Unesco lista área de proteção das últimas vaquitas no México

Foto: WAN

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O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou uma designação “em perigo” para uma área do México que é o último refúgio remanescente das vaquitas ameaçadas de extinção e do peixe também ameaçado totoaba. Uma equipe internacional de cientistas especialistas concluiu recentemente que apenas 10 vaquitas restaram vivas em 2018.

A designação “em perigo” para as ilhas e áreas protegidas do México e do Golfo e da Califórnia veio em resposta a uma petição de 2015 apresentada pelo Centro de Diversidade Biológica e pelo Animal Welfare Institute. Depois de adiar uma decisão por vários anos, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu listar o local. Para que a área seja removida da lista “em perigo”, o México deve trabalhar com a UNESCO para desenvolver medidas corretivas para salvar a vaquita da extinção. Especialistas afirmam que talvez já seja tarde demais.

“Esta designação é um passo crucial para salvar as últimas vaquita sobreviventes da ameaça que as redes de pesca representam”, disse Alejandro Olivera, representante do Centro no México, que está participando da reunião do Comitê no Azerbaijão, em um comunicado. “A comunidade internacional acaba de enviar uma mensagem clara de que o México deve fazer mais pelas vaquitas, mas a decisão também abre oportunidades para o financiamento de um verdadeiro programa de conservação para evitar a extinção da vaquita. O governo mexicano terá novos incentivos e novos recursos para deter a pesca que está matando o mamífero marinho mais ameaçado do mundo”.

A principal ameaça que a vaquita enfrenta é emaranhamento dos animais em redes de pesca que são colocadas no mar para capturar camarões e várias espécies de peixes, especialmente o totoaba, também ameaçado. As bexigas natatórias do totoaba são exportadas do México para a China e outros países (mesmo com proibição legal) por organizações criminosas, onde são altamente valorizadas por suas chamadas “propriedades medicinais”.

A pesca é extremamente agressiva no norte do Golfo da Califórnia, no México. Entre outubro de 2016 e abril de 2019, organizações de proteção à vida selvagem, o governo mexicano e pescadores locais coletaram cerca de 1.200 redes de pesca do habitat da vaquita. A grande maioria dessas redes, 721, estava ativa e pronta para captura, e não como equipamento fantasma (descartada).

“A decisão do WHC (World Heritage Committee) é um apelo urgente para que o México receba assistência, inclusive financeira, de governos em todo o mundo para evitar que a vaquita se torne outro exemplo de extinção causada pelo homem”, disse Kate O’Connell, consultor de fauna marinha do Instituto de Bem-Estar Animal. “O México deve agir de forma decisiva para acabar com a pesca no habitat da vaquita e um esforço global liderado pelo México, China e Estados Unidos é necessário para erradicar o comércio, já proibido por lei, de partes de totoabas”.

Após vários anos de forte oposição a uma designação “em perigo” (o que significaria mais proteção para a espécie), as autoridades mexicanas que participaram da reunião do Comitê aceitaram a classificação. Os 21 membros do Comitê do Patrimônio Mundial reconheceram que, com tão poucas vaquitas remanescentes e um histórico pobre do México aplicando seus regulamentos para salvar a vaquita e do totoaba, a designação era necessária, segundo informações do site World Animal News.

“A pesca no norte do Golfo da Califórnia está empurrando a vaquita para o penhasco da extinção”, disse Zak Smith, advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Trabalhando com o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, a nova administração mexicana agora tem uma pequena janela de oportunidade para mudar de rumo e tomar as ações ousadas porém necessárias para salvar a espécie nos próximos seis meses”.

A decisão do Comitê da Unesco abre a possibilidade de apoio adicional para salvar a vaquita. A região pode ser removida da Lista do Patrimônio Mundial com a classificação de “em perigo” se a vaquita não estiver mais sob ameaça. Por outro lado, a extinção da vaquita poderia levar o Comitê do Patrimônio Mundial a considerar a exclusão da propriedade da Lista do Patrimônio Mundial. O México deve evitar esse resultado a todo custo.

