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

Quando termina, dezenas de outras famílias estão esperando para também fazer o lamentável registro.

Segundo o The Dodo, um investigador do Movimento pelo Fim dos Circos de Animais na Indonésia recentemente filmou as cenas em um dos notórios circos itinerantes da Indonésia , que se apresentava na cidade de Tangerang, em 9 de dezembro.

Nesses circos, que são administrados por várias empresas diferentes na Indonésia, os golfinhos são forçados a fazer truques em pequenas piscinas temporárias cheias de água clorada – e isso pode ter consequências desastrosas para a saúde dos golfinhos .

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

“Eles ficam cegos”, Femke Den Haas, fundador da Jakarta Animal Aid Network (JAAN), disse ao The Dodo. “É como quando você entra na piscina, e depois de uma hora, seus olhos doem porque você está exposto a cloro o tempo todo. E eles têm doenças de pele e também têm úlceras porque o cloro entra em seu corpo “.

Quando o show termina em uma cidade, os golfinhos são carregados em macas e embalados em caixas para que possam ser transportados para o próximo local.

“Acho que ter de viajar o tempo todo nas macas causaria irritação na pele”, disse Lincoln O’Barry, coordenador de campanhas do Projeto Dolphin de Ric O’Barry.  Os golfinhos também estão acostumados a viver na água – seus órgãos estão acostumados a esta condição sem peso. Tenho certeza de que passar tanto tempo fora da água também afeta sua fisiologia. ”

Mas esses não são os únicos problemas associados a esses circos – os golfinhos são alimentados com comida ruim e geralmente não recebem cuidados médicos adequados. Não só isso, mas os golfinhos foram roubados da natureza, e muitas vezes morrem prematuramente devido ao estresse do cativeiro .

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

“Todos os animais de circo sofrem e são maltratados, dia após dia” , disse Namira Annisa, porta-voz do Movimento para o Fim dos Circos de Animais na Indonésia, que faz parte da Fundação Flight .

“Eles definham nesses circos, longe de seus habitats naturais. Mas esses circos argumentam que o uso de animais é “educação”. É isso? O público foi erroneamente informado.”

Em muitos desses shows, os golfinhos são treinados para sair da piscina para que os membros da audiência possam tirar fotos com eles e até mesmo beijá-los. Mas manter os golfinhos fora da água por qualquer período seria muito estressante para os animais, segundo Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute (AWI). As informações são do The Dodo.

“Isso é como estar encalhado e os corpos dos golfinhos provavelmente respondem pelo menos parcialmente (menos o medo e o estresse emocional, já que eles foram treinados para fazer isso e sabem que não é permanente) como se estivessem presos”, disse Rose.

“É estressante, como uma simples questão de fisiologia – não importa o que as instalações que conduzem esses encontros digam, é uma questão de fato, não de opinião”, acrescentou Rose.

“Corpos de cetáceos não aguentam estar fora da água por longos períodos, o que é relativo a eles – mais do que alguns segundos é longo demais para um mamífero totalmente aquático.”

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

Os golfinhos não são os únicos animais usados ​​nesses circos – animais como lontras, ursos-do-sol e cacatuas também são forçados a se apresentar. Estranhamente, os treinadores incentivam os golfinhos a sair da água durante as apresentações dos outros animais.

“Eu acho que os golfinhos são mantidos fora da água apenas … para que o público possa ver todo o corpo do golfinho”, disse Annisa.

Essa exibição cria ainda mais preocupações para Rose.

“O golfinho não deve ficar assim, enquanto um mamífero terrestre está se apresentando ao lado dele”, disse Rose. “Além do estresse sobre a fisiologia do animal, permanecendo fora da água por um período prolongado, não é higiênico – estar ao lado de um mamífero terrestre como este não é natural e, portanto, de uma perspectiva de criação não é sábio.”

Felizmente, há esperança de que esses circos itinerantes acabem fechando ou, pelo menos, parem de usar golfinhos. Um circo itinerante – o Indonésio Oriental Circus – parou de usar animais em seus espetáculos de circo , e Annisa espera que outros façam o mesmo.

“Isso criou um precedente importante e esperamos que muitos outros circos se sigam”, disse Annisa.