Governador sanciona transporte de animais em ônibus e trens no DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou o projeto de lei que autoriza o transporte de animais domésticos em ônibus e trens.

Foto: Pixabay

De autoria do deputado do Daniel Donizet (PRP), a proposta define regras para o transporte: o animal não poderá ser transportado em horário de pico e só poderá desfrutar do serviço se pesar até 12 kg. Ele deverá ser levado em uma caixa de transporte apropriada, sem prejudicar os demais passageiros. Cada tutor pode levar até dois animais.

O passageiro não precisará pagar tarifa extra. Placas em locais de fácil visualização serão fixadas pelas empresas de transporte público para alertar a população sobre a lei. As informações são do Jornal de Brasília.

Moradora da Asa Sul, Amanda Cobra, de 24 anos, aprova a nova legislação. “Táxis particulares não costumam aceitar transportar os animais, por isso essa lei fará uma grande diferença no dia a dia de quem não tem carro”, disse.

“As pessoas, no entanto, precisam ter noção e não deixar os animais fazerem as necessidades [fisiológicas] no transporte público, por exemplo”, completou.


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Nova York se torna o segundo estado americano a proibir o uso de sacolas plásticas

Foto: WWF

Foto: WWF

Segundo a Associated Press, ativistas ambientais acreditam que os nova-iorquinos usem cerca de 23 bilhões de sacolas plásticas todos os anos.

Legisladores do estado de Nova York nos Estados Unidos proibiram a utilização da maioria de embalagens e sacolas plásticas de uso único nas vendas do varejo na intenção de diminuir o transtorno causado pelo material na poluição marinha.

A ideia foi implementada pelo governador Andrew M. Cuomo e pode ser a segunda proibição em todo o estado depois que a Califórnia baniu as sacolas em 2016.

O Havaí possui também uma proibição efetiva, a proibição de Nova York deve começar em março próximo. A lei proibirá o fornecimento de sacolas de uso único pelas lojas aos clientes, pois além dos itens não serem biodegradáveis eles têm efeitos terríveis na vida selvagem e no meio ambiente.

Essa proibição inclui exceções, como sacolas de comida usadas por restaurantes, sacolas usadas para embrulhar mercadorias e sacolas para vendas a granel, sacolas de roupas, sacolas de jornal e que se espera que façam parte do orçamento do estado.

Além disso, a regulação possui um componente adicional que permitirá que os municípios cobrem uma taxa de cinco centavos em sacolas de papel, receita que será oferecida ao Fundo de Proteção Ambiental e um fundo separado para receber sacolas reutilizáveis para os clientes.

O governador é explícito ao apontar que essas sacolas estragaram a paisagem local e entupiram os canais da região, ressaltando a importância de “defender nossos recursos naturais para as gerações futuras”.

O senador Todd Kaminsky disse acreditar que, de vez em quando, todos nós estaremos tentando voltar ao que era antes e as pessoas podem se mostrar surpresas porque isso não era uma coisa comum. No entanto, ele expressou que está feliz que Nova York esteja na liderança desse tipo de tomada de decisão sendo um dos primeiros estados a proibir as sacolas plásticas.

Além disso, muitos estados tomaram medidas alternativas para proibir outras mercadorias plásticas recentemente, e os legisladores havaianos projetaram uma combinação de leis que adotam linha dura contra a maioria dos itens plásticos dentro do comércio doméstico, enquanto uma proposta em Maryland pode transformar a região no principal estado dentro da nação a proibir completamente os recipientes de comida de embalagens de fenil etileno.

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Mais um estado americano proíbe a venda de cosméticos testados em animais

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O estado de Nevada acaba de aprovar uma lei (SB 197) que proíbe a venda de cosméticos testados em animais.

O governador, Steve Sisolak, sancionou a lei de cosméticos livres de crueldade de Nevada 04 de junho. O projeto proíbe fabricantes de cosméticos de vender qualquer produto testado em animais após 1º de janeiro de 2020, quando a lei entrar em vigor.

Nevada é o segundo estado a proibir a venda de cosméticos testados em animais depois da Califórnia.

O projeto foi criado e apresentado pela senadora Melanie Schieble em fevereiro passado. “A compaixão exige a eliminação de testes em animais. Os cidadãos de Nevada pode se orgulhar de uma legislação que exige que as empresas de cosméticos eliminem os testes em animais para continuar fazendo negócios aqui ”, disse Schieble em um comunicado.

Enquanto os testes em animais já foram considerados a única opção para garantir a segurança do produto, o projeto de lei observa que os métodos modernos e livres de animais são mais rápidos, mais baratos e mais precisos.
Há mais de 50 anos de ingredientes existentes que já possuem dados de segurança validados e que as empresas podem usar na composição de produtos sem a necessidade de testes adicionais, poupando animais como ratos, cobaias, coelhos e, em casos raros, cães, de danos.

A legislação federal é próximo passo?

Monica Engebretson, diretora norte-americana de campanha da ONG Cruelty Free International, disse em um comunicado que a aprovação do projeto pode abrir caminho para a legislação federal, “já que a história mostrou que a atividade estatal leva a mudanças no nível federal”.

A ONG trabalhou para promover a Lei de Cosméticos mais Humanos (H.R.2790), que proibiria testes em animais para cosméticos, bem como a venda de produtos acabados testados em animais.

O projeto tem 186 co-patrocinadores e o apoio de mais de 150 empresas de cosméticos, incluindo a Unilever. No entanto, o projeto tem avançado lentamente desde que foi introduzido em junho de 2017.