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Quase 300 golfinhos apareceram mortos este ano na costa do Golfo do México

Quase 300 golfinhos nariz de garrafa apareceram mortos – três vezes mais do que o normal – trazidos pela maré até as praias da Costa do Golfo este ano. Os cientistas não conseguem explicar o súbito aumento de mortes na espécie, mas alguns pelo menos têm teorias.

Desde fevereiro, 282 corpos de golfinhos foram encontrados em quatro estados em diferentes graus de decomposição, segundo Erin Fougeres, cientista especialista em mamíferos marinhos da NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

O estado do Mississippi (EUA) tem visto o maior número de golfinhos mortos, acompanhado de perto pelos estados de Louisiana, Flórida e Alabama.

A NOAA declarou o fenômeno como um “Evento de Mortalidade Incomum”, ou UME, o que significa que o número de golfinhos mortos é alarmante o suficiente para garantir uma resposta oficial.

Uma UME foi declarada pela última vez na área após o derramamento de óleo da plataforma da Deepwater Horizon em 2010; a declaração durou até julho de 2014.

Especialistas externos que trabalham com a NOAA apontaram fatores como a quantidade anormalmente grande de chuva e neve despejada no Sul neste inverno e os efeitos remanescentes do vazamento da Deepwater Horizon como causas potenciais.

“Nós sabemos que este é o inverno mais chuvoso no vale do Mississippi em 124 anos”, diz Fougeres à Time. A precipitação pesada pode diminuir os níveis de sal no Golfo, causando problemas para os golfinhos de água salgada (os golfinhos-nariz-de-garrafa são uma espécie de água salgada).

De acordo com Fougeres, apenas um quarto dos golfinhos mortos tinha “lesões na pele que são consistentes com a exposição de água doce”. Embora não seja incomum encontrar essas lesões em golfinhos nesta época do ano,o grande número descoberto tem deixado Fougeres e seus colegas preocupados, segundo ela.

Fougeres também está considerando outros fatores ambientais que podem contribuir para as altas taxas de mortalidade de golfinhos no Golfo do México, incluindo uma “zona hipóxica” do tamanho de Massachusetts que a NOAA previu no Golfo no início deste mês. Essas zonas são criadas quando o excesso de nutrientes das atividades agrícolas e humanas contamina os corpos de água e reduz os níveis de oxigênio – os cientistas os chamam de “zonas mortas” porque sufocam e matam a vida marinha.

A NOAA acredita que a zona morta do Golfo deste ano será de 7.829 milhas quadradas. Isso é mais de 2.000 milhas acima da média de cinco anos e está próximo do tamanho recorde de 2017, de 8.776 milhas quadradas.

Enquanto Fougeres não sabe se essas “zonas mortas” afetam diretamente os golfinhos, ela acha que isso poderia afetar a disponibilidade de seus alimentos.

O trecho do Golfo, onde os golfinhos foram encontrados, é também a área mais diretamente afetada pelo vazamento da Deepwater Horizon. Na época, quatro milhões de barris de petróleo contaminaram o Golfo por mais de 87 dias antes que o vazamento fosse contido, e Fougeres sugere que a população de golfinhos da região ainda experimenta “algumas condições de saúde adversas contínuas e prolongadas”, o que poderia torná-las mais vulneráveis ao estressores e doenças do meio ambiente, como doença pulmonar e adrenal. O estado de decomposição de muitos dos golfinhos tornou os diagnósticos desafiadores; a NOAA está esperando por relatórios completos de necropsia para confirmar do que os golfinhos estão morrendo.

Esses mamíferos extremamente inteligentes tiveram um ano difícil em outras partes do mundo também. Em março passado, mais de mil golfinhos mutilados foram levados para a costa da França. Acredita-se que eles foram mortos por atividades de pesca comercial.