No ano passado, a Lei de Cosméticos sem Crueldade da Califórnia foi sancionada pelo governador Jerry Brown. A lei, que também entra em vigor em janeiro de 2020, recebeu lapoio da Cruelty Free International. Uma legislação semelhante está pendente de aprovação no Havaí.

“Esta nova lei ajudará a informar um caminho para a legislação federal para que os EUA possam se juntar aos mais de 30 países que já se posicionaram contra os testes em animais para cosméticos”, continuou Engebretson.

O aumento da oposição aos testes com animais para cosméticos levou ao aumento das vendas dos produtos de beleza veganos. De acordo com dados da Mintel, a categoria de cosméticos veganos cresceu 175% entre julho de 2013 e junho de 2018.

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Governo de SP anuncia desburocratização de normas para caça ao javali

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na última segunda-feira (29), durante a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto (SP), a desburocratização de normas para a caça ao javali, que, segundo ele, seguirá regras federais de controle e será feita de forma integrada ao Ibama. A medida, considerada um retrocesso do ponto de vista dos direitos animais, atinge também o javaporco.

Foto: Pixabay

“Ele passa a ser considerado um animal invasor, com legislação e regulação específica, para que ele possa ser caçado, possa ser controlado, possa ser morto”, disse o secretário da Agricultura de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, ignorando o direito à vida e à integridade física, intrínsecos a qualquer ser vivo.

A partir de agora, para que a caça ocorra, basta que o caçador se cadastre no site do Ibama. O sistema online também será usado pelo governo do estado. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a Federação da Agricultura e do Estado de São Paulo (Faesp), javaporcos e javalis já foram encontrados em pelo menos 500 dos 645 municípios paulistas.

“O que havia no governo anterior era uma confusão dentro do sistema. Ele fazia com que o controle não acontecesse, era muito difícil para os proprietários rurais, para os caçadores de fato se credenciarem para fazer o combate”, disse o secretário ao criticar a medida conservacionista do governo de Márcio França (PSB), que sancionou uma lei que proibiu a caça a animais silvestres em São Paulo. O ex-governador, no entanto, voltou atrás após uma reunião com representantes da Faesp e da SRB (Sociedade Rural Brasileira), e liberou a caça ao javali, sob supervisão do estado,
“em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco”.

Com a postura de França, a caça permaneceu proibida, mas com a ressalva do produtor solicitar autorização para matar os javalis caso o animal aparecesse nas proximidades de sua propriedade rural. No entanto, a autorização era dada em até 30 dias, período considerado longo pelos produtores, que se queixavam da situação. Com a medida anunciada por Doria, o objetivo é reverter esse cenário, beneficiando produtores rurais e prejudicando gravemente os animais.

De acordo com Junqueira, a caça passa a ser controlada agora pelo sistema do Ibama. Uma instrução normativa já foi assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

“É uma simplificação do processo. Adere-se ao sistema nacional, se cadastra, para que possa caçar o animal e nós tenhamos o controle da forma que está sendo feita, sem nenhuma violência, uma coisa mais tranquila, de maneira que possa ser feito o controle sanitário e de nossas propriedades”, disse o secretário Marcos Penido, da Infraestrutura e Meio Ambiente.

A alegação de que os javalis e javaporcos serão mortos “sem nenhuma violência” é, no entanto, contestada por ativistas dos direitos animais. Isso porque não há como fiscalizar a forma como esses animais serão mortos. Além disso, os ativistas alegam também a impossibilidade de tirar uma vida sem promover sofrimento.

Deputados pedem que governador do MS libere a caça do jacaré

Deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul pedem que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) libere a caça do jacaré. A proposta será analisada em audiência com a data a ser decidida. A justificativa dos parlamentares é de que há um superpovoamento da espécie, que tem prejudicado o meio ambiente.

O deputado Marçal Filho (PSDB) defende que haja fiscalização para que não ocorram casos de maus-tratos, mas considerou que ainda “cabe muito debate” sobre o assunto. O deputado Cabo Almi (PT) concordou com a questão da fiscalização. As informações são do Correio do Estado.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado José Carlos Barbosa (DEM), conhecido como Barbosinha, afirmou que a minuta está em aberto e que cabe discussão. O parlamentar deixou claro o interesse financeiro no projeto. Segundo ele, a caça do jacaré “poderia gerar R$ 1 bilhão por ano a mais para a economia do estado e a criação de mais 10 grandes indústrias de beneficiamento da carne”. O parlamentar sugere que a prática da caça sej liberada também para ribeirinhos.

Atualmente, a caça de qualquer animal silvestre é proibida pela Lei Federal 9.605/1998. Quem infringir a norma pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, além de multa. É considerado agravante caçar em reservas ambientais.

“O governador está ainda trabalhando em cima do decreto, baseado em muito estudo e dialogando com todos os setores. Para nossa audiência futura também será necessário ter acesso aos trabalhos de especialistas como da Embrapa Pantanal, para subsidiar nossas informações e chegarmos a um denominador comum que possa transformar a economia de forma positiva”, concluiu Barbosinha.

Nota da Redação: a caça de animais silvestres é uma prática extremamente cruel e injustificável. Ao buscar autorização para caçar jacarés, os deputados ignoram o direito a vida desses animais, que são seres sencientes, capazes de sentir dor, e não se importam em provocar sofrimento a essa espécie. Como defensora dos direitos animais, a ANDA, que é veementemente contra a liberação da caça do jacaré no Mato Grosso do Sul, faz um apelo ao governador do estado para que tenha compaixão por esses seres vivos e não permita que eles sejam caçados.