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Cachorro é resgatado após ser encontrado em alto mar na Tailândia

Um cachorro foi resgatado por trabalhadores de uma plataforma de petróleo após ser encontrado sozinho em alto mar. O animal estava no meio do golfo da Tailândia, a aproximadamente 200 km da costa. Ele foi resgatado na última sexta-feira (12) e voltou à terra firme na segunda (15).

Foto: Reprodução / Blog Bom Pra Cachorro / Folha de S. Paulo

Apesar da situação em que foi encontrado, o cachorro passa bem. O caso foi divulgado em rede social por Vitisak Payalaw, um dos funcionários da Chevron Tailândia. As informações são do Blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Payalaw conta que a equipe viu a cabeça do cachorro dentro da água. O cachorro nadava e tentava se agarrar à estrutura da plataforma. Os trabalhadores, então, começaram a pensar em uma forma de resgatá-lo.

De acordo com Payalaw, se as ondas do mar estivessem mais fortes, não teria sido possível avistar o cachorro e ele teria morrido afogado. Aparentemente cansado, ele foi resgatado com a ajuda de uma corda. Por causa da história dele, o cão recebeu o nome de Boonrod, que em português significa sobrevivente.

A suspeita, segundo o The Bangkok Post, é que o cachorro tenha caído de um barco. Payalaw afirmou que, após desembarcar em Songkhla, levaria o cachorro a uma clínica veterinária e que, caso não encontrasse o tutor dele, o adotaria.

Mais um aquário de golfinhos está prestes a ser construído nos Estados Unidos

Os planos para a construção de uma nova instalação para exploração de golfinhos, na Costa do Golfo dos Estados Unidos, estão em andamento. Se aprovados, os animais viverão em sofrimento nos pequenos e solitários tanques de concreto até o fim de suas vidas.

Foto: Divulgação | Sea World Califórnia

O “Bama Bayou” é um projeto de 300 milhões de dólares que visa a reconstrução de uma grande propriedade em Orange Beach, no Alabama . O projeto está atualmente sendo considerado pelo Orange Park City Council e incluirá um centro de convenções, um parque aquático, hotéis e uma “experiência” com mamíferos marinhos. As informações são do World Animals News.

Os aquários de golfinhos em cativeiro são nada mais do que prisões deprimentes para os animais e, além do sofrimento causado a eles, ensinam as pessoas incorretamente sobre como devem interagir com eles. Nenhum animal merece ser aprisionado e impedido de viver em paz no seu habitat.

Foto: Pixabay

Nestas instalações, os golfinhos são frequentemente remediados com drogas antidepressivas e são mantidos com fome perpétua, a fim de obrigá-los a realizar truques semelhantes aos de circos para o público humano. Na natureza, os golfinhos podem viver mais de 50 anos, mas em cativeiro, a expectativa de vida pode ser metade disso. Os golfinhos são cronicamente estressados, sofrem problemas de pele e podem vivem mentalmente exaustos, o que pode levar à autoagressão.

Documentários como Blackfish e The Cove destacam o sofrimento ao longo da vida que os cetáceos enfrentam em cativeiro e a luta contra a indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em todo o mundo.

O SeaWorld, líder global da indústria de mamíferos marinhos em cativeiro, concordou em eliminar progressivamente a prática e interromper as performances circenses das atrações.

Foto: Pixabay

Possivelmente à luz destes desenvolvimentos recentes, Rachel Carbary, diretora executiva da Empty the Tanks , disse em um comunicado: “Parece que a prefeitura também é cautelosa sobre a questão de ter golfinhos em cativeiro na comunidade”, depois que ela falou com o Orange Beach City Council sobre o projeto Bama Bayou.

A organização internacional de proteção animal In defense of Animals criou uma campanha para tentar deter a concretização dos planos do Bama Bayou e impedir que mais animais sejam capturados e privados da liberdade para servirem como entretenimento humano.